domingo, 18 de outubro de 2026

Electricidade chega a Catió: Primeiro-Ministro inaugura ligação à energia da OMVG



O Primeiro-Ministro, Ilídio Vieira Té, inaugurou hoje, 17 de Outubro, em Catió, capital da Região de Tombali, o fornecimento de electricidade proveniente da Organização para a Valorização do Rio Gâmbia (OMVG), numa cerimónia marcada pela presença de uma expressiva participação popular.

O Chefe do Governo deslocou-se à cidade numa lancha da Marinha Nacional, acompanhado por altos responsáveis governamentais, entre os quais os ministros da Energia e da Administração Territorial.

Ao accionar os interruptores que assinalaram oficialmente a entrada em funcionamento do fornecimento eléctrico, Ilídio Vieira Té destacou a importância desta conquista para as populações do sul do país e para o desenvolvimento da região.

Dirigindo-se aos presentes, o Primeiro-Ministro afirmou que o Governo dá mais um passo importante no caminho do desenvolvimento sustentável. Sublinhou que Tombali, reconhecida pelo seu potencial agrícola e considerada um dos celeiros da Guiné-Bissau, passa a dispor de melhores condições para produzir, transformar os seus produtos e dinamizar a economia local.

Ilídio Vieira Té salientou igualmente os benefícios da electricidade para os sectores da saúde e da educação, que poderão contar com melhores condições de funcionamento e de atendimento às populações.

A chegada da energia eléctrica abre novas perspectivas para a conservação de alimentos, o comércio, os serviços e o desenvolvimento de pequenas actividades industriais, podendo contribuir para a criação de emprego e para a melhoria dos rendimentos das famílias.

Para Catió, esta inauguração representa uma conquista há muito aguardada e uma oportunidade para transformar o acesso à electricidade em melhores serviços públicos, maior actividade económica e mais qualidade de vida.

Em Angola, Justino Delgado desperta boas memórias através da sua música "Fidjus na da Fuga"

Informação TV Zimbo
A Tarde é Nossa

A Associação de Moradores de Gabusinho denuncia a falta de água potável e solicita o apoio do Governo para responder às principais necessidades da comunidade.


Entre as prioridades apresentadas pela associação estão o acesso à água potável, o fornecimento de energia elétrica, a construção de um centro de saúde e a instalação de um posto avançado de esquadra para reforçar a segurança dos moradores.

Radio TV Bantaba

França em revolta: Emmanuel Macron enfrenta uma crise social e de autoridade

França em revolta: a violência nas ruas expõe a fragilidade de Macron. REUTERS - Jack Taylor

A França acordou este domingo, 18 de Outubro, em estado de choque depois de uma jornada de protestos que reuniu até 800 mil pessoas e terminou em violência, pilhagens e incêndios. O balanço aponta para 1.800 detidos, mais de 500 agentes de segurança e socorro feridos e prejuízos de centenas de milhões de euros. Com a actuação policial sob contestação e pedidos de demissão do ministro do Interior, Emmanuel Macron reúne o Governo e dirige-se ao país este domingo, às 20 horas.

A França saiu à rua para protestar contra o custo de vida, os baixos salários e a degradação dos serviços públicos, mas terminou o sábado, 17 de outubro, mergulhada numa das mais graves crises de ordem pública dos últimos anos. Entre 550 mil manifestantes, segundo o balanço divulgado pelo Ministério do Interior, e 800 mil, de acordo com os organizadores, participaram numa mobilização que reuniu estudantes, trabalhadores, sindicatos e antigos coletes amarelos.

A contestação, inicialmente impulsionada pelos estudantes do ensino secundário, ganhou uma dimensão nacional e acabou marcada por confrontos, incêndios e pilhagens em várias cidades. Nem todas as manifestações foram violentas, mas a intensidade dos distúrbios surpreendeu as autoridades e expôs a dificuldade do Estado em garantir simultaneamente a segurança e o direito de protesto.

Paris concentrou algumas das imagens mais impressionantes. Cerca de 110 mil pessoas participaram nas manifestações da capital, onde a Praça da República ficou completamente cheia. Enquanto o principal cortejo avançava pacificamente em direçcão à Praça de Clichy, grupos violentos dispersaram-se pelos bairros centrais, levantaram barricadas, incendiaram veículos e assaltaram estabelecimentos comerciais, incluindo lojas de luxo. Os confrontos chegaram às imediações do Palácio do Eliseu, colocando sob pressão um dispositivo policial que se revelou incapaz de responder a tantos focos de violência em simultâneo. A polícia anunciou 855 detenções na região de Paris. A Procuradoria abriu também uma investigação à morte de um manifestante, vítima de uma paragem cardiorrespiratória. As circunstâncias do óbito continuam por esclarecer.

