quarta-feira, 25 de maio de 2022

GOVERNO DE INCLUSÃO.

Fui dos primeiros a aplaudir a dissolução do parlamento, não por cinismo, mas porque o desempenho dos deputados estava aquém do esperado, mas estou a ver que serei também dos primeiros a ficar completamente desiludido, uma vez que, à luz daquilo que se desenha, essa montanha ”VAI PARIR RATO”.

O porquê da dissolução do parlamento se vamos assistir a formação de uma autêntica “salada russa”, uma geringonça tal e qual aquela que acabou de ser afastada, como consequência do derrube do parlamento?

Porque é que o jovem General Presidente, que até estes dias está a imitar o imortal Thomas Sankara, ao “tocar a guitarra e a cantar” com o artista cota Fernando Fafé, não assume as suas responsabilidades, escolhendo dentre os melhores quadros deste país para nomear neste governo de iniciativa presidencial?
Porque deve o Primeiro-ministro, cujo partido não ganhou as eleições passadas, que só dispõe de um assento no parlamento e que nem devia estar onde está hoje, e muito menos reconduzido, tem de ser no centro das decisões, ao ponto de, na perspectiva de inclusão, ser encarregue de escrever aos partidos políticos convidando-os a integrar o governo?

Não é que eu esteja contra o PM Nuno, até é uma pessoa que admiro bastante pela coragem e determinação, mas digo sinceramente que o nosso jovem General Presidente nao esta a fazer uma boa leitura dos sinais dos tempos, porque se tudo foi feito através de engenharias atípicas, o que é normal em política, para empurrar para a oposição o partido que ganhou as eleições legislativas de Março de 2019, o PAIGC, ao menos que nomeie um membro do MADEM-15, já agora neste governo de iniciativa presidencial, para chefiar o Governo, ou na pior das hipóteses passar essa responsabilidade ao PRS que contribuiu para que a geringonça se construísse.

Com essa ideia de inclusão que envolve todos os partidos políticos, será que vamos ter um governo do tamanho daqueles do tempo do Mobutu Sese Seko Kuku Ngbendu Wa Za Banga? Com que orçamento para fazer face às despesas de um governo pletórico, num país que está de joelhos, devido à corrupção e ao “laisser-aller”, um país onde a justiça é impotente perante tanta desconstrução, tanta desgraça, tanto crime económico!

Quem é que não sabe que os partidos, aliás, as suas lideranças nessas circunstâncias, quando escolhem ou indicam os seus membros para integrarem o governo, o fazem na base de critérios pouco objetivos, privilegiando as negociatas "na manda bu nome, ma bu na bata dan tanto” (e neste particular há um partido especializado nesse jogo)?

Isso de dizer que o governo tem como único objectivo a organização das eleições legislativas não passa de uma diversão, pois os governos são formados para governar e a organização das eleições, apesar de importante, é apenas uma das tarefas de qualquer governo num regime democrático. 

Será que o governo estaria em funções durante todo esse tempo e a 3 meses de eleições normais, a consumir e não produzir, sob o pretexto de que só deve concentrar-se nos preparativos das eleições, desprezando as outras tarefas?

Na tempestade, ca no tenta tapa mon cu céu pabia djintis panha nan pe. Eleito oh, autoproclamado oh, imposto oh, etc, keki bardadi i di cuma Deus pui dja Nhu General Presidente Umaro diante des povo pa i dirigi si destino.

Por isso, o que os Guineenses gostariam de ver, é de o General Presidente se libertar de certos compromissos e colocar-se acima de interesses político-partidários, nomeando um governo composto de quadros dispostos a mudar a cara deste país, num tempo record. É possível e o General Presidente sabe disso muito bem. Essa seria a melhor receita que o General Presidente poderia encontrar para os males de que padece este país, e se não o fizer que não se engane porque deixará uma memória triste aos seus compatriotas quando já não estiver no exercício.

General, qual é o medo, qual é a hesitação, qual é a mais-valia que esses eternos ministros podem trazer, sobretudo nesta fase em que o maior combate que o PR está a travar é contra a corrupção, o crime organizado, a letargia, o clientelismo, etc. O que é que vai fazer com ministros que, alguns com fraca preparação académica, só recorrem ao tribalismo na nomeação da sua entourage, ministros que só nomeiam quadros dos respetivos partidos, muitas vezes sem nenhuma preparação, afastando os outros, que em muitos casos são mais bem preparados?
Esperava-se que este governo viesse revolucionar tudo, incluindo aumentar o horário do trabalho para que o Guineense se habitue ao arregaçar das mangas para trabalhar, se necessário, 24/24 horas, pois o país precisa disso.

