sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Dirigentes desportivos, amantes e jogadores de futebol da Guiné-Bissau promoveram uma conferência de imprensa para denunciar alegados casos de corrupção na Federação de Futebol da Guiné-Bissau.

TV O PAÍS# Hamadi Candé

«Porto/Paredes» A "Gala das Mulheres", marcada para o próximo dia 7 de março, no Porto, a cidade Invicta. “Antiga, Mui Nobre, Sempre Leal e Invicta”.

 

«Guiné-Bissau» Demissão em bloco na Comissão do Carnaval

A presidente da Comissão Nacional Organizadora do Carnaval 2026, Arthimiza Mendonça, e todos os membros da equipa demitem-se das funções.

A carta foi entregue à ministra da Cultura, esta sexta-feira (13.02), mas o pedido de demissão ainda não foi aceite, soube a Rádio Capital FM.

O Carnaval, a maior manifestação cultural da Guiné-Bissau, começa no sábado, sob o lema: "Nô Guinendadi i Balur di Nô Union".

Por CFM
Rádio Capital Fm

Porta-voz do Conselho Nacional de Transição reage em conferência de imprensa as declarações de Xanana Gusmão

 

O Ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e das Comunidades, João Bernardo Vieira, foi atribuído hoje um Diploma de Mérito do Movimento de Jovens Apoio ao Governo de Transição, pelo empenho, dedicação, confiança demonstrados à testa da Casa da Diplomacia. O Chefe da Diplomacia agradeceu a confiança e prometeu continuar a trabalhar em prol do desenvolvimento e bom nome do país.



A Ministra da Mulher e Solidariedade social, Senhora Khady Florence Dabo Correia e o Chefe da Missão da PLAN Guiné Bissau, Medard Ouinsavi, analisaram hoje a cooperação no domínio dos Direitos das Crianças. A PLAN Guiné-Bissau intervém nos domínios da Educação, Saúde, Protecção da Criança e Capacitação Económica de Mulheres e Jovens.

Governo da Guiné Bissau
Ministério da Mulher e Solidariedade Social



MINISTRO DOS TRANSPORTES, TELECOMUNICAÇÕES E ECONOMIA DIGITAL VISITA ESTAÇÃO TERRENA DO CABO SUBMARINO DA SCGB EM SURO

O Ministro dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital, Sua Excelência Sr. Florentino Mendes Pereira, efetuou uma visita de trabalho à Estação Terrena do Cabo Submarino da Sociedade de Cabo da Guiné-Bissau (SCGB), localizada em Suro, setor de Prábis, acompanhado pela sua equipa técnica.
Durante a visita, o Ministro inteirou-se do funcionamento dos equipamentos estratégicos que asseguram a conectividade internacional do país, nomeadamente o sistema do cabo submarino, os geradores de suporte energético e o banco de baterias que garantem a estabilidade e continuidade do serviço. A deslocação permitiu avaliar de perto as condições técnicas da infraestrutura, considerada fundamental para o reforço da capacidade digital e da qualidade das telecomunicações na Guiné-Bissau.
Na ocasião, os responsáveis técnicos da SCGB apresentaram detalhadamente os sistemas de redundância energética e os mecanismos de segurança implementados para assegurar a operacionalidade contínua da estação, mesmo em situações de falha no fornecimento de energia.
Posteriormente, Sua Excelência deslocou-se ao escritório da SCGB, situado em Antula, onde manteve um encontro de trabalho com a direção da instituição. O encontro serviu para analisar o estado atual das operações, os desafios do setor e as perspetivas de expansão e modernização das infraestruturas de telecomunicações no país.
A visita insere-se no quadro da estratégia do Governo para o fortalecimento das infraestruturas digitais, com vista à melhoria da qualidade dos serviços de telecomunicações, à promoção da economia digital e ao desenvolvimento sustentável da Guiné-Bissau.

13/02/2026

Ministério dos Transportes e Comunicações





DOMINGOS SIMÕES PEREIRA REAGE NO FACEBOOK APÓS AUDIÇÃO NO TRIBUNAL MILITAR

O presidente do PAIGC, Domingos Simões Pereira, reagiu na sua página oficial do Facebook após ter sido ouvido na Procuradoria do Tribunal Militar.

