quinta-feira, 10 de setembro de 2026

TRISTE PARTIDA DE UM AMIGO DA GUINÉ-BISSAU - NUNO CARDOSO - ex - Presidente da Câmara Municipal do Porto - Portugal


Foi com profunda tristeza que recebi através do meu amigo irmão Pate Djob Cabral- administrador do Blog Conosaba a triste notícia do falecimento Eng. Nuno Magalhães da Silva Cardoso antigo Presidente da Câmara Municipal do Porto de 1999- 2002.
Conheci o Eng. Nuno Cardoso, dependendo das circunstâncias de eventos , ora tratava- lhe Sr. Presidente, Sr. Engenheiro, por força de amizade Meu amigo , Meu caro … o Sr.Pate Djop Cabral foi quem me apresentou o falecido Eng. Nuno Cardoso que tinha uma profunda amizade pela Guiné - Bissau, terra que seu pai cumpriu serviço militar português concretamente em Catio - Região Tombali - - Sul da Guiné-Bissau.
Segundo falecido ( Eng. Nuno) , o Pai contava - lhe muitas histórias do nosso país e guardava boas recordações de amizade e hospitalidade do nosso povo , para ele, era um imperativo moral conhecer à Guiné - Bissau e promover investimento em honra ao seu falecido pai.
Concretizou o seu sonho , esteve na Guine- Bissau em 2014 - 2015, a nossa lembrança na foto no Gabinete do Embaixador- enquanto eu Chefiava a nossa Missão Diplomática em Portugal na qualidade de Encarregado de Negócios.
Eng. Nuno era um servidor publico, amava e dedicava - se muito à causa púbica , era uma pessoa afável , manifestou - nos em vários momentos à sua ligação aos guineenses residentes na cidade do Porto.
Neste momento de dor e de muita tristeza, quero expressar aos familiares, aos amigos e aos portuenses as minhas sentidas condolências pelo falecimento do Eng. Nuno Cardoso , que faleceu aos 64 anos de idade- que a sua alma descanse em paz .
Ao Pate meu amigo irmão, muita força e coragem, sei que não será fácil esquecer os bons momentos que partilhaste com falecido Eng. Nuno Cardoso e obrigado por tudo .

«DELEGAÇÃO GUINEENSE PARTICIPA NO SEMINÁRIO SOBRE GESTÃO HOSPITALAR NA CHINA» DISCURSO DO DIRETOR GERAL DO HNSM DR. MALAM SABALI, CHEFE DA DELEGAÇÃO GUINEENSE NA CERIMÔNIA DE ABERTURA DO SEMINÁRIO NA REPÚBLICA POPULAR DA CHINA

