terça-feira, 18 de agosto de 2026

O Ministro da Saúde reuniu-se esta manhã com uma.delegacao de alto nível da Organização Oeste Africana de Saúde OOAS, chefiada pelo seu Diretor - geral, Melchior Aissi, que se encontra em Bissau para visita de contactos com autoridades do país que numa ação de advocacia que o levará a outros países da subregião ocidental, procurando solicitar o engajamento efetivo das respectivas autoridades na implementação da nova Política Regional de Saúde Comunitária.

MINISTÉRIO DA SAÚDE PÚBLICA "JUNTOS PODEMOS
No encontro, o Ministro da Saúde, Comodoro Dr. Quinhin Nantote, respondeu favoravelmente à preocupação do Director-geral da OOAS, afirmando a vontade institucional do ministério da saúde na implementação da nova política comunitária regional.
No âmbito dessa missão, será realizado durante dois dias, 19 e 20 deste mês, um atelier de divulgação sobre a nova Política Regional da Saúde Comunitária, ao qual, são convidadas várias instituições públicas e privadas inerentes à saúde pública.
Em Bissau, a delegação termina visita na quinta-feira (20.08).

Integra a delegação, a representante residente da Comissão da CEDEAO na Guiné-Bissau.

por: gabinete de Comunicação Minsap GW "juntos podemos"

Presidente de Transição, Horta Inta-A, regressou esta terça-feira à Guiné-Bissau, depois de uma deslocação oficial ao Gabão, onde participou nas celebrações do 66.º aniversário da Independência daquele país.

Governo e Zener chegam a acordo para manter preços dos combustíveis


O Primeiro-ministro, Ilídio Vieira Té, afirmou que o Governo mantém negociações permanentes com a empresa de importação e distribuição de combustíveis Zener para garantir a manutenção dos preços atualmente praticados no mercado. Segundo explicou, o Executivo não pretende autorizar um aumento dos preços dos combustíveis, tendo em conta os seus impactos na economia nacional, nomeadamente no custo dos transportes e dos produtos de primeira necessidade.

O chefe do Governo fez estas declarações aos jornalistas esta terça-feira, 18 de agosto de 2026, à margem de uma visita às instalações da Imprensa Nacional Casa da Moeda (INACEP), onde se deslocou para acompanhar os trabalhos de produção dos boletins e de outros materiais sensíveis destinados ao referendo nacional agendado para o próximo dia 30.

Nos últimos dias, o Setor Autónomo de Bissau tem enfrentado uma escassez de combustíveis nas estações de serviço, na sequência da demora na conclusão de um acordo entre o Governo e a Zener, grupo togolês que adquiriu a Petrogal GB e atualmente responsável pela importação e distribuição de combustíveis no país.

O Democrata apurou que a Zener Internacional Holding tem vindo a registar margens de lucro insignificantes devido à evolução das cotações dos produtos derivados do petróleo no mercado internacional.

Segundo uma fonte de O Democrata, uma comissão interministerial propôs ao Governo uma nova estrutura de preços para a comercialização da gasolina e do gasóleo. Contudo, o Executivo manifestou reservas em relação à proposta, devido aos possíveis impactos de um aumento dos combustíveis no preço dos bens essenciais e aos efeitos que uma eventual redução das taxas fiscais poderia ter nos compromissos assumidos pelo país no âmbito do programa com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Como consequência desse impasse, a empresa terá reduzido o ritmo de distribuição e venda de combustíveis, contribuindo para a escassez registada na capital.

Perante este cenário, Ilídio Vieira Té revelou que o Governo chegou a um entendimento com a Zener, que aceitou manter os preços dos combustíveis de acordo com a tabela anteriormente em vigor. Acrescentou que os postos de abastecimento já começaram a reabrir gradualmente, com vista à normalização do fornecimento.

O Primeiro-ministro garantiu ainda que o Governo irá compensar as perdas financeiras que a Zener possa estar a registar em consequência da manutenção dos preços atuais.

De acordo com a tabela de preços em vigor, um litro de gasóleo custa 885 FCFA, enquanto um litro de gasolina é vendido a 889 FCFA.

“O Governo prefere subvencionar, ou seja, assumir essas perdas para que não haja um impacto direto na população. Fizemos isso justamente para proteger o mercado e evitar o aumento do preço dos combustíveis”, afirmou.

