terça-feira, 24 de março de 2026

MINISTÉRIO DA SAÚDE PÚBLICA O Serviço da Urgência do Hospital Nacional Simão Mendes disponibiliza número de telemóvel para facilitar a comunicação interinstitucional com diferentes estruturas sanitárias do país.



A revelação é de Bubacar Sissé, Diretor de Serviço da Urgência do maior Centro Hospitalar da Guiné-Bissau.

Além de enaltecer a importância do serviço, o responsável falou do seu funcionamento.

Por: gabinete de Comunicação Minsap GW.

Sua Excelência o Primeiro-Ministro, Ilídio Vieira Té, recebeu, na presente data, uma delegação do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), a qual manifestou o interesse em proceder à avaliação dos projetos em curso, bem como em assegurar a continuidade de um portfólio financeiro no montante de 240 milhões de dólares norte-americanos, dos quais 80% correspondem a donativos e 20% a financiamentos. A presença desta missão constitui um sinal inequívoco de confiança nas autoridades governamentais, consolidando a parceria existente e perspetivando o reforço da cooperação em diversos domínios de intervenção.

«Patrulhamento Conjunto» Ontem dia 23/03/2026, realizou-se um Patrulhamento Conjunto na zona fronteiriça, concretamente no setor de Bigene, com a Força de Estabilização (SSMGB).


Objetivo é garantir a segurança e tranquilidade a todos os cidadãos.

Operação foi coordenada pela POP, através do Departamento das Operações, sob a direção do Subinspetor Jandilson Wilmer Silva Gomes.

A POP reafirma o seu compromisso com a proteção e a ordem pública.



A direção da federação decidiu recorrer à justiça para investigar a origem e a veracidade de informações que estão a circular nas redes sociais.

Investir na Água é investir na Vida, na Saúde, na Paz Social e no Futuro da Guiné-Bissau

Por: Oscar Barbosa

AUTORIDADES DESMANTELAM REDE DE IMIGRAÇÃO CLANDESTINA COM LIGAÇÃO À EUROPA



O Ministério do Interior desmantelou uma rede de imigração clandestina que envolvia 22 cidadãos estrangeiros que utilizavam a Guiné-Bissau como rota de passagem.
A operação foi anunciada esta terça-feira pelo porta-voz do Ministério do Interior, Agostinho Tonecas Biaguê, durante uma conferência de imprensa.
Segundo o responsável, foram detidos, na segunda-feira, 22 indivíduos provenientes da Guiné-Conacri e do Mali, além de um cidadão nacional, que pretendiam chegar à Espanha através de pirogas.
“Foram detidos 22 cidadãos de três nacionalidades: 17 da Guiné-Conacri, 4 do Mali e 1 cidadão nacional, todos com evidências de tentativa de imigrar”, assegurou Djata.
O porta-voz lamentou o facto de esta prática envolver também crianças e mães, muitas vezes sem plena consciência dos riscos associados à travessia.
“Entre as 22 pessoas, incluem-se crianças e mães. Percebemos que estes menores são utilizados como escudos para atingir o objetivo de chegar à Espanha, sem que se tenha plena noção dos riscos”, salientou Agostinho Tuneca Djata.
Agostinho Biaguê apelou ainda à população guineense para denunciar este tipo de atividade, que classificou como um flagelo, sobretudo pelo uso do país como corredor para a migração ilegal.
“Lançamos um forte apelo aos cidadãos guineenses para denunciarem esta prática, porque está a tornar-se um flagelo, dado que o país está a ser utilizado como rota para chegar à Europa”, apelou Djata.
Por fim, o porta-voz do Ministério do Interior revelou que há indícios de envolvimento de cidadãos nacionais, tanto residentes no país como no exterior, nomeadamente em Espanha, assegurando que o caso seguirá os trâmites legais.

