domingo, 29 de março de 2026

Estudantes dos PALOP em Portugal queixam-se de dificuldades de vistos e elevado custo de vida

Alunos dos PALOP queixam-se de dificuldades administrativas e de vida quando vão estudar para Portugal. © Wiki Commons

Os problemas administrativos, incluindo os vistos, assim como as dificuldades com o custo de vida em Portugal estão entre os grandes problemas aos quais se confrontam os estudantes dos países africanos de língua portuguesa que chegam às universidades lusitanas.

Os estudantes dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) em Portugal queixam-se de atrasos na emissão de vistos, aumento dos custo de vida e barreiras curriculares.

Bilkiça Câmara, estudante guineense na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, falou sobre as dificuldades dos estudantes que vêm dos PALOP para Portugal.

"Não são duas ou três pessoas que passam por isso e a grande maioria dos estudantes que ingressam através do regime especial, muitos acabam por desistir. Outros acabam por entrar num estado de espírito e mental completamente destrutivo e chega a altura em que eles têm que decidir se continuam com os estudos ou continuam a trabalhar para se sustentar. E muitos acabam por escolher a segunda opção, que é trabalhar para se sustentarem", disse Bilkiça Câmara, em declarações à Agência Lusa.

Os estudantes falam também da falta de apoio pedagógico quando matérias que deveriam ter sido aprendidas no 12º ano não foram ensinadas noutros países, sentindo que ficam para trás nas aprendizagens.

Bilkiça Câmara pede "mais sensibilidade" e ajuda para colmatar estas diferenças de forma a promover uma verdadeira inserção e universidades mais "diversas" e "internacionais".

Por: RFI

A Associação Nacional de Criadores de Gado solicita ao governo que atue de maneira proativa e imediata na implementação de um preço de venda de carne fixo em todo o país.

De acordo com os fatos apurados recentemente pela Rádio Djumbay, a flutuação nos preços da carne bovina no mercado interno tornou-se uma das questões mais preocupantes para consumidores e produtores.

Diante do aumento contínuo dos preços, a organização aponta como solução a definição pelo governo de um preço de venda fixo em nível nacional.

Essa ação, segundo a organização, pode combater a especulação, uma vez que a ausência de um valor unificado permite que o preço do quilo da carne varie amplamente entre diferentes locais de venda e regiões, prejudicando o consumidor.

Segundo uma fonte consultada pela Rádio Djumbay, os criadores ressaltam que a soma de taxas e fiscalizações nas rotas, desde as áreas de produção até as cidades, é o principal elemento que encarece o produto. Eles pedem que o Estado torne esse processo mais simples para reduzir o preço final.

Com a garantia de margens justas, a associação argumenta que seria viável assegurar um equilíbrio, em que o produtor receba uma compensação adequada pelo gado, enquanto a carne se torna acessível e com preço controlado para as famílias.

Em resumo, o setor produtivo defende que, sem uma regulação firme do governo sobre o preço de venda ao consumidor e uma melhoria na logística de distribuição, o mercado continuará a sofrer com flutuações de preço que afetam o custo de vida da população.

RadioDjumbay/ADD

A polícia israelita impediu o Patriarca Latino de Jerusalém e o padre da Igreja do Santo Sepulcro de entrar no local sagrado para celebrar a missa do 'Domingo de Ramos', "pela primeira vez em séculos", afirmou o Patriarcado Latino.



Patriarca de Jerusalém impedido de celebrar missa de Domingo de Ramos.

"Ambos foram detidos no caminho, enquanto se deslocavam a título privado [...] e foram obrigados a voltar para trás", indica um comunicado conjunto do Patriarcado Latino de Jerusalém e da Custódia da Terra Santa, liderado por Pierbattista Pizzabala.

"Consequentemente, e pela primeira vez em séculos, os líderes da Igreja foram impedidos de celebrar a missa do 'Domingo de Ramos' na Igreja do Santo Sepulcro", acrescenta o comunicado, numa altura em que Israel encerrou todos os locais sagrados da Cidade Velha de Jerusalém Oriental, invocando razões de segurança.

