quarta-feira, 4 de novembro de 2026

Cabo Verde: PJ detém polícias e diretor de hospital por tráfico de droga/Djambacatam


A Polícia Judiciária de Cabo Verde deteve 20 pessoas, incluindo polícias e o diretor do principal hospital do país, na capital, Praia, por suspeitas de tráfico de droga, segundo informação da corporação.

A Polícia Judiciária de Cabo Verde deteve 20 pessoas, na terça-feira, incluindo polícias e o diretor do principal hospital do país, na capital, Praia, por suspeitas de tráfico de droga, disse hoje à Lusa fonte da corporação.

Entre os detidos estão quatro agentes da Polícia Nacional e cinco guardas prisionais, segundo a mesma fonte.

Os detidos vão ser hoje apresentados a tribunal para primeiro interrogatório judicial e eventual aplicação de medidas de coação.

Odair Carvalho foi nomeado diretor e presidente do Conselho de Administração do Hospital Universitário Agostinho Neto (HUAN), na Praia, por despacho publicado pelo Governo há dois meses.

A imprensa local refere que as detenções surgem na sequência da operação Shark, realizada pela PJ, em julho, e que levou a 12 detenções relacionadas com uma alegada rede de tráfico de droga com ligações internacionais.

A PJ de Cabo Verde tem uma nova diretora desde agosto: Jacqueline Semedo prometeu uma liderança "firme, responsável e exigente", assumindo como prioridades o combate ao tráfico de droga e à criminalidade organizada transnacional.

04/11/2026 14:59 ‧ há 3 horas por Lusa

A Guiné-Bissau participou em Baku, República do Azerbaijão, de 27 a 28 de Outubro de 2026, na Reunião Preparatória e na 3ª Reunião Ministerial das Autoridades Anticorrupção da Organização de Cooperação Islâmica (OCI), sob o alto patrocínio de S.E. o Presidente Ilham Aliyev.

A reunião teve como objetivo operacionalizar a Convenção de Makkah Al-Mukarramah sobre Cooperação Policial Anticorrupção, reforçar a coordenação entre os Estados-membros e definir mecanismos práticos de recuperação de ativos, partilha de provas e uso de tecnologias modernas.

O Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos foi representado pela Chefe de Gabinete do Ministro, Dra. Eunice Lopes Queta Esteves. Como Estado-membro da OCI, a Guiné-Bissau alinha-se aos padrões internacionais da OCI e da ONUDC/UNODC, parceira técnica da Convenção, para o fortalecimento do MJDH, da CENTIF-GB, do Tribunal de Contas e da cooperação judiciária. 

Esta participação, sob a liderança de S.E. o Ministro da Justiça e dos Direitos Humanos, João Bernardo Vieira, reafirma o compromisso com a transparência e abre portas a assistência técnica, formação e financiamento no domínio da boa governação.




Matosinhos/Portugal e Mansoa/Guiné-Bissau: Fortalecer laços e unir comunidades!


No passado dia 27 de outubro, a liderança da Associação de Amizade Matosinhos/Mansoa reuniu em audiência com o Presidente da Junta de Freguesia de Matosinhos, Paulo Carvalho, para apresentar o projeto «REFAMA Europa Matosinhos 2027 – I Encontro Regional Europeu do Reencontro de Filhos e Amigos de Mansoa».
A delegação da Associação — constituída pelo Presidente da Direção, Pate Cabral Djob, pelo Dr. Augusto Mansoa, por Rui Djassi e Adjy Haidara — apresentou as bases desta iniciativa, que terá lugar na nossa terra em agosto de 2027.
🌍
Uma ponte de cooperação e cultura:
O projeto pretende aproximar ainda mais as duas comunidades, envolver a diáspora guineense a residir na Europa, promover parcerias institucionais e preparar o caminho para o "REFAMA Mansoa 2028", na Guiné-Bissau.
Durante o encontro, o Presidente da Junta manifestou a total disponibilidade da autarquia para colaborar na concretização desta importante iniciativa de cooperação e integração.
🎗️
Uma distinção especial:
No final da audiência, Paulo Carvalho foi presenteado com o tradicional Pano de Pente da Guiné-Bissau ("panu di pinti") — um símbolo artesanal de elevado valor cultural e afetivo, tecido em tear, que expressa o respeito e a amizade entre os povos.

Seguimos juntos/as a construir uma freguesia aberta ao mundo, solidária e multicultural!

Liga Guineense dos Direitos Humanos saúda libertação de militares detidos

A Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH) saudou a libertação de alguns militares detidos há mais de um ano na Guiné-Bissau e pediu a libertação dos restantes presos políticos.

A Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH) saudou hoje a libertação de alguns dos militares detidos há mais de um ano na Guiné-Bissau e exortou as autoridades a libertarem os restantes presos políticos.

Em comunicado publicado na rede social Facebook, a LGDH afirmou estar a acompanhar com atenção as informações sobre a libertação destes detidos e reconheceu "os esforços desenvolvidos para a sua concretização, em consonância com os reiterados apelos da organização".

Para a Liga, é "indispensável que tais esforços prossigam até à libertação de todas as pessoas que permanecem arbitrariamente detidas".

E exortou as autoridades de transição a adotarem as medidas necessárias à libertação imediata dos restantes detidos, nomeadamente "Tcherno Bari, conhecido por Tcherninho, Braima Baldé, Malam Djassi, Ibraima Conté e Abulai Queita, que, segundo as informações de que a organização dispõe, se encontram privados da liberdade há mais de um ano sem qualquer processo judicial".

A organização apelou ainda ao Tribunal Superior Militar para que "esclareça, com urgência, a situação processual dos senhores Victor Tchongo, Ramalhano Mendes e Lamine Camará e proceda à publicação oficial do acórdão que, em sede de recurso, terá determinado a sua libertação".

Confirmando-se o teor dessa decisão, prossegue a LGDH, esta exige o seu integral e efetivo cumprimento.

"A LGDH reitera igualmente a sua exigência às autoridades para que procedam à identificação urgente e à consequente tradução à justiça dos autores materiais e morais das alegadas execuções sumárias de Vigário Luís Balanta e Mamadu Tano Bari", lê-se no comunicado.

Para esta organização, "a libertação de todas as pessoas arbitrariamente detidas constitui uma medida fundamental para o apaziguamento do país, o restabelecimento da confiança nas instituições e a promoção da reconciliação nacional, bem como para o cumprimento das obrigações internacionais assumidas pelo Estado em matéria de direitos humanos".

A Guiné-Bissau é atualmente governada por um Alto Comando militar, que tomou o poder em 26 de novembro de 2025, três dias depois das eleições gerais, e depôs o então Presidente, Umaro Sissoco Embaló.

A oposição considera que se tratou de um golpe de Estado orquestrado por Embaló, que anunciou o seu regresso ao país para 04 de outubro último, mas a junta militar considerou não estarem reunidas as condições de segurança.

O Alto Comando Militar marcou novas eleições para 06 de dezembro próximo, mas o primeiro-ministro do Governo de transição, Ilídio Vieira Té, já disse que não existem condições para a realização do escrutínio nessa data.

Lusa

FMI aprova políticas necessárias para a Guiné-Bissau concluir programa de ajustamento


O Fundo Monetário Internacional (FMI) aprovou as políticas necessárias para a Guiné-Bissau concluir o programa de ajustamento, permitindo o desembolso de 1,6 milhões de dólares, anunciou a instituição.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) chegou a acordo com a Guiné-Bissau sobre as políticas necessárias para aprovar a última revisão do Mecanismo de Crédito Alargado, permitindo o desembolso de 1,6 milhões de dólares, anunciou hoje a instituição financeira.

"O pessoal técnico do FMI e a Guiné-Bissau chegaram a um acordo a nível técnico sobre as políticas económicas que poderão apoiar a décima segunda e última revisão do acordo ao abrigo do Mecanismo de Crédito Alargado (ECF, na sigla em inglês)", lê-se num comunicado.

O FMI dá conta de que, "após a conclusão da revisão pelo Conselho Executivo do FMI, a Guiné-Bissau terá acesso a aproximadamente 1,6 milhões de dólares", ou seja, cerca de 1,4 milhões de euros, de um total de 47,16 milhões de euros negociados ao abrigo do programa de ajustamento financeiro, que começou em janeiro de 2023.

O acordo a nível técnico "reflete o forte desempenho do programa e o compromisso contínuo das autoridades com políticas macroeconómicas prudentes, disciplina orçamental e reformas estruturais destinadas a preservar a estabilidade macroeconómica e a apoiar o crescimento inclusivo", acrescenta o FMI.

O Fundo prevê um crescimento da economia de 4,8% este ano na Guiné-Bissau, "apoiado por uma campanha de exportação de caju bem-sucedida que superou as expectativas, ultrapassando em quase 12% os volumes de exportação de 2025", com a inflação a descer 0,7% em termos homólogos no final de setembro, apesar da subida internacional dos preços dos combustíveis e alimentos.

"A implementação do programa mantém-se sólida, apesar das circunstâncias desafiantes; o défice orçamental deverá manter-se em 4,2% do PIB em 2026, apoiado por receitas de caju superiores ao esperado, projetos financiados pelo exterior inferiores ao previsto e controlos mais rigorosos das despesas, apesar do aumento das compensações aos importadores de combustível pelas perdas decorrentes dos preços controlados nas bombas", escreve o FMI, apontando para uma dívida de cerca de 74% do PIB este ano.

