sábado, 15 de agosto de 2026

PRIMEIRO-MINISTRO Ilídio Vieira Té NOMEADO PARA O “GRANDE PRÉMIO DE HONRA” DOS AFRICA NEXT AWARDS 2026


O Primeiro-Ministro de Transição, Ilídio Vieira Té, foi nomeado para o “Grand Prix d’Honneur - Artisan de la Gouvernance Économique et de la Souveraineté Financière”, a mais alta distinção dos AFRICA NEXT AWARDS 2026.

A informação foi avançada pelo Gabinete de Comunicação do Primeiro-Ministro, que recebeu a notificação oficial do Comité de Organização dos AFRICA NEXT AWARDS, com sede em Paris, datada de 14 de julho de 2026.

De acordo com a informação, a nomeação distingue a ação do Chefe do Governo no reforço da governação económica, na consolidação das finanças públicas e na promoção do desenvolvimento sustentável na Guiné-Bissau. O documento destaca ainda o seu compromisso com a estabilidade institucional e a visão estratégica.

A cerimónia oficial de entrega do prémio está prevista para o dia 3 de setembro de 2026, nas Folies Bergère, em Paris. O evento deverá reunir personalidades políticas, económicas e da sociedade civil de mais de 35 países africanos e da diáspora.

Os AFRICA NEXT AWARDS são uma iniciativa que visa celebrar mulheres e homens cujos percursos contribuem para o desenvolvimento do continente africano.

Presidente de transição da Guiné-Bissau nega que referendo à Constituição visa permitir regresso de Sissoco Embaló ao poder


O Presidente da República de Transição da Guiné-Bissau, general Horta Inta-a, afirmou hoje que o próximo referendo popular da nova Constituição do país não visa permitir o regresso ao poder do ex-Presidente Umaro Sissoco Embaló.

O Presidente da República de Transição da Guiné-Bissau, general Horta Inta-a, afirmou hoje que o próximo referendo popular da nova Constituição do país não visa permitir o regresso ao poder do ex-Presidente Umaro Sissoco Embaló.

Num discurso proferido no palácio da Presidência, em Bissau, perante os régulos (autoridades tradicionais), transmitido nas redes sociais, o chefe de Estado de transição exortou aqueles a exercerem a sua influência junto da população para garantirem uma votação favorável à entrada em vigor da nova Constituição.

O líder de transição guineense estabeleceu uma distinção entre a natureza do poder político estatal e a autoridade tradicional, afirmando que o Estado não funciona nos moldes tradicionais em que um dirigente preserva o poder de forma vitalícia ou prolongada.

Horta Inta-a foi, entre outros cargos, chefe do Estado-Maior Particular de Umaro Sissoco Embaló e mais tarde chefe do Estado-Maior do Exército, até liderar um golpe de Estado que derrubou Embaló do poder, em 26 de novembro de 2025.

À frente de um Alto Comando Militar, Horta Inta-a assumiu o poder, tendo desencadeado várias mudanças no funcionamento do Estado guineense, nomeadamente a aprovação de uma nova Constituição, que, basicamente, reforça os poderes do Presidente da República.

O documento será submetido à consulta popular no próximo dia 30, num ambiente de crispação nacional, em que vários setores da oposição e da sociedade civil apelam ao boicote ao referendo.

No encontro de hoje com os régulos, o general sublinhou que a consulta popular “não é um exercício de nenhum partido ou de nenhum líder político”, rejeitando que o processo sirva para beneficiar forças partidárias ou figuras como Umaro Sissoco Embaló, Domingos Simões Pereira e Fernando Dias da Costa.

Simões Pereira e Fernando Dias da Costa são os principais rostos da oposição a Sissoco Embaló e agora das ações dos militares que governam o país desde o golpe.

