sábado, 13 de julho de 2024

Teve lugar em Quinhamel ( 13.07.2024) a visita do secretariado Nacional do Movimento Para Alternância Democrática MADEM G15 a região de Biombo. A delegação foi chefiada pelo secretário Nacional Camarada Abel da Silva Gomes acompanhado dos altos dirigentes do Partido.

 











Cerca de 27 finalistas do Xlll° Grupo da Escola Privada "Eloi'" formandos na área da Administração Secretariado Tesoutaria receberam os seus diplomas do ano 2023/2024 sob Lema: A formaçao leva um homema não ser escravo da sociedade.

 

Presidente guineense lamenta declarações de ex-PM sobre droga e corrupção




O Presidente guineense, Umaro Sissoco Embalo, lamentou hoje as declarações do ex-primeiro-ministro Nuno Nabiam que o questionou sobre o tráfico de droga e o acusou de práticas de corrupção para as quais pediu investigação judicial.

De regresso ao país, após uma visita oficial de três dias à China, Sissoco Embaló, que falava aos jornalistas no aeroporto internacional Osvaldo Vieira, em Bissau, disse que não pretendia responder às críticas e insinuações de Nuno Nabiam.

Em conferência de imprensa, em Bissau, na passada quinta-feira, o ex-primeiro-ministro questionou o comportamento de Umaro Sissoco Embaló enquanto Presidente guineense, e ainda levantou suspeitas sobre "aviões que descarregam droga" no país "nos últimos tempos".

Nuno Nabiam afirmou que Embaló não pode dizer que desconhece a situação já que, disse, "controla a polícia e os serviços secretos".

"Toda a gente conhece o Nuno. É um infantil, não queria responder, mas se estão a dizer que ele disse isso. Não ouvi as suas declarações, mas vocês conhecem-me. Se Nuno disse isso tem de o provar", observou Sissoco Embaló.

Quanto Pás declarações de Nabiam sobre alegados descarregamentos de armas de guerra no palácio da República, Embaló respondeu que "acusações qualquer pessoa as faz" e lamentou que o ex-primeiro-ministro o esteja a atacar de forma repetida.

"A única coisa que vos quero esclarecer: não tenho nenhum orgulho de ter tido Nuno como meu primeiro-ministro. Nunca tratei nada de Estado com o Nuno. Eu é que estava preparado", sublinhou Sissoco Embaló.

Líder da Assembleia do Povo Unido -- Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB), Nabiam foi primeiro-ministro guineense de 28 de fevereiro de 2020 a 07 de agosto de 2023.

Na sua comunicação na quinta-feira, Nabiam, que foi também Conselheiro Especial de Embaló, acusou-o de não o deixar trabalhar enquanto primeiro-ministro por "controlar tudo".

O Presidente guineense referiu hoje que Nabiam lhe pediu para o voltar a nomear primeiro-ministro quando dissolveu o parlamento, em dezembro, e demitiu o Governo da Plataforma Aliança Inclusiva (PAI-Terra Ranka), vencedora das eleições legislativas de junho de 2023.

Umaro Sisosco Embaló afirmou ainda que perdoa Nuno Nabiam quando este o acusa de "querer mal aos balantas".

Nabiam é da etnia balanta, animista, uma das mais representativas da Guiné-Bissau.

"Eu não tenho nada contra nenhuma etnia da Guiné-Bissau. Eu não me revejo nisso. É por isso que não simbolizo a minha pessoa com nenhuma etnia", destacou Umaro Sissoco Embaló, da etnia fula, islamizada, também representativa no país.

Juntos, os balantas e os fulas, representam quase metade da população guineense.

Em relação à visita de Estado à China, o Presidente guineense disse ter superado as expectativas e que o país asiático prometeu reforçar a cooperação com a Guiné-Bissau, tendo para tal assinado 12 acordos.

Nos próximos dias, disse Umaro Sissoco Embaló, os ministros que o acompanharam na visita, vão promover conferências de imprensa para anunciar os acordos alcançados com a China.