O cenário repetiu-se noutras cidades. Em Lyon, o posto de turismo foi incendiado, dezenas de lojas foram atacadas e cerca de uma centena de polícias ficou ferida. Em Marselha, grupos encapuzados invadiram a Câmara Municipal e derrubaram uma representação de Marianne, símbolo da República. Em Bordéus, a residência oficial da autarca foi vandalizada. Mas foi em Limoges que ocorreu uma das destruições mais simbólicas, o incêndio da Câmara Municipal, um edifício histórico do século XIX, consumiu a cobertura e a torre do relógio. O primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, prometeu ajuda do Estado para a reconstrução. A dimensão económica da violência começa também a ser conhecida e, segundo a Federação do Comércio e da Distribuição, cerca de 1.500 comerciantes foram afetados, com prejuízos estimados, ainda provisoriamente, em várias centenas de milhões de euros.

O ministro do Interior, Laurent Nuñez, anunciou cerca de 1.800 detenções em todo o país e mais de 500 polícias, militares e bombeiros feridos. Entre os manifestantes há também feridos graves. Em Saint-Étienne, um jovem de 17 anos sofreu a amputação de parte de uma mão após a explosão de uma granada alegadamente utilizada pela polícia, levando à abertura de uma investigação. 

Em Paris, a Inspeção-Geral da Polícia Nacional abriu outro inquérito depois de um manifestante ferido na cabeça ter apresentado queixa contra agentes policiais. Estes casos aumentam a pressão sobre as autoridades, confrontadas tanto com a dimensão da violência nas ruas como com denúncias de uso excessivo da força.

Marine Tondelier, dirigente dos Ecologistas, exigiu a demissão do ministro do Interior, Laurent Nuñez, acusando-o de ter subestimado a mobilização. Os autarcas de Paris, Lyon e Marselha pediram explicações ao Governo, denunciando a falta de meios para impedir as destruições. A presidente da Assembleia Nacional, Yaël Braun-Pivet, anunciou a intenção de criar uma comissão parlamentar de inquérito para apurar as responsabilidades pelos episódios de violência e avaliar a estratégia policial. As críticas chegam também da direita radical, enquanto o Partido Socialista condena os ataques, mas defende uma revisão dos métodos de manutenção da ordem pública. O Governo atribui parte da violência a grupos da ultraesquerda, uma interpretação contestada por Jean-Luc Mélenchon, que responsabiliza a actuação policial pelo agravamento dos confrontos.

Emmanuel Macron prepara uma resposta política num momento delicado. O Eliseu anunciou uma reunião de crise com o primeiro-ministro e os ministros envolvidos, às 17h30 deste domingo, antes de uma célula interministerial prevista para as 19 horas e de uma declaração solene do presidente aos franceses, às 20 horas. Emmanuel Macron já prometeu identificar e punir os responsáveis pelas pilhagens e destruições, enquanto o ministro da Justiça, Gérald Darmanin, exigiu uma resposta judicial firme. A contestação revelou um descontentamento social que não desaparece com a detenção dos grupos violentos. A própria maioria presidencial reconhece a necessidade de reforçar o diálogo com os estudantes e de encontrar respostas mais concretas para as reivindicações que estiveram na origem dos protestos.

Por: Lígia ANJOS
rfi.fr/pt

sábado, 17 de outubro de 2026

Ex-Presidente do Senegal retira-se da corrida a secretário-geral da ONU


O antigo Presidente do Senegal, Macky Sall, anunciou hoje a retirada da sua candidatura ao cargo de secretário-geral da ONU, após uma votação indicativa do Conselho de Segurança que não conseguiu obter consenso.

A decisão foi tomada com o objetivo de facilitar a escolha de uma candidatura unânime.
O antigo Presidente do Senegal Macky Sall anunciou hoje que retirava a sua candidatura ao cargo de secretário-geral da ONU, na sequência de uma primeira votação indicativa do Conselho de Segurança, onde nenhum candidato obteve consenso.

Numa declaração publicada nas redes sociais, Macky Sall afirmou ter tomado esta decisão "na esperança de contribuir assim para o surgimento de uma candidatura consensual no seio do Conselho de Segurança".

Na sexta-feira à noite, os membros permanentes do Conselho de Segurança vetaram todos os atuais candidatos ao cargo de secretário-geral da ONU, numa votação informal, segundo fontes diplomáticas.

Fonte diplomática afirmou à AFP que na votação, com carácter indicativo, nenhum dos sete candidatos conseguiu evitar um voto negativo das cinco potências — Grã-Bretanha, França, Estados Unidos, China e Rússia —, o que abre caminho ao surgimento de prováveis novas candidaturas.

Na sexta votação à porta fechada (conhecida como straw poll), e que deverá ser a última consulta, os 15 membros atribuíram, de forma anónima, uma classificação a cada candidato: "encoraja", "desencoraja" ou "sem opinião".

Pela primeira vez nas votações realizadas ao longo dos últimos meses, foram identificados por uma cor específica os boletins de voto dos cinco membros permanentes. Numa votação formal, basta o veto de um deles para 'chumbo' do candidato e este não ser recomendado para secretário-geral da ONU.

