quarta-feira, 12 de agosto de 2026

DIREÇÃO GERAL DE SAÚDE MATERNA E INFANTIL [DGSMI] PROSSEGUE-SE COM OS TRABALHO

 

O Segundo dia de revisão dos documentos para o plano Estratégico de Saúde Materna e Infantil foca na análise detalhada de Metas operacionais, alinhamento de pacotes e validação de indicadores de mortalidade e atendimento neonatal com equipas tecnicas, auditores internacionais.

FOCO DO TRABALHO
■ Análise de Metas de Saúde Reprodutiva Neonatal e Infantil.
■ Validação de fluxos de atendimento e capacitação Clínica.
■ Alinhamento de diretrizes com os objetivos de Desenvolvimento sustentável.
■ Inclusão de ajustes sugeridos pelas comunicações tecnicas.
■ Consolidação da versão preliminar do plano Estratégico Nacional.
■ Apresentação final do documento para validação Ministerial.
Por: gabinete de Comunicação Minsap GW "juntos podemos"




Eclipse solar total: dois minutos de noite em pleno dia


Contagem decrescente para o eclipse total do Sol, esta quarta-feira, 12 de Agosto. AFP - BRANDON BELL

Milhões de pessoas, provenientes de todo o mundo, vão assistir, este fim de tarde, a um raro eclipse solar total. Durante quase dois minutos o norte de Espanha vai mergulhar na escuridão em pleno dia. Um raro fenómeno astronómico, o primeiro do género na Europa desde 2006, começa na Rússia por volta das 17h00 TMG, vai atravessar o hemisfério Norte e passar sobre a Gronelândia antes de atravessar o oceano Atlântico.

Além de uma parte da Islândia, o eclipse será total numa faixa que atravessa Espanha, de Oviedo a Palma de Maiorca, passando por Burgos, a norte de Madrid, antes de desaparecer por volta das 18h30 TMG. Em Portugal, será um eclipse parcial muito profundo, com mais de 90% do disco solar tapado pela Lua em todo o território. A totalidade será visível apenas numa pequena zona do Norte, a norte de Bragança, no Parque Natural de Montesinho. O eclipse será também parcial em França, no Canadá, no norte de África Ocidental e nos Estados Unidos.

O alinhamento perfeito do Sol e da Lua mergulha o mundo numa escuridão em tons de roxo, as temperaturas descem e desorientados, os animais adoptam um comportamento invulgar.

Mas o espectáculo é fugaz: o eclipse total do sol tem uma duração inferior a dois minutos em Espanha. Porém, no seu conjunto, tem uma duração de cerca de duas horas.

O fenómeno deverá permitir aos cientistas estudar a atmosfera do Sol e a sua camada mais exterior, na esperança de desvendar os segredos dos ventos solares e do campo magnético da nossa estrela. Terão um minuto e quarenta segundos para recolher o máximo possível de informação.

Nos últimos dias, uma enorme expectativa tomou conta de Espanha, Portugal e mesmo França, com os famosos óculos de protecção certificados esgotados ou à venda no comércio paralelo por preços exorbitantes.

É necessário utilizar óculos que cumpram a norma ISO 12312-2:2015, que protegem as retinas filtrando 100% dos raios UV. “Não é o eclipse que é perigoso, mas sim o facto de olhar directamente para o Sol sem protecção. Podemos ficar com um buraco negro na retina sem nos apercebermos e isso é irreversível”, explica a Associação Francesa de Astronomia. As retinas não possuem receptores de dor e os problemas de visão podem surgir mais tarde.

Melhor preparados estão os caçadores de eclipses, que além de todo o equipamento necessário também há meses que se preparam para beneficiar da melhor vista possível.

Em Espanha, o segundo destino turístico mundial, espera que o eclipse dê um impulso à sua economia. A contribuição líquida para a economia espanhola está estimada em 347 milhões de euros, com quase 450.000 turistas adicionais esperados nas zonas-chave abrangidas pelo eclipse, segundo o Ministério da Economia, em Madrid.

Mas a perspectiva de um grande afluxo de turistas estrangeiros também suscita preocupação entre as autoridades, pouco habituadas a este tipo de situação, que apelam à prudência.

As autoridades prevêem até 1,5 milhões de deslocações rodoviárias adicionais em direcção à faixa de totalidade.

Por: Cristiana Soares
rfi.fr/pt

LGDH alerta para ilegalidade de referendo em datas eleitorais


A Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH) alertou para os riscos da convocação de um referendo durante um período eleitoral, nomeadamente em datas coincidentes com eleições presidenciais e legislativas, sublinhando que tal possibilidade confronta-se com uma “proibição legal expressa”.