Conosaba/Lusa

Presidente da Guiné-Bissau criticado por ex-Primeiro Ministro

Bissau, Guiné-Bissau – O ex-Primeiro-Ministro, Nuno Nabiam, avisa o Presidente do país, Umaro Sissoco Embaló que se não realizar eleições presidenciais ainda este ano, no dia 28 de Fevereiro do próximo ano deixa de ser Presidente. Nabiam, antigo aliado de Embaló, diz que realizar eleições presidenciais apenas em 2025, seria uma violação da Constituição da Guiné-Bissau.

Nuno Nabiam falou quase cerca de duas horas, em conferência de imprensa, para tecer duras críticas ao Presidente Embaló.

Tratou o Presidente Embalo de irmão, a quem não quer mal, mas de quem disse se ter afastado definitivamente em termos políticos.

Nuno Nabiam, antigo primeiro-ministro e ex-Conselheiro Especial de Umaro Sissoco Embaló, afirmou que Embaló venceu as eleições presidenciais de 2019 e que havia um projecto no sentido de garantir o poder para o seu campo durante pelo menos 20 anos.

Nuno Nabiam considera que Embaló está a deitar por abaixo o projecto através da sua actuação enquanto Presidente da República.

Acusou Embaló de abuso do poder, de sufocar a democracia e de pretender eliminar, até físicamente, os seus adversários.

Instou Umaro Sissoco Embaló a pronunciar-se de forma clara sobre o negócio da droga no país e avisou que a partir do próximo dia 28 de Fevereiro de 2025, Embaló deixa de ser Presidente da Guiné-Bissau se até lá não se realizarem eleições presidenciais.

Sobre as eleições presidenciais, os partidos PAIGC, MADEM G15, PRS e APU-PDGB voltaram a exigir que elas fossem convocadas ainda no decurso de 2024.

A posição foi tomada pelos secretários-gerais dos quatro partidos, reunidos, na quinta-feira, em Bissau.

Na prática, os quatro partidos com assento parlamentar estão a tomar posição contra a intenção do Presidente Embaló de marcar legislativas antecipadas para 24 de Novembro próximo.

Por: Mussá Baldé
Conosaba/rfi.fr/pt/

A DIREÇÃO SUPERIOR DO PARTIDO DA RENOVAÇÃO SOCIAL, REUNIU HOJE AS ESTRUTURAS POLÍTICAS QUE COMPÕEM DIFERENTES CÍRCULOS ELEITORAIS....


Eng. Lassana Fati, Dra. Fatumata Rachide Nhaga, Prof. DR. Tcherno Djalo,todos Vice-presidentes e Eng. Carlitos Barai, Secretário Geral e Dr. Domingos Malú Secretário para a Implantação de Estruturas…informaram, encorajaram e deixaram diretivas…

Todas as reações:
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Saúde: LIGA GUINEENSE DOS DIREITOS HUMANOS CONSIDERA DE COLAPSO ATUAL SITUAÇÃO DO HOSPITAL NACIONAL “SIMÃO MENDES”


O presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, denunciou hoje, que o hospital Nacional Simão Mendes se encontra neste momento, numa situação de de colapso total.

A denúncia da organização defensora dos direitos humanos na Guiné-Bissau foi feita nesta sexta-feira (12 de maio de 2024) em Bissau, dia depois dos funcionários da maior instituição hospitalar do país terem manifestado em frente do hospital, exigindo pelos melhores condições de trabalho.

Em conferência de imprensa realizada na sede da organização, Bubacar Turé, presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, aponta a irresponsabilidade do governo, como fator principal pela atual situação que se regista neste maior centro hospitalar público do país.

“O hospital Nacional Simão Mendes está neste momento numa situação de colapso total devido a irresponsabilidade do atual governo que através do ministério das finanças ter recusado transferir meios financeiros que devem permitir o funcionamento deste maior estabelecimento hospitalar”, apontou o activista.

Além da Liga Guineense dos Direitos Humanos, os sindicatos ligados ao setor de saúde já tinham denunciado a falta de condições de trabalho neste hospital de referência nacional.

Durante a conferência de imprensa cujo objetivo é de denunciar a situação de caos em que se encontra a situação da saúde pública guineense, Bubacar Turé, denunciou igualmente que o governo através do ministério das Finanças, decidiu suspender os fundos destinados ao hospital, o que segundo o ativista tem levado os serviços hospitalares numa situação de colapso.

