domingo, 19 de abril de 2026

Três profissionais de saúde oral portugueses (🇵🇹) encontram-se atualmente em missão na Guiné-Bissau e em São Tomé e Príncipe.

 

Embaixada de Portugal na Guiné-Bissau

Estão a desenvolver ações de capacitação, formação e partilha de conhecimentos

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com profissionais de saúde da Guiné-Bissau e de São Tomé e Príncipe, técnicos de estomatologia e futuros médicos dentistas, contribuindo para o reforço de competências e para a melhoria dos cuidados de saúde oral.
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Esta intervenção integra o projeto "Reforço dos sistemas de saúde oral da Guiné-Bissau e de São Tomé e Príncipe e capacitação dos seus profissionais para um futuro saudável das populações", que aposta numa abordagem sustentável
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, centrada na valorização dos recursos humanos e na cooperação interinstitucional.
O projeto é financiado pelo Camões, Instituto da Cooperação e da Língua, I.P. e pela _European Association for Osseointegration_.

«MINISTÉRIO DA SAÚDE PÚBLICA» O Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA) , fez esta quinta-feira (16.04) a entrega de uma quantidade enorme de equipamentos de bloco operatório ao Ministério da Saúde, reforçando assim o seu contributo para assegurar a qualidade de serviços e garantir o acesso aos cuidados de saúde da população.

 

No ato, o Ministro da Saúde, Comodoro Quinhin Nantote, expressou a sua "profunda gratidão" pelo apoio e pelo compromisso contínuo do Fundo com o desenvolvimento do sistema, num contexto em que os desafios no sector da saúde exigem respostas cada vez mais eficazes.

Zalla Assumana, Representante do UNFPA, na Guiné-Bissau, fala em urgências médicas, reiterando o engajamento do Fundo no acompanhamento e no apoio técnico e financeiro ao governo.

Por : gabinete de Comunicação Minsap GW.

IM/FA 15.04.2026 - Inauguração da Unidade de Despistagem de Doenças Infecciosas.



Figura da semana: ATLETA CAETANO SÁ DOMINA TORNEIO REGIONAL COM DOIS TÍTULOS

O atleta guineense Caetano António Sá conquistou duas medalhas de ouro no Torneio Regional de Desenvolvimento de Luta Livre e Luta de Praia, nas categorias de 74 kg (luta livre) e 80 kg (luta de praia). A competição decorreu de 6 a 12 do corrente mês, em Bissau.

O torneio insere-se no processo de preparação para os Jogos Olímpicos da Juventude (JOJ) Dakar 2026, que terão lugar no Senegal, entre 31 de outubro e 13 de novembro de 2026. O principal objetivo da competição é reforçar a formação de jovens atletas que deverão marcar presença na quarta edição dos JOJ, a primeira a ser realizada no continente africano.

Além da Guiné-Bissau, participaram no torneio atletas provenientes do Benim, Burkina Faso, Costa do Marfim, Gâmbia, Gana, Guiné-Conacri, Senegal, Serra Leoa e Níger, reforçando o carácter regional e competitivo do evento.

BIOGRAFIA
Caetano António Sá nasceu a 5 de julho de 2001, em Tchangue-Binar, região de Oio, no norte da Guiné-Bissau. Proveniente de uma família com tradição desportiva — é filho de um ex-internacional —, destaca-se pela sua polivalência em diferentes categorias de peso e pela regularidade competitiva ao nível regional e continental, contribuindo de forma significativa para a afirmação da luta guineense no panorama africano.

Ao longo da sua carreira, Caetano Sá conquistou três medalhas de ouro, duas de prata e quatro de bronze. O primeiro ouro foi alcançado em 2025, no Torneio Regional de Desenvolvimento da África Ocidental – Luta de Praia (74 kg), no Benim. Em 2026, voltou a subir ao lugar mais alto do pódio, arrecadando duas medalhas de ouro no Torneio Regional de Desenvolvimento da África Ocidental, nas categorias de luta livre (74 kg) e luta de praia (80 kg).

As medalhas de prata foram obtidas em 2025, em Abuja, no torneio TOLAC/CEDEAO. Já as quatro medalhas de bronze foram conquistadas nas seguintes competições: Torneio da CEDEAO – 86 kg, em Niamey (Níger), em 2023; Campeonato Africano de Luta de Praia – 80 kg, em Dakar (Senegal), em 2024; Campeonato Africano de Luta Livre – 74 kg, em Marrocos, em 2025; e Torneio Regional de Desenvolvimento – 74 kg (luta livre), no Benim, em 2025.

