quarta-feira, 15 de abril de 2026

ENERGIA INSTÁVEL EM BAFATÁ PROVOCA REVOLTA ENTRE CONSUMIDORAS



Na cidade de Bafatá, no leste do país, mulheres consumidoras de energia elétrica manifestam forte descontentamento com a qualidade do serviço prestado pela empresa privada Baio Djata.

Segundo relataram à Rádio Sol Mansi, o fornecimento de energia tem sido irregular e de baixa qualidade, comprometendo as atividades diárias e gerando prejuízos nas famílias.

As queixas apontam para falhas constantes e falta de estabilidade no abastecimento, situação que, segundo as consumidoras, exige uma resposta urgente da empresa responsável.

A Rádio Sol Mansi tentou obter a reação da empresa Baio Djata, mas esta preferiu pronunciar-se em momento oportuno.

RSM: 15 04 2026

Antiga ministra dos negócios estrangeiros, Suzi Carla Barbosa recebeu o título de doutora honoris causa pela Universidade de Londres.

Esta honraria prestigiosa é destinada a pessoas notáveis cuja liderança, dedicação humanitária e serviço ao público tenham feito uma diferença mensurável e duradoura na sociedade.
Segundo as análises da universidade, a sua atuação como Ministra dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau e Presidente do Conselho de Ministros da CEDEAO elevou os padrões na diplomacia africana, estabelecendo-a como uma "frente do novo Atlântico", que dá prioridade à estabilidade regional em vez de interesses pessoais. Com sua defesa incansável da Lei das Quotas para Mulheres e seu papel essencial em guiar a CEDEAO durante mudanças geopolíticas complexas, ela não apenas transformou a visibilidade internacional da Guiné-Bissau, mas também criou um legado de liderança inclusiva em questões de gênero que continua a inspirar o continente.
A concessão do título de Doutor Honoris Causa pela EuroKnowledge reconhece líderes globais, formuladores de políticas, filantropos e servidores públicos excepcionais, cujo trabalho impacta significativamente na evolução da sociedade e no desenvolvimento humano.
A cerimônia para a entrega da honraria acontecerá durante a próxima celebração de doutorado honoris causa da EuroKnowledge, na Câmara dos Lordes, no Palácio de Westminster, em Londres, no dia 17 de julho de 2026.

Radio Djumbay/ADD

TOMBALI BENEFICIA DE CONSULTAS MÉDICAS GRATUITAS NO ÂMBITO DA COOPERAÇÃO COM A CHINA



A região de Tombali beneficiou, esta semana, de uma importante ação no domínio da saúde, no quadro do acordo de cooperação estabelecido entre o Governo Regional de Tombali e a Embaixada da República Popular da China na Guiné-Bissau, com incidência nas áreas da saúde e da agricultura.

No âmbito desta parceria, uma equipa médica chinesa realizou, hoje, uma jornada de consultas gratuitas destinadas à população local, no Hospital Regional Musna Sambu, situado na cidade de Catió.

A iniciativa registou uma forte adesão por parte da comunidade e decorreu com pleno êxito, permitindo o acesso a cuidados médicos essenciais a dezenas de cidadãos, muitos dos quais em situação de vulnerabilidade.

Esta ação insere-se nos esforços conjuntos de reforço da cooperação bilateral e de melhoria das condições de acesso aos serviços de saúde na região, contribuindo igualmente para a promoção do bem-estar das populações.

O Governo Regional de Tombali destacou a relevância desta iniciativa e reiterou o seu compromisso em continuar a trabalhar com os seus parceiros internacionais na implementação de programas que beneficiem diretamente as comunidades.

A jornada contou com o acompanhamento institucional do Governador Interino da Região de Tombali, Senhor Djalilo Daramé, que enalteceu o impacto positivo da cooperação sino-guineense no desenvolvimento local.








O presidente do Movimento Nacional da Sociedade Civil, Fodé Caramba Sanha, afirmou que os 50.000.000 FCFA aprovados pelo Conselho Nacional de Transição para os partidos políticos que pretendem participar nas eleições gerais no país constituem uma forma de reduzir o surgimento de partidos maioritários apenas em períodos eleitorais.


