sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Presidente da República Democrática do Congo no poder há 40 anos é candidato às eleições de março


Nguesso governou entre 1979 e 1992 em regime de partido único. Em 1997 voltou ao poder e tem governado ininterruptamente desde aí. Em 2015 alterou a Constituição para eliminar a limite de mandatos.

O Presidente da República do Congo anunciou esta quinta-feira a sua candidatura às eleições presidenciais marcadas para 15 de março neste pequeno país da África Central rico em petróleo.
“Apresentarei a minha candidatura às eleições presidenciais”, declarou Denis Sassou Nguesso, que aos 82 anos acumula mais de 40 anos no poder, perante uma multidão de vários milhares de pessoas em Ignié, no sul do país.

O movimento de que faz parte, o Partido Congolês do Trabalho (PCT), tinha designado, no final de dezembro, em congresso, Denis Sassou Nguesso como “candidato natural”.

As eleições, inicialmente previstas para 22 de março, realizar-se-ão afinal a 15 de março.

A votação das forças de segurança terá lugar alguns dias antes da data oficial do sufrágio, para que estas possam garantir a ordem pública no dia da votação.

Denis Sassou Nguesso governou a República do Congo sob um regime de partido único entre 1979 e 1992, antes de ser derrotado nas primeiras eleições pluralistas por Pascal Lissouba.

Regressou ao poder em 1997, na sequência de uma guerra civil, tendo sido eleito em 2002 e reeleito em 2009.

Em 2015 alterou a Constituição para eliminar o limite de dois mandatos presidenciais e foi reeleito em 2016.

Lusa 

Guiné-Bissau: Ex-Presidente pede segurança para regressar



Os militares protagonizaram um golpe de Estado no país em vésperas do anúncio provisório dos resultados das eleições legislativas e presidenciais, que tinham sido realizadas no dia 23 de novembro de 2025

O mandatário da candidatura de Umaro Sissoco Embaló pediu ao Alto Comando Militar garantias de segurança para o regresso do ex-Presidente deposto e dos seus apoiantes à Guiné-Bissau, após o golpe de Estado de novembro.

O mandatário nacional da candidatura de Umaro Sissoco Embaló pediu hoje ao Alto Comando Militar condições de segurança para que o ex-Presidente da República e os apoiantes possam regressar à Guiné-Bissau.

João Paulo Semedo encontrou-se hoje, em Bissau, com o Presidente da República de Transição, Horta Inta-a, e no final elogiou o trabalho dos militares que tomaram o poder a 26 de novembro de 2025 e pediu que sejam criadas condições para que o Presidente deposto e recandidato possa regressar.

O mesmo apelo foi feito para os apoiantes de Sissoco Embaló, nomeadamente os antigos primeiros-ministros Braima Camara e Nuno Gomes Nabian.

O propósito do encontro foi divulgado aos jornalistas pelo mandatário nacional da candidatura de Embaló, numa declaração transmitida pelos órgãos de comunicação social locais.

Os militares protagonizaram um golpe de Estado no país em vésperas do anúncio provisório dos resultados das eleições legislativas e presidenciais, que tinham sido realizadas no dia 23 de novembro de 2025.

O Alto Comando Militar que tomou o poder destituiu o então Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, suspendeu o processo eleitoral e apresentou como alegação para o golpe a iminência de o país entrar numa guerra civil.

O Alto Comando Militar marcou novas eleições gerais, legislativas e presidenciais para 06 de dezembro deste ano.

Antes, foram proibidas as conferências e declarações públicas não autorizadas, com a justificação de se tratarem de alegadas tentativas de incitação à violência, encontros políticos clandestinos e ameaças a membros do comando.

Uma das primeiras iniciativas legislativas tomadas pelos militares foi a revisão da Constituição, conferindo mais poderes ao Presidente.

A Guiné-Bissau foi suspensa de várias organizações internacionais que pedem a retoma da ordem constitucional e a libertação dos presos políticos, nomeadamente, a União Africana, a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e a CPLP (Comunidade de Países de Língua Portuguesa), que substituiu a Guiné-Bissau na presidência rotativa por Timor-Leste.

dw.com/pt

APOIANTES DE SISSOCO EMBALÓ PEDEM SEU REGRESSO E MANIFESTAM APOIO AOS MILITARES

Os mandatários do ex-Presidente Umaro Sissoco Embaló defenderam o seu regresso ao país e elogiaram a atuação dos militares que tomaram o poder. Os representantes de Embaló reuniram-se, esta sexta-feira, 06 de fevereiro de 2026, com o Presidente de Transição, general Horta Inta‑a.