General Presidente, estive e estarei sempre do seu lado, mas com todo o respeito e consideração, se não nos aparecer com um governo com outras caras, ainda que inclua figuras como o SS, devido a sua experiência, vamos tirar o nosso apoio, porque somos jovens e o nosso maior desejo é de ver este país avançar, nao com esses eternos ministros, mas os quadros da sua geração.
VIVA GUINENDADE!
por: Yanick Aerton

Desde 1963 o Dia 25 de Maio é comemorativo do DIA DE ÁFRICA. O Cônsul Honorário da Republica da Guiné Bissau, Espinho, Distrito de Aveiro deseja a todos os irmãos africanos um dia excelente em toda a sua plenitude. Para os irmãos da Republica da Guiné Bissau, um grande abraço fraterno e que este dia encha os vossos corações.

 


Eleição da direção da CNE: COMISSÃO PERMANENTE RECOMENDA DIÁLOGO COM PARTIDOS E ÓRGÃOS DE SOBERANIA

A Comissão Permanente da Assembleia Nacional Popular recomendou esta terça-feira, 24 de maio de 2022, ao presidente do Parlamento, Cipriano Cassamá, para abrir um processo do diálogo político nacional com todos os órgãos de soberania e todos partidos legalmente constituídos para encontrar uma solução para a eleição do novo corpo diretivo da Comissão Nacional de Eleições (CNE).

A recomendação foi anunciada aos jornalistas pelo porta-voz, Helder de Barros, após uma reunião do órgão que durou seis horas para analisar a situação da CNE, entre outros pontos.
“A Comissão Permanente orienta o Conselho da Administração no sentido de entregar à mesa da Assembleia Nacional Popular até 30 de maio do ano em curso, a conta de gerência da ANP relativo ao ano económico 2021 e preparar a conta de exercício de 2018, 2019 e 2020”, disse.

O porta-voz da Comissão denunciou e condenou a ameaça à integridade física do deputado do PAIGC, Amizade Fara Mendes, que exerce a função do presidente do Conselho de Administração da ANP.

Barros disse que a Comissão pediu a disponibilização de agentes policiais para garantir a segurança do deputado, tendo exortado as autoridades competentes para assumirem as suas responsabilidades.

Refira-se que estiveram presentes 13 dos 15 elementos que compõem a Comissão Permanente.

Por: Aguinaldo Ampa
Foto: A.A
Conosaba/odemocratagb

PAIGC integra “em princípio” Governo de iniciativa presidencial na Guiné-Bissau

O Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) vai integrar "em princípio" o Governo de iniciativa presidencial, que está a ser formado na Guiné-Bissau, disse hoje o dirigente do partido, Manuel dos Santos.

"Nós viemos aqui no sentido de ajudar a preparar a formação do Governo de iniciativa presidencial, que vai acontecer dentro de alguns dias. O PAIGC vai participar, em princípio vai participar", afirmou o comandante `Manecas`.

O dirigente do PAIGC falava aos jornalistas no final de um encontro com o Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló, que na semana passada dissolveu o parlamento, marcou legislativas antecipadas para 18 de dezembro e reconduziu no cargo o primeiro-ministro, Nuno Gomes Nabiam, e o vice-primeiro-ministro, Soares Sambu.

"A décima legislatura acabou. Vamos preparar a 11.ª e, portanto, nós temos de estar presentes nessa preparação, vai haver eleições e nós temos de estar presentes e o Governo é que prepara isso tudo", acrescentou Manuel do Santos.

Questionado sobre se o PAIGC impôs condições para a sua participação no Governo, Manuel dos Santos disse que "isso fica para depois", remetendo para mais tarde mais explicações sobre esta integração no executivo de iniciativa presidencial.

O PAIGC venceu as eleições legislativas de março de 2019, sem maioria absoluta, e formou um Governo de coligação com a Assembleia do Povo Unido -- Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB), União para a Mudança e Partido da Nova Democracia.

