segunda-feira, 6 de abril de 2026

HOSPITAL MILITAR PRINCIPAL DESTACA, PÁSCOA/2026 SEM MORTES E APELA PARA UMA RESPONSABILIDADE NO 1.º DE MAIO

O Hospital Militar Principal considerou de positivo as celebrações da Páscoa, ao revelar que não foi registado qualquer óbito relacionado com as festividades, um dado encorajador que reflete maior consciência da parte dos populares.
A informação foi avançada pelo diretor clínico desta instituição, Arthur Semedo, que sublinhou no entanto, o registo de seis casos de acidentes durante esse período festivo, sendo quatro deles de viação. Apesar disso, todos os casos foram considerados ligeiros, sem gravidade.

Perante a aproximação das comemorações do 1.º de Maio, especialmente nas zonas balneares, Arthur Semedo deixou um apelo claro à população, a uma moderação no consumo das bebidas alcoólicas, e maior uma prudência por parte dos condutores.

“É importante que as pessoas celebrem com responsabilidade qualquer festividade mas com prudência, a fim de evitar tragédias que podiam ser prevenidas”, alertou.
Relativamente ao quadro clínico atual, o responsável destacou que o hospital continua a registar um número significativo de casos de Acidente Vascular Cerebral (AVC) e de paludismo, doenças que continuam a representar um desafio para o sistema de saúde nacional.

O diretor clínico aproveitou ainda a ocasião, para exortar os pais e encarregados de educação, a reforçarem os cuidados com as crianças, incentivando o uso de redes mosquiteiras, como forma de prevenção contra o paludismo.

RSM: 06/04/2926

CRESCE A PREOCUPAÇÃO COM FARMÁCIAS CLANDESTINAS EM TODO O TERRITÓRIO NACIONAL


Atualmente, o país dispõe de cerca de 360 farmácias que funcionam de forma legal, mas desconfia-se que ainda existam dezenas operando de forma clandestina em todo o território nacional.

Estes dados foram revelados pelo Inspetor-Geral das Atividades de Saúde do Ministério da Saúde Pública, Abdalaha Umaro Candé, durante uma entrevista à Rádio Sol Mansi esta semana, sobre a proliferação de farmácias em todo o país.
Ele afirmou que, atualmente, o país não possui estatísticas precisas sobre farmácias que funcionam de forma ilegal, devido à falta de mecanismos eficazes para inspeções regionais.

˝Não temos algum conhecimento formal de farmácias ilegais em funcionamento no país˝, reafirma.

O inspetor também mencionou que a sua instituição carece de meios de locomoção para realizar inspeções em todo o território nacional, fato que dificulta o acompanhamento de várias denúncias sobre as condições das farmácias.

Além disso, a Inspeção-Geral das Atividades de Saúde enfrenta carências de recursos humanos e não dispõe de uma sede própria.

A situação das farmácias e da venda ambulante de medicamentos na Guiné-Bissau é considerada problemática e frágil, apresentando diversos desafios estruturais, regulatórios e de saúde pública.

Como forma de regularizar o setor, as autoridades guineenses já tomaram medidas importantes, principalmente o fecho de farmácias ilegais e a tentativa de modernizar o sistema. No entanto, os resultados ainda são limitados, devido à fiscalização insuficiente e às persistentes fragilidades institucionais.

Imagem: Internet
RSM: 06 04 2026

HOSPITAL NACIONAL "SIMÃO MENDES" REGISTA 116 CASOS NA URGÊNCIA MAS SEM ÓBITO DURANTE AS CELEBRAÇÕES DA PÁSCOA


O Hospital Nacional "Simão Mendes" registou 116 atendimentos no serviço de urgência, durante as festividades da Páscoa, distribuídos entre os serviços de medicina e cirurgia.
No balanço sobre as festividades da Páscoa, relativo aos casos que deram entrada no serviço de urgência da unidade hospitalar, o diretor clínico do Hospital Nacional "Simão Mendes", Bubacar Sissé, afirmou que, entre os acidentados de viaturas e motorizadas, se encontram duas crianças, fora de perigo.
Segundo o mesmo responsável, foram registados 83 casos no serviço de medicina, 15 no serviço de cirurgia e 18 em ortotraumatologia, não tendo registado qualquer óbito.
Entretanto, na mesma ocasião, o diretor clínico do Hospital Nacional "Simão Mendes", Bubacar Sissé, recomendou uma maior atenção, sobretudo em casos dos acidentes que envolvem crianças, apelando para que os portadores estejam sempre acompanhadas de adultos.
O responsável fez ainda uma comparação com as festas da Páscoa do ano passado, referindo que, no ano passado registou-se 175 casos nos diferentes serviços, dos quais 15 resultaram de acidentes 6 de agressões, não tendo registado na altura, nenhum óbito.