Vieira Té acrescentou que o Executivo continuará a acompanhar a evolução do mercado internacional e a procurar soluções que permitam absorver fiscalmente as variações dos preços dos combustíveis.

Relativamente à visita à INACEP, explicou que o objetivo foi verificar o cumprimento das normas de segurança na produção dos materiais destinados ao referendo nacional.

“A INACEP é a instituição que tem a obrigação e o dever de produzir todos os instrumentos de governação do Estado”, sublinhou.

O chefe do Executivo de transição manifestou confiança de que os trabalhos estarão concluídos dentro dos prazos previstos, permitindo a realização do referendo na data estabelecida, 30 de agosto.

Segundo garantiu, os trabalhos decorrem de forma acelerada e os serviços funcionam em regime reforçado para assegurar a conclusão atempada do processo.

Por: Carolina Djeme
odemocratagb

Guiné-Bissau: "Constituição Militar é Golpe de Estado que vai transformar-se em poder constituinte"

 Carmelita Pires, jurista e antiga ministra da Justiça da Guiné-Bissau (Foto de arquivo) www.gbissau.com

Desde a passada quinta-feira, está lançada na Guiné-Bissau a campanha de informação em torno da nova Constituição a ser submetida a referendo no próximo dia 30 de Agosto. Enquanto o Conselho Nacional de Transição tem apelado ao voto 'Sim' alegando que o texto garante uma maior estabilidade politica ao país, algumas vozes da sociedade civil têm levantado dúvidas sobre o texto e a própria legalidade da organização desta consulta popular.

Nesta segunda-feira, Carmelita Pires, jurista e antiga Ministra da Justiça da Guiné-Bissau, publicou nas redes sociais um apelo ao boicote do referendo, ou em segunda instância, ao voto 'Não', após expor as suas reservas sobre a legitimidade da organização do referendo por emanar de uma entidade que tomou o poder pela força, os moldes da fiscalização da consulta e ainda o universo de eleitores que abrange.

Na sua publicação, Carmelita Pires sublinha também e sobretudo não ver a utilidade de se organizar um referendo, dado que a nova Constituição -a que chama de 'Constituição Militar'- já foi adoptada pelo Conselho Nacional de Transição e inclusivamente está inscrita no Boletim Oficial da República da Guiné-Bissau desde finais de Fevereiro.

RFI: Antes de abordarmos o conteúdo da nova Constituição, o que se pode dizer sobre os moldes do referendo?

Carmelita Pires: Estamos perante uma ruptura da ordem constitucional. Nós temos uma Constituição vigente na Guiné-Bissau. Um golpe de Estado que, de repente, quer-se transformar em poder constituinte. E como se não bastasse, já que se refere à questão da organização, a verdade é que, tendo isto tudo na base, nós até nem sabemos o que é que vamos votar. Porque veja bem, se é que vamos votar um referendo, mas de uma Constituição que, entretanto, já está no nosso Boletim Oficial que dá vigor e eficácia a esse acto supostamente jurídico desde 24 de Fevereiro de 2026. A organização é o poder de facto que está a controlar tudo mesmo. Não há hipótese de fiscalização nenhuma porque, em última análise, aquilo que é a fiscalização prévia cabe ao Supremo Tribunal de Justiça, que foi assaltado por militares, como nós sabemos. A participação da diáspora está fora. Completamente. Nós nem sequer conseguimos saber o que é o número de eleitores. E caricatamente, nas vésperas, a semana passada, eles resolveram substituir o cartão dos eleitores por uma espécie de segunda via. Tudo isto indicia uma fraude.

RFI: Citou uma série de textos que prevêem, nomeadamente, que não se possa organizar uma consulta popular entre a data em que se marquem eleições e a própria realização de eleições. Menciona igualmente que também não possa haver uma nova remodelação da Lei Suprema guineense antes do prazo de dez anos.

Carmelita Pires: Refere-se a duas questões diferentes. Refere-se à própria Constituição que supostamente vai ser submetida a um referendo popular. Eles nessa Constituição, dizem que são dez anos. Ou seja, a própria Constituição, nós estamos a falar, desde a sua origem, que a nossa Constituição de proclamação unilateral do Estado de 1973 e todas as outras, mesmo depois de nós aderirmos à democratização do nosso país, um sistema multipartidário tem os seus mecanismos próprios de prever a revisão. 