A APU-PDGB acabaria por abandonar a coligação e juntar-se à oposição no apoio à candidatura de Umaro Sissoco Embaló às presidenciais que decorreram no final de 2019.

Na sequência da sua tomada de posse, Umaro Sissoco Embaló demitiu o Governo do PAIGC e formou um outro com o Movimento para a Alternância Democrática (Madem-G15), Partido de Renovação Social (PRS), APU-PDGB, e vários movimentos que apoiaram a sua candidatura na segunda volta das presidenciais.

O PAIGC tem tecido fortes críticas ao chefe de Estado guineense, acusando-o de não respeitar a Constituição e o Estado de Direito e de interferência nos assuntos internos do partido.

Após as eleições presidenciais, o candidato apoiado pelo partido, Domingos Simões Pereira, interpôs um recurso de contencioso eleitoral, que decorreu durante vários meses.

O PAIGC acabou por reconhecer os resultados eleitorais, mas exigiu sempre que o chefe de Estado tomasse posse formalmente como Presidente numa cerimónia na Assembleia Nacional Popular.

Umaro Sissoco Embaló, reconhecido pela Comissão Nacional de Eleições como o vencedor das presidenciais, tomou posse em fevereiro de 2020, numa cerimónia que decorreu sem a presença do presidente do parlamento. A posse foi conferida pelo então primeiro vice-presidente da Assembleia Nacional Popular e atual primeiro-ministro, Nuno Gomes Nabiam.

Em declarações na terça-feira no Palácio da Presidência, o chefe de Estado disse que queria um Governo de iniciativa presidencial com a presença de todos partidos políticos, sobretudos, dos que estavam representados no parlamento dissolvido a semana passada.

Conosaba/Lusa

Jurista guineense diz que tráfico de seres humanos é assunto tabu nos PALOP

A jurista e professora universitária guineense Irina Sanhá analisou os regimes jurídicos e penais contra o tráfico de seres humanos nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa e concluiu que o assunto é ainda tabu.

Tema de dissertação de mestrado, realizado na faculdade de Direito de Coimbra, o livro de Irina Sanhá foi apresentado na terça-feira na Casa dos Direitos em Bissau e compara os vários regimes jurídicos contra o tráfico de seres humanos.

"Infelizmente as pessoas não falam sobre o tema tráfico de seres humanos" e os governos "muita das vezes, não têm uma iniciativa do combate" ao fenómeno, afirmou a jurista guineense.

Irina Sanhá definiu o tráfico de seres humanos como "algo potenciado pela pobreza", pelas migrações e pelo desenvolvimento dos meios tecnológicos de deslocação de pessoas, instância de violência contra os mais carenciados, "perpetrado sob o manto do silêncio, da solidão e do abandono".

"No caso dos PALOP existem alguns fatores, como a corrupção, que estimula o crescimento do tráfico de seres humanos, e que acaba por dificultar os esforços do combate da criminalidade organizada", argumentou.

A jurista guineense afirma que embora os países tenham legislações contra o fenómeno, "na prática não existem ações concretas de combate", nomeadamente investigações criminais, julgamentos ou condenações.

"Ou seja, a jurisprudência é praticamente inexistente nesses PALOP", observou Irina Sanhá, que se assume como interessada por questões sociais e particularmente as condições de vida da mulher.

No caso da Guiné-Bissau, Irina Sanhá apontou como situações que possam ser consideradas tráfico de seres humanos a questão da criança talibé - criança que sai do seu ambiente familiar com o pretexto de estudar o Corão noutra comunidade -, os 'minino di criasson' - criança sob responsabilidade de uma pessoa que não sejam os pais biológicos - ou as 'meninas acompanhantes' de estrangeiros.

A autora do livro explica que em Cabo Verde o fenómeno manifesta-se mais através do tráfico de seres humanos para fins sexuais, embora ressalve que naquele país as autoridades investigam, julgam e condenam aqueles atos.

Em relação à Angola, Irina Sanhá disse não ter tido muita informação sobre o assunto por ser "um país um tanto ou quanto fechado".

"Para os angolanos é um ainda tabu tirar essas questões cá para fora", observou a investigadora, sublinhando, contudo, que existe a prática de tráfico de seres humanos em Angola.