Numa mensagem dirigida aos seus apoiantes e à opinião pública, informou que a audição já terminou e manifestou convicção de que todas as questões foram devidamente esclarecidas. Segundo escreveu, considera que o Tribunal Militar não terá dificuldades em pronunciar-se sobre o processo.

Domingos Simões Pereira acrescentou que já se encontra em casa e em boas condições, aproveitando para agradecer a todos pela atenção, preocupação e acompanhamento demonstrados ao longo do dia.

Aguarde-se agora os próximos desenvolvimentos do caso por parte das autoridades competentes.

RSM: 13 02 2026

Neste 13 de fevereiro, Dia Mundial da Rádio, celebramos a força da palavra que informa, educa e une comunidades. E amanhã, 14 de fevereiro, a Rádio Sol Mansi celebra 25 anos de história, serviço e compromisso com a verdade. São 25 anos a dar voz ao povo, a promover a paz e a iluminar consciências.

DOMINGOS SIMÕES PEREIRA OUVIDO NO TRIBUNAL MILITAR SUPERIOR COMO DECLARANTE EM PROCESSO SOBRE ALEGADA TENTATIVA DE GOLPE

 

O líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira, foi ouvido esta sexta-feira no Tribunal Militar Superior, em Bissau, no âmbito do processo relacionado com a alegada tentativa de golpe de Estado ocorrida em outubro do ano passado.

Após mais de duas horas de audição, o também presidente do parlamento dissolvido em dezembro de 2023 pelo então chefe de Estado, Umaro Sissoco Embaló, deixou as instalações judiciais sem prestar declarações diretas à imprensa.

À saída do tribunal, o porta-voz do coletivo de advogados, Mário Lino Pereira da Veiga, esclareceu aos jornalistas que Domingos Simões Pereira foi ouvido na qualidade de declarante, e não como arguido, no processo que investiga a suposta tentativa de subversão da ordem constitucional.

Rádio Sol Mansi

Guterres defende ordem constitucional na Guiné-Bissau e alerta para terrorismo em Moçambique

Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres. © Cristiana Soares

O Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, reafirmou, em Addis Abeba, uma posição firme sobre a Guiné-Bissau, sublinhando a defesa inequívoca da ordem constitucional. Em entrevista à RFI, à margem da 39.ª Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da União Africana, António Guterres, manifestou, ainda, forte preocupação com o terrorismo em Cabo Delgado, Moçambique, e apelou à comunidade internacional, em particular à União Europeia, para reforçar o apoio ao país.

RFI em Português : Na Guiné-Bissau os atropelos ao Estado de Direito multiplicam-se: novo golpe de Estado, novamente os militares no poder. Tem acompanhado a situação, como é que olha para o que se passa na Guiné-Bissau?

Secretário-Geral da ONU, António Guterres: Em primeiro lugar, nós temos uma posição muito clara de defesa da ordem constitucional e da democracia em todos os países, no mundo e, em particular, em África.

E, naturalmente, rejeitamos qualquer golpe de Estado. Rejeitamos qualquer forma inconstitucional de alterar a vida política de um país. Houve aqui uma situação clara. Houve eleições, havia resultados destas eleições e há um golpe de Estado que impede a publicação destes resultados e que cria uma situação que tem que rapidamente chegar ao fim.

Tem que se encontrar uma maneira - penso que alguns progressos se registaram - de regressar o mais depressa possível a um Estado constitucional.

Ao longo dos seus mandatos fomentou e reforçou o trabalho conjunto entre as Nações Unidas e a União Africana, nomeadamente no âmbito da paz e da segurança.

Esta é a sua última cimeira da União Africana enquanto Secretário-Geral das Nações Unidas. Que resultados concretos produziram essas parcerias na prevenção de conflitos e na manutenção da paz? E em que áreas continuam a falhar?

