domingo, 5 de abril de 2026

Presidente não quer revisão da Constituição anunciada pela direita


PSD admite aperfeiçoar texto mantendo os "alicerces". Para Aguiar-Branco “não há drama”, mas Seguro discorda: o foco deve ser na política e menos no texto da Constituição

O Presidente da República “não tem poder legislativo nem executivo”, nem sequer tem o poder de travar uma eventual revisão constitucional se vier a ser aprovada, mas, tendo o poder da palavra e o dever de “fazer cumprir” a Constituição, António José Seguro foi claro: apesar de a Constituição já ter sido revista sete vezes, sem que tenha sido beliscada a essência da lei, há ainda tanto por cumprir na saúde, habitação, justiça social e credibilidade das instituições que o foco do poder legislativo e executivo não deve estar numa revisão do texto, mas sim no cumprimento do que já está escrito.

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Lampra Cá: SEM UMA FÉ VIVA E UM COMPROMISSO INTEGRAL, NADA SE PODE TESTEMUNHAR


O Bispo da Diosece de Bissau disse que a primeira condição para que alguém se envolva com a sua palavra para testemunhar, precisa estar profundamente convencido da verdade e da importância do que testemunha.
Dom José Lampra Cá falava este domingo de Páscoa na Sé categral de Bissau, na humilia da missa pascal.

Lampra cá lembrou ainda que foram muitos os mártires que selaram com seu sangue, a fé que professavam, no entanto, sem uma fé viva e um compromisso integral, nada se pode testemunhar para os que os observe.

A Páscoa é uma das festividades mais importantes do cristianismo, celebrando a ressurreição de Jesus Cristo três dias após a sua crucificação, simbolizando a vitória sobre a morte e a vida eterna.

Neste sentido, o sacerdote sublinhou que nesta data, celebram a passagem da morte para a vida, da escravidão para a liberdade, acrescentando que é imprescendível não perder a esperança e é absolutamente necessário dar passos firmes e corajoso sem adiar o que tem que se fazer.

Por outro lado, assegurou que não são só os cristãos que desejam um mundo melhor de justiça sustentado e orientado pelos autênticos valores que provam uma sã convivência social.

Citando o evangelho deste domingo, Lampra Cá afirma que todos os cristãos devem ver e acreditar tal como Pedro que diz ser testemunho de tudo o que Jesus Cristo fez.

Páscoa é uma festa precedida pela Quaresma e Semana Santa, marcando renovaçãoe é neste dia que se comemora a morte e ressurreição de Jesus, simbolizando a libertação espiritual.

Por: Nautaran Marcos Có

Setor de Mansoa: MULHERES HORTICULTURAS TRAVAM LUTA PELA ÁGUA PARA GARANTIR ALIMENTOS E AUTONOMIA


Centenas de mulheres da Cooperativa Hortícola da Associação Juvenil de Filhos e Amigos de Mansoa (AJUFIAMA) enfrentam diariamente a escassez de água, situação que compromete a produção agrícola, reduz o rendimento das famílias e ameaça o objetivo de autonomia financeira destas trabalhadoras. A horticultura, além de garantir alimentos, era uma das principais fontes de rendimento para estas comunidades.

A denúncia foi feita pelo assistente técnico da cooperativa, Luís da Silva, em entrevista ao jornal O Democrata, onde descreveu a crise que afeta centenas de horticultoras de Mansoa desde que o painel solar que alimentava a eletrobomba de irrigação foi roubado. A cooperativa foi criada em 3 de outubro de 2010 com o objetivo de reduzir a dependência das mulheres da produção de sal iodado e da venda de vinho de palma — atividades desgastantes e com fraca remuneração.

Segundo explicou, na fase experimental do projeto, a produção anual oscilava entre 300 e 400 quilos de legumes, com tendência crescente. Caso o ritmo tivesse sido mantido, a cooperativa poderia abastecer o mercado regional e até o setor autónomo de Bissau.

O sistema de irrigação — uma eletrobomba alimentada por energia solar — permitia regar todas as parcelas. O roubo do painel, no entanto, paralisou totalmente o trabalho no campo, prejudicando dezenas de comunidades e milhares de famílias que dependiam da produção hortícola.

MULHERES VIVEM AGORA DE PRODUÇÃO DO SAL IODADO E DE VENDA DE VINHO PALMO

O roubo interrompeu a expansão prevista para a produção na época das chuvas, que incluía o cultivo de melancia. Sem capacidade de irrigação, muitas mulheres abandonaram a horticultura e retomaram atividades pouco rentáveis, como a produção de sal iodado e a venda de vinho de palma.

A falta de meios de conservação e transformação também tem levado as horticultoras a venderem os produtos em feiras populares (Lumos), onde os preços são baixos devido ao fraco poder de compra das comunidades locais.