Apelando à mobilização geral das autoridades tradicionais, Horta Inta-a defendeu que a nova Lei Fundamental pertence ao conjunto dos guineenses, assinalando que nenhuma força partidária demonstrou interesse em promover a revisão constitucional ao longo das últimas décadas de regime democrático.

O Presidente da República de Transição vincou que o futuro do país deve resultar “exclusivamente da vontade soberana” dos guineenses e não de organizações internacionais como as Nações Unidas, a Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO), a União Africana ou a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

*** A delegação da agência Lusa na Guiné-Bissau está suspensa desde agosto de 2025 após a expulsão pelo Governo dos representantes dos órgãos de comunicação social portugueses. A cobertura está a ser assegurada à distância ***

Lusa

(Nova Constituição reduz Parlamento e reforça poderes presidenciais) O Parlamento da Guiné-Bissau deixará de ter a denominação de "popular". Haverá uma transformação significativa: o número de deputados cai de 102 para 61. Além disso, o mapa eleitoral foi reestruturado, reduzindo de 29 para apenas 11 círculos eleitorais.


A Guiné-Bissau inicia uma nova etapa na sua história institucional. A nova Constituição, apresentada esta quinta-feira, 13 de Agosto, em Bissau, traz mudanças profundas na estrutura do Estado. O referendo à nova Constituição está previsto para dia 30 de Agosto.

O ponto marcante é a mudança no modelo de governação do país. O Presidente da República passa a acumular as funções de Chefe do Governo, presidindo ao Conselho de Ministros e também presidente do Conselho da Defesa Nacional, entre outras competências.

O Primeiro-Ministro torna-se subordinado às orientações directas do Presidente da República.

Na Assembleia Nacional, que perde a designação de "Popular", haverá também uma mudança drástica, o número de deputados reduz-se de 102 para 61. Além disso, o mapa eleitoral foi reorganizado, passando de 29 para apenas 11 círculos eleitorais.

Para o Comodoro Agostinho Sousa Cordeiro, do Alto Comando Militar, protagonista do golpe de Estado de 26 de Novembro, a nova Constituição foi pensada para "fortalecer os mecanismos de equilíbrio entre os poderes” da República.

O primeiro-ministro do Governo de transição, Ilídio Vieira Té, esclarece que “muita gente faz da nova Constituição um bicho-de-sete-cabeças. Mas quando se conhece o documento, fica-se a saber que traz mais organização, disciplina e levará o país ao desenvolvimento."

Outras das mudanças do novo texto Constitucional, é a remoção de referências ideológicas no preâmbulo e novas regras de investidura do Presidente da República que deixa de ser no parlamento, mas perante o Tribunal Constitucional que será criado.

Por: Mussá Baldé
rfi.fr/pt/

A Presidente da República Unida da Tanzânia, Samia Suluhu Hassan, agradeceu publicamente ao ex-Presidente da República da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, pela sua presença no Festival Kizimkazi 2026, realizado em Zanzibar.

Durante o ponto alto das celebrações, a Presidente Samia destacou que a participação de convidados nacionais e internacionais contribui para reforçar o prestígio e a projeção do festival, que se afirma como uma importante plataforma de promoção da cultura, do turismo e das relações internacionais.







Guiné-Bissau: Horta-Inta-a pede apoio aos régulos no referendo para a nova Constituição


O Presidente guineense de transição, o general Horta Inta-a, reuniu-se, este sábado, com os chefes tradicionais, os régulos. O general, que liderou o golpe de Estado de Novembro passado, exortou os régulos para que apoiem o referendo à nova Constituição que terá lugar no próximo dia 30 de Agosto.

No seu discurso, no Palácio da Presidência, em Bissau, o general Horta-Inta-a exortou os régulos a exercerem a sua influência junto da população para que votem a favor da entrada em vigor da nova Constituição. O general disse que o referendo popular não é um exercício de nenhum partido ou de nenhum líder político. Horta-Inta-a foi ainda mais longe ao explicar que não se trata de um exercício para beneficiar Umaro Sissoco Embaló, Domingos Simões Pereira ou Fernando Dias da Costa, três líderes políticos citados nominalmente pelo general.

