quarta-feira, 7 de outubro de 2026
Esta é uma reflexão sociológica e identitária profunda, sobre a Guiné-Bissau, que desconstrói a ideia de uma incompatibilidade ou rotura étnico-racial iminente alimentada pela política partidária.
A essência da mensagem, assenta num argumento central de coesão social através da ancestralidade e da consanguinidade:
• A "Falsa Questão" das Roturas Étnicas: O texto argumenta que a premissa de um conflito inevitável entre os Fulas (Fulani) e outras etnias através da manipulação política é artificial.
• A Riqueza da Constituição Familiar Guineense: A própria identidade do autor BALDÉ Suaré — definida como uma mistura de heranças místicas e familiares que cruzam os povos Fula, Papel, Djakanka, Balanta e Mandinga — serve como a prova viva de que as fronteiras étnicas na Guiné-Bissau são fluidas e profundamente interligadas.
• A Pergunta Retórica Fundamental: "Será que os meus avós vão jogar contra mim ou eu irei jogar contra meus filhos?"
Esta metáfora ilustra o contrassenso de existir uma guerra étnica real num país onde o sangue de diferentes etnias corre nas veias da mesma família.
Um conflito dessa natureza, significaria um guerrear contra a própria ascendência e descendência.
O perfil descrito aponta para um pesquisador de carreira guineense, focado em desconstruir narrativas de divisão, e artigos no último livro com elevada qualidade nas questões da mobilidade e diplomacia, que expandiu a sua atuação internacional ao integrar uma rede global corporativa e académica (citada como COGEF GLOBAL ou estrutura similar) com forte ligação aos eixos de Portugal e Brasil.
Essa trajetória internacional reforça o uso da ciência e da investigação para demonstrar que o tecido social guineense é, na verdade, um mosaico de unidade e não de fragmentação.
Se desejar aprofundar esta análise, partilhe comigo as buscas aqui: www.cogefglobal.com
Outrossim, aqui rede social do COGEF GLOBAL https://www.facebook.com/share/p/19f8Zcr3vg/
MANSOA PREPARA LANÇAMENTO DA PRIMEIRA PEDRA PARA A CONSTRUÇÃO DO JARDIM E DA PARAGEM CENTRAL
A Administração do Sector de Mansoa anunciou a realização, no próximo 10 de outubro de 2026, do lançamento da primeira pedra para a construção do Jardim de Mansoa e da Paragem Central.
Segundo informações recolhidas pela TV-Nha Fala, a iniciativa pretende contribuir para a melhoria e modernização do Sector de Mansoa, criando espaços públicos destinados ao lazer e à organização do transporte.
O acto contará com a participação de autoridades tradicionais, comités das tabancas, comunidades religiosas, departamentos do Estado, associações de motoristas e táxi-motos, jardins de infância e outras forças vivas da sociedade.
O Administrador do Sector de Mansoa, Professor Aliu Colubali, apela à participação da população neste momento considerado importante para o desenvolvimento da cidade.
TV NHA FALA
Presidente de transição, general Horta Inta-A, confirma desarmamento de milícias e avisa que não pode garantir que, "se Umaro Sissoco Embaló voltar [à Guiné-Bissau], nada lhe aconteça".
"Peço a quem tiver arma em casa que a entregue imediatamente. Ninguém tem o direito de ter armamento em casa", apelou Horta Inta-A
Horta Inta-A avisa que não pode garantir segurança de Embaló
O Presidente de transição da Guiné-Bissau, general Horta Inta-A, abordou esta quarta-feira (07.10) a eventualidade de um regresso de Umaro Sissoco Embaló ao país, recusando dar garantias sobre a sua segurança.
"Não posso garantir que, se Umaro Sissoco Embaló voltar [à Guiné-Bissau], nada lhe aconteça. E ninguém pode garantir isso", advertiu, defendendo igualmente o abandono daquilo que classificou como uma "cultura de machismo" na sociedade guineense.
Na semana passada o Alto Comando Militar anunciou que "não estão reunidas as condições de segurança" para garantir o regresso do ex-Presidente Umaro Sissoco Embaló.
Horta Inta-A comentou igualmente, pela primeira vez, o processo de desarmamento e desmantelamento das forças consideradas leais ao ex-chefe de Estado Umaro Sissoco Embaló, garantindo que os elementos visados não foram expulsos das estruturas de segurança, mas sim redistribuídos por diferentes serviços do Estado.
Segundo Horta Inta-A, as recentes transferências nas Forças Armadas constituem "procedimentos normais", explicando que os militares e agentes foram colocados em instituições como a Polícia de Ordem Pública, os Serviços de Inteligência do Estado e a Guarda Nacional.
