domingo, 12 de julho de 2026

«Triste notícia!» Faleceu hoje em Mansoa o nosso irmão Iancuba Sanó, músico e compositor há muitos anos - 12/07/2026

Adeus, irmão Iancuba Sanó! Um adeus definitivo será sempre algo terrível, mas dizê-lo a alguém que amamos causa uma dor insuportável!

Associação de Amizade Matosinhos/Mansoa
Os nossos pêsames a toda a família enlutada pela terrível perda que acabam de sofrer! Agora ó nos cabe pedir a Allah Subhanahu wa Ta'ala/Deus que o ilumine e lhe dê um lugar no seu reino!

Pate Cabral Djob.

Presidente da Câmara Municipal de Bissau Umaro Baldé acompanha operação de limpeza após regressar de Portugal



Bissau – O Presidente da Câmara Municipal de Bissau (CMB) acompanhou, neste sábado, os trabalhos de remoção de lixo em vários pontos da capital, logo após regressar de uma deslocação a Portugal.

Mestre Malam Sissé, Presidente do Instituto Politécnico Nova Esperança (IPNOVE-IP9), presidiu hoje à cerimónia de entrega de Diplomas e Certificados aos licenciados da instituição, num ambiente marcado pela celebração, reconhecimento e valorização da educação.

O evento reuniu membros da direção do Instituto, corpo docente, familiares e convidados, que testemunharam a conclusão de mais uma etapa académica dos novos licenciados. Na ocasião, foi destacada a importância do ensino superior na formação de profissionais qualificados e no fortalecimento do desenvolvimento nacional. 
Durante a cerimónia, Mestre Malam Sissé felicitou os licenciados pela dedicação e perseverança demonstradas ao longo da sua formação, incentivando-os a colocar os conhecimentos adquiridos ao serviço do desenvolvimento da Guiné-Bissau. 

A cerimónia simbolizou, igualmente, o compromisso do IPNOVE-IP9 com a excelência académica e a formação de quadros competentes, preparados para contribuir de forma ativa para o progresso do país. Parabéns aos novos licenciados por esta importante conquista e votos de muito sucesso na vida profissional.

Missão médica chinesa: Dores crónicas lideram diagnósticos em Biombo



O chefe da 21.ª missão médica chinesa na Guiné-Bissau, Yang Xingzhou, afirmou que a maioria dos pacientes atendidos no Hospital Regional de Biombo, com sede em Quinhamel, apresenta dores e lesões musculares crónicas. Apesar disso, garantiu que a equipa trabalhará de forma integrada, avaliando cada caso em conjunto, para oferecer serviços eficazes aos pacientes no país.

Yang Xingzhou fez estas declarações em entrevista ao jornal O Democrata, no âmbito das consultas médicas gratuitas que a missão está a realizar em diferentes zonas da Guiné-Bissau, incluindo o Hospital Militar e o Hospital Regional de Canchungo.

Além das patologias associadas às dores e lesões musculares crónicas, o responsável referiu que alguns pacientes apresentaram casos mais raros que exigiam pequenas cirurgias. No entanto, nenhuma intervenção cirúrgica foi realizada devido à falta de equipamentos. Esses pacientes foram imediatamente transferidos para o Hospital Militar, onde seriam atendidos por especialistas.

A 21.ª equipa médica chinesa, instalada no Hospital Regional de Canchungo e no Hospital Militar, em Bissau, deslocou-se no dia 26 de junho de 2026 à cidade de Quinhamel. A delegação integrou especialistas de diversas áreas, incluindo pediatria, cirurgia, medição da tensão arterial, controlo de glicemia, acupuntura, tratamento tradicional da dor, medicina interna, ecografia, maternidade, radiologia e anestesia.

“Trabalhamos de forma integrada, avaliando cada passo em conjunto para oferecer serviços eficazes aos pacientes”, frisou Yang Xingzhou.

Questionado sobre a razão da mobilização conjunta de médicos de Canchungo e do Hospital Militar para estas consultas gratuitas, o chefe da missão explicou que, embora a equipa esteja dividida entre dois pontos (Canchungo e Bissau), os profissionais atuam sempre em coordenação, reunindo-se sempre que se deslocam a diferentes regiões do país.

Por sua vez, Nadje dos Santos Cambanque Sanca, representante do Hospital Regional de Biombo, com sede em Quinhamel, manifestou satisfação com a iniciativa, destacando a grande adesão da população.

