quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Governo anuncia efetivação de cerca de 5 mil professores contratados



O Primeiro-Ministro, Ilídio Vieira Té, anunciou esta terça-feira a efetivação de cerca de 5 mil professores contratados, numa decisão apresentada como resposta às preocupações da classe docente.

A informação foi avançada pelo Mateus Cá, porta-voz dos professores contratados, após uma reunião realizada na Primatura, que juntou diferentes intervenientes do setor da Educação e o chefe do Governo.

Mateus Cá, agradeceu a decisão do Primeiro-Ministro, considerando-a uma resposta importante às reivindicações da classe.

Na mesma ocasião, foi igualmente anunciado que os professores contratados deverão receber o pagamento correspondente a dois dos quatro meses de salários em atraso, ficando os restantes dois meses por regularizar.

A medida surge num contexto de esforços para melhorar as condições dos professores e assegurar maior estabilidade no funcionamento do sistema educativo nacional.

GOVERNO DECIDE INTEGRAR PROFESSORES E ENFERMEIROS E REGULARIZAR SALÁRIOS EM ATRASO



O Primeiro-Ministro e Ministro das Finanças, Ilídio Vieira Té, recebeu esta quarta-feira representantes dos professores contratados com salários em atraso, dos profissionais de enfermagem igualmente confrontados com atrasos no pagamento de salários e subsídios de vela, bem como representantes dos encarregados de educação.
A reunião contou com a participação do Ministro da Presidência do Conselho de Ministros e Assuntos Parlamentares, Usna Quadé; da Ministra da Administração Pública, Assucécia Barros; do Ministro da Educação Nacional, Barroso Bandjai; do Ministro da Saúde, Comodoro Nantote; e do Secretário de Estado do Orçamento, Pedro Djata.

Durante o encontro, que se prolongou por várias horas, o Governo ouviu os representantes das diferentes classes, que apresentaram os principais problemas laborais e financeiros que afetam professores e profissionais de saúde, nomeadamente os atrasos salariais, os subsídios de vela e a situação administrativa dos trabalhadores contratados.

Após analisar as reivindicações apresentadas, o Primeiro-Ministro anunciou a decisão do Governo de avançar com a integração na Função Pública dos profissionais abrangidos e proceder à regularização dos salários e subsídios em atraso, de acordo com os procedimentos administrativos aplicáveis.

A decisão foi recebida com satisfação pelos representantes dos professores, enfermeiros e encarregados de educação, que agradeceram a abertura demonstrada pelo Governo e a procura de soluções para problemas que, segundo os participantes, se arrastam há vários anos.

Os representantes consideraram que a concretização das medidas anunciadas poderá contribuir para uma maior estabilidade nos setores da Educação e da Saúde e ajudar a reduzir algumas das causas das sucessivas paralisações que têm afetado o normal funcionamento destes serviços.

Para o Primeiro-Ministro, a resolução dos problemas dos profissionais destes dois setores não constitui apenas uma questão laboral ou administrativa, mas também uma condição essencial para o desenvolvimento do país.

“Não podemos construir o desenvolvimento nacional deixando para trás aqueles que asseguram diariamente a Educação e a Saúde do nosso povo. O Estado tem de assumir as suas responsabilidades”, afirmou Ilídio Vieira Té.

O Chefe do Governo sublinhou que a Educação e a Saúde são setores estruturantes da vida nacional e defendeu que o país só poderá avançar de forma sustentável se os seus profissionais dispuserem de condições para exercer as respetivas funções com estabilidade, responsabilidade e dignidade.

Ilídio Vieira Té reafirmou ainda a determinação do Governo em privilegiar o diálogo social e encontrar soluções para os problemas dos servidores públicos, conciliando o reconhecimento dos seus direitos com a necessária sustentabilidade financeira e administrativa do Estado.

A reunião desta quarta-feira assume particular importância por colocar no centro da agenda governamental reivindicações que afetam diretamente o funcionamento de dois serviços públicos essenciais e milhares de famílias guineenses.

Com as decisões anunciadas, o Governo pretende transformar o diálogo em medidas concretas, criar condições para uma maior estabilidade laboral e permitir que professores e profissionais de saúde possam concentrar os seus esforços nas suas principais missões: educar, cuidar e servir a população.

Educação e Saúde são prioridades nacionais. Diálogo, responsabilidade e soluções concretas constituem o caminho para garantir a estabilidade dos serviços públicos e contribuir para o desenvolvimento do país.

Mais de 30 reclusos numa prisão no leste da Guiné-Bissau em greve de fome

Mais de 30 reclusos da prisão de Alta Segurança de Bafatá, no leste da Guiné-Bissau, iniciaram hoje uma greve de fome em protesto contra a proibição de saída das celas para o pátio de repouso do estabelecimento prisional.

A informação é avançada pela rádio Sol Mansi, da Igreja Católica, que cita fontes familiares dos reclusos, consultada pela Lusa nas redes sociais da estação.