“É proibida a convocação e a realização de referendo entre a data da marcação e a realização de eleições para os órgãos de soberania ou de poder local”, afirmou Bubacar Turé, na sua mensagem alusiva ao 35.º aniversário da Liga.

O ativista dos direitos humanos falava, esta quarta-feira, 12 de agosto de 2026, durante uma conferência de imprensa realizada no âmbito das celebrações do 35.º aniversário da Liga Guineense dos Direitos Humanos, subordinadas ao lema “35 anos a transformar o silêncio em voz”.

No seu discurso, Bubacar Turé lembrou que a Constituição constitui o pacto fundamental que organiza o Estado, limita o exercício do poder e consagra os direitos e liberdades dos cidadãos.

Para a organização, num Estado de direito, a lei vincula cidadãos, governantes e instituições, não podendo qualquer conveniência política prevalecer sobre uma disposição legal expressa.

Na visão do presidente da Liga, a Constituição não deve ser elaborada ou revista à pressa, nem moldada à medida de pessoas, interesses ou circunstâncias políticas conjunturais.

“Uma revisão constitucional deve resultar de um processo participativo, inclusivo e transparente e, sobretudo, assente numa ampla consulta nacional, capaz de refletir os anseios do povo guineense”, defendeu.

Relativamente à situação dos civis e militares que continuam detidos e privados da liberdade há mais de um ano, a organização defensora dos direitos humanos na Guiné-Bissau manifestou “profunda preocupação”, lembrando que alguns permanecem detidos sem acusação formal, julgamento ou pleno exercício das garantias do devido processo legal.

Nesse sentido, a organização exigiu a libertação imediata de todas as pessoas detidas sem fundamento legal e defendeu que, existindo indícios da prática de infrações penais, os visados sejam apresentados à autoridade judicial competente e beneficiem plenamente do direito de defesa, do contraditório e de um julgamento justo e imparcial.

No capítulo dos direitos humanos, a LGDH manifestou igualmente preocupação com a “ausência de progressos” nas investigações sobre as presumíveis execuções sumárias de Vigário Luís Balanta e Mamadu Tano Bari, apelando ao Ministério Público para promover investigações independentes, céleres, imparciais e eficazes.

A organização alertou ainda para os riscos da manipulação ou instrumentalização da justiça para fins políticos e prestou homenagem aos magistrados que permanecem fiéis à Constituição e à lei, com particular referência aos juízes e procuradores da Justiça Militar.

No domínio dos direitos económicos, sociais e culturais, a LGDH chamou a atenção para as dificuldades persistentes no acesso à água, à saúde, à educação, à habitação, ao emprego e a outros serviços essenciais.

Segundo a organização, os dados do Observatório dos Direitos Humanos 2025 revelam que 53% das famílias inquiridas vivem em situação de sobrelotação, apenas 29% dispõem de água canalizada e 51% dependem de poços. No setor da saúde, os indicadores mostram que 84,5% das mulheres suportam custos associados às consultas pré-natais. Já na educação, o abandono escolar das raparigas atinge 46,4% no ensino secundário e 45,8% no ensino superior.

A LGDH chamou ainda a atenção para as desigualdades que afetam mulheres, raparigas e pessoas com deficiência, sublinhando que a democracia deve traduzir-se também numa melhoria efetiva das condições de vida dos cidadãos.

A Liga denunciou igualmente a supressão, no texto constitucional revisto, do mecanismo de fiscalização da constitucionalidade, considerando que este constitui uma garantia essencial da supremacia da Constituição e da proteção dos cidadãos contra o exercício arbitrário do poder.

Perante a atual situação do país, a LGDH apelou ao restabelecimento da normalidade constitucional através da realização de eleições livres, justas, inclusivas, transparentes e credíveis.

A organização defendeu igualmente o diálogo como caminho para a superação da crise e rejeitou a violência, o discurso de ódio, a intolerância e todas as formas de incitamento à divisão.

No plano da sua própria governação institucional, a LGDH reafirmou o compromisso com a integridade, a transparência e a prestação de contas. Com o apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), foram aprovados importantes instrumentos de governação interna, incluindo o Plano Estratégico 2026-2030, a Comissão de Ética e Integridade e o Mecanismo de Integridade da organização.

No quadro das comemorações dos seus 35 anos, a LGDH anunciou a criação da Academia de Direitos Humanos, destinada especialmente a jovens ativistas e defensores dos direitos humanos, estudantes universitários e mulheres.

Segundo a Liga, a iniciativa promoverá cursos e ações de formação nas áreas dos direitos humanos, cidadania, democracia e Estado de direito, contribuindo para a formação e capacitação de uma nova geração de cidadãos e defensores dos direitos humanos.