“O governo da Guiné-Bissau em 2020/22 através de um despacho conjunto dos ministros das finanças e da saúde institucionalizou o desbloqueamento de mais de 80 milhões de fcfa para o funcionamento do hospital”, revelou Turé afirmando que o fundo em causa foi cortado por iniciativa do ministro das finanças.

Perante os fatos denunciados, o presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos instou o Ministério Público e a Polícia Judiciária, para abrirem uma investigação sobre a suspensão da verba destinada ao hospital bem como da sua gestão.

Por. Ussumane Mané/radiosolmansi com Conosaba do Porto

Ex-ministro das Finanças, Suleimane Seide, e o Secretário de Estado do Tesouro António Monteiro, estão em liberdade.

 


Radio TV Bantaba 



sexta-feira, 12 de julho de 2024

Suspenso juiz que libertou ex-governantes guineenses detidos por corrupção

 

Bissau, 12 jul 2024 (Lusa) – O presidente do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) da Guiné-Bissau, Lima António André, suspendeu hoje o juiz, Liga Djassi, que ordenou a libertação de dois ex-governantes detidos por alegada prática de corrupção.

A decisão de Lima André foi tornada pública num despacho, a que a Lusa teve acesso, no qual acusa Liga Djassi de, na qualidade de relator do processo, "usurpou as competências" reservadas à conferência de juízes, ao decidir pela alteração das medidas de coação aos dois ex-governantes.

Suleimane Seidi, ex-ministro das Finanças, e António Monteiro, ex-secretário de Estado do Tesouro, saíram hoje das celas da Polícia Judiciária de Bissau, onde estiveram sete meses em cumprimento de uma prisão preventiva.

A sua liberdade foi decretada pelo juiz Liga Djassi, mediante o pagamento de uma caução monetária de 60 milhões de francos CFA (mais de 90 mil euros) por cada um e ainda a apresentação periódica no Ministério Público.

Seidi e Monteiro são acusados pelo Ministério Público de práticas de corrupção, abuso do poder, violação de normas orçamentais, peculato e fraude fiscal, ao pagarem dívidas no valor de seis mil milhões de francos CFA (cerca de nove milhões de euros) a 11 empresários.

O Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló, e alguns setores políticos do país consideram aqueles pagamentos fraudulentos.

Os ex-governantes deveriam ser julgados no dia 11 de março passado, mas a defesa de ambos interpôs um recurso, alegando incidente de inconstitucionalidade do Gabinete de Luta Contra Corrupção e Delitos Económicos do Ministério Público que conduziu o processo dos inquéritos.

Na altura, o Procurador-Geral da República, Bacari Biai, afirmou que o processo ficaria suspenso até que haja um pronunciamento da plenária do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) sobre o incidente levantado.

O presidente do STJ observa no seu despacho de suspensão do juiz Liga Djassi que o mesmo, em tempos, indeferiu um pedido de alteração das medidas de coação aplicadas aos dois arguidos, alegando que o processo aguardava por um pronunciamento do Supremo.

A detenção de Suleimane Seidi e António Monteiro esteve na origem da demissão, pelo Presidente guineense, do Governo eleito e a dissolução do parlamento, em dezembro passado.

Umaro Sissoco Embalo considerou que a Guarda Nacional tentou levar a cabo um golpe de Estado ao tentar retirar das celas da PJ os dois ex-governantes, uma situação que culminou com trocas de tiros entre aquela corporação e as Forças Armadas.

Embalo evocou a existência de uma grave crise institucional no país "com o foco no parlamento" e dissolveu o órgão legislativo, uma decisão criticada por vários setores guineenses, que a consideram inconstitucional.

Após sete meses: SULEIMANE SEIDE E ANTÓNIO MONTEIRO LIBERTADOS MEDIANTE CAUÇÃO MONETÁRIA DE 60 MILHÕES DE FCFA


Os dois ex-governantes guineenses detidos em dezembro do ano passado por suspeita de corrupção, Suleimane Seide, antigo ministro da economia e das Finanças, e o ex-Secretário de Estado do Tesouro, António Monteiro, foram postos em liberdade esta sexta-feira, 12 de julho de 2024, mediante a apresentação de uma caução monetária de sessenta milhões de FCFA, cada.

