sábado, 17 de outubro de 2026

Ex-Presidente do Senegal retira-se da corrida a secretário-geral da ONU


O antigo Presidente do Senegal, Macky Sall, anunciou hoje a retirada da sua candidatura ao cargo de secretário-geral da ONU, após uma votação indicativa do Conselho de Segurança que não conseguiu obter consenso.

A decisão foi tomada com o objetivo de facilitar a escolha de uma candidatura unânime.
O antigo Presidente do Senegal Macky Sall anunciou hoje que retirava a sua candidatura ao cargo de secretário-geral da ONU, na sequência de uma primeira votação indicativa do Conselho de Segurança, onde nenhum candidato obteve consenso.

Numa declaração publicada nas redes sociais, Macky Sall afirmou ter tomado esta decisão "na esperança de contribuir assim para o surgimento de uma candidatura consensual no seio do Conselho de Segurança".

Na sexta-feira à noite, os membros permanentes do Conselho de Segurança vetaram todos os atuais candidatos ao cargo de secretário-geral da ONU, numa votação informal, segundo fontes diplomáticas.

Fonte diplomática afirmou à AFP que na votação, com carácter indicativo, nenhum dos sete candidatos conseguiu evitar um voto negativo das cinco potências — Grã-Bretanha, França, Estados Unidos, China e Rússia —, o que abre caminho ao surgimento de prováveis novas candidaturas.

Na sexta votação à porta fechada (conhecida como straw poll), e que deverá ser a última consulta, os 15 membros atribuíram, de forma anónima, uma classificação a cada candidato: "encoraja", "desencoraja" ou "sem opinião".

Pela primeira vez nas votações realizadas ao longo dos últimos meses, foram identificados por uma cor específica os boletins de voto dos cinco membros permanentes. Numa votação formal, basta o veto de um deles para 'chumbo' do candidato e este não ser recomendado para secretário-geral da ONU.

Até agora, liderava a corrida a costa-riquenha Rebeca Grynspan, de 70 anos — que dirigia a agência da ONU para o Comércio e o Desenvolvimento (UNCTAD).

Com nove votos de "encoraja", Rebeca Grynspan mantém-se na liderança, mas também recebeu hoje cinco votos de "desencoraja" — dois dos quais provenientes de membros permanentes — e um "sem opinião", segundo fontes diplomáticas consultadas pela AFP e EFE.

De acordo com o portal especializado PassBlue, os Estados Unidos e o Reino Unido votaram contra Grynspan.

Logo atrás surge o atual diretor da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), o argentino Rafael Grossi, de 65 anos, com oito votos a favor, seis contra (incluindo dois de membros permanentes) e um neutro.

Carolyn Rodrigues-Birkett, embaixadora da Guiana junto da ONU, teve igual votação, mas três votos favoráveis de membros permanentes, contra dois de Grossi.

O português António Guterres, de 77 anos, deixará o cargo a 01 de janeiro de 2027, após dois mandatos consecutivos e o resultado desta consulta mantém a porta aberta para que outros países apresentem novos candidatos.

O site noticioso Politico informou recentemente que os Estados Unidos eram contra todos os atuais candidatos à liderança da ONU.

O embaixador norte-americano na ONU, Mike Waltz, evitou responder diretamente quando confrontado com a informação, mas não a desmentiu.

A ONU atravessa um dos períodos mais difíceis da sua história, confrontada com a multiplicação de conflitos, divisões persistentes no Conselho de Segurança e graves dificuldades financeiras.

noticiasaominuto


Após o voto informal de 16 de outubro de 2026 para a eleição para a posição de Secretário-Geral das Nações Unidas, e após consultas com Sua Excelência o Sr. Evariste Ndayishimiye, Presidente da República de Burundi, atual Presidente da União Africana, e Sua Excelência Bassirou Diomaye Diakhar Faye, Presidente da República de Senegal, atual Presidente da ECOWAS, decidi retirar minha candidatura para a posição...


O MINISTRO DAS PESCAS E ECONOMIA MARÍTIMA, FIDÉLIS FORBS, REALIZOU A SUA PRIMEIRA VISITA OFICIAL DE TRABALHO ÀS INSTALAÇÕES DO Serviço de Fiscalização Marítima (FISCAP).


Esta iniciativa estratégica teve como propósito fundamental avaliar "in loco" as condições operacionais da instituição, crucial para a soberania, e monitorização da Zona Económica Exclusiva (ZEE) da Guiné-Bissau.

Com uma postura marcadamente pragmática e orientada para resultados, o Ministro Fidelis Forbs estabeleceu como prioridades imediatas a modernização da FISCAP, o reforço da eficácia operacional no combate à pesca ilegal e a otimização da arrecadação de receitas públicas para os cofres do Estado.

PRAGMÁTICO E ACÇÕES VISÍVEIS.
Pela Pátria, todo sacrifício é pouco.

«Catio/Tombali» Ilídio Vieira Té/Político: "Após o lançamento das pedras para a reconstrução de infraestruturas rodoviárias nas zonas urbanas e rurais, seguimos rumo ao sul do país, por via marítima, a bordo de vedetas rápidas da Marinha de Guerra Nacional, para mais um importante marco: a inauguração da rede de energia elétrica, sob a responsabilidade da Empresa de Eletricidade e Águas da Guiné-Bissau (EAGB)."







O nosso compromisso é claro e inabalável: levar o desenvolvimento, o bem-estar e melhores condições de vida a todos os guineenses, da capital às mais distantes aldeias do nosso País.

Todos somos iguais e merecemos usufruir plenamente dos benefícios do desenvolvimento nacional, sem exclusão nem discriminação.

