A Direção do Hospital Nacional Simão Mendes, continua a trabalhar arduamente na criação de condições de trabalho nos diferentes serviços daquele maior centro hospitalar da Guiné-Bissau, colocando assim o Aparelho de Hmograma no Laboratório de Pediatria, facilitando o atendimento dos pacientes que procuram aquele serviço.
terça-feira, 28 de julho de 2026
Tribunal Constitucional declara Carlos Vila Nova Presidente eleito de São Tomé e Príncipe
O Tribunal Constitucional são-tomense declarou hoje Carlos Vila Nova como Presidente da República eleito, com 31.613 votos (55,88%), segundo os dados do apuramento geral e definitivo das eleições presidenciais de 19 de julho.
“Declaro oficialmente vencedor desta eleição o engenheiro Carlos Vila Nova. Publique-se!”, disse o presidente do Tribunal Constitucional, Artur Vera Cruz.
Segundo Artur Vera Cruz foram contabilizados 56.574 votos validamente expressos que representam cerca de 40% dos eleitores inscritos.
O segundo candidato mais votado foi Nito D’Abreu que obteve 23.457 votos (41,46%), seguido de Miques João, com 900 votos (1,59%) e Eugénio Tiny, com 604 votos (1,07%).
Os dados definitivos apresentam ligeira diferença em relação aos dados preliminares anunciados no dia 20 de julho pela Comissão Eleitoral Nacional (CEN) que apontou a vitória e reeleição de Carlos Vila Nova à primeira volta, mas com 55,94% dos votos, contra os 41,92% do principal adversário, Nito d’Abreu.
Mais de 142 mil eleitores foram chamados a escolher o Presidente são-tomense, numas eleições marcadas pela crispação política, mas sem registo de incidentes de maior.
No dia em que foram anunciados os resultados preliminares o Presidente reeleito de São Tomé e Príncipe, Carlos Vila Nova afirmou contar “com todos”, para reconstruir o país, incluindo com os que fizeram “uma escolha diferente”.
O chefe de Estado, eleito para novo mandato de cinco anos, garantiu que “a partir deste momento não há vencedores nem vencidos” e defendeu que “o país precisa definitivamente de virar a página da divisão, do ressentimento, da perseguição e do discurso do ódio”.
Numa conferência de imprensa na sede da candidatura, Vila Nova assegurou também que “a pacificação social será uma das grandes prioridades do mandato”, admitindo que “não haverá desenvolvimento económico sem estabilidade social, não haverá progresso sem unidade social”.
“Estenderei a mão a todas as forças políticas, às Igrejas, aos jovens, às mulheres, aos trabalhadores, aos empresários, à diáspora e à sociedade civil”, prometeu.
Carlos Vila Nova, que não contou agora com o apoio oficial da Ação Democrática Independente (ADI), recandidatou-se suportado por uma plataforma que incluiu o Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe (MLSTP), o Movimento Basta, a União para Democracia e Desenvolvimento (UDD), o Movimento Democrático Força da Mudança (MDFM), Partido de Convergência Democrática (PCD) e Partido Nossa Terra. Mas também de uma ala da oposição da própria ADI.
Nito d’Abreu, líder parlamentar da ADI, foi o candidato oficial, apoiado pela ala da ADI leal ao ex-primeiro-ministro Patrice Trovoada, cujo Governo foi demitido em janeiro de 2025 pelo chefe de Estado, Carlos Vila Nova.
Contou com o apoio de uma plataforma eleitoral que inclui também o Movimento de Cidadãos Independentes – Partido Socialista (MCI – Partido Socialista), Partido de Unidade Nacional (PUN) e Movimento Verde para o Desenvolvimento do Príncipe (MVDP).
Para a observação das eleições presidenciais de domingo em São Tomé e Príncipe encontram-se no terreno várias missões internacionais, nomeadamente da União Europeia, da União Africana, da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), dos países do G-7+, da Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC) e ainda da Rede dos Órgãos Jurisdicionais e de Administração dos Países de Língua Portuguesa (ROJAE-CPLP).
São Tomé e Príncipe prepara-se agora para as eleições legislativas, autárquicas e regional marcadas para o dia 27 de setembro.
