segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

GOVERNO DE TRANSIÇÃO REFORÇA CONTROLO DAS DESPESAS E MANTÉM PAGAMENTO PRESENCIAL

O Primeiro-Ministro de Transição afirmou que, está a conduzir o período de transição com grande desafio e responsabilidade histórica, sublinhando que o país precisa mais do que nunca, de serenidade e diálogo.
A declaração foi feita hoje, no balanço dos 100 dias de governação do Governo de Transição, que aproveitou para anunciar igualmente que, o pagamento presencial vai continuar a
ser efetuado para todos os ministérios.
Ilídio Vieira Té disse que este não é um tempo de protagonismo político, mas sim, um tempo de trabalho em prol do país.
Durante a conferência de imprensa para o balanço dos 100 dias, o chefe do executivo afirmou que o seu governo está a reforçar o controlo das despesas, a melhorar a arrecadação de receitas e a restaurar a confiança dos parceiros internacionais.
Ilídio Vieira Té esclareceu ainda a questão do pagamento presencial que tem estado verificar no país, se trata de uma medida administrativa, destinada ao controlo dos efetivos da Administração Pública.
O Chefe do Executivo de Transição referiu-se também aos acontecimentos de 26 de novembro, que segundo ele visam preservar a estabilidade nacional, e evitar riscos de divisão social. Acrescentando que o Governo vai combater qualquer instrumentalização política de diferenças étnico-tribais.

RSM: 23. 02. 2026

Guiné-Bissau: Conselho Nacional de Transição dá posse à nova presidente da CNE

DW Português para África

ILÍDIO VIEIRA TÉ FAZ BALANÇO DE 100 DIAS E DEFENDE GOVERNO INCLUSIVO E ACIMA DE INTERESSES POLÍTICOS

O Balanço feito pelo Sr. Primeiro-Ministro e Ministro das Finanças, Ilídio Vieira Té, o 100 dia de governação.

Aly Silva
O primeiro‑ministro de transição, Ilídio Vieira Té, defendeu que o governo deve estar acima de qualquer disputa política e garantiu que o executivo está a trabalhar para reforçar a disciplina institucional e a confiança da população.

“É importante dizer aos guineenses, com honestidade, que cem dias não resolvem problemas acumulados ao longo de décadas. São problemas estruturais. No entanto, mostramos o caminho que queremos seguir e, nos momentos difíceis que o país atravessa, fomos incumbidos da nobre missão de construir um governo inclusivo de transição, com um mandato específico, claro e devidamente delimitado”, afirmou.

Ilídio Vieira Té falava aos jornalistas esta segunda‑feira, 23 de fevereiro de 2026, durante uma conferência de imprensa dedicada ao balanço dos cem dias da governação de transição militar.

Segundo o primeiro‑ministro, este período deve ser encarado como uma fase de estabilização, organização e definição de um novo rumo para o país. O chefe do executivo explicou que o governo assumiu funções num contexto particularmente sensível, na sequência de um golpe de Estado militar, com a missão de preservar a integridade nacional, restaurar a confiança nas instituições e permitir que o Estado volte a funcionar com normalidade.

Para o governante, os cem dias de governação foram orientados por uma ideia simples: estabilizar e reformar, com o objetivo de desenvolver o país.

Ilídio Vieira Té afirmou ainda que encarou, a título pessoal, o período de transição como um grande desafio e uma responsabilidade histórica, sublinhando que a Guiné‑Bissau precisava — e continua a precisar — de serenidade e diálogo.

“O contexto é outro. Este não é o tempo de protagonismo político, mas sim de trabalho para o país”, disse, acrescentando que o balanço do governo assenta em três pilares fundamentais: estabilidade política, responsabilidade financeira e autoridade e funcionamento do Estado, assegurando simultaneamente a continuidade institucional num governo de inclusão.

Sublinhou que o diálogo não é sinal de fraqueza, mas sim uma força do executivo. No domínio financeiro, reconheceu que o governo encontrou as finanças públicas sob forte pressão, mas definiu como prioridade o pagamento atempado de salários e o controlo rigoroso das despesas, de forma a garantir qualidade na execução orçamental e reforçar a credibilidade governativa junto dos parceiros internacionais.

No terceiro pilar, destacou a autoridade e o funcionamento do Estado, reiterando que o governo deve estar acima das disputas políticas. Segundo disse, o executivo tem trabalhado para restabelecer a disciplina institucional e reforçar a confiança da população.

O primeiro‑ministro reafirmou ainda o compromisso de corresponder à confiança do Alto Comando Militar (ACM) e, sobretudo, do povo guineense, assumindo o dever de promover a paz, a convivência democrática, o patriotismo e o desenvolvimento do país.

No plano económico, Ilídio Vieira Té disse que o governo está a trabalhar para criar um ambiente favorável ao investimento e ao crescimento do setor privado, com vista à criação de mais empregos. Defendeu, nesse sentido, maior união na Câmara de Comércio, Indústria e Artesanato (CCIA), que, segundo afirmou, deve ser dirigida por uma única liderança para garantir estabilidade interna.