A jurista referiu que pela ramificação que tem o fenómeno tráfico de seres humanos acaba por envolver Portugal a partir de situações originadas em países africanos de expressão portuguesa.

A autora do livro "O regime jurídico-penal do tráfico de seres humanos nos PALOP" recordou os números das Nações Unidas que apontam que mais de dois milhões de pessoas são vítimas de tráfico humano por ano em todo o mundo e que 71% das vítimas são mulheres.

O crime, segundo Irina Sanhá, representa o terceiro maior negócio do mundo, envolve exploração sexual, trabalho forçado e outras atividades e movimenta cerca de 117 mil milhões de euros por ano.

Conosaba/Lusa

terça-feira, 24 de maio de 2022

Todos os partidos políticos devem fazer parte de novo Governo da Guiné-Bissau


O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, afirmou hoje que todos os partidos políticos devem fazer parte do novo Governo, de iniciativa presidencial, principalmente os que estavam representados no parlamento, dissolvido pelo chefe de Estado a semana passada.

"Todos os partidos políticos devem fazer parte deste Governo de iniciativa presidencial, sem exceção, e, sobretudo, os partidos políticos que estavam representados na assembleia e peço ao primeiro-ministro para contactar todos", disse Umaro Sissoco Embaló.

O chefe de Estado falava no final da cerimónia de tomada de posse do primeiro-ministro, Nuno Gomes Nabiam, e do vice-primeiro-ministro, Soares Sambu, reconduzidos no cargo, após o Presidente guineense ter decidido dissolver o parlamento e convocado eleições legislativas antecipadas para 18 de dezembro.

"É um Governo de iniciativa presidencial, mas o primeiro-ministro nomeado deve sentar-se com eles, discutir, trazer as suas propostas para avaliarmos, para todos entrarem, sem exclusão, porque é um Governo que vai organizar eleições", declarou Umaro Sissoco Embaló.

O chefe de Estado salientou que era bom estarem incluídos o Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Movimento para a Alternância Democrática (Madem-G15), Partido da Renovação Social (PRS) e a Assembleia do Povo Unido--Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB), liderado pelo atual primeiro-ministro.

O PAIGC venceu as anteriores eleições legislativas, realizadas em março de 2019, mas o seu Governo foi demitido após a tomada de posse de Umaro Sissoco Embaló, que nomeou um outro liderado pelo atual primeiro-ministro e composto por elementos que apoiaram a sua candidatura, nomeadamente Madem-G15, PRS e APU-PDGB.

Na declaração, o Presidente guineense salientou também que o Governo está em gestão até à realização de eleições e que recomendou ao primeiro-ministro que começasse hoje a trabalhar para que o escrutínio decorra na data prevista.

Umaro Sissoco Embaló, que falou em crioulo acompanhado por um intérprete de língua gestual, disse também que não está na Presidência para fazer "guerrilha política" e recomendou ao poder judicial, presente na cerimónia, para combater a corrupção "sem tréguas e de forma perentória", salientando que as instituições do Estado não são para visar pessoas.

Conosaba/Lusa

Navio "Viana do Castelo" em Bissau para ações de cooperação com Marinha guineense


O navio "Viana do Castelo" da Marinha Portuguesa atracou hoje em Bissau, na Guiné-Bissau, para um conjunto de ações de formação no âmbito da iniciativa Mar Aberto, controlada pelo Estado-Maior General das Forças Armadas portuguesas.

"Vamos ter exercício conjuntos entre os nossos fuzileiros, embarcados no navio, e os fuzileiros da Marinha da Guiné-Bissau, iremos fazer também simulacros de incêndio a bordo do navio, vamos fazer alguns treinos de destreza de botes e estamos muito satisfeitos por cooperar com a Marinha da Guiné-Bissau", disse o comandante do "Viana do Castelo", o capitão-de-fragata Paciência da Silva.

O navio de patrulha oceânica deixou Lisboa em 11 de abril para participar em exercícios internacionais e ações de cooperação em Angola, São Tomé e Príncipe, Guiné Equatorial, Togo, Guiné-Bissau e Cabo Verde.

O "Viana do Castelo" tem uma guarnição de 57 militares, incluindo uma equipa médica, uma equipa de abordagem e mergulhadores.

