sexta-feira, 12 de abril de 2024

Grito de socorro no Sector de Empada no Bairro de Sandjuna, onde uma calabaceira caiu sobre a casa de uma viúva e deixou sem tetos.

 

A Frente Social, organização que congrega sectores da saúde e da educação, deu benefícios de dúvidas ao governo em como suspender a greve, aguardando assim cumprimento das suas exigências até ao próximo dia 11 de Maio do ano em curso

 

UNITA corrige balanço e anuncia nove feridos e dois desaparecidos em ataque a caravana de deputados

A UNITA anunciou que o ataque de hoje à caravana de deputados do principal partido da oposição angolana causou nove feridos, cinco dos quais graves, e dois desaparecidos, corrigindo a informação inicial que dava conta de um morto.

O líder da bancada parlamentar da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), Liberty Chiaca, tinha afirmado inicialmente que o ataque armado na província angolana do Cuando Cubango tinha causado um morto e seis feridos.

Agora, na nota de imprensa o grupo parlamentar fez um novo balanço, condenou o ataque e exortou as autoridades competentes a instaurarem um inquérito e a responsabilizar os culpados.

Na mesma nota adianta-se que a delegação de deputados era composta pelos deputados João Kaweza, David Kisadila, Jeremias Abílio e o assessor Maurílio Luiele, que se encontram na província do Cuando Cubango para as jornadas municipais.

O grupo parlamentar da UNITA salientou que a caravana foi "alvo de um ataque perpetrado por supostas milícias do regime" a meio da manhã no troço Longa-Cuito Cuanavale, tendo a ação resultado também em danos materiais a oito das nove viaturas que integravam a coluna.

Segundo o grupo parlamentar da UNITA, "no momento do ataque, os agressores gritavam 'no Quito Cuanavale só há entrada, não há saída para a UNITA' numa autêntica demonstração de intolerância política, empunhando armas de fogo, paus e catanas e arremessando pedras aos membros da delegação de deputados".

"O grupo parlamentar da UNITA condena a postura de cumplicidade do Governo Provincial do Cuando Cubango e da Polícia Nacional local que, instados a garantir segurança à delegação, nos termos da lei, não o fizeram", sublinha-se na nota.

No documento, a UNITA instou o Presidente, João Lourenço, "a assumir as suas responsabilidades de defesa da vida, dos direitos, liberdades e garantias fundamentais de todos os cidadãos", condenando veementemente a ação, que classificou como "atos de terror, ódio, fundamentalismo partidário e intolerância política".

"O grupo parlamentar da UNITA insta, igualmente, o senhor Presidente do MPLA [Movimento Popular de Libertação de Angola] a orientar a suas estruturas para adesão plena ao espírito dos acordos de paz, tolerância e reconciliação nacional genuína", acrescenta-se.

Conosaba/Lusa

Forças Armadas guineenses consideram provocatórias acusações do partido PAIGC


O Estado-Maior General das Forças Armadas (EMGFA) da Guiné-Bissau, através do seu porta-voz, general Samuel Fernandes, considerou hoje de provocatórias as acusações do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).

No passado dia 08 o PAIGC, que liderou a coligação vencedora das eleições de junho de 2023 e cujo Governo foi demitido pelo Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, lamentou situações que têm acontecido nos últimos dez anos que considera de intromissão e discursos tendenciosos "caucionadores das decisões" tomadas pelo chefe de Estado, "mesmo em colisão frontal" com a Constituição da República e demais leis.

As críticas do PAIGC surgiram na sequência de uma visita que a chefia das Forças Armadas realizou há várias unidades militares em que apela os seus membros a se afastarem dos políticos que os tenta aliciar para golpes de Estado.

Para o EMGFA aquelas insinuações do PAIGC "são graves, incompreensivas e provocatórias", escritas "num comunicado patético".

O PAIGC considerou que a postura de alguma chefia militar do país "é antidemocrática por se deixar instrumentalizar" quando denuncia supostas tentativa de golpes de Estado sem que apresente provas, como aconteceu nos casos 01 de fevereiro de 2022 e 01 de dezembro de 2023, refere o partido.

O porta-voz do EMGFA, general Samuel Fernandes defendeu que a instituição tem realizado sessões de sensibilização e de aviso aos militares a se manterem equidistantes e imunes às tentativas de aliciamentos, daí as visitas aos aquartelamentos.