Garantiu que os problemas existentes na CCIA não comprometem a campanha de comercialização da castanha de caju e assegurou que o governo estará oficialmente envolvido na abertura da campanha deste ano, que prevê ser mais bem‑sucedida. Informou ainda que equipas técnicas já se encontram no terreno para evitar constrangimentos.

Questionado sobre um eventual recenseamento eleitoral de raiz, o primeiro‑ministro afirmou que o governo defende uma atualização progressiva do recenseamento, por ser mais rápida, económica e eficiente, permitindo eleições mais credíveis.

Ilídio Vieira Té negou igualmente que o Banco Mundial tenha abandonado a Guiné‑Bissau em termos de financiamento, esclarecendo que existe uma cooperação técnica contínua e um processo normal de avaliação com os parceiros internacionais. Destacou, nesse contexto, que a última avaliação realizada com o Fundo Monetário Internacional (FMI) foi positiva.

“O país está a recuperar a sua credibilidade a nível internacional. O governo continuará a dialogar com os seus parceiros e a trabalhar para atrair mais financiamentos para o desenvolvimento”, assegurou.

Por: Jacimira Segunda Sia
odemocratagb

A Câmara de Comércio Portugal/China para Pequenas e Médias Empresas (PME), com sede em Lisboa, assinou um protocolo de acordo com a Câmara de Comércio, Indústria, Agricultura e Serviços (CCIAS) da Guiné-Bissau.

TV O PAÍS# Hamadi Candé

CALILO MANÉ é o novo treinador da equipa de Gabú

 

Mudança de cadeiras no Clube Desportivo de Gabu depois do Futebol Clube de Cuntum é a vez de Gabu mudar do Treinador.

CALILO MANÉ é o novo treinador da equipa de Gabú
Após duas épocas de ausência, o técnico acertou com a direção para treinar a equipa pelo resto da temporada.
O treinador voltou a casa que bem conhece.
TV O PAÍS Umaro Djaló

O deputado do parlamento da CEDEAO Manuel Nascimento Lopes Os militares devem manter-se estruturados e focados na sua missão constitucional.

TV O PAÍS#Hamadi Candé

Guiné-Bissau pode receber mais três milhões de dólares, de Acordo de Facilidade de Crédito com o FMI

fev. 23, 2026

(ANG) – A Guiné-Bissau poderá receber um desembolso de aproximadamente 3,3 milhões de dólares, por parte do Fundo Monetário Internacional(FMI), após um acordo alcançado entre as partes a nível técnico sobre políticas económicas que poderão apoiar a 9ª e a 10ª Revisões do Acordo de Facilidade de Crédito Alargada (ECF).

Segundo o Jornal Nô Pintcha que cita o comunicado do FMI, divulgado no termo de uma missão ao país, que decorreu de 3 à 13 de Fevereiro corrente, o referido acordo está sujeito à aprovação da Administração e do Conselho Executivo da instituição e depende da implementação das ações “prévias acordadas”.

O mesmo comunicado indica que, na sequência do acordo alcançado em Outubro de 2025 para a Nona Revisão, a implementação do programa em algumas áreas foi adiada devido ao golpe militar de Novembro último.

“Apesar do referido desenvolvimento e do aumento das restrições financeiras, o Governo de Transição demonstrou um forte compromisso com os objetivos do programa apoiado pelo ECF”, refere o FMI.

Ainda no comunicado, o FMI revela que foi alcançado um acordo para prorrogar o programa apoiado pela ECF por cinco meses, até 29 de Dezembro de 2026, visando consolidar as políticas económicas e apoiar a implementação do orçamento de 2026, considerado fundamental . para manter a sustentabilidade da dívida.

O Chefe da Missão de FMI para Guiné-Bissau, Niko Hobdari, discutiu no país, nesse período, com as autoridades guineenses as políticas macroeconómicas no contexto da 9ª e 10ª revisões do acordo ECF.

Niko Hobdari declarou que a conclusão das revisões pelo Conselho Executivo do FMI permitirá o desembolso de cerca de 3,3 milhões de dólares, elevando o total de financiamento ao abrigo do acordo para quase 51,6 milhões de dólares.

Segundo o Chefe da Missão, o crescimento económico em 2025 está estimado em 5,5%, apoiado pela forte produção de caju e pela evolução favorável dos termos de troca, sendo que a inflação média diminuiu para 0,9%, refletindo os preços mais baixos dos alimentos.

“Apesar de a dívida pública ter diminuído para 74,3% do PIB, o FMI acredita que a consolidação orçamental sustentada e políticas de endividamento prudentes são fundamentais para manter a dívida pública numa trajetória de declínio firme, a médio prazo”, refere o comunicado.

ANG/MI/ÂC//SG