Ora, isto é um bloqueio total do Estado. Isto é, conforme o sistema que eles estão a prever neste tal texto da 'Constituição Militar', é bloquear mesmo o próximo poder que possa surtir das tais eleições que eles próprios também marcaram. A outra questão é na própria lei de referendo. A lei de referendo prevê um prazo de marcação do referendo. Quer dizer que durante um determinado período que a própria lei reconhece, não é possível a convocação e realização do referendo. Refiro-me concretamente ao Artigo 9.º n.°1. Quando este referendo foi convocado, as eleições já estavam formalmente marcadas há quase seis meses. Portanto, tanto a convocação como a realização prevista do referendo situa-se num período que o Artigo 9.º n.°1 da própria lei que eles fizeram, proíbe.

RFI: Também menciona no seu 'post' a questão da fiscalização das entidades que vão estar a vigiar este referendo.

Carmelita Pires: Efectivamente é mais complicado. Porque qual é que é a fiscalização? Mandou-se a fiscalização prévia para o Supremo Tribunal de Justiça. Volto a dizer, os órgãos de soberania foram todos assaltados antes do tal golpe de Estado. Este Conselho Nacional de Transição vem só confirmar tudo o que já tinha sido apropriado. Então, eles dizem que dá-se ao Supremo Tribunal a fiscalização prévia na veste do Tribunal Constitucional que não existe, veja só. Mas a iniciativa tem que ser requerida pelo Presidente da República de Transição, o militar Presidente da República. Existem também, na própria lei, mecanismos de reclamação e recurso de participação civil, mas muito ténues. Quando, todavia, permanece a questão de que há fiscalização autónoma efectiva, não existe por parte das forças políticas, de organizações independentes do poder que estão a promover este referendo. Tudo suscita muitas dúvidas. Não está nada clara a questão da fiscalização.

RFI: E lá está, em simultâneo com o lançamento da campanha de sensibilização sobre este referendo, também se dá posse aos novos juízes conselheiros do Supremo Tribunal. Isto é um mero acaso de calendário, a seu ver?

Carmelita Pires: Não, a meu ver, não é um mero acaso. É deliberado. E voltamos sempre a essa questão no Supremo Tribunal ter sido assaltado por homens armados, compulsivamente retirado o seu presidente. Depois, engenharias foram feitas para que se pusesse no topo da cadeia da magistratura do nosso país magistrados que sejam simpatizantes do 'status quo'. 

E ainda por cima são doze. Mas neste momento, estão empossados oito e parece que se fecha assim. Portanto, não se está a observar sequer a lei do Conselho Superior de Magistratura sobre estas questões, nem sequer a nossa lei judiciária e todas as prerrogativas do Supremo Tribunal. Isto é dramático. O termo, acho que é mesmo esse. Isto é dramático, a forma como estão a ser destruídas as instituições da República, particularmente aquela que é o topo, o cimo da cadeia da Justiça da Guiné-Bissau.

RFI: Sobre o conteúdo desse novo texto submetido a referendo, evocou-se muito no espaço público guineense o facto de se fazer algumas alterações no parlamento guineense, que passa a ter menos deputados do que na anterior Constituição.

Carmelita Pires: Entrar nesta Constituição que eu chamo 'Constituição Militar', se a origem está viciada, por que razão nós vamos nos dar ao trabalho? Nós, particularmente, que temos esta formação específica de estar a analisá-la. Mas posso lhe só dizer que, enfim, nós estamos a falar de 30 e tal artigos na Constituição vigente e vamos para quatro ou cinco vezes mais do que isso. É uma espécie de "copié-collé" (copy-paste), pega-se no nosso sistema semipresidencial que, já por si, tinha pendor presidencial, em que o presidente já tinha uma série de prerrogativas. Uma delas é presidir o Conselho de ministros como bem entendesse, porque é uma Constituição também feita para uma transição democrática, mas em que estávamos num Estado de partido único, de um poder absoluto. 

Também já tem as suas anomalias e é natural que nós não estamos contra isto, de que já é chegado o momento, tanto mais que é uma manta de retalhos, para nós irmos para a liberação económica política. E queríamos fazer, mas não nestes termos, porque a sua origem está viciada à partida. E enfim, tem uma série de situações que saem logo ao de cima. Vê-se que é a preocupação do regime, como é o caso, de obrigar quem se candidatar à presidência, tem que estabelecer cinco anos de residência, no mínimo. Parece, aliás, caricatamente, que o próprio ex-presidente com o qual eles estão a trabalhar, também lhe apanha, se for o caso, quando falarmos das próximas eleições. 

