sexta-feira, 3 de abril de 2026

03/04/2026 - PARA OS CRISTÃOS, BLOGUE CONOSABA DO PORTO/SUTURA - 'DESEJA UMA FELIZ PÁSCOA' A TODOS OS SEUS LEITORES E VISITANTES

QUE É A PÁSCOA? QUAL É O SIGNIFICADO DA PÁSCOA? 

Páscoa é a celebração da morte e ressurreição de Jesus, o acontecimento mais importante para todos os cristãos. É celebrada todos os anos num domingo, entre 22 de Março e 23 de Abril.

O significado da Páscoa
Páscoa vem da palavra hebraica pesah e significa passagem. Para os cristãos é a passagem de Jesus da morte para a vida, trazendo salvação para todos que crêem nele (João 5:24). Quando morreu e ressuscitou, Jesus pagou o preço do pecado e nos deu uma nova oportunidade para ter um relacionamento pessoal com Deus (Romanos 8:1-2). Esse foi o grande objetivo dele ao vir à terra.

A Páscoa tem sido celebrada pelos seguidores de Jesus desde muito cedo na sua História. Hoje, pessoas de todo o mundo se juntam para comemorar essa grande vitória, que mudou suas vidas.

África poderá perder pelo menos 0,2% do seu Produto Interno Bruto (PIB) se o conflito atual no Médio Oriente se prolongar mais de seis meses, segundo um relatório de organizações internacionais apresentado hoje em Marrocos.


Os cálculos são do Grupo do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), União Africana (UA), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento através do seu Escritório Regional para África (PNUD) e Comissão Económica das Nações Unidas para África (CEA) e foram apresentados durante a 58.ª sessão da Comissão Económica para África na cidade marroquina de Tânger.

No documento, frisam que, para alguns países africanos, o impacto da falta de acesso a fertilizantes pode ter consequências mais graves do que a crise dos combustíveis, consequência direta do encerramento quase total do Estreito de Ormuz por parte do Irão, como retaliação pelos ataques dos Estados Unidos e Israel contra o território iraniano.

É pelo Estreito de Ormuz que circula grande parte do petróleo mundial mas também de outras matérias primas.

"O conflito em curso no Médio Oriente representa um grave risco para África, já que a maioria dos países continua a crescer a taxas inferiores às do período pré-pandemia", indicam no documento, que especifica que a magnitude do impacto nos países africanos varia consoante o seu nível de dependência das importações e das condições do mercado global.

De forma geral, o relatório indica que qualquer interrupção no fornecimento de gás natural liquefeito (GNL) proveniente do Golfo Pérsico afeta a produção de amoníaco e ureia, encarece os fertilizantes e reduz a sua disponibilidade durante a época das plantações, que vai de março a maio, "pressionando assim os preços dos alimentos e afetando duramente as famílias mais vulneráveis em África".

Por outro lado, África depende, em grande medida, do Médio Oriente para o seu comércio uma vez que esta região representa 15,8% das suas importações e 10,9% das suas exportações.

O documento também aponta que o conflito pode ser benéfico para alguns países, que poderão "registar benefícios a curto prazo devido aos altos preços das matérias-primas, ao desvio por rotas comerciais alternativas e à reorientação logística".

A Nigéria é citada como um desses exemplos, podendo beneficiar da subida de preços do petróleo, enquanto Moçambique pode usufruir do impulso do GNL e do maior tráfego pelo porto de Maputo.

Outros portos africanos - como o de Durban na África do Sul, o de Walvis Bay na Namíbia e o porto das Maurícias - também aumentaram a sua atividade devido ao desvio de rotas em redor do Cabo da Boa Esperança.

"No entanto, os analistas alertam que estes benefícios serão desiguais e não compensarão as pressões inflacionistas, fiscais e sobre a segurança alimentar que o continente enfrenta", lê-se ainda no relatório.

Lusa

A presidente do SINJOTECS, Indira Correia Baldé, manifestou hoje a necessidade de criar um quadro comparativo da reputação dos jornalistas guineenses, com vista ao reforço da credibilidade e valorização da classe.

TV O PAÍS | Hamadi Candé

VENDEDORES DE CARNE BOVINA EM BISSAU PEDEM INTERVENÇÃO URGENTE DO GOVERNO NA REGULAÇÃO DE PREÇOS

Os vendedores de carne de vaca nos mercados de Bissau apelam ao Governo para uma intervenção urgente na regulação dos preços praticados no matadouro, alertando que a situação atual está a afetar gravemente tanto os comerciantes como os consumidores.
A preocupação foi manifestada esta sexta-feira, durante uma reportagem da Rádio Sol Mansi (RSM), que procurou avaliar o poder de compra da população nos principais mercados da capital.

Segundo os vendedores, a subida constante dos preços tem afastado clientes, numa altura em que o país enfrenta sérias dificuldades económicas. “Os consumidores já não conseguem comprar como antes”, lamentam, sublinhando que a queda nas vendas está a comprometer a sua sobrevivência.

Por sua vez, as mulheres vendedoras de legumes também se mostram preocupadas com a fraca capacidade de compra registada nos últimos meses. De forma unânime, alertam ainda para o risco de agravamento da situação devido à escassez de combustível no mercado, cenário que poderá provocar um novo aumento dos preços dos produtos de primeira necessidade.

Perante este contexto, os comerciantes defendem que uma intervenção do Governo é essencial para estabilizar os preços, aliviar a pressão sobre as famílias e garantir o acesso da população a bens alimentares básicos.

