terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Apresentação oficial da obra Clemência à Geração Pau de Sangue, do escritor guineense Eng. Manuel da Costa


Exmo(a) Senhor(a),

O autor, a Nimba Edições e a Associação Caboverdeana têm a honra de convidar a Ex.ª para a apresentação oficial da obra Clemência à Geração Pau de Sanguedo escritor guineense Eng. Manuel da Costa.

Uma obra de reflexão literária, histórica e social.

Este romance inscreve-se no espaço das obras literárias que ultrapassam o registo ficcional convencional, afirmando-se como um exercício de reflexão crítica, memória histórica e análise social. A narrativa projeta o leitor para um dos períodos mais sensíveis da história recente da Guiné-Bissau - a Transição Política - marcada por profundas tensões institucionais, transformações sociais e desafios estruturais.

Através de uma escrita deliberadamente direta, clara e desassombrada, Manuel da Costa constrói uma obra que examina, com lucidez e rigor narrativo, as dinâmicas que envolveram a exploração intensiva dos recursos florestais, particularmente do pau-de-sangue. Este elemento central da narrativa assume-se simultaneamente como símbolo económico, político e social, permitindo uma leitura mais ampla dos fenómenos que moldaram o período retratado.

Clemência à Geração Pau de Sangue propõe uma abordagem que recusa simplificações fáceis. O romance não procura julgamentos sumários, mas antes a compreensão crítica das circunstâncias, das escolhas individuais e das fragilidades sistémicas que caracterizam contextos de instabilidade. As personagens, construídas com densidade humana e verossimilhança social, refletem os dilemas, as contradições e as tensões éticas vividas por uma geração confrontada com realidades complexas.

A obra assume igualmente uma dimensão de particular importância contemporânea: a reflexão sobre sustentabilidade, património natural e responsabilidade intergeracional. A devastação ambiental, aqui retratada, é apresentada como fenómeno que transcende o imediato, convocando uma consciência coletiva sobre os impactos sociais, ecológicos e civilizacionais associados à gestão dos recursos naturais.

Ao integrar referências culturais e contos tradicionais, o romance reforça a sua profundidade identitária, estabelecendo pontes entre memória, tradição e contemporaneidade, e ampliando o seu alcance pedagógico e simbólico.

Mais do que uma obra literária, Clemência à Geração Pau de Sangue afirma-se como um contributo relevante para o debate intelectual, social e institucional. Trata-se de um romance que interpela o leitor, estimula a reflexão crítica e promove uma leitura lúcida das interações entre poder, ética, economia e sociedade.

Neste lançamento, celebramos não apenas um livro, mas uma obra que convida à análise, à memória e à consciência.

Dia 25 de fevereiro | 18H00 | Associação Caboverdeana

Local: Rua Duque de Palmela, n.º 2, 8º andar | 1250-098 Lisboa


Com os melhores cumprimentos,

Carla N.

Direção Comercial

Governo da Guiné-Bissau transferiu hoje para Dakar cinco feridos graves que estavam internados no Hospital Nacional Simão Mendes, provocada pela tragédia que aconteceu na cidade de Bafafá











PAIGC ACUSA AUTORIDADES DE TRANSIÇÃO DE IMPEDIREM SAÍDA DO PAÍS DO SEU DEPUTADO


O Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) denunciou, esta terça-feira, 24 de fevereiro de 2026, o que classificou como um “impedimento ilegal” à saída do território nacional do deputado da Nação Octávio Lopes, ocorrido no Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira, em Bissau.

Segundo um comunicado de repúdio e condenação política divulgado pelo Secretariado Nacional do partido, Octávio Lopes — que é igualmente mandatário nacional do candidato presidencial Fernando Dias da Costa — foi impedido de viajar para Dakar, no Senegal, num voo regular da companhia ASKY, apesar de se encontrar na posse de todos os documentos legalmente exigidos.

De acordo com o PAIGC, o impedimento terá sido executado pelos Serviços de Migração e Fronteiras, sem a apresentação de qualquer mandado judicial ou decisão administrativa escrita, tendo sido alegadamente invocada apenas uma “ordem superior”.

Para o partido, a situação configura um caso de “abuso de poder”, constituindo uma violação das liberdades fundamentais consagradas na Constituição da República, bem como uma afronta às imunidades e prerrogativas parlamentares.

O PAIGC sustenta ainda que o episódio não é isolado, enquadrando-o num alegado “padrão sistemático de perseguição política”. A este respeito, recorda os acontecimentos de 26 de novembro de 2025, data em que Octávio Lopes foi detido durante 43 dias, juntamente com Domingos Simões Pereira, presidente da Assembleia Nacional Popular e do PAIGC, Roberto Mbesba, dirigente do PRS, e, posteriormente, Marciano Indi, deputado da Nação e da CEDEAO.

Segundo o partido, nunca foi comunicado ao deputado qualquer fundamento legal para a sua detenção ou posterior libertação, nem existe, até ao momento, processo judicial ou medida restritiva que limite a sua liberdade de circulação.

Por essa razão, o PAIGC considera que as detenções ocorridas em novembro de 2025 representaram “um dos momentos mais graves de retrocesso das conquistas democráticas” no país e entende que o episódio desta terça-feira demonstra a continuidade de uma alegada lógica de intimidação política.

