Na sua alocução inaugural, o Tenente-General Gomez sublinhou que a ausência de fronteiras contíguas não limita a convergência estratégica entre os dois países soberanos, reiterando o compromisso conjunto com a paz e a segurança na África Ocidental. Face ao agravamento de desafios transfronteiriços como a criminalidade organizada, os tráficos ilícitos, a pirataria marítima e o extremismo violento, o líder das forças armadas gambianas apelou a uma resposta coordenada e ao aprofundamento da interoperabilidade militar.
Na mesma ocasião, prestou público reconhecimento ao papel diplomático da Embaixada da Guiné-Bissau em Banjul — em particular a Sua Excelência o Embaixador Luís Camara de Barros e ao Adido de Defesa, Coronel Djibril Camara — pelo profissionalismo demonstrado na edificação desta diplomacia castrense.
Por seu turno, o General de Exército Tomás Djassi reafirmou os laços históricos de fraternidade entre as duas nações e defendeu a operacionalização célere do Acordo de Cooperação no Domínio da Defesa, firmado em Bissau em fevereiro de 2025, mediante a instituição de um Plano de Ação Técnico e reuniões periódicas entre Estados-Maiores.
A proposta da delegação guineense assenta no reforço da capacitação linguística recíproca em português e inglês para superar barreiras operacionais e doutrinárias, a par de um intercâmbio na formação especializada que prevê a qualificação de militares gambianos em Artilharia Terrestre no Centro de Cumeré e a instrução de cadetes guineenses na Escola de Instrução das GAF, em Fajara.
Em paralelo, a comitiva propôs o planeamento e a execução de exercícios táticos combinados entre forças especiais e unidades de artilharia para responder a ameaças assimétricas e salvaguardar a integridade transfronteiriça, bem como a consolidação de mecanismos ágeis de inteligência militar destinados à partilha contínua de informações estratégicas e táticas contra redes transnacionais.
O encontro encerra com o compromisso de estruturar um quadro de cooperação técnico-militar pragmático e permanente, alinhado com as prioridades de estabilidade sub-regional no âmbito da CEDEAO.