sexta-feira, 24 de julho de 2026

Portugal - Nota à Imprensa

O Ministério dos Negócios Estrangeiros confirma que Portugal acolhe Domingos Simões Pereira, conforme solicitado pelos seus familiares, depois da libertação hoje ocorrida por razões médicas e humanitárias.

Reconhecendo o gesto humanitário, continuaremos a trabalhar com empenho e recato, pelas vias diplomáticas, no quadro da CPLP e em cooperação com a CEDEAO e União Africana, em prol do regresso das instituições da Guiné-Bissau à normalidade constitucional e democrática. Sempre no respeito pelo povo guineense e pela soberania da Guiné-Bissau, país e povo amigo e irmão, fundador da CPLP.

23 julho 2026
/portaldiplomatico.mne.gov.pt/

No dia 24 de Julho, o Embaixador da China na Guiné-Bissau, Sr. Yang Renhuo, teve conversas com a recém-nomeada Representante do Programa Alimentar Mundial na Guiné-Bissau, Sra. Antoine Jacqueline Flentge. As duas partes trocaram opiniões sobre a situação da segurança alimentar mundial e concordaram em reforçar os intercâmbios e a cooperação para apoiar conjuntamente a Guiné-Bissau a reforçar a produção agrícola e a garantir a segurança alimentar.

Conselho Nacional de Transição aprova 4 Diplomas (Projeto de lei) das Forças Armadas.



Conselho Nacional de Transição (CNT) aprova nesta quinta-feira, dia 23, por unanimidade quatro Diplomas que passam a servir do guião e mecanismos legais que abrangem as regalias e obrigações da classe castrense guineense.

Diplomas ora aprovados, incluem: Projeto-lei da Defesa e das Forças Armadas, Projeto-lei Orgânica da Organização de Bases das Forças Armada "LOBOFA", Projeto de Estatuto dos Militares das Forças Armadas e Projeto-lei da Condição Militar.

STJ anula prisão preventiva de Daba Naualna, Domingos Nhanque, Mário Midana Sigá e Alexandre Patrão Indi


O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) da Guiné-Bissau decidiu anular a prisão preventiva dos oficiais militares Daba Naualna, Domingos Nhanque, Mário Midana Sigá e do civil Alexandre Patrão Indi, através do Acórdão n.º 21/2026, datado de 23 de julho.

Na mesma decisão, a Câmara Criminal concluiu que o Tribunal Militar Superior não possui competência material para julgar este processo, determinando a sua remessa para um tribunal judicial comum.

O acórdão resulta de um Recurso de Agravo interposto pelos advogados de defesa, que contestaram o despacho do Juiz de Instrução Criminal do Tribunal Regional de Bissau, emitido em 30 de abril de 2026, através do qual foi decretada a prisão preventiva dos quatro arguidos.

Segundo os juízes conselheiros, os factos atribuídos aos arguidos enquadram-se em crimes previstos exclusivamente no Código Penal e não podem ser considerados crimes de natureza essencialmente militar. Por essa razão, o Supremo concluiu que a Justiça Militar não tem competência para apreciar o caso.

O STJ declarou ainda a nulidade insanável de todos os atos processuais realizados pela Justiça Militar, considerando que houve violação das normas relativas à competência material, nos termos do artigo 106.º do Código de Processo Penal.

Na sequência desta decisão, o processo seguirá para o tribunal judicial competente, que ficará responsável por dar continuidade à fase de instrução. Caberá agora à Justiça comum decidir quais os atos processuais que permanecem válidos e quais terão de ser repetidos devido à nulidade declarada pelo Supremo.

Esta decisão marca uma alteração importante na tramitação do processo relacionado com a alegada tentativa de golpe de Estado, que deixa de estar sob a jurisdição da Justiça Militar e passa a ser conduzido pelos tribunais judiciais comuns.

Redação
/radiobantaba

SINDICATO DOS MAGISTRADOS DEFENDE INDEPENDÊNCIA DO MINISTÉRIO PÚBLICO FACE AOS INTERESSES POLÍTICOS

O presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público considera que, o Ministério Público não pode ser instrumentalizado, para servir os interesses particulares ou políticos.
A declaração foi feita esta sexta-feira, na abertura da II Assembleia -Geral Ordinária do sindicato, destinada à apreciação e aprovação do relatório de atividades e das contas de gestão, referentes ao ano de 2025, bem como à apresentação e validação do projeto de protocolo de cooperação com a Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH) e a Ordem dos Advogados.

Francisco do Nascimento Lopes afirmou que, o Ministério Público não deve fechar os olhos às pressões internas e externas, que possam condicionar o exercício das suas funções.

O responsável sindical revelou ainda que o país dispõe atualmente de apenas 79 magistrados do Ministério Público em efetividade de funções, para servir uma população superior a dois milhões de habitantes.

O presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, apelou ainda aos colegas que enfrentam o isolamento, a pressão e a adversidade no exercício diário das suas funções, para que permaneçam resilientes, sublinhando que essa resiliência constitui um dos alicerces do Estado de Direito.

RSM: 24. 07. 2026

Coletivo de advogados de Domingos Simões Pereira esclarece as razões da libertação do seu constituinte

BissaGuéTv
 

Gana pede debate na União Africana sobre violência xenófoba na África do Sul


O Presidente do Gana, John Mahama, apelou à União Africana para debater sobre a "escalada" da violência anti-imigração na África do Sul, acusando as autoridades sul-africanas de inacção. Imagem de arquivo, 79.ª Assembleia da Organização Mundial da Saúde (OMS), em Genebra, a 18 de maio de 2026. Fabrice COFFRINI / AFP AFP - FABRICE COFFRINI

Acra – O Presidente ganês John Mahama pede um debate à União Africana sobre a "escalada" da violência xenófoba na África do Sul, acusando as autoridades sul-africanas de inacção.

O Presidente do Gana, John Mahama, apelou nesta quinta-feira, 23 de Julho, à União Africana para que debatesse a "escalada" da violência anti-imigração na África do Sul, acusando as autoridades de Pretória de não estarem a "reagir, como seria desejável, perante a gravidade dos factos".

As declarações do Presidente vieram um dia após dois cidadãos ganeses apresentarem petições ao Tribunal Penal Internacional – tribunal que investiga e julga cidadãos acusados de genocídio, crimes de guerra e crimes contra a humanidade – para investigar os "ataques xenófobos repetidos" na África do Sul, uma medida que o governo sul-africano classificou como "oportunista".

Em causa está a vaga de protestos, desde Maio, contra imigrantes irregulares que obrigou mais de 160 000 estrangeiros a deixar a África do Sul, com várias mortes a terem sido registadas. O Presidente Mahama espera que este tema esteja na agenda da próxima cimeira da União Africana, prevista para o próximo ano, avisando que a xenofobia na África do Sul corre o risco de destruir a solidariedade e integração pelas quais esta organização tem trabalhado.

A maior economia do continente africano, que atrai muitos trabalhadores estrangeiros dos países africanos, tem conhecido um movimento xenófobo que tem veiculado a imagem de que os estrangeiros cometem crimes, ficam com o trabalho dos nacionais e usam recursos e serviços públicos.

O Gana e a Nigéria têm sido os países na liderança na condenação da violência anti-imigração: já na semana passada, na cimeira da CEDEAO, os chefes de Estado apoiaram a iniciativa ganesa de levar o alegado "falhanço" sul-africano em proteger os cidadãos estrangeiros contra "homicídios ilegais" e "discurso de ódio".