RSM 24 03 2026

Irão desmente Donald Trump e ataca Israel


Donald Trump, Presidente dos Estados Unidos. AP - Mark Schiefelbein

O Irão lançou mísseis contra Israel na madrugada de terça-feira, 24 de Março, poucas horas depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter afirmado existir um canal de diálogo com Teerão com vista ao fim da guerra, declarações desmentidas por Teerão que denuncia o fosso entre a retórica diplomática e a realidade no terreno.

Ontem, o Presidente dos Estados Unidos anunciou um adiamento por cinco dias de todos os ataques militares dirigidos às infra-estruturas energéticas iranianas. Segundo o próprio, a decisão surgiu na sequência de “discussões positivas” com o Irão, centradas numa eventual “cessação completa e total das hostilidades”. Donald Trump referiu ainda a existência de negociações com um responsável iraniano, cuja a identidade não foi revelado.

Contudo, o Ministério iraniano dos Negócios Estrangeiros rejeitou as afirmações e negou a existência de contactos ou qualquer acordo implícito sobre a suspensão de ataques, denunciando o fosso entre a retórica diplomática e a realidade no terreno.

Teerão que voltou a endurecer o tom, ameaçando lançar minas navais no Golfo Pérsico caso a costa iraniana seja atacada. As autoridades iranianas já tinham advertido que poderiam atingir infra-estruturas estratégicas no Médio Oriente e encerrar o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo, se as suas centrais eléctricas fossem alvo de ofensivas. Estas ameaças surgem como resposta directa a um ultimato previamente emitido por Washington.

Do lado israelita, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu reiterou que Israel continuará as operações militares no Irão e no Líbano, sublinhando a determinação do país em defender os seus “interesses vitais em todas as circunstâncias”.

Na noite de segunda-feira para terça-feira, Israel levou a cabo ataques aéreos contra os subúrbios do sul de Beirute. As forças armadas israelitas indicaram ter detectado vagas de mísseis lançados a partir do Irão em direcção ao seu território, agravando ainda mais o cenário de confronto directo.

Israel vai assumir controlo de uma área no sul do Líbano

O ministro da Defesa, Israel Katz, anunciou que exército israelita que vai assumir o controlo de uma área no sul do Líbano, que se estende desde a fronteira até ao rio Litani, a cerca de 30 quilómetros (19 milhas) a norte, para garantir a sua segurança.

As forças israelitas estão a "manobrar dentro do território libanês para tomar uma linha de defesa avançada. As cinco pontes sobre o Litani que o Hezbollah utilizava para contrabandear terroristas e armas foram destruídas, e o exército vai controlar as restantes pontes e a zona de segurança até ao Litani", referiu.

Entretanto, a Guarda Revolucionária do Irão advertiu que Israel poderá enfrentar ataques “pesados” com mísseis e drones caso prossiga com acções contra civis no Líbano e na Palestina. Em comunicado, esta força, considerada o braço ideológico do regime iraniano, afirmou ter já avisado o “exército criminoso” israelita de que a continuação dessas operações terá consequências severas.

O conflito intensifica-se também no Líbano, onde Israel tem aumentado os seus ataques contra o Hezbollah, grupo armado apoiado por Teerão, abrindo mais uma frente num cenário regional cada vez mais volátil.

ONU realiza reunião de emergência

O Conselho de Direitos Humanos da ONU vai realizar uma reunião de emergência na quarta-feira, 25 de Março, para discutir os ataques do Irão contra vários países do Golfo e o impacto nos direitos humanos na região, anunciou a ONU.

"Um grupo de países pretende apresentar uma resolução ao Conselho como parte deste debate urgente", disse o porta-voz do Conselho dos Direitos Humanos, Pascal Sim, numa conferência de imprensa em Genebra.

Este projecto de resolução aborda as "consequências para os direitos humanos do ataque perpetrado pela República Islâmica do Irão contra o Bahrein, Kuwait, Omã, Qatar, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Jordânia", acrescentou.

Por: RFI com AFP