O atleta participou ainda em diversas competições internacionais, com destaque para o Campeonato do Mundo Sub-23, realizado em Belgrado (Sérvia). Nos Campeonatos Africanos Seniores, marcou presença nas edições de 2017, 2022 e 2025, em Marrocos. Em torneios de zonas e regionais, competiu em 2018, em Dakar (Senegal); 2023, em Niamey (Níger); 2025, na Nigéria e no Benim; e 2026, em Bissau.

Por: Epifânia Mendonça
odemocratagb.

«Menher Menhér!» Guerra: "Progressos" entre EUA e Irão apesar de persistirem "várias divergências"

Donald Trump 
O Presidente do Parlamento iraniano, Mohammed Bager Qalibaf, considerado como negociador-chefe da delegação iraniana deu conta, este sábado, de "progressos" nas conversações entre os Estados Unidos e o Irão, mas um acordo final "ainda está longe" de ver a luz do dia.

A tensão entre Washington e Teerão é indubitável, ainda assim há registo de avanços nas negociações. Quem o diz é o Presidente do parlamento iraniano, que dá conta de que, apesar disso, ainda persistem "muitas divergências" entre os dois países. Donald Trump também dá conta de "boas conversações em curso".

Apesar deste aparente optimismo, o Irão mantém o estreito de Ormuz encerrado, em resposta ao bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos da América, isto a três dias de expirar o cessar-fogo entre Washington e Teerão."

"Ainda estamos longe de ter encerrado o debate. Fizemos progressos nas negociações, mas subsistem muitas divergências e alguns pontos fundamentais continuam por resolver", disse o responsável iraniano.

No Líbano, a outra frente de guerra, a situação continua muito instável. Este sábado, um militar francês morreu e três outros soldados ficaram feridos numa emboscada que, segundo acredita o governo francês, foi levada a cabo pelo grupo Hezbollah. Apesar disso, esta mílicia xiita pró-iraniana já negou o envolvimento neste ataque.

Neste momento em que está em vigor um cessar-fogo entre Israel e o Líbano, membros do exército aproveitam estes dias para reparar estradas, pontes e outras infraestruturas danificadas pelos bombardeamentos israelitas.

Alguns libaneses estão a regressar às suas casas, ainda que saibam que provavelmente não poderão permanecer lá muito tempo, receando o regresso, em breve, dos ataques.

Por: RFI

Opinião: CHINA COMO ALTERNATIVA E PROMOTORA DA PAZ E ESTABILIZA MUNDIAL

O mundo encontra-se numa situação de extrema complexidade e à beira do colapso, fruto da irresponsabilidade e da ambição desmedida de países como os Estados Unidos da América e Israel. Os Estados Unidos e os seus satélites — Israel e países árabes do Golfo — não conseguem aceitar a possibilidade de virem a ser ultrapassados, tanto no plano económico como no militar, por países outrora rotulados como “terceiro mundo”, que hoje apresentam um panorama radicalmente distinto, notavelmente avançado nos domínios da educação, da economia e, em particular, do desenvolvimento de tecnologia militar.

Na ausência de capacidade para acompanhar essa mudança, os aliados dos EUA preferem alinhar-se numa estratégia suicida, capaz de provocar, nessas regiões, destruições jamais vistas, como se verifica atualmente no caso do Irão.

Estamos perante uma verdadeira cruzada do chamado “mundo ocidental”, liderado pelos EUA, contra países anteriormente classificados como “terceiro mundo”, como a China, o Irão e a Rússia, e, de um modo geral, as nações do Sul Global. Os Estados Unidos, sob a liderança de um presidente que parece desprovido de juízo, cujo maior sonho é “Tornar a América Grande Outra Vez” (MAGA), decidiram transformar a sua Marinha numa força mercenária, agindo como autênticos “piratas do mar”.

A Marinha norte-americana, sob a liderança de Trump, assalta petroleiros de outras nações e rapta chefes de Estado no calar da noite, tudo em nome de uma suposta “justiça” e da promoção da democracia. Esses argumentos, além de falsos, ocultam o verdadeiro objetivo dos EUA e do seu demente presidente. Se o propósito fosse genuinamente instaurar a democracia, os lacaios — os monarcas do Golfo — seriam os primeiros a ser depostos.

Infelizmente, a Marinha americana tornou-se a principal fiadora dos regimes autocráticos árabes, em troca do controlo dos seus recursos petrolíferos e da aquisição de ativos norte-americanos. Fecham-se, assim, de forma conveniente, os olhos às atrocidades cometidas por esses monarcas. Entre os aliados dos EUA no mundo árabe, contam-se pelos dedos de uma mão aqueles que supostamente vivem sob regimes democráticos.