Umaro Sissoco Embaló esteve representado no encontro por Marciano Barbeiro, mandatário nacional às eleições presidenciais de novembro, Soares Sambu, diretor de campanha, e José Paulo Semedo, porta‑voz da candidatura.

No final da audiência, José Paulo Semedo elogiou a atuação dos militares que assumiram o poder a 26 de novembro de 2025 e apelou à criação de condições para o regresso ao país do Presidente deposto. O mesmo pedido foi feito em relação a outros apoiantes de Sissoco Embaló atualmente no exílio, nomeadamente os antigos primeiros‑ministros Braima Camará e Nuno Gomes Nabiam, bem como o ex‑ministro do Interior Botche Candé, que se encontra em Portugal.

Falando em nome da direção da campanha de Umaro Sissoco Embaló às eleições presidenciais de 23 de novembro, interrompidas pelo golpe de Estado, José Paulo Semedo explicou que o encontro com o general Horta Inta‑a serviu igualmente para manifestar solidariedade com o Alto Comando Militar.

Segundo Semedo, os militares “evitaram um banho de sangue” que poderia ter sido desencadeado com a divulgação, pela Comissão Nacional de Eleições (CNE), de qualquer resultado das presidenciais.

Nesse sentido, o porta‑voz indicou que o grupo político que apoia Sissoco Embaló defende o regresso ao país de todos os dirigentes políticos exilados após o golpe de Estado, para que possam contribuir com o Alto Comando Militar durante o período de transição, previsto até dezembro.

Entre os dirigentes citados estão o próprio Umaro Sissoco Embaló, os antigos primeiros‑ministros Nuno Gomes Nabiam e Braima Camará, e o ex‑ministro do Interior Botche Candé. De acordo com a agência Lusa, Embaló encontra‑se a viver em Marrocos desde que deixou Bissau.

Os militares tomaram o poder na Guiné‑Bissau a 26 de novembro de 2025, três dias após as eleições gerais, impedindo a divulgação dos resultados. O general Horta Inta‑a foi nomeado Presidente da República de Transição e o parlamento foi substituído por um Conselho Nacional de Transição. As autoridades militares procederam ainda à revisão da Constituição e convocaram novas eleições presidenciais e legislativas para 6 de dezembro.

Na altura, a tomada de poder foi considerada pela oposição e por organizações da sociedade civil como uma manobra para impedir a divulgação dos resultados das presidenciais, cuja vitória foi reclamada por Fernando Dias da Costa, candidato apoiado pelo líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira, impedido de concorrer.

No dia do golpe, o então Presidente Umaro Sissoco Embaló denunciou à comunicação social internacional, nomeadamente à Jeune Afrique, a ocorrência de um golpe de Estado, mas acabou por sair do país. Já os seus opositores, como Domingos Simões Pereira, foram detidos e permaneceram mais de dois meses na Segunda Esquadra de Bissau, enquanto Fernando Dias da Costa se refugiou na embaixada da Nigéria.

Por: redação
O Democrata / RFI

Primeiro-Ministro agradece posicionamento do Banco Mundial.



O Primeiro-Ministro da República da Guiné-Bissau, Ilídio Vieira Té, agradeceu publicamente o posicionamento do Banco Mundial e das Instituições de Bretton Woods, que felicitaram o Governo pela sua nomeação e reiteraram o compromisso de cooperação com o país.

Na sua declaração, o Chefe do Governo destacou que esta mensagem constitui um sinal de confiança internacional na estabilidade, na boa governação e nas reformas em curso, reafirmando o empenho do Executivo em promover o desenvolvimento humano, reforçar os serviços públicos e assegurar uma gestão económica responsável, em benefício do povo guineense.

Mustafa Cassamá



A Brigada Médica Cubana, a Associação dos Ex-Estudantes e Amigos de Cuba e o IBAP uniram esforços para apoiar uma missão de consultas médicas em Galumaru Cosse, área integrante do Parque Nacional de Dulombi.