É com grande honra e elevado sentido de responsabilidade que tomo a palavra, em nome da delegação da República da Guiné-Bissau, para agradecer a calorosa recepção que nos foi reservada nesta nobre Província de Sichuan, na República Popular da China.
Permitam-me, antes de mais, expressar os nossos sinceros agradecimentos às autoridades chinesas, à Comissão de Saúde da Província de Sichuan e ao Centro de Intercâmbio Internacional pela organização deste importante seminário de formação em gestão hospitalar. A vossa disponibilidade em partilhar experiências, conhecimentos técnicos e boas práticas representa um gesto de amizade e solidariedade que muito valorizamos.
A saúde constitui uma das bases fundamentais para o desenvolvimento de qualquer nação. Um hospital bem-organizado, com profissionais capacitados, recursos bem geridos e serviços orientados para as necessidades da população, é um instrumento essencial para salvar vidas, reduzir o sofrimento humano e reforçar a confiança dos cidadãos no sistema nacional de saúde.
Para nós, dirigentes hospitalares da Guiné-Bissau, esta formação surge num momento particularmente relevante. Os nossos hospitais enfrentam desafios importantes, nomeadamente ao nível da organização dos serviços, gestão de recursos humanos, manutenção de equipamentos, abastecimento de medicamentos e consumíveis, gestão financeira, qualidade e segurança dos cuidados, bem como da resposta às necessidades crescentes da nossa população.
Estamos conscientes de que estes desafios exigem competência técnica, liderança responsável, planeamento rigoroso, transparência e capacidade de inovação. Por esta razão, viemos a este seminário com espírito de aprendizagem, humildade e compromisso. Viemos escutar, partilhar a nossa experiência e adquirir instrumentos práticos que possam contribuir para melhorar o funcionamento das nossas instituições hospitalares.
A experiência da República Popular da China no desenvolvimento dos serviços de saúde, na formação de profissionais, na organização hospitalar e na utilização progressiva de tecnologias de saúde constitui uma importante fonte de inspiração. Naturalmente, cada país tem a sua realidade, os seus recursos e os seus desafios específicos. Contudo, acreditamos que o intercâmbio entre os nossos dois povos permitirá identificar soluções adaptáveis ao contexto da Guiné-Bissau.
Como Diretor-Geral do Hospital Nacional Simão Mendes e chefe desta delegação, assumo o compromisso de que os conhecimentos e experiências adquiridos durante esta formação serão valorizados e partilhados com as nossas equipas, instituições e autoridades de saúde. O nosso objetivo não é apenas aprender individualmente, mas transformar este aprendizado em melhorias concretas na gestão hospitalar, na eficiência dos serviços e, sobretudo, na qualidade do atendimento prestado aos nossos doentes.
Esperamos igualmente que este seminário fortaleça os laços de cooperação entre a República da Guiné-Bissau e a República Popular da China, particularmente no domínio da saúde. Desejamos que esta relação se desenvolva através da formação contínua, do intercâmbio de especialistas, da cooperação técnica, do apoio à modernização dos serviços e da promoção de projetos comuns em benefício das nossas populações.
Em nome de toda a delegação guineense, reitero os nossos sinceros agradecimentos pela hospitalidade, pela qualidade da organização e pela oportunidade que nos é concedida.
Desejo que este seminário decorra num ambiente de trabalho produtivo, de amizade, de partilha e de aprendizagem mútua. Que os conhecimentos adquiridos possam contribuir para hospitais mais eficientes, mais humanizados e mais preparados para responder às necessidades das populações que servimos.
Muito obrigado pela vossa atenção.
Viva a amizade e a cooperação entre a República da Guiné-Bissau e a República Popular da China.

Uma delegação guineense, chefiado pelo Director Geral do Hospital Nacional Simão Mendes, Malam Sabali, acompanhado pelo Director Clínico Adjunto, Delfim Reimundo Silva Cabral e Enfermeiro Chefe, Pedro Albud Na Delé, ambos do mesmo estabelecimento hospitalar, estão na República Popular da China, concretamente na Província de Sichuan para participarem no seminário de Gestão Hospitalar.

Importa salientar que a experiência da República Popular da China no desenvolvimento dos serviços de saúde, na formação de profissionais, na organização hospitalar e na utilização progressiva de tecnologias de saúde constitui uma importante fonte de inspiração que permitirá dirigentes do maior centro hospitalar do país adquirir mais experiência para continuar dinamizar Hospital Nacional Simão Mendes.

GUINÉ-BISSAU E NEPAL ESTABELECEM RELAÇÕES DIPLOMÁTICAS


A Guiné-Bissau e o Nepal formalizaram o estabelecimento de relações diplomáticas, abrindo uma nova etapa no relacionamento entre os dois países.

O instrumento foi assinado, em Nova Iorque, pelos Representantes Permanentes junto das Nações Unidas, Embaixador Samba Sané, pela Guiné-Bissau, e Embaixador Lok Bahadur Thapa, pelo Nepal.

Este novo quadro diplomático permitirá aprofundar o diálogo político, desenvolver a cooperação bilateral e reforçar a concertação entre Bissau e Catmandu no plano multilateral.

A Guiné-Bissau prossegue, assim, uma diplomacia de abertura, diversificação das parcerias e reforço da sua presença internacional.



A DETERMINAÇÃO EM TRANSFORMAR AS INFRAESTRUTURAS MILITARES E CIVIS.