As declarações foram feitas hoje, à saída de um encontro entre o Ministério da Administração Territorial e Poder Local e a direção do Movimento Nacional da Sociedade Civil. O encontro teve como objetivo analisar as próximas eleições gerais na Guiné-Bissau, marcadas para o dia 6 de dezembro do corrente ano.
Na ocasião, o responsável afirmou que não é legítimo existirem apenas partidos sazonais no país.
Por CFM
Data: 15.04.2026

MINISTRA DAS PESCAS VISITA TOMBALI PARA AVALIAR INFRAESTRUTURAS e OUVIR OPERADORES DO SECTOR


A região de Tombali recebeu, esta quarta-feira, na cidade de Catió, a visita de Sua Excelência a Ministra das Pescas e Economia Marítima, Virgínia Maria da Cruz Godinho Pires Correia, no quadro de uma missão de acompanhamento e avaliação das condições do setor pesqueiro no sul do país.

A governante fez-se acompanhar pelo Diretor-Geral da Pesca Industrial e pelo Diretor-Geral do FISCAP (Fiscalização das Atividades de Pesca), reforçando o caráter técnico e operacional da deslocação.

Durante a visita, a delegação ministerial procedeu à constatação in loco do estado de construção do frigorífico de conservação de produtos pesqueiros, uma infraestrutura considerada estratégica para a melhoria da cadeia de valor do pescado na região.

Para além da componente infraestrutural, a missão teve igualmente como objetivo auscultar diretamente os principais intervenientes do setor, nomeadamente pescadores artesanais e as denominadas “bideiras”, procurando identificar as dificuldades concretas que enfrentam no exercício das suas atividades.

No contacto com os operadores locais, foram abordadas questões ligadas à conservação do pescado, acesso a equipamentos adequados, condições de transporte e comercialização, bem como os desafios estruturais que condicionam o desenvolvimento sustentável da pesca na região.

A agenda da visita prossegue ainda durante o dia com uma deslocação ao setor de Cacine, onde a Ministra dará continuidade ao trabalho de avaliação e recolha de informações no terreno.

A visita contou com o acompanhamento do Governador Interino da Região de Tombali, Djalilo Daramé, que destacou a importância da presença governamental como sinal de proximidade e compromisso com o desenvolvimento regional.






CONSTRUÇÃO DA ESTRADA SAFIM-MPAK AVANÇA COM 25% DE EXECUÇÃO




O coordenador do Projeto Conectividade Norte, Malam Banjai, afirmou esta quarta‑feira, 14 de abril de 2026, que a construção da estrada Safim–Mpak (Senegal) é de extrema importância para o desenvolvimento da Guiné‑Bissau. Segundo ele, a via permitirá a evacuação dos produtos da zona norte do país, além de impulsionar as trocas comerciais entre a Guiné‑Bissau e o Senegal. 

O responsável garantiu ainda que a estrada em construção será a melhor da África Ocidental, devido à qualidade dos trabalhos realizados pela empresa executora.

Falando aos jornalistas durante uma visita às obras, Banjai — que é também engenheiro de estradas e pontes — explicou que a estrada liga Safim, na Guiné‑Bissau, a Mpak, no Senegal, sendo o projeto financiado pelo Banco Mundial.

A obra teve início em novembro de 2025 e tem uma duração prevista de 26 meses, incluindo o período das chuvas. O custo total do projeto está estimado em 34 mil milhões de francos CFA.

O coordenador explicou que o projeto visa a construção da estrada Safim–Mpak, com uma extensão total de 115 quilómetros, o que exige um investimento avultado.
“O Banco Mundial financiou o primeiro lote, de Safim até Antotenha, numa extensão de 46 quilómetros. Já o troço de Antotenha até Mpak, com cerca de 70 quilómetros, é financiado pelo Banco Europeu de Investimento e pela União Europeia. Ou seja, são dois financiadores envolvidos na construção desta estrada”, esclareceu.
Banjai lembrou que, após os acontecimentos de 26 de novembro (golpe de Estado), o projeto sofreu uma pausa administrativa, uma vez que o Banco Mundial suspendeu os pagamentos diretos às empresas e os reembolsos das contas do projeto, situação que teve um impacto significativo no andamento das obras.
“Mesmo assim, a empresa não interrompeu os trabalhos, razão pela qual já se alcançou um nível de execução de cerca de 25%”, sublinhou.