"O Estado Maior quer relembrar que os acontecimentos de 1 de fevereiro de 2022 e de 1 de dezembro de 2023, envolveram a participação direta de alguns militares comprovadamente aliciados e mobilizados por políticos, que apesar de se apregoarem de democratas e republicanos na prática sempre se recusaram assumir uma postura conducente a esse título de verdadeiros democratas e republicanos", observou Samuel Fernandes.

O porta-voz do EMGFA afirmou que o suposto envolvimento de políticos nas duas "tentativas de golpe de Estado" será esclarecido "a seu tempo e nas instâncias próprias" e aqueles serão traduzidos à justiça, realçou.

Samuel Fernandes, que leu o comunicado do Estado-Maior General das Forças Armadas, referiu, sem citar nomes, que aqueles políticos "se recusam, desrespeitam e vilipendiam sistematicamente um órgão de soberania" e ainda "a vontade popular".

Fernandes acusa ainda aqueles políticos de "frequentemente provocarem situações subversivas, perturbações antidemocráticas" no país.

O porta-voz observou que, de ora em dia, o EMGFA "estará determinado a agir com muita firmeza e determinação" contra todos aqueles que, "principalmente, os políticos tentem alterar a ordem constitucional", utilizando os militares.

Para o PAIGC, é inaceitável que alguma liderança das Forças Armadas esteja ultimamente com uma atitude deliberada de defesa unicamente da alegada legitimidade do Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló, "ignorando explicitamente os eleitos do povo" no parlamento e o Governo.

O partido recorda que aqueles órgãos também resultaram do "veredicto popular" dos guineenses.

Sobre o facto de o PAIGC ter afirmando no seu comunicado que foi quem criou as Forças Armadas e das quais se desvinculou com a abertura do país à democracia, o EMGFA lembra ao partido que "os tempos são outros".

"Lembrar ao PAIGC que as Forças Armadas há muito que deixaram de ser o feudo de um partido político e muito menos deixar de ser manipulado por interesses inconfessos de políticos e organizações políticas que teimosamente insistem em querer manipular e transformar as Forças Armadas em instrumento de ruturas e golpes constitucionais", salienta Samuel Fernandes.

Conosaba/Lusa

quinta-feira, 11 de abril de 2024

«"Fórum para Salvação de Democracia - FSD"» Acordo da Criação do Espaço de Concertação Politica - 28/03/2024

 








11/04/2024» Comunicado de Conselho de Ministros

 





Estado Maior General das Forças Armadas, reage sobre comunicado emitido pelo PAIGC, no passado dia 08/04/2024

 


Braima Camará, coordenador nacional do MADEM-G15 recebeu em audiência uma delegação dos dirigentes e militantes do CE 24 na sua residência, no quadro de visita de cortesia da festa de ramadão.

 













Porta-Voz de Frente Social, considera de positivo balanço de Greve no Sector da Educação Nacional e da Saúde Pública

 

CPLP quer avaliar com novo Governo de Portugal formas de acelerar a mobilidade



O secretário executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa disse hoje, em São Tomé, que quer avaliar com o Governo de Portugal os primeiros meses de implementação do acordo de mobilidade, procurando soluções para acelerar o processo.

Questionado pela Lusa sobre a visão da CPLP quanto ao aumento do fluxo migratório de cidadãos dos países africanos da comunidade Lusófona, maioritariamente para Portugal, Zacarias da Costa disse que o secretariado e os embaixadores junto a CPLP estavam a analisar a situação com o antigo Governo português, por isso espera continuar o processo.

"Nós agora temos um novo Governo [em Portugal] e estamos a aguardar que possamos ter também essa oportunidade de avaliarmos conjuntamente aquilo que foram os primeiro meses da implementação do acordo de mobilidade, olhar para os desafios que tivemos, alguns constrangimentos e naturalmente procuramos juntos com o Governo de Portugal soluções para obviar e também acelerar essa mobilidade dos cidadãos", disse Zacarias da Costa.

Questionado ainda sobre as informações segundo as quais os vistos da CPLP conferidos por Portugal aos cidadãos da CPLP vão caducar em junho, o secretário executivo disse que não recebeu a informação oficial por parte do Governo português.

