“Se estamos a falar da vigorosa dinâmica do Regimento da Engenharia Militar, estaremos falando da brilhante visão estratégica do Estado Maior”, elucida o Comandante.
As declarações do Comandante do Regimento da Engenharia Militar Coronel João Pedro Gomes, foram retidas durante uma entrevista à equipa da Imprensa Militar, tida na terça-feira, dia 8 de setembro do ano corrente, nas instalações desta Unidade Militar responsável pela área de construção, reabilitação e manutenção das infraestruturas militares.
A visita da Imprensa Militar à esta unidade permitiu observar de perto os trabalhos ora desenvolvidos por esta unidade, que tem assumido um papel cada vez mais central na construção e reabilitação de infraestruturas militares e civis ao longo dos últimos anos.
Ao descrever o trabalho realizado desde a sua nomeação como Comandante do Regimento da Engenharia Militar, o Coronel João Pedro Gomes explicou que, a partir de 2017, a Engenharia Militar começa a ganhar uma dinâmica forte, e sublinha que essa viragem tem origem numa orientação precisa: “Se estamos a falar da vigorosa dinâmica da Engenharia Militar, estaremos falando da brilhante visão estratégica do Estado Maior”, elucida o Comandante.
O Coronel atribui o impulso inicial desta transformação à orientação do antigo e da continuidade do atual Chefe do Estado Maior General das Forças Armadas, cujas visões permitiu reposicionar o Batalhão como uma unidade operacionalmente credenciada para obras de grande envergadura.
Questionado sobre o balanço do seu trabalho nestes nove anos à frente do Regimento, o Coronel Gomes respondeu com modéstia característica: “Ninguém pode se gabar a si própria, mas deixar ser elogiada pelo outrem pelos bons feitos”.
Apesar dessa reserva, justificou que, a partir de 2017, o Regimento começa a ser creditado nas obras que executa. Os trabalhos realizados incluem, sobretudo, obras de grande envergadura em unidades militares e em estradas públicas, sempre com a orientação do Chefe do Estado Maior General do Exército e garantiu que em breve inicia se uma nova obra de grande relevância: a construção do Hospital Militar de raiz, com um piso, cujo estudo de viabilidade já está concluído.
Afirmou que a Engenharia Militar está à altura de executar qualquer obra de grande dimensão que outras empresas não tenham capacidade de realizar, demostrando assim a credibilidade técnica, operacional e profissional da unidade.
Sobre a eventual participação do Regimento em concursos públicos, o Coronel Gomes esclareceu que pela particularidade de missão militar, não se pode concorrer à tais concursos. No entanto, conforme ele, a Engenharia pode ser atribuída qualquer obra de apoio quando é solicitado, facto que demonstra o papel complementar da Engenharia Militar no panorama nacional de construção e reabilitação infraestrutural.
O Comandante reconheceu abertamente a dificuldade em recrutar novos elementos para a unidade. Segundo o Coronel Gomes, mesmo quando convida jovens militares a transferir se para a Engenharia, muitos recusam, por causa do volume elevado de trabalho e da exigência das missões.
Coronel Pedro Gomes, reafirmou a disponibilidade da Engenharia Militar em colaborar fortemente com todas as unidades das FA, na base da orientação do Chefe do Estado Maior General das Forças Armadas, Major-General Tomas Djassi.
A visita da Imprensa Militar ao Regimento de Engenharia evidencia uma realidade clara: nos últimos nove anos, a Engenharia Militar passou de uma unidade com capacidade limitada a uma força credenciada para executar obras de grande envergadura, tanto no domínio militar como no apoio a infraestruturas públicas.
Texto: Soldado Augusto Demna M’Bar
Fotografia: Alferes Joaquim Francisco da Costa
FA/IM 10.09.2026