Relativamente a esta guerra insensata contra o Irão, ao sequestro do Presidente Maduro em conivência com setores do seu próprio exército para a apropriação do petróleo venezuelano e à corrida pelo controlo de rotas marítimas estratégicas, a ilação a retirar é clara: todas estas atitudes abusivas são reflexo do medo que os Estados Unidos nutrem em relação à República Popular da China. Um país que, devido ao seu crescimento estruturado e sustentável, é visto como a maior ameaça aos EUA nos planos económico, militar e tecnológico, com particular ênfase na tecnologia de defesa. É esta a razão pela qual a administração do Presidente Trump faz de tudo para estrangular a economia do gigante asiático.

A Administração Trump tentou inicialmente fazê-lo através da imposição de tarifas alfandegárias sobre produtos chineses, alegando o combate ao tráfico de fentanil — droga responsável por uma grave crise de overdoses em solo norte-americano. A estratégia falhou e agora regressa com uma abordagem mais audaciosa, mas também mais ridícula: cortar ou controlar as linhas de passagem marítima do comércio mundial, sobretudo as do petróleo.

Conhecendo a forma cautelosa e estratégica como a China sempre atuou, Trump e os seus aliados perderão, certamente, esta maldita guerra. Aliás, já estão a perdê-la. Prova disso é a crescente perda de apoio dos seus aliados europeus, que outrora seguiam cegamente os Estados Unidos nas suas mais patéticas aventuras, em nome de uma aliança e de uma suposta proteção mútua.

O silêncio da China perante as atrocidades perpetradas pela Administração Trump é questionado por muitos analistas e académicos dos países do Sul Global, que acompanham com enorme preocupação o desenrolar desta grave crise global — particularmente no setor energético.

Na minha opinião, esse questionamento é legítimo. No entanto, quem acompanha de perto a política chinesa sabe que a República Popular da China sempre se pautou pela paz, pela estabilidade e pelo progresso no mundo.

A paz é um elemento fundamental da cultura do povo chinês, estando intrinsecamente ligada à sua identidade. Apesar de ser uma potência militar — inclusive nuclear — e económica, a China nunca invadiu um país nem procurou dominar outro povo.

Durante o período de intensa corrida à dominação de povos em diversas partes do mundo, a China não se dedicou à colonização nem à subjugação de outras nações. Embora tenha sido invadida e tenha sofrido todo o tipo de atrocidades, conseguiu sempre reerguer-se e lutar heroicamente contra os invasores.

Não obstante as pressões e perseguições dos Estados Unidos contra os seus interesses, a China tem privilegiado o diálogo e a promoção da paz e da estabilidade mundial, mesmo sacrificando, por vezes, interesses próprios e de aliados envolvidos.

Este modelo político demonstra a diferença entre as potências. Enquanto os Estados Unidos procuram dominar países e apropriar-se de petróleo pela força, recorrendo a “piratas do mar” em várias partes do mundo, a China expande a sua influência por meio do comércio, de programas de apoio ao desenvolvimento e do seu compromisso com a estabilidade global, destacando-se, acima de tudo, pelo grande projeto “Futuro Compartilhado: Uma Faixa e Uma Rota”.

É com estes ideais e com o seu ADN de paz que a China conquistou, inclusive, a confiança de antigos aliados dos Estados Unidos, hoje recebidos com honras em Pequim, no Palácio do Povo, para discutir comércio, economia, desenvolvimento tecnológico e, sobretudo, a necessidade de preservar a paz mundial.

Com base nesses mesmos ideais de paz, estabilidade e desenvolvimento económico, a oposição de Taiwan decidiu apresentar-se perante a China Popular, demonstrando abertura total para o diálogo. Certamente, será através desses princípios que, finalmente, se reunificará a ilha de Taiwan e o seu povo à República Popular da China.

Esta é a lição que a China, sob a liderança do Presidente Xi Jinping, transmite ao mundo, em especial à Administração Trump, que insiste em demonstrar força por meio dos seus “piratas do mar”. Em sentido oposto ao dos “yankees”, a China continua a ganhar influência e a ocupar um lugar de destaque no cenário internacional sem disparar um único tiro, apresentando-se como uma alternativa e uma verdadeira promotora da paz e da estabilidade mundial.

Por: Assana Sambú

Diretor Adjunto do Jornal O Democrata