A greve de fome foi decretada, alegadamente, pela escassez de guardas prisionais no centro de reclusão de Bafatá, cujos seis agentes se encontram, atualmente, em licença para frequência de cursos em Bissau.

De acordo com as mesmas fontes, o diretor do estabelecimento teria ordenado que não ocorressem substituições dos agentes em falta.

"Devido à falta do pessoal para assegurar a vigilância e movimentação dos reclusos, estes relatam (aos familiares) que permaneceram trancados nas celas por mais de 24 horas consecutivas durante o último domingo, sem acesso ao pátio", escreve a rádio Sol Mansi.

Como forma de denunciar a situação, mais de 30 reclusos iniciaram hoje uma greve de fome por tempo indeterminado até que lhes seja restituída a possibilidade de sair regularmente para o pátio do estabelecimento prisional, acrescenta a estação.

A rádio Sol Mansi indica que tentou "por diversas vezes" contactar os responsáveis pelos serviços prisionais de Bafatá e o gabinete de comunicação do Ministério da Justiça para obter esclarecimentos sobre o caso, mas não obteve qualquer reação oficial até ao momento.

A delegação da agência Lusa na Guiné-Bissau está suspensa desde agosto de 2025 após a expulsão pelo Governo dos representantes dos órgãos de comunicação social portugueses. A cobertura está a ser assegurada à distância

V-CEMGFA, Major-General Samuel Fernandes recebe a visita de cortesia da Força de Estabilização no país. FA/IM 16.09.2026

 


«O artigo já publicado em 2023» "Se eu sou emigrante no País do outro, há décadas e, porque não aceito o outro que escolheu o meu país de origem para viver?"

Começo por dizer o seguinte: nós, os guineenses, estamos em todos os lados do Mundo! Estamos em Portugal, no Senegal há muitos anos, na Guiné-Conacri desde: 1956, estamos na Gâmbia, em Cabo Verde, em Luxemburgo, em Inglaterra, em França, nos EUA, em Espanha, na Níger, na Mauritânia e bem espalhados nos outros Países do mundo fora.

Sendo assim, porque é que alguns guineenses radicados sobretudo na Europa criticam os outros que escolheram o nosso país para viver? Por inveja? Egoísmo?
Afinal qual é a razão deste comportamento?

Estamos nós, na terra dos outros e por que razão não queremos os outros na nossa terra?

Por que razão as pessoas abandonam ou saem das suas terras para terras dos outros?
As pessoas migram porque querem buscar melhores condições de vida nos setores econômico, político ou social.

As pessoas migram de um lugar para outro também porque são obrigadas, para fugirem de guerras, catástrofes naturais, perseguições religiosas, crises financeiras ou por decisões pessoais.

O que é a migração?

A migração é o movimento de pessoas de um dado lugar para outro, com o objetivo de se estabelecerem num novo local.

A migração pode ser voluntária ou involuntária e ocorre por uma série de razões, incluindo questões económicas, ambientais e sociais.

Matosinhos 17 de setembro de 2023
Por: Pate Cabral Djob.

BAFATÁ ACOLHE TERCEIRA EDIÇÃO DO FESTIVAL DOS SONINKÉS DA ETNIA SARACULE SOB O LEMA “UNIDOS PELA LÍNGUA E FORTES PELA CULTURA”


A cidade de Bafatá será palco da terceira edição do Festival dos Soninkés, da etnia Saracule, de 24 a 26 de setembro, sob o lema “Unidos pela Língua e Fortes pela Cultura”.
O anúncio foi feito esta terça-feira, 15 de setembro, por Braima Darame, presidente da comissão organizadora, durante uma conferência de imprensa realizada no bairro de Ponta Nova, em Bafatá, com o objetivo de apresentar oficialmente a data e os preparativos para o evento.
Segundo a organização, são esperados cerca de três mil participantes durante os três dias do festival, que pretende promover a língua, a cultura e as tradições da comunidade Soninké, da etnia Saracule.
De acordo com Braima Darame, o programa será diversificado e contará com conferências, poesia, música, teatro, atividades desportivas, exposições e debates, entre outras manifestações culturais.
A iniciativa pretende criar um espaço de encontro, diálogo e convivência, promovendo a valorização da língua, da história, dos costumes e da identidade cultural da comunidade Soninké.
Braima Darame revelou ainda que a comissão organizadora já conseguiu reunir cerca de 50% do orçamento previsto para a realização do festival, estando em curso esforços para mobilizar os restantes recursos necessários.
Por outro lado, o presidente da comissão organizadora apelou à colaboração de todos os filhos e amigos da região de Bafatá, em particular da população guineense, para que o evento possa decorrer conforme o previsto.
A organização espera que a terceira edição do Festival dos Soninkés contribua para fortalecer a união entre as comunidades e para a preservação e valorização da cultura Saracule na Guiné-Bissau
RSM: 15 09 2026

«Plataforma das Associações da Diáspora Guineense» A celebração dos 53 anos da Independência da Guiné-Bissau em Caldas da Rainha, 26/09/2026, sábado