quarta-feira, 25 de março de 2026

PRIMEIRO-MINISTRO REFORÇA AUTORIDADE DO ESTADO E DEFINE MEDIDAS URGENTES PARA AS REGIÕES



O Primeiro-Ministro reuniu-se com os Governadores das Regiões, no âmbito do reforço da coordenação governativa e da implementação de medidas urgentes para responder aos principais desafios enfrentados pelas populações.

Durante o encontro, foram abordadas questões centrais para a vida económica e social do país, com destaque para a remoção de postos informais de venda de combustíveis, a campanha de comercialização da castanha de caju, o abastecimento e os preços do pescado e da carne, bem como a actuação das ONGs e a organização das visitas do Corpo Diplomático às regiões.
Tolerância zero para venda ilegal de combustíveis - O Primeiro-Ministro informou que o Conselho de Ministros já deliberou a remoção imediata dos postos informais de venda de combustíveis, tendo instruído os Governadores a assegurarem o cumprimento rigoroso desta decisão.
Os proprietários destes postos serão formalmente notificados e dispõem de um prazo máximo de uma semana para proceder ao esvaziamento dos tanques.
A medida visa proteger vidas humanas, prevenir tragédias e reforçar a autoridade do Estado.
Combate ao contrabando de caju e protecção da economia nacional.
Relativamente à campanha de comercialização da castanha de caju, o Governo manifestou forte preocupação com a fuga de produção através das fronteiras, incentivada por compradores estrangeiros.
O Primeiro-Ministro foi claro ao afirmar que os Governadores devem assumir plenamente as suas responsabilidades na defesa das economias regionais, reforçando os mecanismos de controlo e fiscalização.
O Governo irá igualmente trabalhar para melhorar as condições operacionais nas regiões, garantindo maior eficácia no combate ao contrabando e na protecção dos produtores nacionais.
Baixar o preço do pescado e equilibrar o mercado da carne - O Primeiro-Ministro reafirmou que a redução do preço do pescado é uma prioridade imediata do Executivo.
Para o efeito, serão promovidas medidas estruturantes, nomeadamente:
• Criação de infra-estruturas de conservação (frio) nas regiões
• Reforço da cadeia de distribuição
• Incentivo ao consumo local
Quanto à carne, o Governo irá reunir com os operadores do setor para estabelecer um quadro de preços mais justo e equilibrado entre Bissau e as regiões.
Mais poder e responsabilidade para os Governadores - Num sinal claro de reforma da governação territorial, o Primeiro-Ministro anunciou a sua intenção de reforçar a autoridade e a autonomia dos Governadores.
Os responsáveis regionais passam a ter um papel mais activo no controlo, acompanhamento e fiscalização de todos os serviços públicos nas suas áreas de jurisdição.
O Governo pretende promover uma dinâmica de maior exigência, eficiência e concorrência positiva entre as regiões, como motor de desenvolvimento nacional.
Regulação da actuação das ONGs e visitas oficiais - O Primeiro-Ministro determinou que todas as ONGs em actividade nas regiões deverão apresentar os seus planos de acção às autoridades locais.
Ficou igualmente estabelecido que qualquer visita de entidades estrangeiras ou do Corpo Diplomático deverá ser devidamente coordenada com as autoridades nacionais e regionais.
Investigação sobre viaturas do Estado
Relativamente às preocupações levantadas sobre viaturas atribuídas às regiões, o Primeiro-Ministro ordenou a abertura de um inquérito para apurar:
• Avarias prematuras registadas
• O paradeiro de três viaturas em falta
Serão tomadas medidas rigorosas para responsabilização dos envolvidos.
Compromisso com resultados - O Primeiro-Ministro concluiu reafirmando que o Governo está determinado a agir com firmeza, proximidade e sentido de responsabilidade, colocando as regiões no centro da acção governativa.
O Executivo espera dos Governadores uma liderança activa, capaz de responder com eficácia aos desafios locais e contribuir para o desenvolvimento sustentável da Guiné-Bissau.