“O campo está inativo há quatro anos. Restam apenas as vedações”, lamentou Luís da Silva, recordando que o projeto incluía um furo de água, uma bacia de retenção e valetas de irrigação.

A fase experimental enfrentou perdas significativas, devido a desafios na conservação, armazenamento e transporte para Bissau. A situação agravou-se porque as sementes fornecidas pelo Ministério da Agricultura nem sempre germinaram, o que levou a cooperativa a considerar futuramente a produção local de sementes.

Luís da Silva, formado em extensão rural pelo projeto Olof Palm de Bula, afirmou que a cooperativa nunca recebeu assistência técnica do Ministério em matéria de técnicas modernas de produção agrícola.

Durante os primeiros anos, cada horticultora contribuía com 300 francos CFA para manutenção do campo. A cooperativa nunca recebeu subvenções, créditos ou financiamento externo, funcionando apenas com fundos próprios.

Após a paralisação das atividades, foram criadas seis caixas de poupança geridas pelas mulheres para garantir alguma estabilidade financeira. Contudo, estas caixas eram mais rentáveis quando a produção hortícola estava ativa.

Além da horticultura, a cooperativa prestava assistência nas bolanhas de mangal e de argila e, com apoio do Programa Alimentar Mundial (PAM), abriu um canal de cerca de quatro mil metros no Rio Mansoa para melhorar a irrigação. Porém, o motocultivador existente está atualmente avariado.

“Queremos modernizar as nossas atividades, mas falta-nos um interlocutor credível para avançarmos com as iniciativas de recuperação”, lamentou o técnico.

Outro desafio recorrente é a invasão de gado pertencente a criadores de etnia fula, que destrói hortas e campos agrícolas. Os conflitos são geridos por um grupo de anciãos e pelos comités de tabanca, antes de serem encaminhados às autoridades policiais ou judiciais.

“Trabalhar com vinho de palma é uma exploração extrema e não garante o sustento da família”, criticou Luís da Silva.
A horticultura, além de sustentável, tem valor nutricional e medicinal. Entre as culturas produzidas estavam tomate, repolho, cenoura, malagueta, pimenta, alface e beterraba — esta última pouco consumida em Mansoa, apesar dos seus reconhecidos benefícios para a saúde.

Luís reforça que o objetivo era transformar a beterraba num alimento de consumo regular, levando “saúde do campo para as famílias de Mansoa e de toda a Guiné-Bissau”.

Por: Filomeno Sambú
odemocratagb

Senegal celebra 66º aniversário da independência em Thiès O Senegal assinalou o 66º aniversário da independência com uma cerimónia em Thiès, marcada por um desfile militar e civil. O evento contou com a presença do Presidente do Gabão, Brice Clotaire Oligui Nguema, como convidado de honra. O Presidente Bassirou Diomaye Faye destacou a unidade nacional, a cooperação com o Gabão e o papel das Forças de Defesa na organização dos Jogos Olímpicos da Juventude Dakar 2026. A celebração, realizada fora da capital, simboliza a política de descentralização e reforço da unidade nacional.




Mensagem de Páscoa do Presidente de Transição da República da Guiné-Bissau

 PTRGB | UMA SANTA E FELIZ PÁSCOA
Por ocasião da celebração da Páscoa, o Presidente de Transição da República da Guiné-Bissau, dirige à comunidade cristã votos de paz, esperança e renovação espiritual.
Que o espírito da Páscoa renove a fé, fortaleça a união entre os guineenses e ilumine caminhos de progresso e harmonia.
Feliz Páscoa

Guerra está a impedir que alimentos e medicamentos cheguem a milhões - ONG


A 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva militar contra o Irão, que retaliou com o encerramento do estreito de Ormuz – uma via marítima fundamental para o mercado petrolífero – e lançou ataques contra Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.
Organizações não governamentais (ONG) alertaram que a guerra no Médio Oriente está a impedir milhões de pessoas em todo o mundo de receberem alimentos e medicamentos, uma situação que se agravará se o conflito continuar.

A 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva militar contra o Irão, que retaliou com o encerramento do estreito de Ormuz – uma via marítima fundamental para o mercado petrolífero – e lançou ataques contra Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

A situação provocou um aumento dos preços do petróleo e de outras matérias-primas.

As organizações humanitárias disseram que o conflito não só interrompeu rotas marítimas vitais, criando uma crise energética global, como também está a afectar as cadeias de abastecimento, obrigando a utilizar rotas mais dispendiosas e demoradas.

As rotas de centros estratégicos, como Dubai, Doha e Abu Dhabi, foram afetadas e os custos de transporte dispararam com o aumento das taxas de combustível e de seguro.