No âmbito da visita vai ser realizada também na quarta-feira uma palestra sobre os objetivos da iniciativa Mar Aberto e sobre Segurança Marítima no Golfo da Guiné.

Na sexta-feira, está prevista uma visita restrita a bordo para embaixadores da União Europeia (UE) e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), representados no país, e para as autoridades guineenses.

Conosaba/Lusa

O navio "Viana do Castelo" da Marinha Portuguesa atracou hoje em Bissau, na Guiné-Bissau, para um conjunto de ações de formação no âmbito da iniciativa Mar Aberto, controlada pelo Estado-Maior General das Forças Armadas portuguesas.

PM Nuno Gomes Nabiam e vice-PM Soares Sambu reconduzidos tomam posse no Palácio da República.

 

Umaro S. Embaló/Presidente de Concórdia Nacional







NUNO NABIAN REMETE RESPONSABILIDADE DA ACTUAL CRISE AO PRESIDENTE DA REPÚBLICA

O primeiro-ministro admitiu, hoje, que de facto há crise no país e a única pessoa capaz de avaliar a sua profundidade, “é o presidente da República”.

Nuno Gomes Na Biam disse esperar que o novo elenco governamental que ainda esta semana pode ser conhecido, reúna toda a franjada sociedade guineense.

“ (..) A única pessoa que pode avaliar a profundeza da crise vigente no país é o presidente da República. Dissolveu a Assembleia Nacional Popular, reiterou a confiança ao primeiro-ministro e vou tomar posse hoje, portanto a partir daí, vamos dialogar com o presidente a possibilidade da formação de um novo governo”, diz acrescentando “espero que seja um governo inclusivo, por ser um governo de iniciativa presidencial e espero que o presidente da República reúna todas as franjas da sociedade neste governo”.

A posição foi assumida no aeroporto internacional Osvaldo Vieira no regresso ao país vindo de Timor-Leste onde representou o chefe de Estado na investidura do novo presidente da República daquele país asiático.

Questionado se durante a sua estada em Dili, capital de Timor-Leste, discutiu a possibilidade deste país apoiar a Guiné-Bissau na realização das eleições legislativas antecipadas de 18 de dezembro, Nuno Na Biam diz que discutiu vários aspectos da cooperação entre as quais o processo eleitoral.

“Falámos muito sobre o processo eleitoral e há um compromisso a nível do governo que a curto prazo vamos ter uma resposta definitiva. Esperamos que o Timor-Leste estará pronto a nos prestar este importante ajuda no que diz respeito ao processo eleitoral”, afirmou Nuno Nabian.

O Presidente da Guiné-Bissau dissolveu na semana passada (16.05) o Parlamento e convocou eleições legislativas antecipadas para 18 de dezembro de 2022. O chefe de Estado sustenta a sua decisão alegando a existência de "divergências persistentes'' e que se tornaram inultrapassáveis entre a Assembleia Nacional Popular e outros órgãos de soberania.

No outro decreto, Umaro Sissoco Embaló decidiu manter Nuno Gomes Na Biam como primeiro-ministro e Soares Sambo vice-primeiro-ministro até à realização das legislativas. Os dois vão ser empossados esta tarde.

Por: Braima Sigá/radiosolmansi com Conosaba do Porto

PM da Guiné-Bissau quer novo Governo inclusivo


O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Nuno Gomes, que é hoje reconduzido no cargo, afirmou que espera um novo Governo inclusivo e que reúna todas as "franjas da sociedade".

"Vou tomar posse hoje e certamente vou discutir com o Presidente a formação do novo Governo", disse Nuno Gomes Nabiam, no aeroporto Osvaldo Vieira, em Bissau, após o regresso de uma viagem a Timor-Leste, quando questionado sobre a formação do novo Governo guineense.

"A partir daí vamos dialogar com o Presidente sobre a formação. Espero um Governo inclusivo, de iniciativa presidencial, e esperamos que o Presidente tente reunir todas as franjas da sociedade neste Governo", salientou Nuno Gomes Nabiam.

O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, dissolveu a semana passada a Assembleia Nacional Popular e marcou eleições legislativas antecipadas para 18 de dezembro.

Na sequência da dissolução do parlamento, o chefe de Estado emitiu um decreto a manter o primeiro-ministro guineense e o vice-primeiro-ministro, Soares Sambu, no cargo.

