segunda-feira, 18 de março de 2024

Campanha de cajú 2024: GOVERNO ANUNCIA REMOÇÃO DE TODAS AS BARREIRAS NÃO TARIFÁRIAS NA GUINÉ-BISSAU

O primeiro-ministro, Rui Duarte de Barros, anunciou esta sexta-feira, 15 de março de 2024, que o governo vai trabalhar no sentido de remover todas as barreiras não tarifárias, permitindo maior fluidez no circuito de comercialização, escoamento e um rigoroso controlo das saídas clandestinas da castanha de cajú.

As promessas foram deixadas pelo chefe do executivo durante a cerimónia de abertura oficial da campanha de comercialização e exportação da castanha de cajú da safra 2024.

O ato central teve lugar em João Landim, setor de Bula, nas instalações de Harry África, sob o lema: tolerância zero à saída clandestina da castanha de cajú.

O preço estabelecido pelo governo é de trezentos francos CFA, como preço de referência para cada quilograma ao produtor e oitocentos dólares para cada tonelada.

O chefe do executivo disse que os desafios e as perspetivas para o ano 2024 são otimistas, com uma produção total de cerca de duzentas mil toneladas da castanha de cajú.

Rui Duarte de Barros defendeu a necessidade de pensar verdadeiramente numa revolução no setor de cajú, apostando não só no reordenamento, bem como na sua transformação.

“Na transformação, deve-se evitar as incertezas que advêm da mesma. Por exemplo, quando o mercado estiver bom em termos dos preços de produtos ao produtor, todos os transformadores choram e no ano em que o preço do produto for mal, todas as pessoas pensam na transformação”, indicou e disse que um dos desafios para o setor de cajú da Guiné-Bissau é a valorização local antes da exportação, transformação da parte de produção anual em produtos processados antes, aumentando o rendimento geral de cajú.

Por sua vez, o ministro do Comércio e Indústria, Orlando Mendes Veigas, frisou que a presente campanha de cajú representa um desafio para todos, na medida em que o sucesso dela depende de uma fiscalização aturada e consequente, o que “cobre as etapas que vão desde produtores até ao consumidor final”.

O titular da pasta do Ministério do Comércio e Indústria destacou, neste particular, que a fiabilidade e o sucesso da presente campanha deve associar-se a um conjunto de medidas governamentais, que passam pela colocação de fiscais e brigadas de monitorização em todos os pontos estratégicos nas linhas fronteiriças do território nacional, eliminação de todas as barreiras não tarifárias, tidas como um dos obstáculos ao escoamento da castanha para cidade de Bissau, abertura de básculas de escoamento e, consequentemente, o processo de exportação de toda castanha de cajú, a disponibilização a todas as delegacias regionais do comércio das alvarás e licenças de intermediários de postes e de escoamento e licenças de exportação a partir da abertura de campanha.

O governante desafiou a população a ser um dos principais fiscalizadores, tendo anunciado que quem denunciar uma infração à lei comercial terá vinte por cento do produto apreendido e a brigada atuante na operação terá trinta por cento e cinquenta por cento será revertido a favor do Estado e que todos os materiais ou meios logísticos apreendidos, no âmbito do contrabando, serão revertidos a favor do Estado.

Presente no ato, o Presidente da Câmara de Comércio, Indústria, Agricultura e Serviços, Mama Samba Embaló, apelou a todos os operadores económicos e empresários a comprarem a castanha ao preço estipulado pelo governo.

Mama Samba Embaló convidou os colegas empresários no sentido de apostarem e investirem na formação das indústrias e transformação de castanha da Guiné-Bissau, bem como no investimento local de outros produtos nacionais.

Mama Samba Embaló diz esperar da presente campanha uma festa e que haja apoios na fiscalização para que a castanha seja comprada ao produtor no preço estipulado, para minimizar o sofrimento da população.

Por: Carolina Djemé
Fotos: CD
Conosaba/odemocratagb

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