As comemorações ficam igualmente marcadas pelo lançamento do “Bantaba di Dirítus”, o novo podcast da LGDH. Inspirado no bantaba, enquanto espaço tradicional de encontro, escuta e diálogo, o projeto pretende aproximar os direitos humanos das comunidades e das novas gerações através de uma linguagem simples e acessível.

A LGDH expressou ainda o seu reconhecimento aos parceiros nacionais e internacionais que têm apoiado a sua ação, com destaque para a União Europeia, a Cooperação Portuguesa e as agências do Sistema das Nações Unidas, particularmente o PNUD.

A organização renovou, assim, o compromisso de trabalhar por uma Guiné-Bissau mais livre, justa, democrática, pacífica e inclusiva, assente na força do direito, na justiça, no diálogo e no respeito pela dignidade humana.

Por fim, a LGDH prestou uma homenagem especial aos seus fundadores, nomeadamente Fernando Gomes, Joãozinho Vieira Có, José Santos Pereira, Daniel Sow, Aliu Sissé, Malam Djaura, Inácio Tavares, Abel da Silva Gomes, Juliano Augusto Fernandes, Vicente da Costa Blute e António Mindela dos Santos, cujo legado, considera, continua a inspirar a missão da organização.

Por: Filomeno Sambú / Carolina Djame
odemocratagb

A boa gerência de Recursos Humanos e a particularidade de atendimentos de psicoterapia no HMP.


Os factos, foram constatados, nesta terça-feira, dia 11 de agosto de 2026, por uma equipa jornalística da Imprensa Militar durante os trabalhos de reportagem e entrevistas com responsáveis dos Recursos Humanos e da Repartição de atendimentos da psicoterapia do Hospital Militar Principal Amizade soino-guineense.

O objetivo foi inteirar-se sobre o funcionamento interno dessas áreas estratégicas, entre as que sustentam a operação desta principal unidade de saúde das Forças Armadas.
Respondendo aos questionamentos da equipa jornalística da Imprensa Militar, o Chefe de Recursos Humano deste centro hospitalar, Capitão Victorino Armando Gomes, destacou a relevância histórica e atual do seu departamento.
Ele explicou que o serviço atua como um elo de ligação essencial entre a gestão e o corpo funcional. Para ilustrar sua origem, o capitão remontou ao contexto inicial da instituição, quando era necessário regular as relações entre "capitalistas" e “camponeses”, estes últimos submetidos a pagamentos arbitrários e trabalho forçado. Segundo ele, surgiu então a necessidade de criar um órgão mediador para estabelecer normas justas e adotar um modelo organizacional institucional que atualmente serve como Divisão de Recursos Humanos em administração.
Capitão Gomes, afirma ainda que o setor tem o papel fundamental de recrutar técnicos qualificados e capacitados nas diferentes áreas de especialidade para assumirem cargos de responsabilidade dentro do hospital.
“O processo seletivo, no entanto, segue uma cadeia de comando rígida”, explica. Esclareceu que a colocação de pessoal para o Hospital Militar sempre depende da autorização do Estado-Maior-General das Forças Armadas. Uma vez selecionado, o candidato passa por avaliações específicas para ser enquadrado em uma das três frentes de atuação: Administrativo, clínico e enfermaria.
Um dos pontos mais impactantes da entrevista foi a revelação sobre o perfil dos pacientes. Embora concebido para servir exclusivamente às Forças Armadas, o hospital adaptou sua missão diante da carência generalizada de saúde na Guiné-Bissau. Conforme as declarações do responsável pela gestão humana, atualmente, a unidade presta maior assistência à população civil, que representa 79% do total de atendimentos.
Complementa: “Atualmente, a instituição dispõe de 562 funcionários, sendo 299 ocupadas por militares e 114 por civis. Apesar das dificuldades logísticas e estruturais inerentes a esse alto volume de demanda externa, o Capitão Gomes ressaltou que nenhum obstáculo impede o pleno funcionamento e o bom desempenho do hospital.
Em seu turno, o Capitão Psicologo Antolívio Lopes Correia, especialista e responsável do Serviço da Psicoterapia, detalhou a rotina da sua área. Desde sua criação, o setor trabalha maioritariamente no domínio de "interconsulta", atuando quando solicitado por outros médicos ou com pacientes encaminhados ao Centro de Tratamento Ambulatório.
Para o especialista em estudos da mente e o comportamento humano, é lamentável o facto de poucos voluntários que buscam o serviço espontaneamente, explicando que as sessões de consulta são de total sigilo entre o profissional e paciente, podendo ser individual, grupal ou familiar, o que descarta qualquer possibilidade da exposição das conversas tidas ao longo dessas consultas.
"A Psicologia dentro do hospital é uma especialidade que abrange e se relaciona com todas as outras, pelo que a sua importância dentro e fora do hospital é desmedido", afirma o mestre.
Ele alertou que a falta de acesso a consultas especializadas muitas vezes acaba por agravar quadro clínico do paciente.
Sendo a dor de cabeça um dos sintomas mais frequentes em problemas ligados à questões emocionais e comportamentais, aconselha a recorrer imediatamente ao Hospital logo que se sentir má estar de cabeça. Explica que "Às vezes, a falta de consulta médica especializada faz com que, mais tarde, a situação se complique”.
Capitão Lopes Correia concluiu com um conselho direto à população. Segundo ele, a baixa aderência às consultas ocorre porque grande parte da sociedade desconhece a existência do serviço. "É muito importante divulgar que, no trabalho, na família e na sociedade em geral, o psicólogo é necessário para resolver os problemas do dia-a-dia", analtece.