Lusa
Zinédine Zidane é o novo seleccionador da equipa nacional francesa
Zinédine Zidane à saída da conferência de imprensa onde foi apresentado como o novo treinador da selecção nacional francesa, na sede da Federação Francesa de Futebol (FFF), em Paris, a 28 de julho de 2026. © AFP - Lou Benoist
Paris – O antigo futebolista Zinédine Zidane é o novo treinador da equipa nacional francesa, sucedendo ao seu ex-companheiro de equipa Didier Deschamps, que estava no cargo há já 14 anos.
"Zinédine Zidane será o seleccionador da selecção francesa pelos próximos quatro anos", declarou Philippe Diallo, presidente da Federação Francesa de Futebol (FFF), na sede da federação, sentado ao lado de Zidane.
O antigo futebolista francês disse ter concretizado "um sonho" ao ser nomeado, esta terça-feira, à frente dos Azuis.
"Hoje, para mim, isto é uma continuidade, um sonho. Recebi propostas durante quatro ou cinco anos para treinar um clube e recusei-as todas em prol da selecção francesa. É a única coisa que eu queria fazer", disse Zidane na sua primeira conferência de imprensa em Paris.
O antigo internacional francês, de 54 anos, era o favorito para suceder a Didier Deschamps, no cargo desde 2012. Deschamps levou a França ao segundo título mundial, em 2018, e a um segundo lugar em 2022, derrotado pela Argentina.
O interesse de Zidane pelo cargo de seleccionador era já conhecido, tendo a sua possível contratação pela FFF sido alvo de rumores em 2018 e em 2022, antes da renovação de Deschamps em ambas as ocasiões.
"Em Fevereiro de 2025, reuni-me com Zinédine Zidane. Foi um primeiro contacto para lhe propor uma missão à frente da nossa selecção", disse Philippe Diallo.
Zidane é considerado um dos maiores astros do futebol francês: foi campeão do mundo em 1998 e campeão da Europa em 2000, em ambas as competições ao lado de Didier Deschamps, que era o capitão dos Azuis.
Antigo camisola 10, representou a selecção francesa em 108 jogos. Terminou a carreira de jogador em 2006, no Real Madrid, clube que viria a treinar em duas ocasiões distintas: entre 2016 e 2018, e entre 2019 e 2021.
Zidane não treina uma equipa desde 2021, mas traz na bagagem um currículo notável: é o único treinador a ter conquistado três edições consecutivas da Liga dos Campeões, sempre ao serviço do Real Madrid, em 2016, 2017 e 2018.
Zinédine Zidane anunciará a sua primeira convocatória em Setembro, estreando-se como seleccionador frente à Turquia, no dia 25 do mesmo mês, num jogo da Liga das Nações.
28/07/2026Por: RFI com AFP
Côte D`Ivoire/ CEDEAO organiza em Setembro 1ª edição do fórum regional da água em África
Bissau, 28 Jul 26 (ANG) - A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), através do Centro de Gestão de Recursos Hídricos (WRMMC), em parceria com a União Económica e Monetária da África Ocidental (UEMOA) e o Comité Interestadual Permanente para o Controle da Seca no Sahel (CILSS), organiza em Abidjan, de 24 a 25 de Setembro, a 1ª edição do Fórum Regional da Água na África Ocidental (FREAO).
O anúncio do evento foi feito, segunda-feira, pelo Ministro costa-marfinense da Água e Florestas, Jacques Assahoré
Inserido sob o tema "Vamos valorizar a água para transformar a África Ocidental", este fórum "ressoa como um apelo urgente à ação coletiva", afirmou o Ministro Assahoré na presença do Representante Residente da Comissão da UEMOA na Costa do Marfim, Gustave Diasso, e do diretor do CGRE da CEDEAO, Alexis Kouakou.
Segundo ele, por meio deste fórum, os Estados da CEDEAO pretendem falar a uma só voz para defender a segurança hídrica, fortalecer a cooperação regional e atrair os investimentos necessários para a transformação estrutural de nossas economias.
"A FREAO é a concretização desta aliança estratégica entre as nossas organizações regionais, os nossos Estados-Membros e os nossos parceiros técnicos e financeiros, em torno de uma visão comum: fazer da água um fator de estabilidade, integração regional e transformação económica para a África Ocidental", sublinhou.