Lusa

ONG ACRA ESTIMA QUE OITO MIL TONELADAS DE PLÁSTICO CHEGAM ANUALMENTE AO MAR DA GUINÉ-BISSAU ‎



A Guiné-Bissau produz anualmente pouco mais de 30 mil toneladas de resíduos plásticos, dos quais apenas 15% são recolhidos e reciclados, estima a ONG ACRA, que alerta para o impacto da poluição plástica no meio marinho.


‎A informação foi avançada esta terça-feira, nas ilhas Bijagós, durante uma campanha de limpeza na ilha de Poilão, no Parque Nacional Marinho João Vieira e Poilão, organizada pela União Europeia, em parceria com o IBAP e as Nações Unidas, no âmbito da iniciativa global do bloco europeu “Beach Clean-Up 2026”.
‎
‎Segundo a responsável da ACRA, cerca de oito mil toneladas de resíduos plásticos chegam anualmente ao mar da Guiné-Bissau.
‎
‎Para fazer face a esta situação, a organização defende a redução da importação de plásticos, a promoção da reutilização e o reforço das ações de reciclagem.
‎
‎Por sua vez, o embaixador de Espanha na Guiné-Bissau, Enrique Conde León, considera que o combate ao lixo no solo e nos mares é uma responsabilidade de toda a humanidade, destacando a importância das iniciativas de limpeza das praias para a preservação ambiental.
‎
‎Entretanto, a representante residente do Grupo Banco Mundial, Sonia Brito, afirma que a proteção da costa marinha é fundamental para preservar a biodiversidade, os habitats das espécies marinhas e os meios de subsistência das comunidades locais, permitindo-lhes desenvolver atividades de forma mais resiliente.
‎
‎Durante a campanha de limpeza na ilha de Poilão, foram recolhidas grandes quantidades de resíduos, sobretudo sacos e outros materiais plásticos, posteriormente transportados para Bissau, com vista à sua reutilização e reciclagem.
‎
‎A ilha de Poilão é reconhecida mundialmente como um dos principais locais de desova da tartaruga-verde na África Ocidental, recebendo milhares de fêmeas anualmente, entre agosto e novembro.
‎
‎Poilão integra o Parque Nacional Marinho João Vieira e Poilão, reconhecido como Património Mundial Natural da UNESCO, em julho de 2025.
‎
‎RSM: 04-11-2026

"A JUSTIÇA NA GUINÉ BISSAU, DEPENDE DO TRABALHO CONJUNTO ENTRE AUTORIDADES E CIDADÃOS”, EXORTA TENENTE-CORONEL JÚLIO SAMBÚ.


Numa entrevista realizada em 27 de outubro último no quadro do programa televisivo “Nô kunsi nô Forças Armadas”, produzido pela Imprensa Militar, o Diretor do Serviço da Investigação Criminal da Guarda Nacional, Tenente-coronel Júlio Sambú, detalhou o papel da Guarda Nacional no sistema de investigação criminal, quanto a coadjuvação à POP, PJ e Ministério Publico na desmantelação de ações criminosas e delinquências no país.

Sobre a criação deste serviço de combate à ações criminosas na sociedade, o responsável afirma que tem a génese na formação da própria força paramilitar, instituída pela Lei nº 08/2010 e em atividade desde 2012.

Salienta que, uma das missões deste sector da Guarda Nacional está fundamentalmente ligada à defesa dos Direitos Humanos, proteção da população e, investigação e combate à criminalidade tanto a nível territorial assim como em zonas insolares.

Explica que o campo de atuação do Direção de Investigação Criminal da Guarda Nacional, destaca-se no domínio da recuperação de pertences roubados, mediação de conflitos, desmantelação de redes criminosas, captura de consumidores e comerciantes de estupefacientes entre outras.

“Para crimes graves, como tráficos e homicídios, a competência é da Polícia Judiciária ou do Ministério Público”, especifica o Tenente-coronel, acrescentando que as vezes a Guarda Nacional serve de extensão dessas tarefas em zonas afastadas e longínquas, como colaboradores no sentido de transferir o processo às entidades responsáveis para casos complexos da investigação e julgamento.

Apela o Diretor “qualquer caso anormal deve ser denunciado. Só com o envolvimento de todos é possível construir um país seguro e estável. A justiça na Guiné Bissau, depende do trabalho conjunto entre autoridades e cidadãos”, exorta Tenente-coronel Júlio Sambú.

Texto: Soldado Paulo Melé
Foto:2º Sargento Luís Mané
FA/IM 03.11.2026