segunda-feira, 8 de junho de 2026

 


No regresso de Oio para Bissau, o Embaixador de Portugal efetuou ainda uma paragem em Bigene, para uma visita à Missão Católica de Bigene, durante a qual a Irmã Marione apresentou as diferentes valências da instituição.


A Missão acolhe atualmente 351 crianças, desde o ensino pré‑escolar até ao 6.º ano de escolaridade, integrando igualmente um centro de nutrição dedicado à promoção da segurança alimentar e ao acompanhamento de situações de vulnerabilidade, bem como uma maternidade ao serviço da comunidade. Estes serviços contam com o apoio da ONGD portuguesa HumanitAVE, no âmbito do protocolo de cooperação estabelecido com a Missão Católica de Bigene desde 2018.

Presidente do SNJ-GB, Sindicato Nacional dos Jogadores da Guiné-Bissau, Alfa Umaro Djalo regressou á País nessa madrugada de Segunda-feira, depois de participar no congresso FIFPRO África que decorreu em Nairobi Capital de Quénia, prestou declaração ao nosso Canal.

TV O PAÍS | Umaro Djalo

Um pouco mais de 142 mil eleitores registados para as presidenciais são-tomenses


Para as próximas presidenciais em São Tomé e Príncipe, houve globalmente um aumento de eleitores, mas em alguns círculos, nomeadamente na diáspora africana, registou-se uma diminuição, com destaque para o caso de Angola. Estes dados preliminares foram divulgados neste sábado pela Comissão Eleitoral Nacional, devendo haver ainda uma actualização posteriormente.

142.296 eleitores estão inscritos nos cadernos eleitorais para votarem nas eleições presidenciais previstas para 19 de Julho. Os dados foram divulgados no sábado por Jeudiger Nascimento, Presidente da Comissão Eleitoral Nacional em conferência de imprensa dada aos órgãos de Comunicação Social.

"Foram registados em São Tomé e Príncipe e na Diáspora 142.296 eleitores", esclareceu Jeudiger Nascimento ao referir que se constatou um crescimento de quase 19 mil novos inscritos comparativamente a 2022.

Segundo esta entidade, 121.771 eleitores estão inscritos em São Tomé e Príncipe e 20.525 na diáspora, faltando ainda expurgar dos cadernos pessoas que perderam o direito ao voto por incapacidades, assim como a população prisional.

Ainda de acordo com a Comissão Eleitoral Nacional, 69.647 eleitores (48,95%) são homens e 72.649 (51,05%) são mulheres, sendo que 67.883 (47,70%) dos eleitores têm entre 18 e 35 anos; 63.778 (44,82%) têm entre 36 a 65 anos e 10.635 (7,47%) têm 66 anos ou mais.

Esta entidade refere ainda que em termos de distribuição por distritos, Água Grande e Mé-Zóchi continuam a ser os dois círculos eleitorais com maior número de votantes em São Tomé e Príncipe. Em Água Grande, registaram-se 45.564 eleitores, mais 4.623 em relação aos dados de 2022, sendo que o distrito de Mé-Zóchi abrange 30.454 eleitores, ou seja mais 3.599 em relação a 2022.

Já noutros pontos do país, nota-se uma diminuição no número de potenciais votantes. "O distrito de Cantagalo, com 12.486 eleitores, correspondente a 8,77%. Depois do Cantagalo, nós temos do distrito de Lobata, com 12.310 eleitores, que corresponde a 8,65%. Lembá, com 9782 eleitores correspondentes a 6,87%", detalhou Jeudiger Nascimento.

Portugal coloca-se como o maior círculo de diáspora. "Portugal, que representa 13.165 eleitores, o que representa 9,25%", disse o responsável ao referir que paralelamente se observou uma diminuição do número de eleitores nos círculos eleitorais do Gabão e Guiné Equatorial.

O recenseamento eleitoral foi realizado pela primeira vez de forma automática, a partir da base de dados da Direcção dos Registos Civis, mas o presidente da CEN reconheceu que “muitas pessoas ficaram fora do sistema”.

Sem especificar quantas pessoas não vão poder votar nas próximas presidenciais devido a "alguns constrangimentos", o responsável da CEN esclareceu que esta situação diz essencialmente respeito às pessoas que não estavam inscritas nos cadernos eleitorais de 2017 e 2021.