Quatro temas principais serão debatidos durante esses encontros: o nexo água-energia-alimentos-meio ambiente, o financiamento da infraestrutura hidráulica, gênero, juventude e inclusão social, e cooperação regional e hidrodiplomacia.
As discussões deverão levar a uma avaliação consolidada do processo regional de gestão integrada de recursos hídricos (GIRH), incluindo recomendações operacionais, e a uma revisão da implementação do ODS 6 na África Ocidental, com sugestões para acelerar o progresso. O fórum também fornecerá aos Estados-Membros planos de ação concretos para melhorar a mobilização de recursos para o setor.
A África Ocidental abriga 28 bacias hidrográficas compartilhadas que cobrem quase 71% da área da região, tornando a gestão coordenada dos recursos hídricos uma necessidade estratégica para a paz, a estabilidade e o desenvolvimento sustentável.
ANG/Faapa
O Ministro da Saúde Pública Comodoro Dr Quinhin Nantote realizou uma visita de monitorização ao Hospital Sanitário Raoul Follereau, localizada em Bissau.
O principal objetivo desta deslocação foi constatar em loco as condições de funcionamento, a infraestrutura e os desafios enfrentados por este centro hospitalar de referência nacional.
O Hospital Raoul Follereau assume um papel crítico na saúde pública guineense pelas seguintes razões:
É o único centro especializado no diagnóstico e tratamento da tuberculose e doenças pulmonaires no país.
Nantote, falou também da desafios estruturais que a instituição tem enfrentando ao longo dos anos.
Por: gabinete de Comunicação Minsap GW " juntos podemos "
MINISTRO DO AMBIENTE LANÇA CAMPANHA NACIONAL DE RESTAURAÇÃO E MONITORIZAÇÃO DO MANGAL 2026
O Ministro do Ambiente e Ação Climática, Carlos Pinto Pereira, lançou, em Campada Maria, no Parque Natural dos Tarrafes do Rio Cacheu, a Campanha Nacional de Restauração e Monitorização do Mangal 2026, no âmbito da celebração do Dia Mundial do Ecossistema do Mangal.
Sob o lema “NÔ BALURA NÔ TARRAFES”, a campanha pretende reforçar a restauração, monitorização e proteção dos mangais, com a participação ativa das comunidades locais.
O evento contou com a presença da Governadora da Região de Cacheu, do Diretor-Geral do INA, do Diretor-Geral do IBAP, do Encarregado de Programa da Wetlands Internacional África, do Coordenador do Projeto WACA, do Coordenador da ONG Palmeirinha, do Coordenador da UCGP, do representante da comunidade de Campada Maria, do Assessor de Imprensa do Ministro do Ambiente, além de diferentes parceiros e da população local.
O Ministro destacou que proteger o mangal é também proteger as comunidades, a pesca, a agricultura, a biodiversidade e o futuro das próximas gerações.
EXCLUSIVO – Em Paris, Umaro Sissoco Embaló, a serviço de uma ambição africana, foi recebido por Emmanuel Macron.
De Dakar a Paris, de Jeddah a Pequim, passando por Moscou e Nova York, Umaro Sissoco Embaló esteve envolvido em inúmeras reuniões e viagens de alto nível nos últimos dias. Embora o conteúdo de alguns desses encontros permaneça confidencial, essa intensa atividade diplomática parece fazer parte de uma campanha para apoiar a candidatura do ex-presidente senegalês Macky Sall ao cargo de Secretário-Geral das Nações Unidas. Confirma também o desejo do ex-chefe de Estado da Guiné-Bissau de desempenhar um papel de liderança em importantes questões africanas e internacionais.
Se há uma qualidade que até os críticos mais ferrenhos do presidente Umaro Sissoco Embaló têm dificuldade em negar, é a sua energia inesgotável. O ex-presidente da Guiné-Bissau não pratica a diplomacia em tempo parcial. Quando está convencido de que tem em mãos uma causa justa ou uma batalha estratégica, ele se dedica de corpo e alma, multiplicando suas viagens, reuniões e iniciativas com uma intensidade incomum.