Mantém no poder os órgãos instituídos pela Carta de Transição, nesta nova Constituição militar, até à posse dos futuros titulares dos órgãos de soberania. Ou seja, os órgãos nascidos depois de uma ruptura produzem um texto que é esta Constituição Militar que passa a fundamentar a sua própria permanência no poder. E vão mais longe ainda: impedem, conforme nós dissemos, qualquer nova revisão constitucional em dez anos. 

Alteram a Constituição depois de uma ruptura militar e pretendem impedir que futuros representantes democraticamente eleitos pelo povo possam revê-la numa década. Admite-se? Isto é, só trazendo ao de cima as coisas mais flagrantes. Mas quando a origem em si da própria Constituição Militar é imposta, é uma interrupção coerciva do processo eleitoral, porque o povo guineense votou a 23 de Novembro de 2025 e depois vem com esta justificação de que dão este golpe pelas imensas razões que eles próprios invocaram e não se sabe em que Constituição é que nós estamos neste momento a navegar. 

A 'Constituição Militar' é um Golpe de Estado que vai transformar-se em poder constituinte. Quem toma o poder pelas armas não adquire, por esse facto, legitimidade para substituir a Constituição da República e criar uma nova ordem constitucional. Isto é mais que evidente.

RFI: Este fim-de-semana, o Presidente de transição, o general Horta Inta-A, disse que o referendo a esta Constituição não visa permitir o regresso de Sissoco Embaló ao poder.

Carmelita Pires: Bom, isso são suspeições que caem sobre eles. É gente do Sissoco. O actual Presidente militar esteve em campanha, por Sissoco Embaló, o ex-Presidente. Quando viram que as pessoas estavam a falar por demais ali, puseram nas instituições públicas a fotografia do tal Presidente autoproclamado. E não é só isso. É que não só o próprio Presidente, porque aquilo é pequeno. O chefe de Estado das Forças Armadas, o ex-presidente o tinha posto como chefe de Estado-Maior particular das suas forças. Temos milícias que estão sob a tutela de comandos ou milícias constituídas pelo ex-presidente e temos 30 e tal pessoas que são nomeadas para este tal governo de transição, como para a tal Assembleia forjada, que são pessoas afectas -inclusive posso dizer isto- até do ponto de vista étnico, ao Presidente deposto. Portanto, é natural que ao guineense lhe surjam suspeições. Suspeições sérias. Mas acho que não é só os guineenses. A própria comunidade internacional, porque as Nações Unidas estão lá. A União Africana está lá, a CEDEAO está lá. Todos vêem estas questões porque são flagrantes.

RFI: Por fim, no seu 'post', apela à resistência do povo guineense. Apela à abstenção. A seu ver, de que modo é que os eleitores guineenses deveriam actuar no dia 30 de Agosto?

Carmelita Pires: Tivemos algumas dúvidas metódicas em relação a um bloqueio total perante tudo o que eu acabei de lhe dizer. Ou então dizer às pessoas vão votar e vão votar 'Não'. Isto porque, veja bem que naquela altura, também para as eleições que eles recusaram até hoje reconhecer, apesar de a CNE já estar outra vez a funcionar, porque é que eles deram um golpe e não protegeram a CNE? 

Mas agora, já se protege para o tal referendo, não é? Bom, acontece que já nessa altura nós dizíamos como é que vamos a eleições quando estavam a destruir os partidos, não aceitavam determinadas candidaturas. Foi o que foi. E mesmo assim fomos e ganhou-se com maioria. Foram as primeiras eleições na Guiné-Bissau em que, logo à primeira volta de umas presidenciais, já não haveria segunda volta porque se tinha atingido um resultado que nunca tinha sido atingido. Mesmo assim, foi o que foi. Então, é natural que, neste momento, a gente diga 'Não'. Se calhar é melhor bloquear já, porque temos estes dados todos. O reverso da medalha é assim: se a coisa já estiver feita e estiver tudo pronto, como é o caso, de se publicar uma Constituição que já está em vigor supostamente porque essa é a regra jurídica no nosso país, já está tudo arranjado. 

Então, talvez também sugerir às pessoas, as tais que não desobedecerem, as tais que não boicotarem, que continuem uma resistência cívica. Ou seja, se forem votar, que votem 'Não', com algum receio de que eles aproveitem as pessoas a ir votar no tal dia e possam beneficiar das imagens, para dizer que está tudo bem no nosso país, quando não está. 