Questionado sobre quando será conhecido o novo executivo, o primeiro-ministro disse esperar que seja ainda esta semana.

Sobre se durante a sua visita a Timor-Leste falou com as autoridades timorenses sobre um eventual apoio ao processo eleitoral, Nuno Gomes Nabiam disse que se falou "muito sobre recenseamento e processo eleitoral" e que espera que esse apoio seja anunciado brevemente.

Nuno Gomes Nabiam participou em Timor-Leste, em representação de Umaro Sissoco Embaló, na cerimónia de tomada de posse do novo Presidente timorense, José Ramos-Horta, e nas comemorações do 20.º aniversário da independência daquele país do sudeste asiático.

Conosaba/Lusa

«ÚLTIMA REPORTAGEM» Repórter do povo: Acidente na Granja, frente ao portão da Aldeia SOS fez vários feridos no capital Bissau. Segundo a reportagem a partir de local.

 



Primeiro-Ministro Guineense: Felicito os atletas Guineenses Luta Livre N'bunde Cumba N'bali (ouro-65 Kg), Bacar Midana (Ouro-70Kg) e Diamantino Fafé (Bronze) pelas brilhantes conquistas no campeonato africano de luta à decorrer em Marrocos.

 

Está vitória de que comungamos coletivamente, foi conseguida com muito foco, fé e muita determinação. Parabéns pela maravilhosa vitórias!

(Crédito fotografia FLGB)

Chegaram

 

Novos heróis, já estão em Bissau, a na bagagem, trouxeram 3 medalhas, duas de Ouro e um de bronze.

Última Hora! REGRESSO À BISSAU

O Primeiro-Ministro Nuno Gomes Nabiam, acaba de chegar à Bissau proveniente de Timor-Leste, onde em representação de Sua Excelência Senhor Presidente da República, assistiu a tomada de posse do novo Presidente José Ramos Horta e ainda tomou parte nas comemorações do 20° aniversário da restauração da independência daquele país irmão.

Nuno Gomes Nabiam toma posse esta tarde no Palácio da república.

«Bês-Moonha!» FMI vai retomar brevemente assistência financeira à Guiné-Bissau – Governo Guineense


Kristalina Georgieva, diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI)

O Fundo Monetário Internacional (FMI) vai retomar brevemente a assistência financeira à Guiné-Bissau no âmbito da Facilidade de Crédito Alargado, anunciou hoje, em comunicado, o Ministério das Finanças guineense.

"A garantia foi dada em carta dirigida ao ministro das Finanças, João Fadiá, na qual a diretora-geral do FMI felicitou a decisão do Governo da Guiné-Bissau em manter a estabilidade macroeconómica, assegurar a sustentabilidade da dívida e prosseguir as reformas estruturais", pode ler-se no comunicado enviado à imprensa.

Na carta, segundo o comunicado do Ministério das Finanças, a diretora-geral do FMI, Kristalina Georgieva, congratula-se com o "aprofundamento do diálogo" com a Guiné-Bissau e "pelo seu interesse num acordo ao abrigo da Facilidade de Crédito Alargado".

"Uma assistência financeira ao abrigo da Facilidade de Crédito Alargado pode ajudar o Governo guineense a prosseguir com as reformas e assegurar a estabilidade económica, criando assim um espaço orçamental com vista a responder às necessidades de desenvolvimento e do reforço da governação do país", refere o comunicado, citando a diretora-geral do FMI.

O Conselho de Administração do FMI discute no próximo 17 de junho a terceira avaliação ao programa de referência, iniciado em julho de 2021, e às consultas ao abrigo do artigo IV, que não eram realizadas há cinco anos.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) recomendou ao abrigo das consultas do artigo IV, realizadas em abril, a diversificação da economia do país, considerando que é a "chave" para o desenvolvimento.

Segundo o FMI, a dependência da produção e exportação da castanha de caju deixa o país "altamente exposto a flutuações nos preços internacionais e às condições climáticas locais".

Em relação à terceira e última avaliação ao programa de referência, o FMI considerou que o "desempenho e progresso reformista gerais foram robustos, apesar dos desafios criados pela pandemia covid-19, tendo sido respeitadas todas as metas quantitativas no final de dezembro de 2021 e implementada a agenda estrutural".