RSM: 06. 04. 2026

O Coletivo dos Condutores e Proprietários de Transportes Rodoviários da Guiné-Bissau, responsável pela promoção do moto-táxi no país, entregou nesta segunda-feira (06/04) equipamentos desportivos aos condutores de moto-táxi de Bafatá.

Guiné-Bissau: navios chineses transformaram peixe em águas guineenses, revela investigação

Porto de Bissau, 25 de Novembro de 2019. Imagem de arquivo. AFP - JOHN WESSELS

Uma investigação publicada recentemente pelo jornal britânico The Guardian revelou a presença e actividades de cargueiros chineses nas costas guineenses. Oficialmente apresentados como navios de transporte, estes barcos transformam toneladas de peixe directamente em alto mar. Uma actividade proibida recentemente pelo Governo da Transição, que tem a desvantagem de reduzir os recursos haliêuticos, fragilizando toda a economia costeira do país.

De acordo com a investigação, publicada a 8 de Março (acessível aqui) vários navios chineses permaneceram ancorados durante meses ao largo das ilhas dos Bijagós, tendo recentemente transformado sardinhas em óleo de peixe destinado à exportação, nomeadamente para a indústria da aquicultura e da pecuária.

Ora, trata-se precisamente de uma actividade proíbida pelo Governo da Transição. A 29 de Janeiro, as autoridades guineenses proibiram a produção de farinha e óleo de peixe, considerando que se trata de um "roubo de comida" por parte da indústria transformadora. Uma medida que tinha sido elogiada pela ONG ambiental Greenpeace.

O pescado é um dos principais recursos da Guiné-Bissau, mas a sua quantidade tem diminuido e os preços aumentaram.

Os pescadores artesanais viram as suas capturas diminuírem, os seus rendimentos baixarem, ameaçando a segurança alimentar do país devido a este modelo económico em cadeias de aprovisionamento globalizadas, em benefício de intervenientes estrangeiros.

A investigação do jornal britânico aponta também para a presença de navios turcos nas costas guineenses.

Face a esta situação, o decreto publicado pelas autoridades que permite a actividade destes barcos fica sem grande efeito até ao momento, devido à falta de meios de controlo em alto mar.

Por: RFI

Médio Oriente: EUA e Irão rejeitam cessar-fogo

A Casa Branca anunciou nesta segunda-feira, 6 de Abril, que o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitou a proposta de cessar-fogo de 45 dias no Irão. A proposta foi igualmente rejeitada por Teerão, que promete represálias devastadoras. AP - Alex Brandon

A Casa Branca anunciou nesta segunda-feira, 6 de Abril, que o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitou a proposta de cessar-fogo de 45 dias no Irão. A proposta foi igualmente rejeitada por Teerão, que promete represálias devastadoras.

O Presidente dos Estados Unidos não aceitou a proposta de cessar-fogo de 45 dias no Irão. Um alto funcionário norte-americano afirmou que se tratava apenas "de uma ideia entre muitas" e que o Presidente não a endossou, sublinhando que a "Operação Fúria Épica continuará".

De acordo com a imprensa iraniana, a proposta foi igualmente rejeitada por Teerão, que promete represálias devastadoras.

O porta-voz do exército iraniano, Mohammad Akramiya, declarou que o país continuará a combater, enquanto vários países tentam mediar um cessar-fogo entre o Irão, os Estados Unidos e Israel.

A proposta de cessar - fogo foi elaborada pelo Paquistão, Epito e Turquia numa tentativa de colmatar as divergências e pôr fim aos combates. Donald Trump estabeleceu um ultimato até à noite de terça-feira, antes de atacar infra-estruturas iranianas.

Por seu lado, Israel anunciou ter atacado o complexo petroquímico de South Pars, o maior do país, segundo a agência de notícias Fars, sem fornecer mais detalhes. Trata-se de um local crucial para o sector energético iraniano, envolvido no desenvolvimento conjunto com o Qatar do maior campo de gás natural do mundo.

Por: RFI com AFP

domingo, 5 de abril de 2026

Presidente não quer revisão da Constituição anunciada pela direita


PSD admite aperfeiçoar texto mantendo os "alicerces". Para Aguiar-Branco “não há drama”, mas Seguro discorda: o foco deve ser na política e menos no texto da Constituição

O Presidente da República “não tem poder legislativo nem executivo”, nem sequer tem o poder de travar uma eventual revisão constitucional se vier a ser aprovada, mas, tendo o poder da palavra e o dever de “fazer cumprir” a Constituição, António José Seguro foi claro: apesar de a Constituição já ter sido revista sete vezes, sem que tenha sido beliscada a essência da lei, há ainda tanto por cumprir na saúde, habitação, justiça social e credibilidade das instituições que o foco do poder legislativo e executivo não deve estar numa revisão do texto, mas sim no cumprimento do que já está escrito.

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