Para as autoridades religiosas, este impedimento "constitui um grave precedente" e "demonstra uma falta de consideração pela sensibilidade de milhares de milhões de pessoas em todo o mundo que, nesta semana, voltam o olhar para Jerusalém".

Contactada pela agência noticiosa France-Presse (AFP), a polícia escusou-se a fazer comentários.

No início da ofensiva conduzida pelos Estados Unidos contra o Irão, em 28 de fevereiro, as autoridades israelitas proibiram grandes ajuntamentos, incluindo nas sinagogas, igrejas e mesquitas, limitando as reuniões públicas a cerca de 50 pessoas.

O 'Domingo de Ramos', que abre a Semana Santa, comemora a última subida de Cristo a Jerusalém, onde foi recebido triunfalmente por uma multidão em festa poucos dias antes da sua crucificação e da sua ressurreição na manhã da Páscoa, segundo os Evangelhos.

O Patriarcado latino anunciou também o cancelamento da tradicional procissão do 'Domingo de Ramos', que normalmente parte do Monte das Oliveiras em direção a Jerusalém e atrai milhares de fiéis todos os anos.

"Os responsáveis das Igrejas agiram com total responsabilidade e, desde o início da guerra, cumpriram todas as restrições impostas", declarou o Patriarcado.

"Impedir a entrada do cardeal e do custódio, que assumem a mais alta responsabilidade eclesiástica na Igreja Católica e nos Lugares Santos, constitui uma medida manifestamente irrazoável e gravemente desproporcionada", acrescenta o comunicado.

Segundo estimativas de 2023 do Patriarcado latino de Jerusalém, os cristãos representavam mais de 18% da população da Terra Santa - região que inclui a Jordânia, além de Israel e dos territórios palestinianos ocupados - aquando da criação do Estado de Israel em 1948, mas atualmente são menos de 2%, maioritariamente ortodoxos.

Lusa

Governo português condena Israel por impedir patriarca de celebrar missa


O Ministério dos Negócios Estrangeiros condenou hoje a polícia israelita que impediu o Patriarca Latino de Jerusalém de celebrar a missa de Domingo de Ramos no Santo Sepulcro.

"O impedimento do acesso do Cardeal Pizzaballa, Patriarca Latino de Jerusalém, à igreja do Santo Sepulcro para as celebrações do Domingo de Ramos, que seriam apenas retransmitidas, merece a mais firme reprovação", escreveu o Ministério dos Negócios Estrangeiros na rede social X (antigo Twitter).

O ministério de Paulo Rangel exortou ainda as autoridades israelitas a "garantirem e praticarem a liberdade de religião e de culto".

A polícia israelita impediu o Patriarca Latino de Jerusalém e o padre da Igreja do Santo Sepulcro de entrarem no local sagrado para celebrarem a missa do Domingo de Ramos, "pela primeira vez em séculos", afirmou hoje o Patriarcado Latino.

"Ambos foram detidos no caminho, enquanto se deslocavam a título privado [...] e foram obrigados a voltar para trás", indicou o Patriarcado Latino de Jerusalém e da Custódia da Terra Santa, liderado por Pierbattista Pizzabala.

"Consequentemente, e pela primeira vez em séculos, os líderes da Igreja foram impedidos de celebrar a missa do Domingo de Ramos na Igreja do Santo Sepulcro", acrescentaram, numa altura em que Israel encerrou todos os locais sagrados da Cidade Velha de Jerusalém Oriental, invocando razões de segurança.

Para as autoridades religiosas, este impedimento "constitui um grave precedente" e "demonstra uma falta de consideração pela sensibilidade de milhares de milhões de pessoas em todo o mundo que, nesta semana, voltam o olhar para Jerusalém".

O Governo israelita explicou que a decisão foi tomada por motivos de segurança, devido às restrições impostas pelo exército como medida de precaução face a possíveis ataques iranianos.

O acontecimento está a ser contestado por vários países.