Jeudiger Nascimento referiu, contudo, que estas pessoas têm a possibilidade de reclamar junto das entidades competentes para serem inscritos para as eleições legislativas de 27 de Setembro.

Refira-se que seis pessoas apresentaram a sua candidatura às presidenciais de 19 de Julho, o político e empresário Domingos Monteiro, o ex-primeiro-ministro Jorge Bom Jesus, o líder parlamentar da ADI, Nito D’Abreu, o Presidente cessante Carlos Vila Nova, e os juristas Miques João Bonfim e Eugénio Tiny.

Os seus respectivos dossiers devem agora ser analisados pelo Tribunal Constitucional que vai divulgar, dentro de alguns dias, a lista definitiva dos candidatos ao escrutínio.

Por: Maximino Carlos
rfi.fr/pt/

CENTRO DE SAÚDE DE CAIO ENFRENTA FALTA DE MÉDICOS APÓS SAÍDA PARA FORMAÇÃO NO EXTERIOR



Neste momento, o Centro de Saúde de Caio encontra-se sem médicos, devido à concessão de licença de estudo ao único profissional que exercia funções na unidade, para prosseguir a sua formação no exterior do país.

Segundo o responsável do Centro de Saúde de Caio, a instituição contava apenas com um médico, que solicitou licença de estudo, deixando o centro sem qualquer profissional da área médica.

Lino da Silva Fernandes afirmou que, atualmente, o centro dispõe de apenas seis profissionais de saúde para atender uma população superior a nove mil habitantes da área sanitária, proveniente de várias tabancas.

O responsável acrescentou que o centro dispõe de eletricidade e água, mas esclareceu que a água disponível serve apenas para a limpeza das instalações, não sendo própria para consumo.

Na mesma entrevista, Lino da Silva Fernandes referiu que a unidade necessita de mais pessoal de saúde, tendo em conta os diversos serviços prestados à população.

Relativamente às dificuldades enfrentadas, o responsável destacou a necessidade de construção de um muro de proteção ou vedação, devido à circulação frequente de animais no recinto do centro de saúde.

Lino da Silva Fernandes revelou ainda que as patologias mais frequentes registadas na unidade são a diarreia e a gripe. No entanto, sublinhou que a situação tem vindo a melhorar significativamente graças ao trabalho dos agentes de saúde comunitária, que realizam ações de sensibilização porta a porta junto das populações.

RSM: 07. 06. 2026

Israel e Irão trocam ataques contra infra-estruturas estratégicas

Ataques mútuos contra instalações petroquímicas e bases militares marcaram mais um episódio de escalada entre Israel e o Irão, apesar dos apelos internacionais à contenção. © Naama Stern / Reuters

Ataques mútuos contra instalações petroquímicas e bases militares marcaram mais um episódio de escalada entre Israel e o Irão, apesar dos apelos internacionais à contenção. A deterioração da situação ameaça comprometer os esforços diplomáticos em curso e já provocou uma subida significativa dos preços do petróleo.

Israel declarou, esta segunda-feira, 8 de Junho, ter realizado ataques contra uma fábrica petroquímica e vários alvos militares no Irão, numa nova escalada do conflito regional. Em resposta, os Guardas da Revolução Islâmica anunciaram ter atingido uma instalação petroquímica em Israel e duas bases aéreas israelitas, ignorando os apelos do Presidente norte-americano, Donald Trump, para evitar um agravamento das hostilidades.

Segundo as autoridades israelitas, os bombardeamentos tiveram como alvo o complexo petroquímico de Mahshahr, localizado no sudoeste do Irão. Trata-se do primeiro ataque contra uma infra-estrutura energética iraniana desde a entrada em vigor do cessar-fogo há dois meses. Um responsável iraniano confirmou à agência Fars que a instalação sofreu danos.

Do lado israelita, a agência noticiosa Tasnim informou que a infra-estrutura visada pelo Irão se situa em Haifa, no norte do país. As autoridades de Teerão indicaram ainda que os ataques incluíram a base aérea de Ramat David, nas proximidades de Nazaré.