O Presidente guineense de transição aproveitou a ocasião para esclarecer que, ao contrário do que se diz, o referendo não será para permitir o regresso ao poder do ex-Presidente Umaro Sissoco Embaló. O general disse que o poder do Estado não é como o poder da autoridade tradicional, em que o régulo, mesmo doente durante 20 anos, continua a manter o seu poder intacto.

Horta-Inta-a apelou para a mobilização geral dos régulos, já que a nova Constituição é da Guiné-Bissau. O general notou que nenhum partido do país estava interessado na revisão da Lei Fundamental em mais de 30 anos de democracia. Disse, ainda, que a decisão sobre o futuro da Guiné-Bissau não virá das Nações Unidas, da CEDEAO, da União Africana ou da CPLP, mas sim da vontade dos guineenses.

O referendo de 30 de Agosto servirá para que os guineenses com capacidade eleitoral activa digam, através do voto secreto, se concordam ou não com a entrada em vigor da nova Constituição, que, na prática, reforça os poderes do Presidente da República.

Os militares tomaram o poder a 26 de Novembro de 2025 e substituíram o parlamento por um Conselho Nacional de Transição. Uma das primeiras medidas do Conselho foi a alteração da Constituição da República, que passa a dar mais poderes ao Presidente da República.

O referendo nacional sobre a nova Constituição ocorrerá cerca de três meses antes das novas eleições gerais, presidenciais e legislativas, marcadas para 6 de Dezembro. Os guineenses foram a eleições a 23 de Novembro de 2025, mas acabaram interrompidas, sem a divulgação dos resultados, por um golpe de Estado em que os militares tomaram o poder. A oposição considerou tratar-se de um “golpe palaciano” e de “uma encenação” do anterior Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, que concorreu a um segundo mandato.

Por: Mussá Baldé
rfi.fr/pt/








O Encarregado de Negócios, ad interim, da Embaixada de Portugal em Bissau, André Almeida, recebeu, ontem, a Federação Portuguesa das Associações Juvenis (FNAJ) e a Rede Nacional de Associações Juvenis (RENAJ) da Guiné-Bissau.

 

A visita enquadrou-se na deslocação oficial da FNAJ à Guiné-Bissau, no âmbito da 20.ª edição da Escola de Voluntariado, promovida pela RENAJ. Esta iniciativa foi uma oportunidade para reforçar a cooperação e estreitar os laços entre organizações juvenis dos dois países, que contam com uma longa experiência de intercâmbio, formação e capacitação neste domínio.

Durante o encontro mantido no Centro Cultural Português, foram apresentadas as principais áreas de intervenção por todas as partes, visando aprofundar a cooperação entre Portugal e a Guiné-Bissau, com especial enfoque no compromisso com a participação juvenil, o associativismo e a capacitação das novas gerações de Portugal e da Guiné-Bissau.
🇵🇹🤝🇬🇼
Embaixada de Portugal na Guiné-Bissau

Presidente do parlamento são-tomense diz que não renunciará e espera dar posse ao PR

O presidente do parlamento são-tomense admitiu hoje à Lusa que deveria perder o mandato após inscrever-se noutro partido, mas garantiu que não renunciará por estar no final da legislatura, esperando ainda dar posse ao Presidente reeleito em setembro.

O presidente do parlamento são-tomense admitiu hoje à Lusa que deveria perder o mandato após inscrever-se noutro partido, mas garantiu que não renunciará por estar no final da legislatura, esperando ainda dar posse ao Presidente reeleito em setembro.

“É verdade que a lei e o estatuto dos deputados são claros, que qualquer deputado que se filie num outro partido político, contrário do que se candidatou, perde mandato”, começou por admitir Abnildo D’Oliveira.

