sábado, 21 de março de 2026

SEGURANÇA SOCIAL NOTIFICA FEDERAÇÃO DE FUTEBOL DA GUINÉ-BISSAU POR DÍVIDA MILIONÁRIA


A Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) notificou oficialmente a Federação de Futebol da Guiné-Bissau por incumprimento das obrigações relacionadas com a proteção social dos trabalhadores.

Segundo o documento partilhado pelo empresário Adilé Domingos Sebastião, a notificação foi emitida pelo Gabinete do Serviço de Inspeção e Controlo do INSS, com base no artigo 94º do Decreto-Lei nº 5/86, de 29 de março.
De acordo com o documento, a federação dispõe de um prazo de 10 dias para regularizar a situação, sob pena de avançar para procedimento judicial.
IRREGULARIDADES IDENTIFICADAS
Entre as infrações apontadas pela Segurança Social destacam-se:
Falta de pagamento das contribuições obrigatórias, conforme o artigo 81º do Decreto-Lei nº 5/86
Falta de pagamento das quotizações, nos termos do artigo 179º do Decreto-Lei nº 4/80
DÍVIDA ULTRAPASSA 775 MILHÕES DE FRANCOS CFA
A dívida acumulada pela Federação de Futebol da Guiné-Bissau ascende a 775.698.000 francos CFA, um valor considerado elevado e que levanta preocupações quanto à gestão financeira da instituição.
O INSS informou ainda que foi anexado ao processo o mapa detalhado da dívida, permitindo uma análise mais aprofundada das irregularidades.
POSSÍVEIS CONSEQUÊNCIAS
Caso a federação não cumpra o prazo estipulado, poderá enfrentar:
Processo judicial
Penalizações financeiras adicionais
Possíveis sanções administrativas
A notificação, datada de 13 de fevereiro de 2026, reforça a necessidade de cumprimento rigoroso das obrigações sociais por parte das instituições públicas e privadas no país.
Redação: Jornal Betegb

IMAME DA MESQUITA CENTRAL DO SECTOR DE MANSOA APELA À PRESERVAÇÃO DOS GANHOS DE FÉ CONQUISTADOS PELOS FIÉIS MUÇULMANOS DURANTE O MÊS DE RAMADÃ.


Cheikh Mamadu Djau Djaló falava esta sexta-feira, na oração de Ramadã, em Mansoa.


RSM: 20-03-2026
Rádio Sol Mansi

Lula da Silva acusa EUA de intervenções "não democráticas" na Venezuela e em Cuba


O Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou hoje, perante dezenas de líderes da América Latina, Caraíbas e África que "não é democrático" o que os Estados Unidos fizeram na Venezuela e fazem com Cuba.

"Não podemos admitir que os outros pensem que são nossos donos. Vejam o que estão a fazer com Cuba neste momento, vejam o que fizeram com a Venezuela. Isso não é democrático", declarou Lula na sua intervenção no Fórum de Alto Nível da Celac e África, que se realiza em Bogotá.

O Presidente brasileiro questionou: "Em que parágrafo, em que artigo da carta das Nações Unidas se diz que o Presidente de um país pode invadir outro? Em que documento do mundo está escrito? Nem sequer na Bíblia", acrescentou.

Os 33 países da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e 19 representantes africanos reúnem-se hoje em Bogotá para reforçar o seu compromisso com uma cooperação sul-sul.

A reunião fica marcada pelo apelo à "reconexão" entre as duas regiões e pela procura de uma agenda conjunta de desenvolvimento.

Nesse sentido, o Presidente do Brasil instou os países da América Latina e Caraíbas, assim como os africanos, a "enfrentarem unidos a herança colonial".

"Enfrentar unidos a herança colonial é a melhor homenagem que podemos prestar à nossa história partilhada", declarou Lula depois de também o ministro dos Negócios Estrangeiros do Gana, Samuel Okudzeto Ablakwa, ter pedido ao Fórum de Alto Nível da Celac e África apoio a uma resolução promovida por este país para declarar a escravatura como crime contra a humanidade.