O FMI destacou que a gestão orçamental sustentável é uma "prioridade" e que a consolidação orçamental deve continuar em 2022 para "conter o elevado risco" de aumento da dívida pública.

Em abril, o FMI estimou que o crescimento económico na Guiné-Bissau tenha acelerado para 5%, mas as perspetivas para 2022 são "mais incertas" devido ao aumento de preços provocados pela guerra na Ucrânia.

As perspetivas, segundo o FMI, tornaram-se mais incertas "dado o impacto potencial do aumento dos preços do petróleo e dos alimentos resultante da guerra na Ucrânia, prevendo-se que o crescimento seja de 3,75% em 2022, com uma inflação superior a 5%, que afetará negativamente os mais vulneráveis".

Conosaba/Lusa 

TRINTA MULHERES DA REGIÃO NORTE BENEFICIAM DO EMPRÉSTIMO PARA ATIVIDADES ECONÓMICAS


A Organização Não Governamental Shelter For Life (SFL) entregou, hoje, por empréstimo três (3) milhões de francos CFA a trinta mulheres empreendedoras das regiões de Bimbo, Cacheu e Oio no âmbito de acesso a financiamento.

O valor entregue e que depois será reembolsado sem juros enquadra-se no âmbito de apoio financeiro às mulheres das cooperativas de produtores de caju nas três regiões do norte do país.

De acordo com a explicação do responsável da promoção e mercado da organização, Mário Alfredo Mendonça, se todas as beneficiárias conseguiram reembolsar o valor emprestado, a iniciativa vai prosseguir.

“No interior do país, as mulheres deparam com várias dificuldades de encontrar o financiamento para os seus negócios, por isso, a organização procura parceiros que têm doação e fizemos a seleção das mulheres que hoje entregamos os cheques e que depois vão reembolsar o dinheiro, mas sem juros e se tudo correr como previsto, vai encorajar mais doadores para financiar as iniciativas das mulheres”.

A iniciativa é elogiada pela presidente da Confederação das Mulheres de Atividade Económica (AMAI), Antónia Adama Djalo, tendo em conta as dificuldades das mulheres em encontrar apoio para as actividades geradoras de rendimento.

“ Estamos satisfeitos com essa iniciativa, porque há dificuldade para as mulheres encontrarem o apoio às suas actividades e, eu estou confiante de que as mulheres que beneficiaram deste apoio, vão conseguir reembolsar para que as outras possam conseguir”, afiançou.

Uma das beneficiárias do empréstimo da ONG Shelter For Life, Mariama Baldé afirma que "o projeto vai melhorar as nossas situações porque labutamos dia-após-dia para o sustento da família. Eu vendo roupas, tenho o pomar de caju e pratico lavoura do amendoim para depois vender para sustento dos meus filhos”.

Na Guiné-Bissau várias mulheres percorrem quilómetros e até além-fronteiras para buscar do ganha-pão da sua família.

Por: Braima Sigá/radiosolmansi com Conosaba do Porto

Saúde Pública/ “Acabar com a Fístula Obstétrica até 2030 requer investimento em qualidade e parcerias fortalecidas “,diz o Secretário

Bissau, 23 Mai 22 (ANG) – O Secretário-geral do Ministério da Mulher, Família e Coesão Social advertiu hoje que acabar com a Fístula Obstétrica até 2030 requer investimentos de qualidade e parcerias fortalecidas para atingir a meta global para erradicar a doença.

Carlos Tipote proferiu estas considerações na comemoração do Dia Internacional pelo fim da Fístula Obstétrica, que esta segunda-feira se assinala. Disse que a a doença é evitável quando mulheres e meninas tiverem acesso oportuno à serviços abrangentes de cuidados de saúde sexual e reprodutiva ,bem como cuidados obstétricos de qualidade .

“Também a doença pode ser evitada atrasando a idade da primeira gravidez ,cessando o casamento infantil ,empoderamento e educação de mulheres e meninas nas comunidades. É fundamental a abordar os determinantes sociais, culturais, políticos e económicos que sustentam a saúde, construir parcerias com outros sectores e contribuir para a reintegração bem sucedida de sobreviventes da fístula”, sustentou.

Tipote enumerou ainda as medidas de precaução da doença que podem ser adotadas, nomeadamente gestações e partos seguros que dependem do funcionamento dos sistemas de saúde e da prestação dos cuidados de qualidade.