Em primeiro lugar, a cooperação entre as Nações Unidas e a União Africana é uma cooperação exemplar e essa cooperação, enquanto tal, não falhou em parte nenhuma. Agora, o que acontece é que.... e dou um exemplo da Somália... Na Somália há uma força da União Africana. Essa força da União Africana é apoiada pelas Nações Unidas. E nós conseguimos aprovar no Conselho de Segurança uma nova resolução que permite forças da União Africana de imposição de paz, financiadas pelas Nações Unidas através das chamadas contribuições obrigatórias, por decisão do Conselho de Segurança.

Infelizmente, em relação à situação da Somália, onde há uma força da União Africana, o Conselho de Segurança decidiu não apoiá-la porque houve uma posição muito contrária por parte de um dos países, dos Estados Unidos da América.

Ou seja, não há falhas, mas continua a haver muitos desafios?

Há muitos desafios e há, naturalmente, muitas dificuldades. O que há é uma cooperação exemplar. Agora, as ingerências externas e a criação de mecanismos que diminuem a confiança entre as diversas forças que se confrontam em vários cenários africanos, tudo isso torna muito difícil a acção das Nações Unidas e a acção da União Africana. Mas, apesar de tudo, há que reconhecer que alguns avanços importantes também têm acontecido.

Sobre o Sudão, a guerra no Sudão continua. É a pior crise humanitária de sempre. A ONU ainda tem aqui margem de manobra de influência sobre as partes ?

Nós estamos sempre activos com as partes e não só com as partes. Ainda recentemente se fez uma reunião conjunta com a Liga Árabe, com a União Africana e com o IGAD para conjugar esforços. Temos procurado encontrar formas de consenso que permitam um cessar-fogo com a desmilitarização de algumas zonas. E estamos muito activos na procura de soluções parcelares de, como digo, cessar-fogo, acesso humanitário ou desmilitarização de certas zonas. E continuaremos, não desistiremos, como disse, em colaboração com diversos outros países, enquanto não conseguirmos um resultado positivo.

Infelizmente há dois grupos, ambos pensam que podem ganhar a guerra, o que torna difícil a paz. E depois há uma ingerência exterior que é evidente, inclusive com o fornecimento de armas aos beligerantes.

E uma enorme população que sofre na pele essas consequências.

A população sofre terrivelmente com o que se está a passar. A carnificina a que assistimos no Sudão é totalmente intolerável.

Moçambique está a braços com duas problemáticas: alterações climáticas e terrorismo no norte. Como é que a ONU continua a olhar para o terrorismo em Cabo Delgado?

Com preocupação. O terrorismo em Cabo Delgado é mais uma manifestação de uma expansão do terrorismo em África que nos preocupa enormemente. Temos o Sahel, a Somália, parte norte do Congo, não falo agora do M23, falo dos grupos terroristas propriamente ditos. E, portanto, há aqui uma progressão do terrorismo em África que é extremamente preocupante.

O meu apelo é que a comunidade internacional e em particular a União Europeia, para que façam tudo para apoiar Moçambique, para que Moçambique tenha condições para derrotar o terrorismo.

Em relação ao clima, é absolutamente vital que as pessoas compreendam que estamos a ir por um mau caminho. Globalmente, já se sabe que os 1,5 graus vão ser ultrapassados. Vamos ter aquilo que os ingleses chamam um “over shooting”. Importa que ele seja tão curto quanto possível. Importa que seja de amplitude tão pequena quanto possível.

Ainda é possível, no final do século, ter um aumento de temperatura abaixo de 1,5 graus ou na linha de 1,5 graus. Mas isso implica uma drástica redução das emissões agora. Isso implica a aceleração da transferência dos combustíveis fósseis para a energia renovável e um aumento substancial dos mecanismos de apoio aos países que estão a sofrer as consequências, como é o caso de Moçambique, das alterações climáticas, não tendo contribuído em nada para essas mesmas alterações, porque não têm praticamente emissões.

Neste mundo marcado por guerras prolongadas, tensões políticas e a crise climática, as Nações Unidas ainda estão à altura destes desafios globais? O multilateralismo não está em causa?