“Confirmo a libertação dos dois ex-governantes mediante a apresentação de uma caução monetária de sessenta milhões de francos cfa, cada, fixada pelo juiz”, disse o advogado dos ex-governantes, Luís Vaz Martins, durante uma conversa telefónica, para confirmar a libertação dos seus clientes detidos em dezembro de 2023, por suspeitas de corrupção.

O advogado explicou que nenhum valor foi movimentado ainda para pagar a caução determinada pelo juiz, mas foi dada a garantia bancária que permitiu ao juiz de instrução criminal libertá-los.

Refira-se que os dois membros do governo da XIª legislatura foram detidos em dezembro de 2023, na sequência do caso de seis biliões de francos CFA pagos a 11 empresários guineenses, que teriam fornecido serviços ao governo deposto.

Por: Assana Sambú
Conosaba/odemocratagb

quinta-feira, 11 de julho de 2024

Ex-PM da Guiné Nabiam avisa Sissoco de que deixará a Presidência em 28 de fevereiro

Excertos das declarações do antigo primeiro-ministro e líder do APU-PDGB, Nuno Gomes Nabiam, em português, no final da conferência de imprensa, realizada na sua residencia privada, em Bissau, sobre atual situação política e social do país.
O ex-primeiro-ministro guineense Nuno Gomes Nabiam alertou hoje que a partir do dia 28 de fevereiro de 2025 Umaro Sissoco Embaló deixará de ser Presidente do país e exortou-o a marcar eleições presidenciais ainda este ano.

Nabiam deu hoje uma longa conferência de imprensa em que abordou vários assuntos da vida política do país, com ênfase sobre a sua coabitação enquanto primeiro-ministro, durante pouco mais de três anos, com Sissoco Embaló.

"O Presidente tem de marcar as eleições presidenciais em 2024. Se isso não acontecer, à meia-noite e um minuto do dia 28 [de fevereiro de 2025], deixa de ser Presidente da Guiné-Bissau", afirmou Nabiam.

O ex-primeiro-ministro guineense exortou "o povo e as forças políticas" a assumir responsabilidades e "fazer frente a Sissoco Embaló", que, disse, sairá da Presidência do país "não por força de armas, mas pela força do povo".

Antes de viajar para uma visita oficial à China, na segunda-feira, Embaló prometeu que, assim que regressar ao país, vai convocar os partidos políticos para os consultar sobre a marcação de eleições legislativas antecipadas para 24 de novembro próximo.

O ex-primeiro-ministro guineense instou os líderes políticos que se encontram no estrangeiro a regressarem ao país.

Nabiam adiantou que é pela concertação de "todas as forças políticas" para uma "frente ampla para enfrentar Sissoco Embaló", que acusou de estar a "armar-se com soldados e armas", sem o controlo do Governo e do Estado-Maior General das Forças Armadas.

"Qualquer dia o Presidente manda prender os líderes políticos que lhe fazem frente. Ou até manda matar-nos", observou o ex-primeiro-ministro e líder da Assembleia do Povo Unido -- Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB).

O dirigente político voltou a acusar o atual poder no país de "patrocinar o negócio de droga" e desafiou a Polícia Judiciária a concluir as investigações sobre "aviões que descarregam droga" no país, nos últimos tempos.

Nabiam disse ter na sua posse documentos sobre alegadas práticas de corrupção por parte do chefe de Estado guineense a quem questionou a proveniência de dinheiro para realizar mais de 300 viagens ao estrangeiro.

"O Presidente não é Deus. É um ser humano normal como qualquer um de nós, pode ser investigado pela Polícia Judiciária", observou o ex-primeiro-ministro guineense.

Nuno Nabiam afirmou que não se pode deixar que a Guiné-Bissau se transforme num narcoestado, mas lamenta que "figuras do Estado estejam em negócios de droga".

"O Presidente, como é quem controla todas as instituições, deve saber o que se passa com o negócio da droga" no país, referiu.