“É com muita satisfação que recebemos a brigada médica chinesa no nosso centro. A população também demonstrou grande entusiasmo. Atendemos pacientes com diversos problemas, especialmente dores crónicas, casos tratados com acupuntura e dermatologia. Apenas os casos cirúrgicos não foram tratados aqui, mas receberam orientação e serão transferidos para o Hospital Militar. No entanto, todos os casos clínicos tiveram resposta”, afirmou.

Segundo a responsável, os critérios para as consultas gratuitas foram rigorosamente cumpridos, graças ao trabalho dos técnicos de saúde e dos Agentes de Saúde Comunitária (ASC), que realizaram a triagem e encaminharam os pacientes para as respetivas especialidades.

Acrescentou ainda que, embora os serviços prestados pelos técnicos locais sejam semelhantes no dia a dia, a elevada adesão deveu-se ao carácter gratuito das consultas.

“Se um paciente precisar de um serviço que não temos aqui, encaminhamos para especialistas de outros hospitais”, explicou, sublinhando a necessidade de prolongar a duração das consultas, sobretudo para atender a população em situação de vulnerabilidade.

Francisco Sá, um dos primeiros pacientes atendidos, que recebeu tratamento com base na medicina tradicional chinesa (acupuntura), relatou que sentiu alívio, apesar da breve duração do atendimento.

“Eu sofria de dores crónicas no pescoço, que me têm afetado bastante. Um familiar enviou-me medicamentos e pomadas, mas as dores persistem. Quando pioram, sou obrigado a deitar-me no chão”, contou.

O paciente afirmou que sofre dessas dores há cerca de um ano, devido ao trabalho no campo, e mostrou-se esperançoso quanto à eficácia do diagnóstico recebido. Aproveitou ainda para pedir maior presença da missão médica chinesa em Quinhamel.

A 21.ª missão médica chinesa, liderada por Yang Xingzhou, é oriunda da província de Sichuan, no sudoeste da China. A equipa já havia realizado consultas gratuitas no país durante o mês de maio.

Por: Filomeno Sambú
odemocratagb.

PAIGC acusa regime de Bissau de querer eliminar Domingos Simões Pereira

A comissão permanente do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) acusou hoje o regime de Bissau de querer eliminar o líder, Domingos Simões Pereira, política e fisicamente.

A acusação consta de um comunicado publicado na página oficial do partido com as conclusões de uma reunião nesta quinta-feira da comissão permanente, que analisou exclusivamente os últimos acontecimentos do que classifica como perseguição ao presidente do partido.

No comunicado lê-se que "o objetivo deste regime, que continua a ser dirigido à distância por Umaro Sissoco Embalo (antigo Presidente da República), é claro: afastar o presidente Domingos Simões Pereira da vida política e, eventualmente, eliminá-lo fisicamente".

Considerado o principal líder da oposição, Simões Pereira encontra-se privado de liberdade desde o golpe militar de 26 de novembro de 2025 que interrompeu as eleições gerais, em que, pela primeira vez, não participou o histórico PAIGC nem o líder do partido.

Afastados das eleições por decisão judicial, Simões Pereira é agora alvo de um processo em que é suspeito de participação numa alegada tentativa de golpe de Estado que terá ocorrido em outubro de 2025, cerca de um mês antes das eleições gerais e do golpe militar consumado.

A oposição tem considerado o golpe, em que os militares tomaram o poder, uma encenação do anterior Presidente Umaro Sissoco Embaló, que concorreu a um segundo mandato nas eleições de novembro de 2025.

O candidato da oposição, Fernando Dias da Costa, reclamou vitória na primeira volta, apoiado pelo PAIGC.

Para a comissão permanente do partido, Embaló "não perdoa o facto do presidente do PAIGC, impedido de concorrer às eleições (...), ter tido, com o seu inequívoco apoio, um papel fundamental na vitória logo à primeira volta do candidato Fernando Dias da Costa nessas eleições".

"Por outro lado, no seu mísero calculismo político, Umaro Sissoco Embaló acredita que o afastamento da vida política de Domingos Simões Pereira, pela via judicial, ou através da sua eliminação física, aumentaria a probabilidade de finalmente vencer as próximas eleições presidenciais, em que ainda sonha poder concorrer", acrescenta.

Os militares no poder na Guiné-Bissau marcaram para 06 de dezembro novas eleições gerais, depois de terem alterado a Constituição, que passa a dar mais poderes ao Presidente, e vai ser submetida a referendo nacional a 30 de agosto.