RSM: 03/04/2026


MINISTÉRIO DO INTERIOR DISPONIBILIZA 1.936 EFETIVOS PARA GARANTIR A SEGURANÇA NA FESTIVIDADE DE PÁSCOA EM TODO TERRITÓRIO NACIONAL

MINISTÉRIO PÚBLICO PEDE PRISÃO PREVENTIVA PARA SUSPEITOS DE ABANDONO DE RECÉM-NASCIDO EM CUPUL


O Ministério Público requereu ao Juiz de Instrução Criminal (JIC) a aplicação da medida de coação de prisão preventiva a dois cidadãos suspeitos de envolvimento no caso de abandono de uma criança recém-nascida na margem do rio de Cupul, na zona da praia Tcherninho, em Bissau.
De acordo com uma nota à imprensa divulgada esta sexta-feira, 03 de abril, o pedido foi formalizado na quinta-feira, 02 de abril, e incide sobre um homem identificado como suposto vidente/curandeiro tradicional e uma mulher, avó da vítima. Ambos são suspeitos de coautoria nos crimes de ofensas corporais graves, tentativa de homicídio, abandono e exposição.
O caso remonta ao dia 21 de março, quando os dois suspeitos terão abandonado um bebé do sexo masculino na margem da praia Tcherninho, no bairro de Enterramento, em Cupul. Segundo as autoridades, os envolvidos alegaram que a criança apresentava características “anormais”, motivo pelo qual decidiram deixá-la no local.
Após a denúncia, o Ministério Público desencadeou diligências para apurar os factos, tendo identificado, detido e interrogado os suspeitos. Durante os procedimentos, os mesmos confessaram a prática do crime.
Em sede de audição perante o magistrado titular do processo, os arguidos justificaram o ato com base em crenças tradicionais, alegando tratar-se de um ritual destinado a fazer regressar a criança ao mar, considerado por eles como o “mundo dos irãs”.
Face aos elementos recolhidos, o Ministério Público entende existirem fortes indícios da prática dos crimes e considera que a liberdade dos suspeitos pode comprometer o normal andamento da investigação. Por essa razão, solicitou ao JIC a aplicação da prisão preventiva.
Relativamente à mãe da criança, também constituída arguida, foi aplicada uma medida de coação menos gravosa, apresentação periódica às autoridades, permitindo-lhe acompanhar o filho, que se encontra hospitalizado sob cuidados médicos.
Segundo a mesma fonte, o caso continua sob investigação.

RSM: 03 04 2026

Homicídio brutal de Vigário Balanta marca semana na África lusófona

A morte de Vigário Luís Balanta, figura central da contestação à transição militar na Guiné-Bissau, expõe um clima político marcado por medo, repressão e suspeitas de violência sistemática. © https://www.facebook.com/vigario.balanta

O espancamento até à morte do activista Vigário Balanta marcou a semana na África lusófona, com a sociedade civil a pedir o apuramento das responsabilidades neste crime.

O corpo do activista Vigário Luís Balanta, representante do Movimento Revolucionário Pó de Terra, foi descoberto no início da semana com sinais de espancamento a cerca de 30 quilómetros de Bissau. Desde a tomada de poder pelos militares em Novembro de 2025 an Guiné-Bissau, que Vigário Balanta se tinha vindo a destacar como uma das figuras mais activas na denúncia do regime militar e defesa das liberdades cívicas no país.

Para Armando Lona, coordenador da Frente Popular, entrevistado por Lígia Anjos, trata-se de "uma grande perda" para a Guiné-Bissau.

Ao mesmo tempo que os primeiros rumores do desaparecimento e morte de Vigário Balanta começaram a correr em Bissau, as rádios privadas guinenses foram temporariamente fechadas pelo Governo de transição devido a uma alegada falta de pagamento de licença de emissão. O encerramento durou entre terça e quarta-feira, como relatou o nosso correspondente Mussá Baldé.

Para Armando Lona, coordenador da Frente Popular, esta foi uma decisão política e não ligada às licenças, sendo que não serve de nada já que as notícias são agora difundidas e comentadas nas redes sociais, não sendo possível privar o povo de saber o que se passa no país.

As autoridades guineenses condenaram a morte “em circunstâncias particularmente violentas” de Vigário Luís Balanta. O Governo de transição disse ter tomado conhecimento “com profunda consternação e viva indignação” do que considera ser um “lamentável e condenável acontecimento”.

Para o jurista senegalês e perito independente junto da ONU, Alioune Tine, presente na Guiné-Bissau aquando o assassinato de Vigário Balanta, tratou-se de “crime internacional” e uma caso de “execução extrajudicial” para intimidar a sociedade civil do país, como disse em entrevista a Lígia Anjos.

A Liga Guineense dos Direitos Humanos reagiu com profunda consternação ao assassínio do activista político Vigário Luís Balanta, classificando-o como uma execução sumária marcada por extrema brutalidade. Segundo Bubacar Turé, presidente da liga em, este acto envia uma mensagem clara de insegurança generalizada num país onde “ninguém está a salvo”, comod escreveue m entrevista a Cristiana Soares.

Na quinta-feira realizaram-se as cerimónias fúnebres de Vigário Luís Balanta levando centenas de pessoas às ruas de Bissau com palavras de ordem como liberdade e democracia.
rfi.fr/pt