No âmbito do lote 01, está prevista a construção de duas portagens modernas, em João Landim e São Vicente, equipadas com tecnologia eletrónica e sistemas de controlo de velocidade.
“As perspetivas indicam que, assim que terminar o lote 01, avançaremos de imediato para a construção do lote 02. Neste momento, o processo de recrutamento da empresa foi relançado e, posteriormente, os trabalhos não irão parar. Se tudo correr como previsto, até 2029 a estrada Safim–Mpak estará totalmente transitável e ao serviço da população”, garantiu.

Por sua vez, o ministro das Obras Públicas, Habitação e Urbanismo, José Carlos Esteves, afirmou que a conclusão desta obra permitirá uma evacuação mais eficiente da castanha de caju, produto estratégico para a economia da Guiné‑Bissau. Segundo o governante, a estrada vai facilitar a arrecadação de receitas e promover a valorização da zona norte do país, principal área produtora de caju, além de reforçar a ligação rodoviária com o Senegal.

O ministro assegurou ainda que a obra cumpre rigorosamente as exigências ambientais, lembrando que todos os projetos financiados pelo Banco Mundial são obrigados a respeitar normas ambientais estritas, sob pena de bloqueio do financiamento.

José Carlos Esteves explicou que a visita às obras serviu igualmente para relançar as próximas atividades do projeto, com o objetivo de garantir a asfaltagem do troço Safim–Bula antes do início da época das chuvas.

Por fim, destacou que a dinâmica observada no terreno, aliada aos equipamentos utilizados, demonstra um elevado nível de organização dos trabalhos, o que permitirá alcançar resultados de alta qualidade.

Por: Aguinaldo Ampa
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Moçambique: Regalias milionárias a ex-Presidentes geram indignação


Assembleia da República de Moçambique. LUSA - LUÍSA NHANTUMBO

Em Moçambique, cresce a indignação entre os cidadãos face ao decreto presidencial n.º 9/2026, de 27 de Março, que concede regalias milionárias aos antigos chefes de Estado Joaquim Chissano, Armando Guebuza e Filipe Nyusi. Entre os benefícios previstos estão um subsídio mensal de 8 mil euros, viaturas, viagens em classe executiva, renovação de veículos a cada cinco anos e substituição periódica do mobiliário das residências.

O Decreto Presidencial n.º 9/2026, de 27 de Março prevê benefícios considerados elevados para os antigos chefes de Estado Joaquim Chissano, Armando Guebuza e Filipe Nyusi.O pacote inclui um subsídio mensal de 8 mil euros, a disponibilização de viaturas, viagens em classe executiva, a renovação de veículos de cinco em cinco anos e a substituição regular do mobiliário das residências oficiais.

Alguns cidadãos, que preferem não ser identificados, lamentam a aprovação destas regalias. Um deles afirma que a população enfrenta dificuldades, com as escolas em más condições e os hospitais sem capacidade adequada, considerando, por isso, que tais medidas não seriam apropriadas e que seria preferível investir nesses setores.

Outro cidadão declarou não saber de onde teria partido a decisão, mas afirmou que, por se tratar de dirigentes, estes agiriam como se o país lhes pertencessen acrescentando que os benefícios seriam concedidos em proveito próprio, esquecendo a população que os teria eleito, considerando a situação motivo de lamentação.

O Ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salim Valá, justifica que a decisão governamental de atribuir este pacote de regalias aos ex-presidentes de Moçambique, Joaquim Chissano, Armando Guebuza e Filipe Nyusi visa reconhecer o papel que os estadistas desempenharam no país.

“Aquilo que o Estado moçambicano fez foi normalizar aquilo que são as regalias que considera merecidas para dirigentes que cessaram funções e que devem manter a dignidade, porque foram presidentes que dirigiram o nosso país. Tiveram um papel importante e isto está consagrado e não se aplica apenas a estes dirigentes", explicou o ministro.

O Centro de Integridade Pública (CIP) submeteu na terça-feira, 14 de Abril, cartas formais dirigidas aos antigos chefes de Estado moçambicanos, apelando à renúncia parcial das regalias atribuídas após o fim dos seus mandatos e à revisão do recente enquadramento legal que as regula.