O Programa Alimentar Mundial afirma que dezenas de milhares de toneladas de alimentos estão a sofrer atrasos significativos no transporte.

O Comité Internacional de Resgate (IRC, na sigla em inglês) tem 130 mil dólares (113 mil euros) em produtos farmacêuticos destinados ao Sudão, devastado pela guerra, retidos no Dubai, e quase 670 caixas de alimentos terapêuticos para crianças gravemente desnutridas na Somália, retidas na Índia.

O Fundo das Nações Unidas para a População afirma que o envio de equipamento para 16 países já sofreu atrasos.

Os drásticos cortes dos Estados Unidos na ajuda externa já tinham prejudicado muitos grupos humanitários, que dizem que a guerra está a agravar o problema.

As Nações Unidas afirmam que esta é a perturbação mais significativa da cadeia de abastecimento desde a pandemia de covid-19, com um aumento de até 20% nos custos de envio e atrasos devido ao redireccionamento de mercadorias.

Além disso, a guerra está a criar novas emergências, como no Irão, e também no Líbano, onde pelo menos um milhão de pessoas foram deslocadas.

“A guerra contra o Irão e a disrupção no Estreito de Ormuz correm o risco de levar as operações humanitárias para além dos seus limites”, disse a diretora associada de assuntos públicos e comunicação para África do IRC, Madiha Raza.

Mesmo quando os combates cessarem, o impacto nas cadeias de abastecimento globais poderá continuar a atrasar a ajuda humanitária vital durante meses, disse Raza.

O aumento dos preços também significa que as organizações têm de fazer escolhas difíceis.

“No final, sacrifica-se o número de crianças que se serve (…) ou sacrifica-se a quantidade de artigos que se pode comprar”, disse a presidente da Save the Children para os Estados Unidos, Janti Soeripto.

O grupo afirmou que tem reserva nos países onde opera, mas alguns deles podem esgotar em poucas semanas.

A Médicos Sem Fronteiras afirmou que o aumento dos preços dos combustíveis na Somália — onde cerca de 6,5 milhões de pessoas enfrentam insegurança alimentar aguda — elevou os custos de transporte e alimentação, dificultando o acesso aos cuidados médicos.

Na Nigéria, o IRC afirma que os preços dos combustíveis subiram 50% e as clínicas estão a ter dificuldades em manter equipamentos, como geradores, a funcionar, e as equipas móveis de saúde reduziram as suas operações.

Uma das maiores preocupações é o impacto que a guerra terá na fome global.

O Programa Alimentar Mundial alerta que, se o conflito se mantiver até junho, mais 45 milhões de pessoas passarão fome aguda, somando-se aos quase 320 milhões de pessoas que enfrentam a fome em todo o mundo.

Cerca de 30% dos fertilizantes do mundo são transportados através do estreito de Ormuz e, com a época de plantação a aproximar-se em zonas como a África Oriental e o sul da Ásia, os pequenos agricultores dos países pobres poderão ser duramente atingidos.

Lusa

sábado, 4 de abril de 2026

Médio Oriente: um piloto norte-americano em fuga no Irão depois de ataque a aeronave

Dois caças F-15 norte-americanos foram abatidos pelo irão; pilotos ejectaram-se das aeronaves, um deles continua em fuga. via REUTERS - US AIR FORCE

Dois aviões de combate norte-americanos foram abatidos esta sexta-feira 03 de Abril pelo Irão. Os pilotos conseguiram sobreviver ao ejectarem-se dos aparelhos. Um deles continua desaparecido, em fuga e "activamente" procurado pelos Estados-Unidos, lançados numa operação de resgate.

Dois aparelhos militares norte-americanos foram abatidos pelo Irão, sem registo de vítimas. O primeiro avião sobrevoava o Irão quando foi atingido, o segundo encontrava-se no céu sobre o Koweit, a sul do Teerão.

Dois dos três pilotos conseguiram ejectar-se das aeronaves e foram resgatados pelas forças norte-americanas. Um terceiro piloto continua "activamente" procurado, tanto pelos Estados Unidos que lançaram uma operação de resgate, como por Teerão que promete uma recompensa pela sua captura e afirma ter bloqueado uma província no sudoeste do país onde se suspeita a presença do militar norte americano.

Uma corrida contra o relógio, na qual dois helicópteros norte-americanos Blackchawk que participavam nas operações para localizar o piloto desaparecido foram atacados por tiros iranianos e tiveram que abandonar o espaço aéreo do país.

A retaliação do Regime islâmico prossegue. Este sábado 04 de Abril, Teerão lançou mísseis balísticos numa região do centro de Israel, tendo causado um ferido.

Os Guardiões da Revolução afirmam ainda ter atingido um navio Israelita no estreito de Ormuz, sem balanço conhecido até ao momento.

Por: RFI