"Essa informação surgiu de facto na comunicação social quando o anterior Governo já estava em gestão, portanto eu não posso aqui confirmar essas notícias [...] mas quero mais uma vez reiterar a nossa vontade firme de trabalhar com as autoridades portuguesas para que um acordo que também foi assinado por Portugal, que foi logo o primeiro país a adaptar a sua legislação interna, para que tudo se possa cumprir dentro da normalidade de funcionamento", reagiu.

Zacarias da Costa admitiu que "certamente muitos cidadãos da CPLP procuram mais Portugal", referindo que é importante observar que agora Portugal "também atravessa uma fase que novas instituições estão instituídas".

"Importa garantir que os nossos cidadãos possam circular com segurança, sobretudo nos seus documentos para que possam olhar para os seus sonhos e as suas perspetivas serem melhores num futuro muito próximo", sublinhou Zacarias da Costa à margem da 18ª Conferência dos Ministros da Justiça dos Países de Língua Oficial Portuguesa (CMJPLOP) que se realizou hoje em São Tomé.

Conosaba/Lusa

Madem-g15, pronto para resgatar a confiscada dignidade do povo. Sendo o momento o de ação e não de palavras, aproveito esta oportunidade para desejar sucessos ao MADEM G15, no seu novo criação de fórum da salvação da democracia.

 

O MADEM G15, que passou a ser o primeiro partido político da Republica da Guiné Bissau, com o seu CARISMÁTICO LÍDER 5 ESTRELAS, apresenta-se Indubitavelmente como alternativa para, através da boa governação, vir a promover o tão adiado desenvolvimento e o bem-estar das populações, honrando assim aqueles homens e mulheres desde país que tudo deram para resgatar a confiscada dignidade do povo, pelo mais retrógrado dos colonialismos, isto é, o colonialismo português.
Aqueles homens e mulheres, heróis e heroínas, uns que já não estão entre nós, e outros que ainda que estão no nosso seio, que sacrificaram a sua juventude, tendo-se dedicado à luta, de corpo e alma, consentindo todos os sacrifícios inimagináveis, para que a independência da Guiné-Bissau fosse proclamada, pela voz do lendário Comandante Kabi Na Fantchamna, a 24 de Setembro de 1973, na mítica localidade de Boé.
Ao escrever estas duas linhas, o meu pensamento vai para aqueles valorosos Pais Fundadores do MADEM G15, que o destino arrancou dentre nós para que não participassem neste histórico evento político, no momento em que as suas presenças mais se fariam sentir.

Que me seja autorizado não citar aqui os nomes, porque não teria a força mental de terminar este exercício, tão forte é a minha dor, além da impossibilidade de poder mencionar os seus nomes todos. Que as suas almas descansem em paz!

O MADEM G15, que vai certamente ganhar as eleições seja legislativas ou presidencial com uma maioria absoluta, terá pela frente grandes desafios, do ponto de vista de defesa dos interesses do povo. O MADEM G15 terá que combater com todo o rigor que tal exige, a corrupção a o esbanjamento, obrigando a que os membros do seu governo abandonem a vida de conforto, reduzindo as suas mordomias e virar a sua atenção para a satisfação das necessidades do povo.

Não será admissível que os atuais subsídios “chorudos” dos titulares dos órgãos de soberania e outros dirigentes, continuem a vigorar enquanto o grosso dos serviços do estado vive na absoluta miséria, ao ponto de não se poder enquadrar profissionais de saúde de da educação, com tantas carências com que o pais se debate nesses dois sectores.

A liderança do MADEM G15 deverá reprimir severamente àqueles governantes que irão querer transformar-se em “chefes de posto e mandões”, enquanto o povo vive no total abandono, como está a acontecer nesta bagunçada/geringonçadas de governação em que cada um deve obediência apenas ao seu estado-maior, isto é, o seu partido ou ex-
Que o MADEM G 15 venha a ser aquele governo que irá realizar o tão adiado sonho do Combatente da Liberdade da Pátria, isto é, a promoção do desenvolvimento e do bem estar das populações, de cuja libertação do jugo colonial, foram escritas, com LETRAS DE OURO, as mais brilhantes páginas nos anos das lutas de de libertação do Continente Africano, da cidade do Cairo à cidade de Cabo.