Os médicos estarão em Cosse durante dois dias, 06 e 07 de fevereiro do ano em curso, realizando consultas no Hospital Sectorial de Cossé, em diversas áreas da saúde.
Esta ação reforça o compromisso com a promoção do bem-estar e com o acesso aos cuidados de saúde para as comunidades locais.

Garantir a saúde das nossas comunidades é essencial para o desenvolvimento sustentável e para a melhoria da qualidade de vida das populações.

O IBAP agradece, de forma especial, a todos os parceiros envolvidos nesta ação solidária, a Brigada Médica Cubana, Associação de ex-estudantes e amigos de Cuba, a estrutura do hospital de Cossé, cujo empenho e colaboração tornam possível levar cuidados de saúde às comunidades locais.

Esta iniciativa é promovida no âmbito do Projeto Conectividade ecológica no Parque de Dulombi-Boe-Tchetche.

IBAP



Quatro estudantes guineenses detidos no Aeroporto Humberto Delgado correm risco de repatriação


Quatro estudantes provenientes da Guiné-Bissau encontram-se detidos desde o passado domingo, 1 de fevereiro, no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, e poderão ser repatriados a qualquer momento, segundo informações recolhidas junto de fontes próximas do caso.

Os jovens terão apresentado à Polícia de Segurança Pública (PSP) toda a documentação exigida para a entrada em Portugal. Ainda assim, permanecem retidos nas instalações do aeroporto, sem autorização para entrar no país.

De acordo com relatos, os estudantes terão sido levados a assinar documentos relacionados com a repatriação sem pleno conhecimento do seu conteúdo. Mesmo com a intervenção de advogados e a apresentação de um termo de responsabilidade, a situação continua sem resolução.

Radio TV Bantaba

PAIGC ACUSA MILITARES DE INSISTIR NUMA TRANSIÇÃO MILITAR “ILEGÍTIMA”, E EXIGE LIBERTAÇÃO IMEDIATA E INCONDICIONAL DE DOMINGOS SIMÕES PEREIRA


O Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo-Verde (PAIGC) denuncia a existência de um “regime golpista” e exige a libertação imediata e incondicional do seu presidente, Domingos Simões Pereira, que considera estar ilegalmente privado de liberdade.

A posição foi assumida no final da reunião online da Comissão Permanente do partido, reunida na quarta-feira, 04 de fevereiro, sob presidência do vice-presidente Califa Seidi, dedicada à análise da situação política nacional, que o PAIGC descreve como marcada por graves violações das liberdades políticas e dos direitos humanos.
O partido acusa o autodenominado Alto Comando Militar de insistir numa transição militar ilegítima, através de alterações à Constituição da República, à Lei Eleitoral e à Lei-Quadro dos Partidos Políticos, conduzidas por um Conselho Nacional de Transição.
Para o PAIGC, estas medidas são “absolutamente descabidas e ilegítimas” e representam uma clara violação da ordem constitucional, sublinhando que não há transição possível sem o respeito escrupuloso da Constituição.
O partido esclarece que a transferência de Domingos Simões Pereira, no passado 30 de janeiro, da prisão da Segunda Esquadra para a sua residência não equivale à sua libertação.
Segundo a Comissão Permanente, trata-se apenas de uma mudança do regime prisional para prisão domiciliária, após 64 dias de sequestro, numa medida que considera ilegal, por não ter sido decretada por nenhuma instância judicial.
O PAIGC denuncia ainda a continuação de perseguições políticas, apontando o caso recente do deputado Marciano Indi, bem como ameaças e intimidações contra ativistas dos direitos humanos, acusados de apenas exercerem o direito de denunciar a ilegalidade vigente no país.

A maior força política no parlamento dissolvido por Umaro Sissoco Embaló, exige a libertação imediata e incondicional de Domingos Simões Pereira e reafirma a confiança política em Domingos Simões Pereira como Presidente do PAIGC.
De acordo com o documento, o partido exige a reabertura imediata da Sede Nacional e das sedes regionais do partido, saúda à libertação do advogado Augusto Nansambé, detido arbitrariamente.

Na deliberação, PAIGC manifesta o apoio ao posicionamento firme da comunidade internacional, que isolou o regime e apela à CEDEAO para aplicar sanções contra os responsáveis pelo bloqueio das decisões da Cimeira de Abuja.

RSM: 06.02.2026