NOVA EQUIPA MÉDICA CHINESA REALIZA PRIMEIRA CIRURGIA NO HOSPITAL DE CANCHUNGO

Os Serviços de Diagnóstico e Tratamento Cirúrgico do Hospital Regional “Buota Na Fantchamna”, de Cacheu, sito em Canchungo, voltaram a funcionar normalmente, tendo para isso contado com o apoio da 21ª Equipa Médica Chinesa destacada para o país.
O Bloco Operatório daquela unidade hospitalar foi reinaugurado nesta terça-feira, 24 de março, e a abertura foi marcada com a primeira intervenção cirúrgica da nova equipa médica da República Popular da China na Guiné-Bissau.

Jornal no pintcha

O Vice-Diretor Geral do Banco Africano de Desenvolvimento para a região da África Ocidental avisou, nesta quarta-feira (25. 03), as autoridades da Guiné que as demoras na revisão das contas podem resultar na interrupção do apoio financeiro a diversos projetos da instituição bancária no país.

«Embaixada de Portugal na Guiné-Bissau» ABERTURA DE VAGAS PARA ATOS CONSULARES

 

Informamos os nossos utentes que as vagas para os agendamentos de atos consulares (autenticações, cartão de cidadão, passaporte) para as próximas semanas serão abertas na quinta-feira, 26 de março, às 11h, hora de Bissau.

➡
Deverá recorrer à plataforma https://agendamentos.mne.gov.pt/pt/login , utilizada em toda a rede consular portuguesa e que constitui a ÚNICA forma de agendamento.
⚠
Reiteramos que o agendamento é gratuito e que não é permitido efetuar mais do que um agendamento para cada ato durante o mesmo período. Pode consultar a tabela dos emolumentos consulares em https://bissau.embaixadaportugal.mne.gov.pt/.../tabela-de... .
ℹ
Lembramos que os cidadãos portugueses deverão agendar com recurso exclusivo à chave móvel digital para autenticações e renovações de cartão de cidadão ou de passaporte, para o que poderão encontrar instruções no site da Embaixada (em https://bissau.embaixadaportugal.mne.gov.pt/.../agendamen... ).
🚫
Mais informamos que os agendamentos irregulares serão cancelados, sendo as suas vagas disponibilizadas para novos utentes.

https://agendamentos.mne.gov.pt/pt/login?fbclid=IwY2xjawQw-fpleHRuA2FlbQIxMQBzcnRjBmFwcF9pZBAyMjIwMzkxNzg4MjAwODkyAAEeYuY_zkDcvxuuOCqWhnyr1WpsRIxKYHQ30j6zcr42NKVHRya6JncTdQKLjgo_aem_6J0Bs6xsTRDr6DONkd4X5A

Irão diz que "vai pôr fim às hostilidades no momento que escolher"

Ataque de míssil iraniano em Telavive no dia 14 de Março de 2026. AP - Ohad Zwigenberg


Citando um alto responsável iraniano não identificado, a televisão estatal iraniana afirmou esta tarde que o Irão recusou o plano de paz proposto pelos Estados Unidos para acabar com quase um mês de guerra. "O Irão reagiu negativamente à proposta dos Estados Unidos", informou a emissora ao referir que "a guerra terminará quando o Irão decidir acabar com ela, e não quando Trump decidir fazê-lo".

Depois de inúmeros desmentidos, o Irão reconheceu esta tarde implicitamente a existência de contactos com Washington, ao anunciar a recusa do plano de paz apresentado pela administração Trump.

De acordo com um alto responsável iraniano não identificado citado pelos órgãos do seu país, as expectativas de Washington são "excessivas", o Irão "não se deixará ditar um cronograma de saída crise" e "irá pôr fim às hostilidades no momento que escolher, quando suas próprias condições forem atendidas".

Enquanto Washington propõe, segundo a televisão israelita, um cessar-fogo de um mês, o desmantelamento do programa nuclear iraniano o fim do apoio de Teerão a grupos armados na região e a reabertura do estreito de Ormuz, o Irão reclama, por sua vez, o reconhecimento da sua soberania sobre o estreito que é um dos mais importantes pontos de passagem das exportações de petróleo a nível mundial.

Quem também recusa qualquer discussão é o Hezbollah que esta tarde disse que uma qualquer negociação "debaixo do fogo" seria "uma rendição" face a Israel, que continua a atacar os bastiões do grupo pró-iraniano no Líbano.

