terça-feira, 2 de junho de 2026

DIRETORA DA CASA DAS LETRAS E ARTES VASCO CABRAL DEFENDE INCLUSÃO DA LITERATURA INFANTIL NO CURRÍCULO ESCOLAR



A Diretora-Geral da Casa das Letras e Artes Vasco Cabral defendeu a criação de políticas públicas que permitam a introdução da literatura infantil no currículo escolar da Guiné-Bissau, com o objetivo de incentivar o gosto pela leitura desde a infância.
A posição foi apresentada na noite desta segunda-feira por Suaila Fonseca Cá, à margem de um Djumbai promovido para debater a literatura infantil, que reuniu diretores de escolas públicas e privadas de Bissau sob o lema "Importância da Literatura Infantil no Processo de Desenvolvimento da Criança".

Em entrevista à Rádio Sol Mansi (RSM), Suaila Fonseca Cá afirmou que a valorização da literatura infantil nacional é fundamental para fortalecer a identidade cultural das crianças e estimular hábitos de leitura desde cedo.

A responsável lamentou ainda o facto de muitos educadores recorrerem predominantemente a obras estrangeiras na formação das crianças, cujas realidades, muitas vezes, estão distantes do contexto sociocultural guineense.

Durante a sua intervenção, Suaila Fonseca Cá manifestou satisfação pelo reconhecimento internacional da literatura guineense, destacando a inclusão de uma obra do escritor guineense Eliseu Banora nos programas escolares do Brasil.

O encontro serviu igualmente para a apresentação de dez obras de literatura infantil de diferentes géneros, entre os quais livros de poemas em português, contos, fábulas e adivinhas, numa iniciativa que visa promover a produção literária destinada ao público infantil na Guiné-Bissau.

RSM: 02/06/2026

O Ministro da Comunicação Social, Abduramane Turé, faz neste momento a leitura do Comunicado do Conselho de Ministros.

Um rapaz guineense de 23 anos, morador no Porto/Bairro de Paranhos e estudante em Castelo Branco, está desaparecido desde 31/05/2026, sem qualquer pista até agora.

 
O jovem estudante , Cheikh Tcham convidou a mãe que reside em França para a sua queima das fitas, a mais significativa e icônica tradição acadêmica de Portugal, comemorada anualmente por universitários para marcar a finalização do curso. O evento representa a queima das fitas da pasta de estudante, simbolizando a passagem dos finalistas para o mundo profissional e a despedida da vida universitária.

Como havia muita roupa suja para levar à lavandaria, pediu à prima Carla para ir buscar a mãe a Campanhã. De acordo com os dados repassados pela prima Carla pediu-lhe que fosse buscar a mãe no Terminal Intermodal de Campanhã no Porto. A Carla chega a Campanhã junto a sua tia, decidiu telefonar para avisar, mas o telefone do primo estava fora de serviço!

A família está profundamente preocupada e já alertou as autoridades, que se encontram a realizar diligências para localizar o jovem. De acordo com os familiares, o jovem desapareceu sem indicar o destino. Desde então, não voltou a ser visto.

Pede-se a quem tiver qualquer informação sobre o seu paradeiro que entre em contacto com os familiares através do número abaixo indicado:
00245 - 955214437 - WhatsApp - ou informe as autoridades competentes

Compartilhe a informação, por favor,,,



O Presidente da República de Transição Horta Inta-a, percide neste momento a Reunião Ordinária do Conselho de Ministros.

 


Hospital Militar Principal "Amizade Sino-Guineense" celebra XVº Aniversário da sua criação.




A cerimônia alusiva a esta data, realizada no dia 25 de maio no Complexo Multiuso desta instituição hospitalar "General Biaguê Na N´Tan", foi presidida pelo CEMGFA, Major-General dos Comandos Tomás Djassi que durante a sua intervenção destacou grandes serviços do hospital prestados à população guineense durante esses anos, graças "em parte" a sua boa cooperação e com o apoio dos parceiros de países amigos.

O ato contou ainda com atribuição de certificados de honra e placas aos médicos e serviços mais destacados durante 12 últimos meses.

IM/FA 01.06.2026

Cortes internacionais deixam 130.000 crianças guineenses vulneráveis à fome - PAM


PAM alerta que os cortes, incluindo dos EUA, reduzem refeições escolares e suspendem apoio nutricional a 56.000 bebés. 73% da população poderá ficar sem nutrientes essenciais.

Mais de 130.000 crianças estão em risco de fome e desnutrição na Guiné-Bissau devido aos cortes no financiamento de programas de apoio a carências alimentares, alertou esta segunda-feira o Programa Alimentar Mundial (PAM).