As Nações Unidas têm revelado uma clara capacidade de liderança no plano da ajuda humanitária em todo o mundo. São um instrumento fundamental para apoiar os países em matéria de direitos humanos, em matéria de desenvolvimento. As Nações Unidas ganharam recentemente uma batalha muito importante e acabámos de constituir o primeiro comité científico independente sobre a Inteligência artificial, que será a autoridade universal em matéria do tema que hoje mais preocupa as pessoas.

E as Nações Unidas têm tido uma liderança clara na luta contra as alterações climáticas e na defesa de políticas de drástica redução das emissões e de forte apoio aos países afectados, nomeadamente, por exemplo, ninguém mais que as Nações Unidas tem estado ao lado e dando todo o apoio às pequenas ilhas que são, porventura, os mais vulneráveis.

Portanto, as Nações Unidas mantêm em todas estas áreas uma acção extremamente importante e em matéria de paz e segurança, continuamos activos. É evidente que não temos exército para combater. Não temos sanções, a não ser aquelas que o Conselho de Segurança aprova. O Conselho de Segurança, infelizmente, está normalmente dividido pelas divisões geopolíticas que existem no mundo.

Acusam, muitas vezes, as Nações Unidas daquilo que são os problemas criados pelos Estados-Membros.

Por: Cristiana Soares
rfi.fr/pt

«Embaixada da Guiné- Bissau em Cabo Verde» Comunicado de Tolerância de Ponto

 

FFGB APRESENTA ABUBACAR MANÉ COMO DIRETOR TÉCNICO NACIONAL

A Federação de Futebol da Guiné-Bissau apresentou esta sexta-feira, 13 de fevereiro, o novo Diretor Técnico Nacional, Abubacar Mané, bem como o respetivo staff.
O novo Diretor Técnico Nacional terá como Diretora Técnica Adjunta Avilina Jande.
A nova estrutura da Direção Técnica Nacional integra várias figuras competentes ligadas ao desporto nacional, entre as quais o ex-diretor-geral dos Desportos, Alberto Dias, e o mestre Afonso Henrique Djú.

A cerimónia de apresentação foi presidida pelo presidente da Federação de Futebol da Guiné-Bissau, Carlos Alberto Mendes Teixeira, e contou com a presença dos membros do Comité Executivo da instituição, bem como de dirigentes dos clubes do futebol nacional.







·UEMOA ESTÁ DISPONÍVEL EM APOIAR ONEFP


A Diretora-geral do Observatório Nacional de Emprego e Formação Profissional, Fatumata Embaló reuniu-se esta quarta-feira, [11.02] com o representante residente da União Económica e Monetária da África Ocidental “UEMOA” com objetivo de restabelecer a parceria.

Neste encontro, a ONEFP advogou para que esta organização sub-regional apoia a Guiné-Bissau na produção, monitoramento e divulgação dos dados estatísticos.
Esta intensão vai permitir a consolidação de dados estatísticos fiáveis sobre o mercado do trabalho, a formação profissional e o desenvolvimento das políticas públicas da Guiné-Bissau, alinhado com as diretrizes dos estados membros da UEMOA.

Aly Diadjiry Coulibali, o representante da UEMOA na Guiné-Bissau demonstrou a disponibilidade da sua instituição em apoiar a ONEFP em criar um substrato técnico por forma a garantir que as estatísticas do emprego sejam fiáveis, atuais e comparáveis a nível da sub-regiãol.

De referir, que em 2022, a UEMOA financiou o primeiro inquérito nacional sobre levantamento dos Centros de Formação Profissional.

Por: GABINETE DE COMUNICAÇÃO
Ministério da Administração Pública, Trabalho, Emprego e Segurança Social

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

MINISTRA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ESTÁ NO REINO DE MARROCOS ONDE PARTICIPA NA SEXTA CONFERÊNCIA MUNDIAL SOBRE ELIMINAÇÃO DO TRABALHO INFANTIL

A Ministra da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, Assucénia Donate de Barros está desde terça-feira, [10.02] no Reino de Marrocos para participar na sexta Conferência Mundial sobre a Eliminação do Trabalho Infantil.