“Se estamos a falar da vigorosa dinâmica do Regimento da Engenharia Militar, estaremos falando da brilhante visão estratégica do Estado Maior”, elucida o Comandante.

As declarações do Comandante do Regimento da Engenharia Militar Coronel João Pedro Gomes, foram retidas durante uma entrevista à equipa da Imprensa Militar, tida na terça-feira, dia 8 de setembro do ano corrente, nas instalações desta Unidade Militar responsável pela área de construção, reabilitação e manutenção das infraestruturas militares.

A visita da Imprensa Militar à esta unidade permitiu observar de perto os trabalhos ora desenvolvidos por esta unidade, que tem assumido um papel cada vez mais central na construção e reabilitação de infraestruturas militares e civis ao longo dos últimos anos.

Ao descrever o trabalho realizado desde a sua nomeação como Comandante do Regimento da Engenharia Militar, o Coronel João Pedro Gomes explicou que, a partir de 2017, a Engenharia Militar começa a ganhar uma dinâmica forte, e sublinha que essa viragem tem origem numa orientação precisa: “Se estamos a falar da vigorosa dinâmica da Engenharia Militar, estaremos falando da brilhante visão estratégica do Estado Maior”, elucida o Comandante.
O Coronel atribui o impulso inicial desta transformação à orientação do antigo e da continuidade do atual Chefe do Estado Maior General das Forças Armadas, cujas visões permitiu reposicionar o Batalhão como uma unidade operacionalmente credenciada para obras de grande envergadura.

Questionado sobre o balanço do seu trabalho nestes nove anos à frente do Regimento, o Coronel Gomes respondeu com modéstia característica: “Ninguém pode se gabar a si própria, mas deixar ser elogiada pelo outrem pelos bons feitos”.

Apesar dessa reserva, justificou que, a partir de 2017, o Regimento começa a ser creditado nas obras que executa. Os trabalhos realizados incluem, sobretudo, obras de grande envergadura em unidades militares e em estradas públicas, sempre com a orientação do Chefe do Estado Maior General do Exército e garantiu que em breve inicia se uma nova obra de grande relevância: a construção do Hospital Militar de raiz, com um piso, cujo estudo de viabilidade já está concluído.
Afirmou que a Engenharia Militar está à altura de executar qualquer obra de grande dimensão que outras empresas não tenham capacidade de realizar, demostrando assim a credibilidade técnica, operacional e profissional da unidade.

Sobre a eventual participação do Regimento em concursos públicos, o Coronel Gomes esclareceu que pela particularidade de missão militar, não se pode concorrer à tais concursos. No entanto, conforme ele, a Engenharia pode ser atribuída qualquer obra de apoio quando é solicitado, facto que demonstra o papel complementar da Engenharia Militar no panorama nacional de construção e reabilitação infraestrutural.

O Comandante reconheceu abertamente a dificuldade em recrutar novos elementos para a unidade. Segundo o Coronel Gomes, mesmo quando convida jovens militares a transferir se para a Engenharia, muitos recusam, por causa do volume elevado de trabalho e da exigência das missões.

Coronel Pedro Gomes, reafirmou a disponibilidade da Engenharia Militar em colaborar fortemente com todas as unidades das FA, na base da orientação do Chefe do Estado Maior General das Forças Armadas, Major-General Tomas Djassi.
A visita da Imprensa Militar ao Regimento de Engenharia evidencia uma realidade clara: nos últimos nove anos, a Engenharia Militar passou de uma unidade com capacidade limitada a uma força credenciada para executar obras de grande envergadura, tanto no domínio militar como no apoio a infraestruturas públicas.