A contestação italiana foi liderada pela primeira-ministra do país, Giorgia Meloni, que manifestou a sua condenação inequívoca.

"Impedir a entrada do Patriarca de Jerusalém e do padre da Igreja do Santo Sepulcro constitui uma ofensa não só para os crentes, mas para toda a comunidade que reconhece a liberdade religiosa", afirmou.

A primeira reação internacional fora da Itália veio do presidente francês Emmanuel Macron, que também se juntou à condenação de Roma.

A Jordânia também rejeitou o ocorrido, que classificou como "uma violação flagrante do direito internacional, do direito internacional humanitário (...) e uma violação da liberdade de acesso irrestrito aos locais de culto".

Também o Brasil repudiou o impedimento.

O embaixador dos Estados Unidos em Israel, Mike Huckabee, considerou igualmente hoje um "lamentável abuso de poder" que a polícia israelita tenha impedido o Patriarca Latino de Jerusalém de entrar no local sagrado para celebrar a missa do Domingo de Ramos.

Citado pela agência EFE, o presidente de Israel, Isaac Herzog, contactou o chefe da Igreja Católica na Terra Santa, Pierbattista Pizzaballa, para lhe transmitir o seu "profundo pesar".

Em comunicado, Herzog reafirmou o "compromisso do Estado de Israel com a liberdade religiosa para todas as confissões".

Lusa

POP vence torneio no 43.º aniversário da PJ

No âmbito das comemorações do 43.º aniversário da PJ, a POP sagrou-se vencedora do torneio alusivo à data.
Após um empate no tempo regulamentar, a decisão foi para as grandes penalidades, onde a POP levou a melhor sobre a PJ, vencendo por 6-4.
A equipa foi recebida no Comissariado Nacional da POP pelo Comissário Nacional Adjunto da Unidade Orgânica de Recursos Humanos e Formação, Sr. 1.º Superintendente Indjaiba Dafé, que felicitou os jogadores pelo empenho e dedicação demonstrados ao longo da competição.
👏 Parabéns à equipa pela conquista!

sábado, 28 de março de 2026

TRÊS JOVENS DETIDOS POR SUSPEITA DE ROUBO DE CERCA DE 40 CABRAS E CARNEIROS NO SETOR DE GÃ-MAMUDU



Três jovens, com idades compreendidas entre os 26 e os 28 anos, foram detidos sob suspeita de envolvimento no roubo de cerca de 40 cabras e carneiros, no setor de Gã-Mamudu, região de Bafatá.
O Comando Territorial (03) da Guarda Nacional, em colaboração com o Ministério Público da região de Bafatá, procedeu à entrega de 20 dos 35 animais recuperados, que se encontravam na posse dos suspeitos, na aldeia de Sado.

A recuperação dos animais resulta de uma operação desencadeada no passado dia 24 deste mês, após uma denúncia apresentada por uma das vítimas do furto.

A cerimónia de entrega decorreu esta sexta-feira, nas instalações do Ministério Público, na cidade de Bafatá, e contou com a presença do presidente da Liga dos Direitos Humanos na região, bem como de representantes da Associação dos Criadores de Gado.

Após a restituição, os proprietários, provenientes da aldeia de Mansaine, situada a cerca de três quilómetros de Sado, local onde os animais foram encontrados, manifestaram preocupação com o aumento de furtos na zona. Segundo indicaram, os animais agora recuperados estavam desaparecidos desde agosto do ano passado.

A Rádio Sol Mansi tentou, sem sucesso, obter esclarecimentos junto do delegado de investigação do Comando Territorial 3 da Guarda Nacional na província Leste. Fonte da instituição indicou que o processo continua em investigação e sob alçada da justiça.

Entretanto, a RSM apurou que os três suspeitos foram apresentados, esta sexta-feira, ao Ministério Público.

RSM: 28 03 2026

COMUNICADO: PRS MANIFESTA A SUA "FIRME SOLIDARIEDADE" AO PAIGC, PELO IMPEDIMENTO À SUA REUNIÃO DO COMITÉ CENTRAL.