Nuno Nabiam, na qualidade de primeiro vice-presidente do Parlamento, deu posse a Sissoco Embaló como Presidente, numa cerimónia que decorreu num hotel da capital guineense, em 28 de fevereiro de 2020.

Segundo o regimento da Assembleia Nacional, a posse do Presidente da República é conferida numa sessão plenária convocada pelo presidente do parlamento.

O Presidente guineense disse, em declarações aos jornalistas em fevereiro passado, que as eleições presidenciais deverão realizar-se em novembro de 2025.

Conosaba/Lusa

Política: Reuniram-se, hoje 11-07-2024, na sede nacional do MADEM-G15, para concertação de posições, os Secretários Nacionais/Gerais do MADEM-G15, PAIGC, PRS e APU-PDGB, tendo em pauta a análise da situação política nacional e, em especial, a situação na Assembleia Nacional Popular "ANP".

 



«Torneio Luso Cap. Sub-17 Cascais 2024» Guiné-Bissau 3 - Angola 0

 


A Guiné-Bissau estreou-se hoje, com uma vitória frente a sua congénere de Angola no Cascais Luso Cup 2024, torneio juvenil de futebol da lusofonia de sub-17, que decorre em Cascais, Portugal, entre os dias 10 a 17 de mês em curso.

Em partida que foi assistida pelo presidente da Federação de Futebol da Guiné-Bissau (FFGB), Carlos Mendes Teixeira “Caíto” e pelo selecionador principal da Seleção Nacional, Luís Boa Morte, os miúdos guineenses venceram por 3 a 0 os seus congéneres de Angola, somando três pontos nesta competição lusófona.

A equipa juvenil da Guiné-Bissau mostrou a sua superioridade durante toda a partida e acabou por vencer graças aos golos apontados por Indame, Edson e Siuna.

O Cascais Luso Cup pretende dar oportunidade aos talentos jovens dos países de língua portuguesa para demonstrarem o potencial e promover a troca cultural entre os participantes.

Segundo a indicação da FFGB, a seleção Nacional vai voltar ao jogo esta sexta-feira diante da Seleção de Moçambique.

Sem a presença da selecção anfitriã, Portugal, na presente edição disputam a prova as similares de Angola, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Moçambique e Brasil.

Cascais Luso Cup é um evento promovido pela União das Federações de Futebol de Língua Portuguesa (UFFLP). Um torneio de futebol sub-17, que dá oportunidade ao talento jovem dos países de língua portuguesa de demonstrarem o seu potencial, promovendo a troca cultural entre os participantes.

Por: Alison Cabral

DIA DO JOGO: GUINÉ-BISSAU JÁ ESTÁ NO BALNEÁRIO DO ESTÁDIO PARA DEFRONTAR ANGOLA

 

🏆 TORNEIO UFFLP SUB' 17
⏰ 14: 30' TEMPO DE PORTUGAL 13:30' EM BISSAU

TORNEIO DE UFFLP SUB' 17: JOGADORES DA GUINÉ-BISSAU TOMAM ALMOÇO NO CENTRO DE ESTÁGIO EM CASCAIS

Conferência de imprensa do antigo Primeiro-ministro, Nuno Gomes Nabiam. Data, 11.07.2024

 

https://www.facebook.com/cfmgw/videos/1429399034445387

Dia Mundial da População 2024: INVESTINDO EM DADOS PARA UM FUTURO PRÓSPERO NA GUINÉ-BISSAU


O Dia Mundial da População, comemorado todos os anos a 11 de julho, é uma oportunidade para refletir sobre os desafios e as oportunidades relacionados à dinâmica demográfica e suas implicações para o desenvolvimento. Este ano, o tema “Adotar o poder dos dados inclusivos para um futuro resiliente e equitativo para todos”” convida-nos a reconhecer a importância crucial dos dados demográficos para informar as políticas públicas e orientar os investimentos, especialmente nos jovens.