Aí está o apelo à resistência. Não saiam de casa. Isto é tudo o que tem a ver com desvirtuar completamente a proclamação daquele Estado e tudo o que são as instituições e a soberania do país. Ao mesmo tempo, dizer também que se acharem mesmo que têm que ir votar, pelo menos votem 'Não'. 'Não' há Constituição militar, 'Não' ao referendo militar e 'Não' à substituição da Constituição pela força das armas.

Por: Liliana Henriques

RESULTADOS OPERACIONAIS | POP recupera nove animais furtados na região de Bafatá

Comissariado Nacional da Polícia de Ordem Pública Guiné-Bissau

A Polícia de Ordem Pública (POP), através da Esquadra de Bafatá, realizou uma operação nas zonas rurais situadas entre Bambadinca e Xitole, que resultou na recuperação de nove ovinos alegadamente furtados.

De acordo com as informações recolhidas no decurso da operação, os animais recuperados serão provenientes da região sul do país, concretamente da localidade de Fulacunda.
No âmbito da mesma operação, um indivíduo suspeito de envolvimento no alegado furto encontra-se sob custódia policial, enquanto os animais recuperados permanecem sob responsabilidade da Esquadra de Bafatá, para os devidos procedimentos legais.
A operação enquadra-se no âmbito das ações de prevenção e combate à criminalidade, com especial enfoque no furto e roubo de gado, fenómeno que afeta diretamente os meios de subsistência das comunidades e a segurança das populações.
A Polícia de Ordem Pública reafirma a sua determinação em prevenir e combater todas as formas de criminalidade, reforçando a sua presença no terreno e a sua capacidade de resposta, com vista à proteção dos cidadãos, dos seus bens e à preservação da ordem e da segurança pública.

«VISITA DE AMIZADE E DE TRABALHO» PRESIDENTE HORTA INTA-A DEFENDE COOPERAÇÃO CONCRETA COM O GABÃO E INTERCEDE PELA COMUNIDADE GUINEENSE



O Presidente da República, General de Exército Horta Inta-a, defendeu, durante o encontro bilateral com o seu homólogo gabonês, General Brice Clotaire Oligui Nguema, o reforço das relações entre a Guiné-Bissau e o Gabão, através de uma cooperação assente em ações concretas e de interesse mútuo.

No seu discurso, o Chefe de Estado destacou os históricos laços de amizade e fraternidade que unem os dois países e considerou que as recentes visitas recíprocas dos dois Presidentes devem constituir um novo impulso para a cooperação bilateral. Neste sentido, apontou a concertação diplomática regular entre os dois Governos como um importante mecanismo para transformar a vontade política existente em resultados concretos.

O Presidente Horta Inta-a destacou igualmente a convergência entre os dois países em matérias relacionadas com o desenvolvimento sustentável, combate à pobreza e aos efeitos das alterações climáticas, proteção da biodiversidade, bem como a aposta na educação e formação da juventude.

À margem da visita, o Presidente da República manteve ainda um encontro com a comunidade guineense residente em Libreville, durante o qual ouviu as suas principais preocupações. Entre as questões apresentadas, mereceu particular atenção a situação relacionada com a documentação e regularização da permanência de cidadãos guineenses no Gabão.

Perante esta preocupação, o Chefe de Estado informou ter abordado o assunto junto do Presidente Brice Clotaire Oligui Nguema, solicitando às autoridades gabonesas uma atenção especial e um tratamento preferencial da questão, tendo em conta os tradicionais laços de amizade e fraternidade existentes entre os dois povos.

A iniciativa enquadra-se na determinação dos dois Chefes de Estado em dar um novo dinamismo às relações entre a Guiné-Bissau e o Gabão, aproximando não apenas os Governos, mas também os respetivos povos.

A visita, realizada no contexto das celebrações da Festa Nacional do Gabão, permitiu ainda reafirmar a qualidade das relações entre os povos guineense e gabonês e o compromisso dos dois Governos em continuar a consolidar uma parceria assente na confiança mútua, solidariedade africana e prosperidade partilhada.


















Primeiro-Ministro de Transição, Ilídio Vieira Té, visita a INACEP. Após a visita, o chefe do Governo fala à imprensa sobre os objetivos da deslocação.