O evento que decorre em Marrakech de 11 a 13 de Fevereiro com objetivo de reforçar os compromissos globais para a erradicação do trabalho infantil até 2030.
A Conferência reúne os Ministros do Trabalho e da Segurança Social, representantes da Organização Internacional do Trabalho, parceiros sociais e organizações internacionais.

À margem dos trabalhos, a Ministra da Administração Pública aproveitou a ocasião para encetar encontros diplomáticos e reuniões bilaterais com diversas delegações, com vista ao reforço da cooperação internacional nos domínios do combate ao trabalho infantil, do alargamento da proteção social e da promoção do trabalho digno como instrumentos fundamentais para a redução da pobreza e, consequentemente, o combate ao trabalho infantil.

Na fotografia, a Ministra, Assucénia de Barros encontra-se acompanhada pelo Diretor-geral da OIT, Gilbert F. Houngbo e pelo seu homólogo do Reino de Marrocos, país anfitrião da Conferência.

A participação da Guiné-Bissau nesta Conferência reafirma o compromisso firme do Governo na defesa dos direitos da criança, na expansão da proteção social e na promoção do trabalho digno como pilares essenciais para o desenvolvimento sustentável do país.

Por: GABINETE DE COMUNICAÇÃO

«MINISTÉRIO DA SAÚDE PÚBLICA» Os responsáveis do Ministério da Saúde Pública mais um dia de trabalho no âmbito de avaliação e validação anual dos resultados de Programas de Luta contra a Lepra, Tuberculose e VIH/SIDA no país. Trata-se do segundo dia de intenso debate entre coordenadores dos programas, técnicos de saúde e vários instituições ligadas ao setor sanitário da Guiné-Bissau.

By: gabinete de Comunicação Minsap GW

O Ministro da Educação Nacional, Ensino Superior e Investigação Científica, Mamadu Badji, efetuou nesta quarta-feira uma visita ao Liceu Politécnico Amizade Turquia–Guiné-Bissau, em Bissau, com o objetivo de se inteirar do funcionamento e das condições da instituição.



Durante a visita, o governante destacou a boa organização do liceu, que funciona em três turnos, e elogiou a existência de uma sala de informática, considerada fundamental para a modernização do ensino e para a formação técnica dos alunos.

Mamadu Badji enalteceu igualmente os esforços da direção da escola na melhoria das condições de ensino e aprendizagem, sublinhando o empenho demonstrado na gestão e no acompanhamento pedagógico.

Na ocasião, o ministro prometeu uma atenção especial ao estabelecimento, reafirmando o compromisso do Governo em continuar a apoiar as instituições de ensino técnico e profissional, com vista ao reforço da qualidade do sistema educativo nacional.

Ministério da Educação Nacional

Missão do FMI reúne-se com o Primeiro-Ministro, da Guiné Bissau Ilídio Vieira Té.



O Primeiro-Ministro da Guiné-Bissau, Ilídio Vieira Té, recebeu hoje a missão do Fundo Monetário Internacional (FMI), que se encontra no país desde o dia 3 e permanecerá até 14 de fevereiro.
A missão insere-se no âmbito do Programa de Facilidade de Crédito Alargado, que visa apoiar o país na implementação de reformas económicas e na manutenção da estabilidade macroeconómica.

Mustafa Cassamá

Guiné-Bissau: Domingos Simões Pereira homenageado em Lisboa pela promoção da paz


Representantes da diáspora guineense atribuíram hoje, em Lisboa, ao presidente do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, um diploma de honra ao mérito pela defesa do povo e promoção da paz.

Numa cerimónia realizada na Casa do Alentejo, a iniciativa do Fórum de Quadros Guineenses juntou vários representantes das várias áreas em que, segundo os organizadores, Domingos Simões Pereira se tem destacado, como a política e as artes.

Sabino Gomes Júnior, presidente do Fórum das coligações API Cabaz Garandi e PAI -- Terra Ranka, referiu que esta iniciativa "é mais do que um evento político".