Para que a humanidade progrida, precisamos contar as pessoas, onde quer que estejam e quem quer que sejam – em toda a sua diversidade. Para acabar com as desigualdades, para encontrar e desenvolver a paz e a prosperidade, para tecer mais fios de esperança, o mundo precisa fazer mais pela inclusão. Não ser contado é tornar-se invisível e, portanto, não ser servido.

Na Guiné-Bissau, essa questão é particularmente relevante. Com a rica diversidade cultural e potencial humano, o país enfrenta grandes mudanças demográficas, que inclui um forte crescimento populacional, alta fertilidade e necessidades não satisfeitas de planeamento familiar, alta prevalência dapobreza e desigualdade e vulnerabilidades ligadas às mudanças climáticas.

Para enfrentar esses desafios e construir um futuro próspero para todos, é essencial ter dados demográficos confiáveis e atualizados e um sistema estatístico nacional sólido, que é indispensável para coletar, analisar, produzir e disseminar dados demográficos de alta qualidade e para monitorar as tendências demográficas, avaliar o impacto das intervenções e políticas públicas e orientar as decisões políticas sobre o desenvolvimento.

Há trinta anos, na Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento (CIPD) realizada no Cairo em 1994, o mundo concordou em colocar as pessoas no centro do desenvolvimento – inspirando um progresso significativo na saúde e nos direitos sexuais e reprodutivos, na redução da mortalidade materna, na igualdade sexual e de género e no empoderamento de mulheres e jovens. Os dados, que são o tema de um capítulo inteiro do Programa de Ação da CIPD, são um herói muitas vezes desconhecido por trás desse progresso.

Desde 1994, muitas iniciativas ecoaram essas recomendações, inclusive o apelo do Secretário-Geral da ONU para uma “revolução de dados”, que equiparia os países com os sistemas de dados necessários para monitorar e atingir as metas de desenvolvimento sustentável. Os aprimoramentos na coleta, análise e tecnologia de dados aumentaram a disponibilidade de informações mais abrangentes e precisas, permitindo que as sociedades de todo o mundo meçam e atinjam metas relacionadas à boa saúde e ao exercício de direitos e escolhas.

Nas últimas três décadas, países de todo o mundo fizeram grandes avanços no aprimoramento da coleta, análise e uso de dados demográficos. Os novos números da população, divididos por idade, etnia, género e outros fatores, refletem a diversidade das nossas sociedades. Para citar apenas um exemplo, cerca de dois terços dos países agora incluem perguntas sobre deficiência noscensos.

Entretanto, os dados demográficos são muito mais do que apenas números. Eles refletem a realidade da vida das pessoas, as suas necessidades, aspirações e vulnerabilidades. Eles nos permitem entender as tendências demográficas, identificar os grupos mais marginalizados, medir o progresso alcançado e avaliar o impacto das políticas públicas.

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) é a agência das Nações Unidas responsável pelas questões populacionais e de direitos reprodutivos. Por meio do seu programa país 2022-2026, o UNFPA apoia o fortalecimento do sistema estatístico nacional, a implementação do censo e a integração de dados demográficos ao planeamento do desenvolvimento. Os dados demográficos são essenciais para o planeamento do desenvolvimento, orientar os investimentos nos principais setores sociais, como saúde, educação e proteção social, e monitorar o progresso em direção aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs).

O Programa País do UNFPA 2022-2026, alinhado com as prioridades nacionais da Guiné-Bissau, visa fortalecer o acesso universal à saúde sexual e reprodutiva, promover a igualdade de género e empoderar os jovens. O fortalecimento do sistema estatístico nacional é um elemento transversal fundamental desse programa.

O quadro de cooperação entre as Nações Unidas e a Guiné-Bissau (UNSDCF 2022-2026) enfatiza a importância dos dados para o seguimento e a avaliação do progresso em direção aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). O ODS 17, que pede o fortalecimento dos meios de implementação e a revitalização da parceria global para o desenvolvimento sustentável, enfatiza a importância dos dados e das estatísticas para medir o progresso e orientar a ação.