Até agora, liderava a corrida a costa-riquenha Rebeca Grynspan, de 70 anos — que dirigia a agência da ONU para o Comércio e o Desenvolvimento (UNCTAD).

Com nove votos de "encoraja", Rebeca Grynspan mantém-se na liderança, mas também recebeu hoje cinco votos de "desencoraja" — dois dos quais provenientes de membros permanentes — e um "sem opinião", segundo fontes diplomáticas consultadas pela AFP e EFE.

De acordo com o portal especializado PassBlue, os Estados Unidos e o Reino Unido votaram contra Grynspan.

Logo atrás surge o atual diretor da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), o argentino Rafael Grossi, de 65 anos, com oito votos a favor, seis contra (incluindo dois de membros permanentes) e um neutro.

Carolyn Rodrigues-Birkett, embaixadora da Guiana junto da ONU, teve igual votação, mas três votos favoráveis de membros permanentes, contra dois de Grossi.

O português António Guterres, de 77 anos, deixará o cargo a 01 de janeiro de 2027, após dois mandatos consecutivos e o resultado desta consulta mantém a porta aberta para que outros países apresentem novos candidatos.

O site noticioso Politico informou recentemente que os Estados Unidos eram contra todos os atuais candidatos à liderança da ONU.

O embaixador norte-americano na ONU, Mike Waltz, evitou responder diretamente quando confrontado com a informação, mas não a desmentiu.

A ONU atravessa um dos períodos mais difíceis da sua história, confrontada com a multiplicação de conflitos, divisões persistentes no Conselho de Segurança e graves dificuldades financeiras.

noticiasaominuto


Após o voto informal de 16 de outubro de 2026 para a eleição para a posição de Secretário-Geral das Nações Unidas, e após consultas com Sua Excelência o Sr. Evariste Ndayishimiye, Presidente da República de Burundi, atual Presidente da União Africana, e Sua Excelência Bassirou Diomaye Diakhar Faye, Presidente da República de Senegal, atual Presidente da ECOWAS, decidi retirar minha candidatura para a posição...


O MINISTRO DAS PESCAS E ECONOMIA MARÍTIMA, FIDÉLIS FORBS, REALIZOU A SUA PRIMEIRA VISITA OFICIAL DE TRABALHO ÀS INSTALAÇÕES DO Serviço de Fiscalização Marítima (FISCAP).


Esta iniciativa estratégica teve como propósito fundamental avaliar "in loco" as condições operacionais da instituição, crucial para a soberania, e monitorização da Zona Económica Exclusiva (ZEE) da Guiné-Bissau.

Com uma postura marcadamente pragmática e orientada para resultados, o Ministro Fidelis Forbs estabeleceu como prioridades imediatas a modernização da FISCAP, o reforço da eficácia operacional no combate à pesca ilegal e a otimização da arrecadação de receitas públicas para os cofres do Estado.

PRAGMÁTICO E ACÇÕES VISÍVEIS.
Pela Pátria, todo sacrifício é pouco.

«Catio/Tombali» Ilídio Vieira Té/Político: "Após o lançamento das pedras para a reconstrução de infraestruturas rodoviárias nas zonas urbanas e rurais, seguimos rumo ao sul do país, por via marítima, a bordo de vedetas rápidas da Marinha de Guerra Nacional, para mais um importante marco: a inauguração da rede de energia elétrica, sob a responsabilidade da Empresa de Eletricidade e Águas da Guiné-Bissau (EAGB)."







O nosso compromisso é claro e inabalável: levar o desenvolvimento, o bem-estar e melhores condições de vida a todos os guineenses, da capital às mais distantes aldeias do nosso País.

Todos somos iguais e merecemos usufruir plenamente dos benefícios do desenvolvimento nacional, sem exclusão nem discriminação.

Neste caminho, a participação de todos é fundamental! Apelamos a cada cidadão, às comunidades locais, aos jovens, às mulheres, às organizações da sociedade civil e a todas as forças vivas da Nação, para se juntarem a esta caminhada de construção de uma Guiné-Bissau mais justa, próspera e desenvolvida.

O progresso não é uma responsabilidade exclusiva das instituições ou dos governantes; é uma missão coletiva que exige união, compromisso, participação cívica e sentido de responsabilidade.

Cada contribuição conta, cada comunidade tem um papel a desempenhar e cada cidadão pode ser parte da solução.

Por isso, convidamos todos a participar ativamente, a preservar as infraestruturas públicas, a promover a união e a fortalecer a solidariedade nacional. Não cruzemos os braços, juntos, com determinação, trabalho e espírito patriótico, continuaremos a transformar os desafios em oportunidades e as aspirações do nosso povo em realizações concretas.

Que Deus proteja sempre a Guiné-Bissau e todos os seus filhos. Que a paz, a estabilidade política e social, o diálogo e a coesão nacional continuem a prevalecer no seio da nossa sociedade.

A participação de todos é a força da Nação. A união é o caminho. O desenvolvimento é o nosso compromisso. Juntos, pelo progresso e pelo bem-estar de todos.
"Anós tudo i Té"