"Não expulsámos ninguém. Apenas foram transferidos para diferente lugar", afirmou, acrescentando que aqueles que não tenham colocação imediata permanecerão em situação de reserva.
O líder de transição justificou a medida com a necessidade de reorganizar forças que, segundo disse, “estavam desorganizadas” e sem estruturas definidas. Aproveitou ainda para lançar um apelo ao comandante dos grupos, que alguns setores classificam como milícias, alertando para informações sobre a existência de armas guardadas em residências particulares.
"Peço a quem tiver arma em casa que a entregue imediatamente. Ninguém tem o direito de ter armamento em casa", declarou.
dw.com/pt
POLITÓLOGO DIZ QUE MEXIDAS NO GOVERNO SÓ TERÃO IMPACTO COM TRANSIÇÃO INCLUSIVA
O politólogo guineense Rui Jorge Semedo considera que as recentes mexidas no Governo só poderão produzir impacto político caso o Alto Comando Militar assuma uma transição inclusiva e seja feita uma reconfiguração política que permita o livre exercício da atividade política no país.
Rui Jorge Semedo falava hoje, em análise à Rádio Sol Mansi, horas depois de o Presidente da Transição ter anunciado novas mexidas no Governo, com a nomeação dos novos ministros do Interior e da Pesca e Economia Marítima, além de movimentações feitas pelo executivo na Presidência da Câmara Municipal de Bissau, na Direção-Geral das Contribuições e Impostos e no Centro de Formalização de Empresas.
Segundo o analista de assuntos políticos da Rádio Sol Mansi, o contexto político do país permanece inalterado, considerando que as recentes nomeações podem representar apenas ajustes dentro da estratégia do próprio Alto Comando Militar.
Rui Jorge Semedo sustenta que o atual momento político está a ser marcado por especulações, devido à ausência de comunicações oficiais sobre alegados desarmamentos no Palácio da República, bem como sobre o eventual afastamento de elementos das forças de segurança da Presidência da República ou de políticos próximos do antigo Presidente Umaro Sissoco Embaló.
O politólogo lembra ainda que não foi iniciado um diálogo entre diferentes personalidades políticas com vista à criação de condições para um entendimento sincero e franco sobre a situação do país.
Sobre o recente comunicado do Alto Comando Militar, segundo o qual não estão reunidas condições de segurança para o regresso de Umaro Sissoco Embaló ao país, Rui Jorge Semedo aponta contradições na comunicação das autoridades militares.
Na sua análise, o momento político continua confuso e precisa de ser melhor esclarecido. O politólogo lembra que, desde a saída de Sissoco Embaló do país, não foi apresentado um documento público que explique em que condições ocorreu a sua saída e em que condições poderá regressar.
Rui Jorge Semedo recorda ainda que, em situações anteriores envolvendo os antigos Presidentes João Bernardo “Nino” Vieira e Kumba Ialá, foram produzidos memorandos destinados a esclarecer a população sobre a situação política dos dois antigos chefes de Estado.
Na mesma entrevista à Rádio Sol Mansi, o analista afirma que a Guiné-Bissau vive atualmente um ambiente de incerteza e insegurança. Para Rui Jorge Semedo, é necessário ultrapassar esta situação e criar um ambiente propício à reconstrução do país, com vista a uma Guiné-Bissau de pz e sem violência.
RSM: 07 10 2026
07/10/2026 - Novos Ministros do Interior e das Pescas e Economia Marítima tomam posse na Guiné-Bissau
O Presidente da República de Transição, Horta Inta-a, conferiu posse, esta quarta-feira, 7 de outubro, aos novos ministros do Interior, Suca Inthama, e das Pescas, Fidelis Forbes, nomeados pelo Decreto Presidencial n.º 23/2026. Os governantes prestaram juramento e comprometeram-se a exercer as suas funções em conformidade com a Carta Política de Transição e as leis da República.
Na mesma cerimónia, o Chefe de Estado presidiu à graduação de oficiais generais, na qualidade de Comandante Supremo das Forças de Defesa e Segurança. Entre as promoções, Tomás Djassi foi elevado a General de Exército; Samuel Fernandes a Tenente-General; e José Pogna a Contra-Almirante. Também foram promovidos a Major-General Bauté Iamnta na Man, Yoba Embaló e Denis Incanha, enquanto Fabian Sanhá e Amadú Barri ascenderam a Brigadeiro-General.
Na sua intervenção, Horta Inta-a destacou o papel republicano das Forças Armadas e apelou aos oficiais promovidos a colocarem os interesses da Guiné-Bissau acima de tudo. Aos novos ministros, chamou a atenção para a responsabilidade das funções que passam a exercer.
Bissau, 07 de outubro de 2026
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