No documento, o partido alerta ainda para “uma escalada de restrições ilegais e perseguições contra dirigentes políticos”.

Por: Tiago Seide
odemocratagb

Caso Bubo Na Tchuto: PROMOTORIA MILITAR PEDE SEIS ANOS DE PRISÃO E DEFESA REQUER ABSOLVIÇÃO



A Promotoria da Justiça Militar do Tribunal Militar Superior solicitou uma pena de seis anos de prisão efetiva para o contra-almirante José Américo Bubo Na Tchuto, pelo seu alegado envolvimento na tentativa de golpe de Estado ocorrida em 1 de fevereiro de 2022.

De acordo com a promotoria, os factos constantes do processo demonstram a presença do contra-almirante no aquartelamento da Marinha de Guerra Nacional no dia dos acontecimentos.

Segundo o Tribunal Militar, Bubo Na Tchuto terá solicitado a abertura do depósito de armamento no momento em que decorria o ataque ao Palácio do Governo, onde se encontrava o então Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló.

A defesa do contra-almirante, representada pelo advogado Marcelino Intupe, rejeitou o pedido da promotoria da Justiça Militar, alegando que as acusações carecem de provas, e requereu a absolvição do seu constituinte.

Marcelino Intupe falava aos jornalistas na terça‑feira, 24 de fevereiro de 2026, à saída da audiência de alegações finais do julgamento do caso de 1 de fevereiro de 2022, cujo processo decorre há cerca de cinco meses.

O advogado afirmou que a promotoria está a agir de forma contraditória, sustentando que a lei não permite que essa instância apresente alegações finais, uma vez que não foi a autora das investigações, competência que, segundo disse, pertence exclusivamente ao Ministério Público.

“Compete apenas ao Ministério Público sustentar as acusações, caso o processo decorresse no seu âmbito normal”, declarou.

Segundo Intupe, o Código de Justiça Militar, no artigo 117.º, alínea g), estabelece que apenas a entidade que realizou a investigação pode sustentar a acusação. “Não se pode sustentar uma acusação sem ter conduzido a investigação”, afirmou.

“Por isso, invocámos questões prévias e contrariámos a intenção da promotoria, demonstrando que está a violar a lei. A promotoria está a brincar com o pedido de seis anos de prisão efetiva. É provável que tenha consultado alegações de outro processo”, frisou.

O advogado informou ainda que existem contradições nos depoimentos das testemunhas e ausência de provas consistentes. Acrescentou que a pessoa referida no processo como tendo sido solicitada por Bubo Na Tchuto para abrir o depósito de armamento não era o responsável pelas chaves.

Segundo explicou, o responsável pelas chaves foi nomeado pelo próprio acusado, o que torna improvável que este se dirigisse diretamente a outra pessoa para esse efeito.

“Foi alegado que o contra-almirante destruiu a cancela do aquartelamento da Marinha de Guerra Nacional, mas isso foi desmentido em tribunal. Bubo Na Tchuto deslocou‑se à Marinha porque o seu carro tinha caído numa valeta. O vice‑chefe do Estado‑Maior da Marinha declarou que informou o chefe do Estado‑Maior, mas essa versão foi contrariada por outras testemunhas”, afirmou.
Segundo Intupe, a promotoria baseou todo o seu argumento apenas na versão do vice‑chefe do Estado‑Maior, sem sustentação suficiente, uma vez que as suas declarações foram contraditas. “Ele afirmou que Bubo Na Tchuto foi escoltado por um homem armado, mas o chefe do Estado‑Maior da Marinha declarou que essa pessoa não portava qualquer arma”, sublinhou.

Marcelino Intupe disse não ver fundamentos legais para a condenação do seu cliente a seis anos de prisão efetiva e garantiu que irá recorrer caso o pedido da promotoria seja aceite.

“Espero que o tribunal decida com base na lei e na experiência. O meu constituinte conhece bem a Marinha e, se tivesse a intenção de assaltar uma unidade militar de elite, não o faria apenas com três homens”, concluiu.

Entretanto, a decisão final do Tribunal Militar Superior deverá ser conhecida no prazo de 30 dias. A defesa, no entanto, defende que o acórdão seja proferido em 15 dias, “conforme recomenda a lei”.

Por: Jacimira Segunda Sia
odemocratagb

«Comunidade Guineense no Porto de Luto!» Faleceu ontem (dia 23/02/2026), o nosso irmão/amigo, Alexandre Soares Tavares, mais conhecido por: "Tchando", vivia mais de 4 décadas em Portugal

 
A vida, as vezes, é injusta demais como quando é tirado de nós alguém especial como ele!

Neste momento de dor e consternação, só nos cabe pedir a Deus que lhe ilumine e lhe dê paz no seu reino!

Os antigos jogadores guineenses no Porto, dá os sentimentos a toda a família nesta hora tão difícil.

De momento, os restos mortais do falecido se encontram no Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses (INMLCF) - Delegação do Norte (Porto), o processo segue procedimentos legais específicos para a libertação do corpo.

Pate Cabral Djob

«24/02/2025» Ilídio Vieira Té, Primeiro-Ministro de Transição da Guiné-Bissau, preside neste momento à reunião do Conselho de Ministros.

 


24/02/2026 - Comunicado do Conselho de Ministros - Guiné-Bissau