Texto: Soldado Augusto Demna M'Bar
Fotos: Alferes Joaquim F. da Costa
FA/IM 11.08.2026

O Sporting Clube de Bafatá conquistou o título da Segunda Divisão da Guiné-Bissau e, com grande justiça, retorna à 1.ª Divisão! Após um trajeto cheio de perseverança e batalhas, a equipa do SC Bafatá retorna à sua posição na divisão principal, reavivando o orgulho dos seus adeptos e de toda a região leste.

O deputado e integrante do CNT, Aladje Buli Koio Camara, tomou posse como presidente do Sporting Clube de Bafatá em janeiro de 2023. A votação sinalizou uma nova fase para a equipa de futebol da área de Bafatá, na Guiné-Bissau.

Após um trajeto marcado por determinação e esforço, a equipa do SC Bafatá retorna à sua posição na elite, reacendendo o orgulho dos seus adeptos e de toda a região Leste.

Conosaba do Porto

Comissão Técnica do Conselho Nacional de Transição (CNT) está em conferência de imprensa, para prestar esclarecimentos sobre o processo do referendo.

”Governo autoriza criação do programa “Governação Aberta” na TGB para informar a opinião pública”, diz Abduramane Turé


(ANG) – O ministro da Comunicação Social (MCS), revelou hoje que, recentemente, o Governo aprovou no Conselho de Ministros (CM), a criação do programa “Governação Aberta”, na TGB, para que os governantes do atual Executivo passassem a falar a opinião pública sobre o funcionamento dos ministérios que dirigem.

Abduramene Turé que falava à imprensa no final da visita de trabalho que efetuou esta manhã as instalações da Televisão da Guiné-Bissau (TGB), disse que o referido programa terá início no próximo dia 28 com retransmissão para todas as rádios ao nível nacional através das emissões da TGB.

De acordo com o governante, o programa será produzido pela TGB, para depois ser emitido para as diferentes rádios do país.

“Tínhamos que estar aqui hoje, para verificar o Estúdio da TGB e saber dos aspetos que devem ser melhorados, para permitir que o programa seja conduzido em perfeitas condições”, disse o ministro.

Turé disse ter sido informado pela Diretora-geral da instituição que a TGB necessita de apoio do Governo para melhorar certos aspectos, nomeadamente o estúdio que precisa ser melhorado em termos de condições e cenário, para permitir uma boa receção dos ministros convidados para o programa.

“O primeiro convidado para dar abertura ao programa “Governação Aberta”, será o Primeiro-ministro Ilídio Vieira Té, e de seguida será a vez dos membros do Governo Durante a entrevista, o ministro entrevistado estará aberto para questões colocadas pelos jornalistas e pelos telespetadores em casa”, disse Abduramane Turé.

Aquele responsável anunciou que a TGB deve iniciar hoje entrevistas com pessoas ligadas ao processo do Referendo Nacional, agendado para o próximo dia 30 de Agosto.

O ministro mostrou-se ainda preocupado com a situação de atraso salarial de cinco meses, que afetam o pessoal contratado da TGB, e promete que o assunto será resolvido, porque o processo já estava em andamento.

Sobre a taxa audiovisual para os órgãos públicos da Comunicação Social, Abduramane Turé disse que tudo já estava acertado, e que desconhece a razão que levou a não entrada desta verba no passado mês, na conta destes órgãos.

“Vamos diligenciar para se inteirar do que, de facto, está a acontecer. E penso que o assunto será resolvido”, garantiu Turé.

Abduramane Turé também garantiu aos jornalistas que a questão de retroativos a serem pagos aos mais recentes jornalistas e técnicos admitidos nos órgãos públicos de comunicação Social está num bom pé, e diz que o documento já deu entrada na Função Pública (FP), e que os procedimentos administrativos darão continuidade para o desfecho do processo.

ANG/LLA/ÂC//SG