"Nós quisemos reconhecer o homem do saber, que é o Domingos Simões Pereira. Quisemos reconhecer o homem íntegro, um homem de paz. Um homem que, apesar das injustiças que tem vivido ao longo da sua carreira política, tem demonstrado claramente que escolheu a paz, escolheu não pegar o caminho do ódio, mas sim o caminho da unidade nacional e da reconciliação da nação guineense", indicou.

E prosseguiu: "Domingos Simões Pereira é um exemplo para Guiné-Bissau, um exemplo para a África e um exemplo para a humanidade".

O escritor Luís Barbosa Vicente debruçou-se sobre o papel de Domingos Simões Pereira como autor, referindo que este "privilegiou a palavra em detrimento do confronto".

"É académico, investigador e escritor. É, acima de tudo, na verdade, um construtor de pontes. A sua ação política nunca se limitou à disputa do poder, foi sempre orientada para a consolidação do Estado, para a dignificação das instituições e para a criação de um ambiente onde o desenvolvimento pudesse florescer com previsibilidade e segurança", disse.

O deputado da Assembleia nacional Iafai Sani recordou a convivência com o homenageado, sublinhando que dele nunca ouviu "uma palavra de arrogância, de prepotência ou de ódio".

"Nunca nos empurrou ou puxou para o abismo. Sempre disse: vamos com calma, vamos com calma", afirmou.

Ruth Monteiro, ex-ministra da Justiça e chefe do gabinete de Domingos Simões Pereira, na qualidade de presidente da Assembleia Nacional Popular, levou à cerimónia as palavras de agradecimento de Domingos Simões Pereira, que se encontra detido e que deverá ser ouvido sexta-feira no Tribunal Militar em Bissau.

"O diploma de paz, hoje atribuído, representa mais do que uma distinção individual. Representa o reconhecimento de um percurso marcado pela dedicação ao serviço público, pela busca permanente de entendimento entre os guineenses e pela firme convicção de que só através do diálogo é possível construir uma nação estável, justa e inclusiva", afirmou.

E prosseguiu: "Para além da dimensão política e institucional, é igualmente importante destacar a dimensão humana. Trata-se de um homem de trato fino e fácil, profundamente humilde, próximo das pessoas e dotado de um sentido de humor singular, que se manifesta nas histórias que conta e também naquelas que escreve".

Para Ruth Monteiro, o "percurso académico notável" de Domingos Simões Pereira "nunca o afastou dos mais desfavorecidos, nem nunca o levou a menosprezá-los. Pelo contrário, reforçou nele a consciência da responsabilidade social e o compromisso com a melhoria das condições de vida dos jovens".

"É essa consciência que o leva a apostar na educação cívica, moral e escolar, acreditando firmemente que só uma educação verdadeiramente holística que integre conhecimento, valores, ética e humanidade poderá fazer renascer a Guiné-Bissau que todos desejamos", frisou.

A cerimónia terminou com uma intervenção do subsecretário nacional do PAIGC, Abdú Sambu, que garantiu que "Domingos Simões Pereira está de consciência tranquila e não tem motivos para temer a ninguém".

"A nossa luta continua a ser a paz e para essa paz é que vamos continuar a lutar até à libertação total do nosso povo. Somos parte de uma Guiné-Bissau de esperança, de diversidade e de potencial incalculável. Mas é também uma Guiné onde persistem tensões políticas, rivalidades étnicas, disputas de recursos naturais e fragilidades institucionais que degeneram frequentemente em conflitos políticos, militares e sociais", observou.

E concluiu: "Estes são apenas consequências que minam a paz e a estabilidade, mas também travam e condicionam o progresso da nossa querida terra".

Líder do PAIGC e presidente eleito do parlamento guineense, Domingos Simões Pereira está em prisão domiciliária desde 30 de janeiro, após ter passado mais de 60 dias na Segunda Esquadra de Bissau.

O opositor foi detido por militares que protagonizaram um golpe de Estado na Guiné-Bissau em 26 de novembro.