O PAIGC argumenta que o presidente do partido "tem sido vítima de todo o tipo de arbitrariedades" e que "as autoridades de facto passaram os últimos oito meses a tentar fabricar um processo judicial desprovido de qualquer credibilidade para justificar a restrição da liberdade".

A comissão permanente considera "caricato" que a acusação encontrada contra Simões Pereira seja a "alegada participação numa pretensa tentativa de golpe de Estado, em outubro de 2025" e que "aqueles que consumaram um golpe de Estado estejam tão determinados a perseguir e a tentar condenar um cidadão por alegada tentativa de golpe de Estado".

O presidente do PAIGC já foi ouvido três vezes no Tribunal Militar, onde decorre o processo, e está a aguardar a decisão do juiz de instrução sobre um requerimento do Ministério Público para que lhe seja aplicada a medida de coação mais gravosa, a prisão preventiva.

Simões Pereira encontra-se em prisão domiciliária desde final de janeiro e depois de ter estado dois meses preso na Segunda Esquadra, em Bissau.

"Hoje, está mais do que claro que toda esta manipulação da justiça visa apenas legitimar à posteriori a privação de liberdade do presidente Domingos Simões Pereira, mesmo que para o efeito seja necessário violar princípios, leis e regras", lê-se no comunicado.

A comissão permanente do PAIGC reitera a exigência de libertação imediata e incondicional de Simões Pereira e repudia o que considera "a terrível perseguição política e judicial" de que tem sido alvo.

Responsabiliza ainda "o regime por tudo quanto possa vir a acontecer à sua vida ou à sua integridade física" e apela a todas as organizações internacionais e regionais, particularmente a União Africana e a CEDEAO, para que continuem a acompanhar a Guiné-Bissau e a fazer respeitar as decisões tomadas ao mais alto nível por estas organizações.

A comissão permanente do PAIGC convida ainda, "mais uma vez, o Comando Militar a um diálogo sério e construtivo com as forças políticas representativas da sociedade guineense, tendo em vista encontrar soluções para a saída da crise política e o retorno à normalidade constitucional".

A delegação da agência Lusa na Guiné-Bissau está suspensa desde agosto após a expulsão pelo Governo dos representantes dos órgãos de comunicação social portugueses. A cobertura está a ser assegurada à distância.



Mais de 30 moçambicanos vivem ao relento na fronteira com a África do Sul

Fronteira de Ressano Garcia, Moçambique. 30 de Junho de 2026. © Orfeu Lisboa/ RFI

Mais de 30 cidadãos moçambicanos vivem ao relento há quase um mês junto à fronteira de Ressano Garcia, na província de Maputo e junto à África do Sul. Fugiram dos ataques xenófobos e estão sem meios para seguirem as suas zonas de origem, outros ainda porque perderam o contacto com a família.

Estes cidadãos, na sua maioria legalmente estabelecidos na África do Sul, contam, sem gravar entrevista, que perderam tudo o que conquistaram ao longo de anos de trabalho no país vizinho. Entretanto, o administrador do distrito da Moamba, Carlos Mussanhane, garante que tudo está a ser feito para apoiar os regressados, mas lamenta tudo o que está a acontecer.

"Temos cidadãos que saíram de Mocambique em 1970,1980 que já não sabem o que é que significa o lugar em que eles viviam. Estamos neste momento com dois idosos a nível do distrito que só sabem que são do bairro 25 de Junho mas onde exactamente não sabem, então estamos a dar o suporte para podermos localizar as famílias, mas temos consciência que vamos receber ainda mais", deu conta o administrador do distrito da Moamba.

Dos relatos que lhe têm chegado, diz Carlos Mussanhane, a situação na África do Sul está crítica. "É triste saber que alguém estava a dormir e alguém chegou, tirou-o da cama e disse desapareça do meu país. Temos alguém que estava a tomar um banho que nem teve tempo nem para vestir a roupa. Não sei se estão a imaginar o que é um homem ou uma mulher saírem nus a correr porque alguém os está a mandar embora só porque entende que lhes estão a roubar o emprego", disse ainda.

Contudo, não à retaliação aos atos xenófobos é a palavra de ordem das autoridades governamentais moçambicanas.

A violência xenófoba já matou 11 moçambicanos, segundo dados oficiais. Outros dois cidadãos ficaram gravemente feridos num ataque armado, na passada terça-feira, na província sul-africana de Gauteng, associado à violência contra imigrantes. Há também registo de 1.363 cidadãos moçambicanos que já foram repatriados.

Por: Orfeu Lisboa
rfi.fr/pt/