Seu comprometimento jamais é morno. Ele não apoia uma causa de forma superficial, mas se dedica por completo. Prova disso reside no ritmo frenético de sua agenda diplomática nas últimas semanas, uma agenda que deixaria muitos chefes de Estado em exercício atordoados. Tanto que é difícil acreditar que estamos lidando com um ex-chefe de Estado. E no centro dessa saga está a candidatura do ex-presidente senegalês Macky Sall ao cargo de Secretário-Geral das Nações Unidas.
No dia 17 de julho, Umaro Sissoco Embaló esteve em Dakar, ao lado de Macky Sall, para o seu regresso altamente simbólico ao Senegal. Esta presença estava longe de ser insignificante. Seguiu-se a outra importante iniciativa diplomática: alguns dias antes, o antigo presidente da Guiné-Bissau reunira-se com o presidente senegalês, Bassirou Diomaye Faye , acompanhado pelo seu homólogo gambiano, Adama Barrow , no âmbito dos esforços para consolidar o apoio senegalês à candidatura de Sall. Este trabalho persuasivo acabou por dar frutos. Dakar declarou oficialmente o seu apoio a Macky Sall.
Recebido em cerca de cinquenta países desde o golpe.
Mas o antigo líder da Guiné-Bissau não parou nas margens do rio Senegal. Depois de Dakar, dirigiu-se a Moscovo. Em seguida, a Nova Iorque, onde permaneceu pelo menos até 23 de julho, quando a campanha para suceder a António Guterres entrou na sua fase mais decisiva, com os seis candidatos a apresentarem-se perante os Estados-membros da ONU.
Ele está agora em Paris. Segundo nossas fontes, Umaro Sissoco Embaló se reuniu em particular com Emmanuel Macron em 27 de julho . Embora nada tenha sido revelado sobre o conteúdo dessa conversa, seria surpreendente se a candidatura de Macky Sall não estivesse entre os assuntos abordados pelos dois dirigentes.
Além disso, a estreita relação entre eles é inquestionável. Segundo uma fonte que pediu anonimato, o presidente francês, que carinhosamente chama Umaro Sissoco Embaló de "meu irmão", já o recebeu no Palácio do Eliseu cerca de dez vezes desde que deixou o poder. De acordo com essa fonte, alguns desses encontros ocorreram inclusive na privacidade do casal presidencial, na presença de Brigitte Macron . A França permanece como membro permanente do Conselho de Segurança e sua influência é decisiva na nomeação do próximo Secretário-Geral das Nações Unidas.
Nos últimos meses, Umaro Sissoco Embaló viajou extensivamente pelo mundo. De Pequim a Bogotá, de Manama, capital do Bahrein, a Islamabad, e incluindo paradas nos Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Tanzânia, Somália, Kinshasa e Monróvia, Libéria, o ex-presidente foi recebido nos mais altos escalões governamentais. Em todos os lugares, os próprios chefes de Estado o acolheram, um testemunho de sua posição singular no cenário internacional.
Quanto a Brazzaville, tornou-se quase um segundo lar para ele. Suas visitas ao homem a quem chama de "pai", o presidente congolês Denis Sassou Nguesso, são inúmeras. Umaro Sissoco Embaló permanece, até hoje, o único ex-chefe de Estado a ter sido recebido na Casa Branca por Donald Trump , embora o conteúdo de suas conversas permaneça confidencial.
O acampamento de ação
Essa atuação diplomática revela uma constante no caráter de Umaro Sissoco Embaló: ele se recusa a ser um mero espectador. Enquanto muitos se contentam em observar os acontecimentos, ele busca influenciá-los, mesmo correndo o risco de se expor a críticas e sofrer reveses políticos. Ele não poupa esforços nem energia.
Essa hiperatividade gerou tanto admiração quanto críticas. Alguns a veem como uma diplomacia pessoal, por vezes autoritária. Outros aplaudem um líder africano que se recusa ao isolacionismo e pretende fazer com que a voz do continente seja ouvida nas principais batalhas internacionais. Uma coisa é certa: enquanto o equilíbrio de poder mundial está sendo redefinido, Umaro Sissoco Embaló escolheu seu lado. O lado da ação. O lado de uma África determinada a moldar seu próprio destino.
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