Apesar de ter implementado diversas políticas públicas de igualdade racial, como as leis de quotas, "o Brasil ainda está longe de saldar a sua dívida com África por 350 anos de escravatura", disse Lula, ao lembrar que hoje se assinala o Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial.

Lusa

Base das Lajes com maior presença de aviões norte-americanos desde o início do conflito no Irão




A Base das Lajes, nos Açores, voltou a registar hoje um incremento do movimento de aeronaves militares norte-americanas, tendo sido verificado o maior número de aviões estacionados desde o início do ataque ao Irão.

Hoje de manhã, observou a Lusa no local, estavam estacionadas na Base das Lajes, na ilha Terceira, 32 aeronaves da Força Aérea e da Marinha dos Estados Unidos, incluindo 15 aviões reabastecedores KC-46 Pegasus, que estão na infraestrutura desde 18 de fevereiro.

Desde o início do ataque dos Estados Unidos e de Israel ao Irão, em 28 de fevereiro, que vários destes reabastecedores têm descolado das Lajes, quase todos os dias, em missões de reabastecimento.

Entre domingo e segunda-feira, chegaram à base mais 11 aeronaves da Marinha norte-americana: seis Boeing EA-18G Growler, aviões de combate utilizados primordialmente na guerra eletrónica, e cinco Northrop Grumman E-2D Advanced Hawkeye, aviões de alerta aéreo antecipado, comando e controlo tático de gestão de combate, que operam a partir de porta-aviões, em qualquer condição meteorológica.

A acompanhar estas aeronaves vieram mais dois reabastecedores KC-46 Pegasus e ao longo da semana chegou um terceiro, que aumentou para 18 o número total destas aeronaves na infraestrutura.

Esta noite chegaram ainda dois aviões KC-130, da Marinha norte-americana, que também têm função de reabastecedores.

Na infraestrutura já há algum tempo estava também um avião C-130 da Marinha norte-americana, habitualmente utilizado para transporte de tropas e cargas.

Durante a manhã, o movimento de aeronaves nas Lajes foi intenso, com a saída dos seis aviões de combate e de três dos cinco aviões de alerta aéreo. Descolaram ainda oito dos 18 reabastecedores.

Em 28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel iniciaram uma guerra contra o Irão, que já teve consequências em vários países, como os Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Qatar, Bahrein, entre outros, que foram atingidos por bombardeamentos.

O Governo português deu uma "autorização condicionada" ao uso da Base das Lajes, já depois do início do ataque, apontando como requisitos que a infraestrutura só podia ser utilizada "em resposta a um ataque, num quadro de defesa ou retaliação", que a ação tinha de ser "necessária e proporcional" e que só podia "visar alvos de natureza militar".

Na quarta-feira, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, afirmou, no parlamento, que, do que tem sido dado a conhecer ao Governo, a utilização da Base das Lajes pelos Estados Unidos da América "tem cumprido os pressupostos subjacentes à autorização" dada por Portugal.

Os Estados Unidos e Israel realizaram hoje ataques contra o complexo nuclear iraniano de Natanz, localizado no centro do país, afirmou, num comunicado, a Agência de Energia Atómica do Irão.

O ataque de hoje ocorre após o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter dito na sexta-feira que estava a considerar "diminuir" as operações militares no Médio Oriente, mesmo com os Estados Unidos a enviarem mais três navios de assalto anfíbio e cerca de 2.500 fuzileiros adicionais para a região.

Lusa

VIGÁRIO-GERAL DA DIOCESE DE BISSAU APELA À VIVÊNCIA DE JUSTIÇA, VERDADE E PERDÃO


O vigário-geral da Diocese de Bissau, Pe.Davide Sciocco, apelou aos fiéis católicos para viverem no caminho da justiça, da verdade e do perdão, neste período que antecede a celebração da Páscoa.
O apelo foi feito neste sábado, durante uma entrevista concedida à imprensa, após uma catequese destinada a jovens e adolescentes da vigararia de Bissau.
Durante o encontro, foram abordados vários temas, com destaque para o “jejum de palavras”.