Lusa

MNE guineense responde a primeiro-ministro de Timor: "Falta de dignidade"



O governo guineense de transição manifestou hoje indignação e repúdio pelas declarações do primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão, que considerou o país um "Estado falhado", precisando de ajuda no desenvolvimento da democracia e direitos humanos.

Num comunicado hoje divulgado, o ministério dos Negócios Estrangeiros guineense considera que "as declarações revelam falta de dignidade e de postura política e moral" de Gusmão "para avaliar a realidade" institucional do país.

"Xanana Gusmão, tal como José Ramos-Horta [Presidente timorense], possui um historial de controvérsias públicas que fragilizam a autoridade com que se pronunciam sobre a governação de outros Estados", enfatiza-se na nota.

No documento salienta-se ainda que Xanana Gusmão "tem episódios" políticos que "suscitaram questionamentos sobre a sua conduta", nomeadamente durante períodos de conflito em Timor-Leste.

Na nota do Governo guineense de transição defende-se ainda que o Presidente timorense, José Ramos-Horta, "tem sido associado", no debate público, "a comportamentos e posicionamentos que levantam dúvidas quanto à sua estabilidade e coerência política".

Bissau considera "difícil de compreender" como é que figuras desse perfil assumem responsabilidades de liderança em organizações como a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

"A Guiné-Bissau não aceita qualquer tentativa de humilhação pública, estigmatização política ou desqualificação institucional, sobretudo quando proveniente de um Estado membro da CPLP", sublinha-se.

O primeiro-ministro timorense afirmou hoje que o golpe de Estado de novembro, na Guiné-Bissau, demonstra que o país é um Estado falhado e salientou que é preciso ajudar no desenvolvimento da democracia e direitos humanos.

"Fomos ajudar a montar todo o sistema, nomeadamente a CNE [Comissão Nacional de Eleições] (....) , para realizarem as primeiras eleições democráticas na Guiné-Bissau. Mas depois disto, voltar agora com um golpe militar ou golpe de Estado, já não falamos de Estado frágil, falamos de Estado falhado", salientou Xanana Gusmão.

Na sequência do golpe de Estado de 2012, Timor-Leste prestou durante vários anos apoio à Guiné-Bissau na organização de eleições.

O primeiro-ministro falava aos jornalistas após o encontro semanal com José Ramos-Horta, no Palácio Presidencial, em Díli.

Timor-Leste assumiu em dezembro a presidência da CPLP, que foi retirada à Guiné-Bissau após o golpe de Estado no país africano em 26 de novembro, que depôs o então Presidente, Umaro Sissoco Embaló, e interrompeu o processo eleitoral, impedindo a divulgação dos resultados das eleições gerais de 23 de novembro.

Uma missão de alto nível da CPLP para a Guiné-Bissau chega a Bissau em 18 de fevereiro, para permanecer no país até dia 21, para contactos com o Alto Comando Militar que protagonizou o golpe de Estado, membros do Governo de transição e elementos da sociedade civil.

A delegação, composta por 15 elementos, incluindo quatro de Angola, dois de São Tomé e Príncipe e os restantes de Timor-Leste, será chefiada pelo ministro da Defesa de Timor-Leste, Donaciano do Rosário Gomes.

Lusa

BISSAU REAGE ÀS CRÍTICAS DE XANANA GUSMÃO E REJEITA RÓTULO DE “ESTADO FALHADO”

O Governo de Transição advertiu que não aceitará “qualquer tentativa de humilhação pública, estigmatização política ou desqualificação institucional”, sobretudo quando proveniente de um Estado-membro da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

A reação surge na sequência das declarações do primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão, que classificou a Guiné-Bissau como um “Estado falhado”. Em comunicado divulgado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e das Comunidades, o executivo rejeitou essa classificação e reafirmou o seu compromisso com os princípios democráticos.

Segundo o governo, as declarações do governante timorense demonstram “falta de dignidade, postura política e moral” para avaliar a realidade institucional da Guiné-Bissau.