Que os dirigentes do MADEM G15 sigam os exemplos do seu carismático líder, quanto à humildade, respeito e consideração pela pessoa humana, espírito de exclusividade, trabalho, servir e na o servir-se, competência na condução de homens e no profundo engajamento pela defesa dos sacrossantos interesses do povo!
VIVA O MADEM G15!
VIVA A GUINENDADI!
HORA TCHIGA.
Por: Yanick Aerton

Presidente de Confederação Africana de Futebol CAF, Patrice Motsepe, se encontra no país para visita de algumas horas.

 

Parlamento Europeu adoptou reforma da política migratória

Parlamento Europeu adoptou reforma da política migratória. © AFP - Frederick Florin

Estrasburgo – O Parlamento Europeu adoptou nesta quarta-feira uma vasta reforma da política migratória. O sistema implementa um dispositivo de solidariedade entre os Estados membros para a gestão destes fluxos. O texto endurece os controlos das chegadas às fronteiras do bloco.

As três principais famílias políticas europeias: o PPE, Partido popular europeu (de direita), os Socialistas e democratas e o Renew Europe concordam com o novo dispositivo.

Grande parte da extrema direita contesta-o, mas também uma parte da esquerda radical e de certos socialistas.

Foram necessários 8 anos de debates intensivos para que os 27 chegassem a este patamar.

A reforma só será aplicada a partir de 2026: a União Europeia multiplica os acordos com os países de origem e de trânsito dos exilados (Tunísia, Mauritânia, Egipto) para tentar reduzir o fluxo de chegadas às suas fronteiras.~

Por :Miguel Martins com AFP
Conosaba/Conosaba/.rfi.fr/pt/

CEDEAO levanta sanções contra Guiné-Conacri e Mali

Fotografia de família da cimeira extraordinária de chefes de Estado e de Governo da CEDEAO, 24 de Fevereiro de 2024, Abuja, Nigéria. © CEDEAO

A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental decidiu suspender também grande parte das sanções contra a Guiné-Conacri e o Mali, depois de, no sábado, ter anunciado o levantamento das sanções contra o Níger. Num comunicado divulgado no domingo, a organização regional apela ao diálogo com esses três países governados por regimes militares.

A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) decidiu suspender “imediatamente” grande parte das sanções contra o Níger, a Guiné-Conacri e o Mali. Num comunicado divulgado no domingo, a organização regional apela ao diálogo com esses três países governados por regimes militares.

A CEDEAO decidiu “suspender imediatamente" as sanções mais severas impostas ao Níger desde a tomada do poder de Niamey por um regime militar que derrubou o presidente eleito em Julho, Mohamed Bazoum.

Já depois de terminada a cimeira de chefes de Estado e de Governo da CEDEAO - que decorreu no sábado 24 de Fevereiro em Abuja, Nigéria - a organização, num comunicado divulgado ontem à tarde, 25 de Fevereiro, também anunciou "suspender as sanções financeiras e económicas contra a Guiné-Conacri" e "levantar as restrições à contratação de cidadãos do Mali para cargos profissionais nas instituições da CEDEAO".

O Burkina Faso, que faz parte dos quatro Estados da região governados por regimes militares desde 2020 e que estava, igualmente, sujeito a sanções da CEDEAO, não foi mencionado no comunicado final da organização regional.

A CEDEAO tinha precisamente convocado uma cimeira extraordinária - realizada no sábado passado - para discutir "a política, paz e segurança no Níger", bem como "os desenvolvimentos recentes na região".

A suspensão das sanções contra a Guiné-Conacri e Mali não tinha sido especificada no discurso final - proferido no sábado à noite - de Omar Alieu Touray, presidente da Comissão da CEDEAO.

Sobre a Guiné-Conacri, a CEDEAO tinha proibido as transacções financeiras com as suas instituições membros um ano após a chegada ao poder do coronel Mamadi Doumbouya, que derrubou o presidente Alpha Condé, em Setembro de 2021. Na segunda-feira da semana passada, 19 de Fevereiro, o chefe da junta militar no poder anunciou por decreto a dissolução do Governo em funções desde Julho de 2022.

No Mali, que sofreu dois golpes de Estado em 2020 e 2021, o bloco regional tinha imposto sanções económicas e financeiras que levantou em Julho de 2022, quando a junta no poder anunciou o calendário de transição.