Disse que a fístula pode ser evitada quando as mulheres recebem cuidados de maternidade oportunos e de qualidade, incluindo assistência qualificada ao parto e serviços de planeamento familiar.

“É necessário uma escala sustentável de tratamento de qualidade e serviços de saúde, incluindo a disponibilidade de um número adequado de cirurgiões de fístula ,bem como parteiras competentes e treinadas para reduzir significativamente a mortalidade materna e neonatal e erradicar a fístula obstétrica e o progresso deve ser compartilhado por todos ,nenhuma mulher ou menina deve ser deixada para trás”,vincou.

Por sua vez, o representante do Fundo das Nações Unidas para a População (FNUAP) no país Athanase Nzokirishaka salientou a complexidade da doença, que além da questão da inadequação ou da demora na atenção ao parto ,a fístula obstétrica e as suas consequências são um problema de direitos humanos, equidade e igualdade de gênero ,pobreza e cultura.

“O FUNUAP lidera o mundo na Campanha para acabar com a Fístula Obstétrica que se concentra em quatro pilares :a prevenção ,tratamento ,reintegração social e reabilitação e advocacia, guiadas pelos princípios de direitos humanos e não descriminação, de 2009 até ao momento e apoiou mais de 300 reparos cirúrgicos que ajudaram a restaurar a dignidade e transformar a vida de inúmeras mulheres e meninas “,disse.

Nzokirishaka salientou que embora tenham sido feitos progressos significativos ,existe uma grande necessidade não satisfeita de tratamento, pelo que é necessário fazer mais para consolidar os recursos para reforçar os sistemas de encaminhamento ,melhorar os mecanismos de coordenação e sustentar a perícia e as competências para a reparação da fístula.

Afirmou que acabar com a doença exige compromissos políticos ,recursos adicionais e investimentos ,além de uma colaboração reforçada entre governos ,comunidades, parceiros de desenvolvimento e a sociedade civil, e uma mudança de paradigma na forma de pensar ,tendo reiterado a disponibilidade da sua instituição de apoiar qualquer iniciativa do Governo da Guiné-Bissau no sentido de melhorar a saúde materna no país .

A Fístula Obstétrica é uma lesão devastadora no parto causada por trabalho de parto prolongado e obstruído na ausência de cuidados médicos adequados e oportunos. Ocorre desproporcionalmente entre meninas e mulheres empobrecidas ,vulneráveis e marginalizadas. Os doentes sofrem incontinência crónica, vergonha ,isolamento social ,pobreza e problemas de saúde física ,mental e emocional.

Conosaba/ANG/MSC/LPG//SG

Comércio/Delegada regional diz que falta de meios de fiscalização está a facilitar a saida da castanha de caju via Senegal

Bissau, 23 Mai 22 (ANG) – A Delegada Regional de Comércio denunciou que a falta de meios materiais para fiscalização da campanha de comercialização da castanha de caju está a facilitar a fuga da castanha para o Senegal.

Segundo a Rádio Sol Mansi , Cristina Queiroz Coiaté fez esta denúncia, em São Domingos, no quadro da visita que o Ministro do Comércio e Industria cessante Tcherno Djaló efetuou à diferentes postos de controle de zona Norte do país na companhia do Vice Primeiro-ministro, Soares Sambú e igualmente coordenador para a área económica.

ʺFalta de meios materiais de fiscalização nos dificultam no terreno, precisamos ter viaturas ou motos para poder fazer face à este problema. A Região de Cacheu, dada a sua situação geográfica, tem muitos caminhos clandestinos. Havendo esses materiais vamos fazer face à pirataria com a nossa castanha de caju, disse.ʺ

Tcherno Djaló garantiu, entretanto, que nesta semana vão ser disponibilizados todos os meios necessários para os trabalhos de fiscalização no terreno, e recomenda a colaboração de todos os intervenientes na fiscalização da campanha de comercialização da castanha para que corra da melhor forma possível.

Neste ano, logo no começo da presente campamha de comercialização da castanha de caju registou-se um desentendimento entre as forças da ordem e segurança e agentes do Ministério do Comércio e Indústria, resultando no ferimento de um dos agentes, no setor de Ingoré.

Conosaba/ANG/MI//SG