Texto: Soldado Augusto Demna M’Bar
Fotografia: Alferes Joaquim Francisco da Costa
FA/IM 10.09.2026

MINISTÉRIO DO INTERIOR PROÍBE VENDA E USO DE “LUZ POLICIAL” PARA REFORÇAR COMBATE À CRIMINALIDADE


O Ministério do Interior e da Ordem Pública anunciou esta quinta-feira a proibição da venda e do uso de um modelo de lanterna conhecido como “luz policial”, alegadamente utilizado em agressões e assaltos à mão armada no país.
‎O anúncio foi feito nas instalações do Comissariado Nacional da Polícia de Ordem Pública, em Bissau, pelo porta-voz do Ministério do Interior e da Ordem Pública, Joazinho Tonecas Djatá.
‎Segundo o responsável, o equipamento já está a circular no mercado nacional e tem sido associado a atos criminosos, razão pela qual as autoridades decidiram proibir a sua comercialização e utilização.
‎De acordo com dados avançados pela polícia, cerca de 360 lanternas deste tipo foram introduzidas no país. No entanto, menos de metade da quantidade disponível no mercado já foi recuperada pelas forças de segurança.
‎Perante esta situação, as autoridades apelam aos cidadãos que possuam o referido equipamento para procederem à sua entrega voluntária nas instalações policiais.
‎Na mesma ocasião, Joazinho Tonecas Djatá garantiu a continuidade das operações de patrulhamento em diferentes zonas do país, com o objetivo de prevenir e combater os assaltos à mão armada.
‎Durante a conferência de imprensa, as autoridades apresentaram ainda vários suspeitos alegadamente envolvidos em roubos e assaltos à mão armada.
‎Nos últimos meses, têm aumentado os relatos e denúncias de roubos e assaltos, sobretudo na cidade de Bissau, uma situação que continua a preocupar a população.
‎RSM: 10-09-2026

Workshop: “A Liderança Começa em Nós”


Queres fortalecer a tua confiança, descobrir o teu potencial e desenvolver as tuas capacidades de liderança? Junta-te a nós para um workshop prático sobre liderança, propósito, autoconhecimento e impacto. 💡🙌🏾
👨🏾‍🏫 Facilitador: Lamine Sonco, Membro Fundador da Academia Ubuntu
📅 Data: Sábado, 19 de setembro
⏰ Horário: 11h00–13h00
📍 Local: Centro Cultural Franco-Bissau-Guineense
⚠️ Apenas 50 vagas! Inscrições até 16 de setembro.

Educação financeira lançada na Guiné-Bissau

 Ilídio Vieira Té, primeiro-ministro e ministro das Finanças guineense. © REUTERS - DELCYO SANCA

Na Guiné-Bissau, o Governo de transição lançou hoje uma campanha nacional de Educação Financeira dos cidadãos. O Governo acredita que educar os cidadãos financeiramente também é uma forma de os preparar para desenvolver o país.

O Governo guineense quer que o conhecimento financeiro chegue a todas as regiões da Guiné-Bissau e não fique concentrado apenas na capital.

Esta foi a mensagem central do discurso, em crioulo, do primeiro-ministro e ministro das Finanças guineense, Ilídio Vieira Té, durante o lançamento oficial do Programa Nacional de Educação Financeira para o período entre 2026 e 2030.

O plano do Governo pretende ajudar as famílias a gerir melhor o dinheiro, evitar o endividamento excessivo e estimular a poupança.

Entre as prioridades está a introdução de conteúdos financeiros nas escolas, a protecção dos consumidores e a criação de um Observatório dos Serviços Financeiros.

O Ministro da Educação, Barros Bacar Banjai, que também usou da palavra no acto, disse que munir os cidadãos de educação financeira também é uma forma de melhor prepará-los para ajudarem o país a se desenvolver.

«A educação financeira não deve ser vista apenas como um conjunto de conhecimentos relacionados com o dinheiro, poupança ou crédito. Trata-se, acima de tudo, de uma competência essencial para a vida, que permite aos cidadãos tomar decisões informadas, gerir recursos de forma responsável, planear o futuro e participar activamente no desenvolvimento económico e social do país».

Para o executivo, a modernização do país passa também por dar aos cidadãos ferramentas para compreenderem e aproveitarem as novas oportunidades económicas, através das tecnologias de comunicação, nomeadamente os telemóveis e a internet no geral.

Por: Mussá Baldé
rfi.fr/pt