O comunicado acrescenta ainda que tanto Xanana Gusmão como o Presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta, possuem um histórico de controvérsias públicas que, alegadamente, fragilizam a autoridade com que pretendem pronunciar-se sobre a governação de outros países.

Por: Tiago Seide
odemocratagb

OMS considera “antiético” estudo de vacinas financiado pelos EUA na Guiné-Bissau

A Organização Mundial de Saúde (OMS) considerou hoje “antiético” um estudo financiado pelos Estados Unidos da América (EUA) na Guiné-Bissau que implica excluir parte dos recém-nascidos da administração da vacina contra a hepatite B à nascença.

O arranque do ensaio clínico estava previsto para o início deste ano, mas as autoridades guineenses anunciaram, em janeiro, que tinha sido suspenso, depois da polémica que se gerou com a contestação de vários especialistas.

Para a OMS, este plano experimental, que teria como propósito estudar a reação à doença em recém-nascidos vacinados e outros que não recebiam a vacina, “é contrário à ética”, por implicar deixar crianças sem as doses da vacina à nascença.

"Isso poderia expo-las a uma alta probabilidade de infeção, o que implica um número significativo de mortes", alertou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, numa conferência de imprensa, noticiada pela agência de notícias espanhola EFE.

O Departamento de Saúde dos EUA financia com 1,6 milhões de dólares (1,35 milhões de euros) o ensaio clínico previsto para o Projeto de Saúde de Bandim, em Bissau, que implicava também o início da administração da vacina contra a hepatite B ao nascer.

O Governo guineense anunciou, em janeiro, que tinha cancelado o ensaio clínico e adiado a introdução da vacina até 2028, mantendo o atual plano nacional contra a doença, com a vacinação às seis, dez e 14 semanas.

O ensaio clínico que estudaria os diferentes efeitos da vacinação contra hepatite B à nascença abrangia 14.000 recém-nascidos na Guiné-Bissau, sendo que metade seria imunizada ao nascer e a outra metade mantinha o atual plano com a primeira vacina às seis semanas de vida.

“Negar a metade das crianças do mundo o acesso a uma vacina que está disponível, é segura e eficaz há mais de 14 anos, é antiético”, afirmou o diretor-geral da OMS, organização que tem como meta até 2028 garantir a vacinação nas primeiras 24 de horas de vida contra a doença em países com prevalência alta da hepatite B, como é o caso da Guiné-Bissau.

O responsável reconheceu que um país soberano pode decidir sobre os calendários de vacinação, mas observou que “este tipo de estudo pode afetar outros países também”.

O estudo, conduzido por pesquisadores dinamarqueses e publicado na revista Nature, também foi criticado por especialistas que acusam os Estados Unidos de tentarem obter dados para justificar a redução da vacinação no sistema de saúde norte-americano, de acordo com a EFE.

Lusa

O Camões – Centro Cultural Português em Bissau acolheu, no dia 9 de fevereiro, a apresentação da exposição e do catálogo “Mulheres Empreendedoras dos PALOP: Cultura, Inovação e Desenvolvimento”, uma iniciativa promovida pela ONGD portuguesa Associação para a Cooperação entre os Povos (ACEP), em parceria com a ONGD guineense Tiniguena, e financiada por Portugal, através do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P.

 Embaixada de Portugal na Guiné-Bissau

A iniciativa dá visibilidade a experiências de empreendedorismo feminino em Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe, valorizando projetos que articulam cultura, inovação e economia local como motores de desenvolvimento sustentável e inclusão.

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O catálogo e a exposição resultam de um processo de mapeamento e partilha que reconhece o papel central das mulheres no tecido económico e social nos respetivos países.
Durante a sessão, foi sublinhado o contributo do empreendedorismo feminino para a autonomia económica, a afirmação social e a participação reforçada das mulheres na vida pública, bem como o compromisso da Cooperação Portuguesa com a igualdade de género e o empoderamento das mulheres como prioridade transversal.
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A exposição constitui um espaço de inspiração e reconhecimento, celebrando histórias de resiliência, criatividade e liderança feminina que transformam comunidades e abrem novos caminhos para o desenvolvimento e a igualdade de oportunidades.