Segundo o padre, esta prática consiste em evitar o uso de palavras violentas ou ofensivas contra o próximo, promovendo assim uma convivência mais harmoniosa.
Na mesma ocasião, o vigário-geral defendeu ainda que os jovens católicos devem aprofundar os seus conhecimentos sobre direitos humanos e aplicá-los no dia-a-dia, como forma de proteger os mais vulneráveis na sociedade.

Por sua vez, o coordenador dos jovens e adolescentes da vigararia de Bissau, Samper Mendes, destacou a importância de os jovens cultivarem valores sólidos, para que possam tornar-se agentes de mudança na sociedade guineense
O encontro reuniu centenas de jovens provenientes de diferentes paróquias da Diocese de Bissau, no salão polivalente do Liceu João XXIII, e teve como tema central “Jejum de Palavra”.
De ressaltar que a sessão foi aberta pelo Bispo da Diocese de Bissau, Dom José Lampra Cá, que encerrou o evento com a sua bênção aos fiéis presentes.

RSM. 21 03 2026


𝗚𝗘𝗢𝗥𝗚𝗘 𝗠𝗔𝗡𝗡𝗘𝗛 𝗪𝗘𝗔𝗛 𝗔𝗧𝗔𝗖𝗔 𝗗𝗘𝗖𝗜𝗦Ã𝗢 𝗗𝗘 𝗖𝗔𝗙 𝗣𝗢𝗥 𝗥𝗘𝗧𝗜𝗥𝗔𝗥 𝗢 𝗧Í𝗧𝗨𝗟𝗢 𝗗𝗘 𝗖𝗔𝗠𝗣𝗘Ã𝗢 𝗔𝗙𝗖𝗢𝗡 𝟮𝟬𝟮𝟱 𝗗𝗢 𝗦𝗘𝗡𝗘𝗚𝗔𝗟 𝗣𝗔𝗥𝗔 𝗠𝗔𝗥𝗥𝗢𝗖𝗢𝗦


Na sua página oficial no facebook conta que, no futebol, as Leis do Jogo são claras: o árbitro em campo é a autoridade final sobre as decisões tomadas durante a partida. Uma vez permitido que o jogo continue e a partida esteja concluída, o resultado obtido no campo deve permanecer.

Os regulamentos da CAF estão de acordo com as Leis do Jogo da FIFA, que estabelecem que:

“O árbitro tem total autoridade para fazer cumprir as Leis do Jogo em ligação com o jogo para o qual foi nomeado, e as suas decisões sobre factos relacionados com o jogo são finais”. Escreveu.

O único africano a vencer Bola de Ouro justifica que as Leis do Jogo são aplicáveis em todas as competições da CAF, na qual apontou para a Lei n.º 5 da organização.
"No caso presente da partida final da AFCON entre Senegal e Marrocos, o árbitro permitiu que a partida continuasse após a caminhada pelo Senegal, e o jogo foi concluído, incluindo o prolongamento, com um resultado obtido no campo de jogo".

Para o internacional liberiano, uma vez que o relatório do árbitro da partida não citou em nenhum momento sobre um suposto abono do relvado e também decidiu dar continuidade do jogo após paragem, não havia necessidade da decisão da CAF.
"Por esta razão, a decisão subsequente do comitê da CAF, tomada após a partida já ter sido concluída, não deve anular a autoridade exercida pelo árbitro durante o jogo, de acordo com as Leis do Jogo - Lei 5. O futebol deve ser decidido em campo, não re-decidido após o apito final".
Continuou dizendo que: "não há, portanto, nenhuma justificativa desportiva para anular uma partida que foi concluída de acordo com a autoridade do árbitro e as Leis do Jogo, caso contrário, o belo jogo irá descer por uma encosta escorregadia onde os funcionários da sala de comitê e não os funcionários da partida irão fazer decisões pós-jogo para Anular decisões dos árbitros em campo como pênaltis, fora de jogo e cartões vermelhos".
George Manneh Weah mostrou que a decisão marcou e manchou ainda mais o futebol africano, minando a confiança na justiça, consistência e integridade do futebol no continente. Na qual fez apelo ao tribunal de Arbitragem para o Desporto (CAS) e outras autoridades competentes para que se movam decisivamente para que a decisão não fique de pé.
Ainda na mesma publicação, esclareceu que as publicações a circular nas redes sociais em como ele apoia a decisão do Comité Disciplinar da CAF contra o Senegal é descaradamente falsa.
"Todos aqueles que circulam a minha imagem e anexam o mesmo a tais afirmações falaciosas são aconselhados a abster-se".