Neste caminho, a participação de todos é fundamental! Apelamos a cada cidadão, às comunidades locais, aos jovens, às mulheres, às organizações da sociedade civil e a todas as forças vivas da Nação, para se juntarem a esta caminhada de construção de uma Guiné-Bissau mais justa, próspera e desenvolvida.

O progresso não é uma responsabilidade exclusiva das instituições ou dos governantes; é uma missão coletiva que exige união, compromisso, participação cívica e sentido de responsabilidade.

Cada contribuição conta, cada comunidade tem um papel a desempenhar e cada cidadão pode ser parte da solução.

Por isso, convidamos todos a participar ativamente, a preservar as infraestruturas públicas, a promover a união e a fortalecer a solidariedade nacional. Não cruzemos os braços, juntos, com determinação, trabalho e espírito patriótico, continuaremos a transformar os desafios em oportunidades e as aspirações do nosso povo em realizações concretas.

Que Deus proteja sempre a Guiné-Bissau e todos os seus filhos. Que a paz, a estabilidade política e social, o diálogo e a coesão nacional continuem a prevalecer no seio da nossa sociedade.

A participação de todos é a força da Nação. A união é o caminho. O desenvolvimento é o nosso compromisso. Juntos, pelo progresso e pelo bem-estar de todos.
"Anós tudo i Té"









Momento histórico para a Guiné-Bissau na Justiça e nos Direitos Humanos



O Ministro da Justiça e dos Direitos Humanos, João Bernardo Vieira, encontra-se em Dakar, Senegal, a participar na 89.ª Sessão da Comissão Africana dos Direitos Humanos e dos Povos.

É a primeira vez, em 40 anos de ratificação, que a Guiné-Bissau apresenta o seu Relatório de Estado.

Recorde-se que a Guiné-Bissau ratificou a Carta Africana dos Direitos Humanos e dos Povos em Março de 1986. Desde então, nunca havia cumprido a obrigação de apresentar o seu relatório periódico sobre a implementação da Carta e do Protocolo de Maputo. Quatro décadas depois, o país vem finalmente prestar contas.

Mais do que um exercício formal, a apresentação deste relatório marca o cumprimento, pela primeira vez, de uma obrigação regional que estava em atraso há mais de quatro décadas. É um instrumento de transparência, de responsabilização pública e de avaliação dos avanços alcançados, mas também das áreas onde precisamos de acelerar.

Pela primeira vez, em 40 anos, a Guiné-Bissau vem dizer à África o que fez em termos dos Direitos Humanos. Este relatório reflete o nosso compromisso com a Carta Africana. Queremos uma Justiça que proteja, não que puna. É com honestidade que prestamos contas.

Com este passo, a Guiné-Bissau alinha-se com o espírito da Carta Africana e do Protocolo de Maputo, reafirmando que o acesso à justiça e a proteção dos direitos humanos são pilares do Estado de Direito que queremos construir.





O Ministério dos Negócios Estrangeiros associou-se ao lançamento da obra «Bijagós: Ilhas da Humanidade», promovida pelo Governo da Guiné-Bissau, em parceria com o PNUD e o IBAP, que dá expressão à extraordinária riqueza natural e cultural deste património insular.


A participação do Ministério reafirma a importância da diplomacia na valorização internacional do património nacional, na promoção da identidade guineense e na afirmação da Guiné-Bissau como guardiã de um legado cuja preservação transcende fronteiras e interpela a responsabilidade colectiva.
Bissau, 16 de outubro de 2026


Eng. Nuno Gomes Nabiam participa no Fórum Internacional de Habitação na Cidade de China


A conferência abordará diversas ações críticas dentro do tema. Aprofundará a Habitação, examinando as soluções emergentes para a habitação acessível e a justiça espacial. O segmento irá focar-se na integração de diversas redes sociais, espaciais e de mobilidade para melhorar a conectividade. 

A integração abordará a sinergia entre os tecidos urbano e rural, o património cultural e a história para criar espaços públicos coesos. 

A adaptação irá enfatizar abordagens sustentáveis, resilientes e circulares à gestão do território e da paisagem. Além disso, a visão irá incentivar espaços criativos para design, planeamento, narrativa e imaginação.

‼️ Domingos Simões Pereira: "Regressarei quando as condições estiverem criadas"

DSP

Domingos Simões Pereira afirmou em declarações à DW que só regressará à Guiné-Bissau quando as condições estiverem criadas para esse efeito. 

O presidente do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) fundamenta a sua posição, garantindo que a seu tempo anunciará o seu regresso ao país. 

O político guineense não acredita na realização das eleições gerais marcadas para 6 de dezembro desde que foi interrompida a ordem constitucional. "É preciso um diálogo sério e inclusivo para aproximar as partes e permitir que sejam os cidadãos guineenses a decidir qual o rumo que o país deve levar", afirmou na capital portuguesa. 

Em julho deste ano, o Tribunal Regional Militar de Bissau decidiu, através de um despacho judicial, suspender a prisão preventiva de Simões Pereira pelo prazo de três meses para tratamento médico em Portugal, por considerar que não havia possibilidade de o fazer na Guiné-Bissau. 

Desde então, o líder do PAIGC está em Lisboa sob proteção do Estado português. O líder do PAIGC, afastado do cargo de presidente da Assembleia Nacional Popular, falou à DW à margem do lançamento de uma obra coordenada pela professora Inocência Mata, sobre a figura da nacionalista são-tomense Alda Espírito Santo, cujo centenário natalício está a ser assinalado de diversas formas.

Autor: João Carlos (DW/Lisboa)
DW Português para África