A CEDEAO "decidiu suspender imediatamente" as sanções mais pesadas impostas ao Níger desde a tomada do poder de Niamey por um regime militar que derrubou o presidente eleito Mohamed Bazoum em Julho. As fronteiras e o espaço aéreo do Níger serão reabertos, as transacções financeiras entre os países da CEDEAO e o Níger voltam a ser novamente autorizadas e os activos do Estado nigerino vão ser descongelados, "por razões humanitárias”. Os líderes militares de Niamey também estão novamente autorizados a viajar. Todavia, as “sanções individuais e políticas permanecem em vigor".

A CEDEAO também exigiu novamente a "libertação imediata" do presidente deposto do Níger, Mohamed Bazoum, mantido em residência vigiada com a sua esposa pelo regime militar há sete meses.

Por: Cristiana Soares com AFP
Conosaba/.rfi.fr/pt/

Junta Militar suspende partidos políticos no Mali


Abdoulaye Maïga,ministro da Administração Territorial e porta-voz do Governo. Imagem de arquivo. AFP

A Junta Militar que governa o Mali anunciou ontem, 10 de Abril, a suspensão dos partidos e das actividades de natureza política no país. Os militares acusam as organizações políticas de manterem “discussões estéreis” e de “subversão”, no âmbito do diálogo nacional lançado, a 31 de Dezembro, pelo Coronel Assimi Goïta.

O Coronel Abdoulaye Maïga, ministro da Administração Territorial e porta-voz do Governo, explicou que a situação de segurança no terreno foi uma das razões para a suspensão, até novo aviso, das actividades dos partidos e associações políticas no Mali.

“As actividades dos partidos políticos e as actividades de natureza política das associações em todo o território nacional estão suspensas até novo aviso, por razões de ordem pública”, pode ler-se no decreto.

O Coronel Maïga justificou ainda a suspensão dos partidos invocando o “diálogo” nacional iniciado a 31 de Dezembro pelo Coronel Goïta. O lançamento deste “diálogo”, assim como o desrespeito do prazo de 26 de Março, deu origem a “discussões estéreis” e a “hipóteses que não têm razão de ser”, acrescentou o militar de alta patente.

“Não podemos levar a cabo um diálogo tão crucial em plena cacofonia e confusão”, insistiu.

Esta decisão surge numa altura em que os militares permaneceram na liderança do país, ultrapassado a data de 26 de Março na qual se comprometeram- se sob pressão da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO)- a ceder o poder aos civis eleitos. A Junta Militar tinha ainda prometido organizar eleições presidenciais em Fevereiro de 2024, o que não veio a acontecer.

Trata-se de uma nova restrição a qualquer expressão de oposição ou dissidência por parte dos coronéis que chegaram ao poder pela força em Agosto de 2020, derrubando o Presidente eleito Ibrahim Boubacar Keïta.

Um colectivo de organizações de direitos humanos afirmou, recentemente, que o que o Mali vive “num impasse” e que era altura de os militares “regressarem aos quartéis” e “deixarem outros cidadãos eleitos gerirem os assuntos públicos do país”.

Em resposta, o coronel Maïga reiterou que o país “não está de forma alguma num vazio jurídico, a transição continua”.

Desde a chegada ao poder, consolidada por um golpe de Estado em Maio de 2021, a Junta Militar rompeu a antiga aliança com a França e os parceiros europeus, voltando-se militar e politicamente para a Rússia.

Conosaba/.rfi.fr/pt/

quarta-feira, 10 de abril de 2024

«Ramadão -10/04/2023» Coordenador Nacional do MADEM-G15, Braima Camará "Bá de povo", deseja um feliz "Eid Mubarak" a todos os fiéis Muçulmanos no Mundo.

 

Que todo o sacrifico e desejos sejam bem acolhidos por Allah e, que a celebração do dia de hoje seja feita entre todos os crentes e amigos desta confissão religiosa como é caraterística da nossa Guiné-Bissau.
Eid Mubarak!

O Presidente da República Umaro Sissoco EMBALÓ efectuou a oração do Eid al-Fitr nos jardins da Presidência.

Na presença de membros do governo, de autoridades religiosas e consuetudinárias, entre outros, o Chefe de Estado reiterou o seu apelo ao diálogo e à concertação com as forças motrizes da nação: “O Ramadão que termina, esta busca de elevação espiritual é indissociável do encontro com o próximo através do cultivo dos valores da paz e da tolerância".