RECENSEAMENTO GERAL DA POPULAÇÃO E DA HABITAÇÃO: UM INVESTIMENTO NO FUTURO

O quarto recenseamento geral da população e habitação (RGPH-4), cujos preparativos já começaram, é uma etapa crucial para a Guiné-Bissau. Implementado de forma totalmente digital, ele fornecerá dados confiáveis e atualizados sobre o tamanho, a estrutura e a distribuição da população, bem como as suas características socioeconómicas e as condições de vida. Esses dados serão essenciais para informar as políticas públicas e os programas de desenvolvimento adaptados às necessidades reais da população, em especial aqueles destinados a melhorar a saúde e o bem-estar das mulheres e jovens, através da promoção da educação e participação na vida económica e social.
Entretanto, o recenseamento é apenas a primeira etapa. Para tirar o máximo proveito dos dados coletados, é essencial fortalecer o sistema estatístico nacional, a fim de garantir a produção e a divulgação regulares de estatísticas demográficas de alta qualidade.

INVESTIR NOS JOVENS: UMA PRIORIDADE PARA A GUINÉ-BISSAU

A Guiné-Bissau é um país jovem, com mais de 60% de sua população com menos de 25 anos. O rápido crescimento demográfico, estimado em 2,5% ao ano, exerce pressão adicional sobre os recursos e serviços sociais, especialmente nas áreas da saúde, educação e emprego. Essa população jovem e dinâmica representa um enorme potencial de desenvolvimento, mas também um grande desafio se as necessidades específicas dessa população não forem levadas em consideração, principalmente se o investimento na sua educação, saúde e capacitação não for proporcional às expectativas e necessidades. 

Os jovens da Guiné são uma força motriz para o desenvolvimento do país. Investir na sua educação, saúde e capacitação significa investir no futuro da Guiné-Bissau. Isso significa garantir o acesso à educação de qualidade, incluindo educação sexual abrangente, promover a igualdade de género e o empoderamento das meninas e garantir o acesso universal a serviços de saúde sexual e reprodutiva de qualidade.

O acesso universal à saúde e aos direitos sexuais e reprodutivos é um elemento fundamental da inclusão. Ao garantir a cada indivíduo o direito de decidir livremente e com pleno conhecimento dos fatos sobre a sua vida reprodutiva, fortalecemos a sua autonomia e capacidade de contribuir para o desenvolvimento da sociedade. Melhorar o acesso aos serviços de saúde sexual e reprodutiva, especialmente para jovens, mulheres, pessoas com deficiências e comunidades marginalizadas, exige esforços adicionais.

UMA CHAMADA À AÇÃO EM DIREÇÃO A UM FUTURO PRÓSPERO PARA A GUINÉ-BISSAU

Ao investir em dados demográficos, a Guiné-Bissau está dando a si mesma os meios para construir um futuro mais próspero para todos os seus cidadãos. Dados confiáveis e atualizados nos permitirão entender melhor as necessidades da população, identificar as desigualdades e formular políticas públicas mais eficazes e equitativas.
O Dia Mundial da População 2024 lembra-nos que os dados demográficos são uma ferramenta poderosa para o desenvolvimento. Eles nos permitem tomar decisões com base em informações, investir com sabedoria e construir um futuro melhor para todos. É também uma oportunidade para reafirmar o nosso compromisso de investir em dados demográficos. É um investimento no futuro da Guiné-Bissau, um futuro em que cada indivíduo pode realizar todo o seu potencial e contribuir para o desenvolvimento do nosso país.

Na Guiné-Bissau, temos a oportunidade de fazer deste dia um ponto de viragem. Ao investir em dados demográficos, fortalecer o nosso sistema estatístico nacional e realizar um recenseamento de qualidade, lançamos as bases para um futuro próspero para o país e para as gerações futuras.

O Dia Mundial da População de 2024 é uma oportunidade para perguntar quem ainda não foi contabilizado e por quê, para que ninguém seja deixado para trás.

Trinta anos depois do Cairo, há muito o que comemorar, mas ainda há muito o que fazer.

A nossa rica tapeçaria humana não é mais forte do que o fio mais fraco. Quando os dados e outros sistemas funcionam para aqueles que estão à margem, eles funcionam para todos. É assim que aceleraremos o progresso para todos.

Por: Jocelyn Fenard
Representante do UNFPA na Guiné-Bissau
Conosaba/odemocratagb