No entanto, o líder do parlamento sublinhou que “a perda de mandato tem mecanismo próprio” que deveria ser acionado por um grupo de deputados e passar pela comissão especializada, abertura do inquérito e culminar com votação no plenário, o que disse não ter acontecido.

Por outro lado, Abnildo D’Oliveira desconsiderou eventual cassação de mandato e assegurou que não se renunciará por restar apenas 45 dias para as eleições legislativas de 27 de setembro.

“Neste momento, a 45 dias das eleições o que é que se ganha, o que é que se perde com uma renúncia ou um novo presidente da Assembleia”, questionou o líder do parlamento são-tomense, acrescentando que não haverá mais sessões plenárias nesta legislatura, sendo que os trabalhos do parlamento serão assumidos pela comissão permanente da Assembleia Nacional.

Abnildo D’Oliveira, que foi eleito presidente do recém-criado partido Nossa Terra, sublinhou que tem condições éticas e legais, “enquanto presidente em exercício”, para presidir à sessão prevista para 03 de setembro, para a tomada de posse do Presidente da República reeleito, Carlos Vila Nova.

“Só seria ilegal se eu não fosse presidente da Assembleia, se eu não fosse deputado […] o deputado só é ilegal quando ele perde mandato e eu até então não perdi o mandato”, disse.

O político são-tomense recusou falar sobre a polémica e alegada pressão que terá exercido sobre a presidente do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) para a libertação do cidadão chileno e ex-conselheiro especial do primeiro-ministro Américo Ramos, que disse ser seu amigo.

Abnildo D’Oliveira foi durante vários anos militante da Ação Democrática Independente (ADI), da qual foi líder parlamentar, tendo renunciado à militância em janeiro e assumido a condição de independente em fevereiro.

Na sexta-feira, um grupo de deputados da oposição são-tomense impediu a realização da sessão plenária exigindo a destituição do presidente do parlamento, denunciado por alegada tentativa de pressão a juízes para libertar um cidadão chileno detido sob mandado da Interpol.

A ação de protesto foi protagonizada por deputados da coligação Movimento de Cidadãos Independentes-Partido Socialista/Partido de Unidade Nacional (MCI-PS/PUN) e pelo menos um da Ação Democrática Independente (ADI).

O presidente do parlamento declarou a abertura da sessão, mas foi obrigado a cancelar após cerca de cinco minutos porque o grupo de deputados permaneceu em pé e circulava na sala aos gritos, impedindo todas as tentativas de intervenção.

Os deputados alegaram também o facto de o presidente do parlamento ter sido denunciado pela presidente do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) por ter-se deslocado à residência da juíza, acompanhado do então ministro do Trabalho, e do advogado do cidadão chileno, alegadamente para pressionar a magistrada a libertar o chileno na sequência de uma decisão do Tribunal Constitucional.

Durante o protesto proferiram declarações como : “Em condições normais o senhor sabe que não pode estar aqui […] o senhor não pode presidir nada”, “isto é manchar a nação”, “está a manchar a democracia” e “respeita o povo”.

Na quarta-feira, o Presidente são-tomense, Carlos Vila Nova, exonerou o ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, após proposta do primeiro-ministro, que passou a assegurar as funções de Jourceli Tiny dos Ramos.

A exoneração aconteceu após a Procuradoria-Geral da República (PGR) de São Tomé e Príncipe ter aberto um processo-crime sobre a alegada tentativa de pressionar juízes por parte do ministro, mas também do presidente do parlamento.

A decisão da PGR foi comunicada após uma denúncia do STJ, “bem como das informações amplamente divulgadas nas redes sociais, segundo as quais altas entidades públicas terão alegadamente procurado influenciar uma decisão relacionada com um processo de extradição envolvendo o cidadão chileno Ignacio Purcell Mena, procurado pela Interpol”, explicou a PGR em comunicado.

Lusa