Israel afirmou ter detectado vários mísseis lançados a partir do território iraniano, acrescentando que os seus sistemas de defesa aérea conseguiram interceptá-los. O exército israelita revelou igualmente ter accionado os meios de defesa para neutralizar um míssil proveniente do Iémen, naquela que descreveu como a primeira acção deste tipo desde o cessar-fogo.

Os Houthis, movimento rebelde do Iémen apoiado pelo Irão, reivindicaram um ataque com mísseis contra Israel e prometeram impedir a navegação israelita no Mar Vermelho.

«Consideramos todos os movimentos inimigos como alvos militares legítimos para as nossas forças armadas», declararam os Houthis em comunicado.

A retoma dos confrontos teve impacto imediato nos mercados energéticos. O preço do petróleo Brent valorizou cerca de 5% durante a sessão desta manhã aproximando-se novamente da barreira psicológica dos 100 dólares por barril, num reflexo das preocupações dos investidores relativamente à estabilidade da região.

Entretanto, Donald Trump tentou evitar um novo ciclo de retaliações. De acordo com o portal Axios, o Presidente norte-americano pediu ao Primeiro-Ministro israelita, Benjamin Netanyahu, para que não respondesse aos mísseis disparados anteriormente por Teerão. Esses lançamentos ocorreram após uma ofensiva israelita sobre Beirute, a capital libanesa.

Em declarações ao Financial Times, Donald Trump manifestou confiança na possibilidade de alcançar um acordo para pôr termo ao conflito.

«Isto não terá qualquer impacto sobre o acordo», afirmou, referindo-se aos ataques israelitas nos arredores de Beirute. «Sou eu quem decide. Eu decido tudo. Ele não tem qualquer poder de decisão», acrescentou, numa referência a Benjamin Netanyahu.

Um representante israelita revelou que Donad Trump e Benjamin Netanyahu mantiveram uma conversa telefónica de cerca de trinta minutos ontem à noite. Nem a Casa Branca nem o gabinete do chefe do Governo israelita prestaram esclarecimentos adicionais sobre o conteúdo do contacto.

O recrudescimento da violência surge numa altura em que os esforços diplomáticos enfrentam dificuldades. O acordo de tréguas anunciado na semana passada para o Líbano, separado do cessar-fogo temporário entre os Estados Unidos e o Irão, fracassou após a rejeição dos termos pelo Hezbollah e a continuação das operações militares israelitas no sul do território libanês.

Israel mantém forças militares naquela região desde o início de Março, justificando a sua presença com a necessidade de neutralizar o Hezbollah, movimento apoiado por Teerão.

As autoridades iranianas tinham previamente advertido que responderiam a qualquer ataque israelita contra Beirute. Na sequência dos bombardeamentos realizados no domingo, o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão classificou como «defensiva» a resposta militar desencadeada contra Israel.

Na semana passada, Israel reiterou que não prevê retirar as suas tropas do Líbano, onde lançou uma vasta ofensiva terrestre e aérea a 2 de Março. Desde então, o conflito provocou milhares de mortos no Líbano e mais de 1,2 milhões de deslocados. Em Israel, quatro civis perderam a vida em ataques atribuídos ao Hezbollah.

A intensificação dos confrontos durante o fim-de-semana e esta segunda-feira ameaça agora comprometer ainda mais as negociações entre Washington e Teerão, numa altura em que o Irão insiste que qualquer acordo futuro dependerá do fim das hostilidades em todas as frentes do conflito.

Por: RFI com AFP

domingo, 7 de junho de 2026

«28 de abril de 2026 - Conferência e discussão sobre "Esporte e Sociedade"» O Professor Dr. Jorge Vilela de Carvalho (Coordenador para o Esporte da Conferência de Ministros da Juventude e Esporte (CMJD), da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), abordou "O Avanço do Esporte em Mansôa no Âmbito Mundial.”



«Associação de Amizade Matosinhos/Mansoa - REFAMA-26, 2ª Edição, de 25 de Abril a 03 de Maio de 2026»

Enquadramento
O desporto, enquanto expressão cultural profundamente enraizada, acompanha a Humanidade desde as suas origens. Em todas as civilizações, mesmo nas mais antigas, encontramos práticas corporais que traduzem valores, rituais, identidades e formas de convivência social. Da luta tradicional africana aos jogos de corrida, salto e lançamento, o desporto sempre refletiu a forma como as comunidades vivem, celebram e se relacionam.