A organização das Nações Unidas de assistência à alimentação divulgou esta segunda-feira, no Dia Mundial da Criança, um relatório sobre a situação na Guiné-Bissau face aos cortes nos programas de apoio devido à redução dos financiamentos, nomeadamente dos Estados Unidos da América, à assistência social.

De acordo com o relatório do PAM, crianças e famílias na Guiné-Bissau estão agora mais vulneráveis à fome e à desnutrição, sobretudo na época considerada de maior escassez alimentar, os meses de junho a agosto.

Segundo o documento, os cortes nos programas ocorrem “num momento crítico para a Guiné-Bissau” e deixam “mais de 130.000 crianças sem assistência diária”.


“O número de crianças em idade escolar que recebem refeições escolares já foi drasticamente reduzido de 283.400 para cerca de 152.000”.

Citado no documento, o diretor nacional do PAM na Guiné-Bissau, Mahamane Badamassi, realça que “as refeições escolares são mais do que apenas uma refeição, para muitos alunos é a única comida nutritiva que recebem todos os dias”.

“Essas crianças agora ficam sozinhas, sem garantia de refeições regulares ou nutrição adequada”, acrescenta.

O PAM foi ainda “forçado a suspender a distribuição de alimentos nutritivos especializados para crianças menores de dois anos, deixando aproximadamente 56.000 crianças sem acesso à nutrição essencial durante uma fase crítica do desenvolvimento”, alerta.


Uma realidade que, como refere o relatório, “levanta sérias preocupações sobre um possível aumento da desnutrição e maior vulnerabilidade a doenças entre crianças pequenas”.

“As crianças, como sabemos, são particularmente vulneráveis a doenças durante os dois primeiros anos de vida. Existe o risco de que caiam em desnutrição e fiquem mais expostas a doenças”, segundo o diretor nacional.

A organização das Nações Unidas antecipa que, nos próximos meses, na Guiné-Bissau, “mais de uma em cada cinco pessoas [esteja] incapaz de suprir necessidades alimentares básicas e 73% da população careça de nutrientes essenciais”.

No relatório, o PAM indica que os cortes nos programas devem-se ao “impacto das interrupções na cadeia de suprimentos e dos aumentos de custos ligados à crise do Oriente Médio, além da redução do financiamento”.

O Programa Alimentar Mundial compromete-se a manter a assistência, mas avisa que “precisa urgentemente de 6,4 milhões de dólares (5,5 milhões de euros) para continuar a assegurar assistência alimentar e nutricional essencial” à população vulnerável da Guiné-Bissau.

Lusa

GOVERNO INICIA EXPORTAÇÃO DE CASTANHA DE CAJU DA CAMPANHA DE 2026



O Governo de Transição deu início ao processo de exportação da castanha de caju referente à campanha de 2026, com a saída inicial de 20 mil toneladas do produto.
A informação foi avançada esta segunda-feira pelo Ministério da Economia, Plano e Integração Regional, durante a cerimónia de lançamento oficial das exportações, realizada no Porto de Bissau.

Segundo o ministro, Mamadú Mudjetaba Djaló, cerca de 102 mil toneladas de castanha já se encontram em Bissau prontas para exportação e apelou a uma maior mobilização dos intervenientes do setor, com vista ao aumento das receitas do Estado.

“É importante que todas as exportações sejam devidamente registadas e que todas as cobranças sejam canalizadas para o Tesouro Público, para que o Estado possa continuar a definir e implementar políticas públicas, investindo em setores como a educação, a saúde e as infraestruturas”, afirmou o governante.

Por sua vez, o ministro dos Transportes e Economia Digital, Florentino Mendes Pereira, destacou a prontidão da Administração dos Portos da Guiné-Bissau (APGB) no arranque do processo de exportação da campanha de 2026, já em curso no Porto de Bissau.

“A APGB, apesar das dificuldades, conseguiu disponibilizar todos os equipamentos necessários para este processo, garantindo a operacionalidade das exportações no Porto de Bissau. Todas as básculas e máquinas encontram-se operacionais”, assegurou o ministro.

Já o ministro do Comércio e Indústria, Jaimantino Có, sublinhou as reformas em curso no seu ministério para reforçar os mecanismos de controlo das exportações e importações, sobretudo da castanha de caju, considerado o principal motor de crescimento da economia nacional.

“Estas reformas permitirão aumentar os rendimentos do país provenientes da castanha de caju, garantindo que os benefícios não fiquem concentrados em poucas pessoas, mas que contribuam para a redução da pobreza da maioria da população”, afirmou Jaimantino Có.

A cerimónia marcou o arranque oficial das exportações do principal produto agrícola da Guiné-Bissau, um setor estratégico para a economia nacional.

Recorde-se que o Governo de Transição prevê exportar cerca de 200 mil toneladas de castanha de caju durante a campanha de comercialização de 2026.

RSM 01 06 2026