Por: Rádio Jovem

Nova lei de retorno: Conselho de Ministros aprova "oito grandes medidas" para acelerar saída de imigrantes ilegais


A nova lei de retorno, aprovada esta quinta-feira em Conselho de Ministros, visa acelerar o afastamento de cidadãos estrangeiros encontrados em situação ilegal. Para uma “política regulada e humanista temos de integrar quem vem por canais legais e para quem foi colocado nas mãos de redes de imigração ilegal, tem de haver consequência", vincou o ministro Leitão Amaro.

Na conferência de imprensa após o Conselho de Ministros, o ministro da Presidência defendeu ser “muito necessária” a lei que estabelece o novo regime de retorno de cidadãos estrangeiros em situação ilegal, salientando que se trata de "uma reforma muito importante" e "largamente discutida na sociedade portuguesa".

"Quem prefere a ilegalidade ou ser colocado nas mãos de redes de imigração ilegal tem que ter uma consequência para a ilegalidade" e "isso significa um afastamento muito mais rápido", afirmou Leitão Amaro.

Além disso, as “leis são para cumprir, quem não o fizer tem que enfrentar consequências. Isso é uma regra essencial para uma política de imigração que funcione”. Nesse sentido, prosseguiu, o Conselho de Ministros aprovou, esta quinta-feira, a nova lei de retorno, com Leitão Amaro a destacar “oito grandes medidas”, que constam da lei, e que visa acelerar a saída de imigrantes ilegais:

- eliminar a notificação de abandono voluntário que, segundo ministros, é “uma fase administrativa redundante”;

- incentivos para privilegiar afastamento e retorno voluntários;
- alargar prazos de detenção em centros de instalação temporária - os 60 dias atuais “são manifestamente inviáveis”, o Governo quer alargar os prazos até ano e meio. Os prazos inicialmente pensados mantêm-se, subindo de dois para 18 meses a possibilidade de detenção temporária;
- impedir que recurso à figura de asilo, ter estatuto de refugiado seja expediente dilatório para atrasar ou impedir o afastamento;
- reduzir casos de efeito suspensivo de recursos;
definir que a detenção é uma medida subsidiária, isto é, a última que se deve impor;
- revisão dos critérios que impedem a expulsão - “é muito ampla a gama de razões que levam a que se peça a não concretização da exclusão” é necessário exigir residência efetiva e permanente;

- alargar prazos de interdição para a reentrada em território nacional para quem seja afastado coercivamente.

O ministro referiu que o Governo recebeu mais de uma centena de contributos durante a consulta pública, tendo acolhido algumas delas.

"Esta peça legislativa de hoje acelera o afastamento de estrangeiros encontrados e identificados em situação irregular", disse, lembrando que "a necessidade desta lei foi provada" no verão do ano passado quando chegou ao Algarve uma embarcação com 38 marroquinos de forma ilegal e que acabaram por fugir do país após serem libertados.

Leitão Amaro sustentou que "a lei portuguesa que existia não permitiu manter aquelas detenções e tomar as decisões e executar o retorno", o que fazia de Portugal um dos países da Europa "com as mais baixas taxas de retorno inferior a 5%".

"Não podemos ter portas reguladas, polícias a controlar as fronteiras, fiscalização em território nacional, se depois no momento de executar as consequências, os retornos não são feitos", disse.

Quando for aprovada, esta nova lei vai ser executada pela Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras da PSP. Mas o próximo passo é a Assembleia da República, onde vai ser discutida.