Uma situação perante a qual, o secretário-geral da ONU considerou hoje que "a guerra no Médio Oriente está fora do controlo", António Guterres expressando receios perante um conflito ainda mais "amplo" que pode provocar uma "maré de sofrimento humano".

Em conferência de imprensa esta tarde, o dirigente da ONU disse ainda que o "modelo de Gaza" devastado pela guerra entre Israel e o Hamas "não deve ser reproduzido no Líbano", sendo que "o Hezbollah deve parar de lançar ataques contra Israel. E Israel deve cessar as suas operações militares e os seus ataques contra o Líbano, onde os civis são mais afectados".

Paralelamente, também nesta quarta-feira, o Conselho dos Direitos Humanos da ONU condenou numa resolução os "ataques hediondos" do Irão contra países do Golfo e exigiu "indemnizações integrais" para todas as vítimas desses ataques. O Conselho e os seus 47 países membros adoptaram por unanimidade esta resolução, apresentada pelos seis países do Conselho de Cooperação do Golfo e pela Jordânia, que pede ao Irão a "cessação imediata e incondicional de todos os ataques não provocados".

Segundo um novo balanço oficial estabelecido nesta quarta-feira, os ataques israelitas e americanos provocaram mais de 1.400 mortos civis no Irão, sendo que por outro lado, no Líbano, a ofensiva israelita matou pelo menos 1.094 mortos. Nos restantes países da região, foram registados 88 mortos no Iraque, oito nos Emirados Árabes Unidos, seis no Koweit, quatro na Síria, quatro na Cisjordânia, dois no Bahrein, dois em Omã, e dois na Arábia Saudita, no âmbito do contra-ataque iraniano.

Do lado de Israel, morreram 16 civis e dois militares, do lado americano, caíram 13 militares, e morreu um soldado francês durante um ataque de drone contra uma base militar no Curdistão iraquiano.

Por:~Liliana Henriques
rfi.fr/pt

Presidente do Senegal está em Espanha para reforçar cooperação


O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, com o Presidente senegalês, Bassirou Diomaye Faye, durante uma visita a Dakar do chefe do governo espanhol, a 29 de Agosto de 2024. © SEYLLOU / AFP

O Presidente do Senegal, Bassirou Diomaye Faye, iniciou esta terça-feira, 24 de Março, uma visita oficial de três dias a Espanha, a convite do rei Felipe VI, com o objetivo de reforçar a cooperação económica, tecnológica e migratória entre Dakar e Madrid.

A visita de três dias inclui encontros do chefe de Estado senegalês com o rei Felipe VI e com o Primeiro-Ministro espanhol, Pedro Sánchez, para discutirem a cooperação e o desenvolvimento das relações económicas. Na esfera económica, as discussões vão incidir sobre agricultura, formação profissional, industrialização e tecnologia digital.

Espanha lançou, em Agosto de 2024, uma iniciativa denominada "Alianza Africa Avanza" para impulsionar os investimentos espanhóis na África Ocidental, principalmente através do reforço da rede de câmaras de comércio no continente.

Outro ponto central das conversações será o programa de migração circular, promovido pelas autoridades espanholas, que permite a centenas de senegaleses trabalhar em Espanha - até nove meses - como trabalhadores sazonais. Dakar pretende, por sua vez, aumentar a quota de 500 trabalhadores agrícolas prevista para 2025.

Bassirou Diomaye Faye vai também reunir-se com a diáspora senegalesa residente em Espanha, como é habitual durante este tipo de visitas. No entanto, a viagem ocorre num momento político delicado. Jovens activistas do partido PASTEF, agrupados na Juventude Patriótica do Senegal (JPS) em Espanha, apelaram ao boicote da visita, denunciando uma discrepância entre as posições actuais do Presidente Bassirou Diomaye Faye e a posição original do partido. Esta situação reflete também as tensões em curso com o Primeiro-Ministro Ousmane Sonko.

«Embaixada da Guiné-Bissau em Portugal» Visita de cortesia do Senhor João Carlos Pires, Diretor do Centro de Análise Estratégico da CPLP, dia 23 de março de 2023