sábado, 5 de setembro de 2026

MISSÃO ENTREGA MEDICAMENTOS A TRÊS CENTROS DE SAÚDE DO PARQUE NACIONAL DE ORANGO

Uma missão de entrega de medicamentos está a ser realizada este sábado, 5 de setembro, nos três centros de saúde das ilhas que integram o Parque Nacional de Orango, nos Bijagós, nomeadamente Orango Grande, Canogo e Orangozinho.
Os medicamentos foram doados pela Associação Cultural El Barral, da aldeia de San Miguel, em Valladolid, Espanha, e estão avaliados em cerca de três milhões de francos CFA.
A entrega foi efetuada por uma equipa do Instituto da Biodiversidade e das Áreas Protegidas (IBAP), acompanhada pela Direção Regional da Saúde dos Bijagós e por órgãos de comunicação social.
A missão tem como objetivo reforçar a disponibilidade de medicamentos nos centros de saúde das referidas ilhas e contribuir para a melhoria da assistência sanitária às populações locais.
Durante a missão, a equipa deverá proceder à entrega dos medicamentos nos três centros de saúde que servem as comunidades de Orango Grande, Canogo e Orangozinho.

RSM: 05 09 2026




«Embaixada da Guiné- Bissau em Cabo Verde» A Embaixada da República da Guiné-Bissau em Cabo Verde informa a todos os cidadãos guineenses que requereram Passaportes de 14 de Maio à 10 de Agosto do ano em curso que já podem dirigir-se à Embaixada, munidos do recibo, para efeito de levantamento do referido documento de identificação, a partir das 14h00, do dia 07/09/2026 e de terça-feira à sexta-feira, das 08h00 às 16h00.

«Plataforma da diáspora Guineense» 53 ANOS DE LIBERDADE! VAMOS CELEBRAR JUNTOS!

A diáspora guineense em Portugal tem um encontro marcado com a história, a cultura e a alegria! Venha celebrar o 53.º aniversário da Independência da Guiné-Bissau num evento imperdível, cheio de cor, ritmo e sabor.
📍 Nas Caldas da Rainha: Expoeste, R. Infanta. Dom Henrique 2, 2500-918;
📅 26/09/2026
O que vai encontrar?
✅ Mesa-redonda com debates inspiradores
✅ Música ao vivo que faz o corpo mexer
✅ Poesia e peça treatral que contam a nossa alma
✅ Gastronomia típica que aquece o coração.
Quer marcar presença?
As inscrições estão abertas até 20 de setembro de 2026. Basta falar com os nossos anfitriões (os números estão no flyer) e garantir o seu lugar.
👉 Partilhe com os seus amigos e família! Esta festa é nossa, é de todos os que amam a Guiné-Bissau. Até lá! 🇬🇼✨

Gabinete do DSP pede atas de voto e questiona entrada em vigor da Constituição

O Gabinete do Presidente da Assembleia Nacional Popular (ANP), dissolvida em 2023, questionou a legalidade do referendo constitucional realizado a 30 de agosto e exigiu esclarecimentos sobre a competência do Conselho Nacional de Transição (CNT) para aprovar a nova Constituição, bem como sobre os resultados eleitorais ainda não documentados.

Numa “Nota sobre o Referendo Constitucional de 30 de agosto de 2026”, consultada por O Democrata, o Gabinete sustenta que estão em causa “factos objetivos” decorrentes dos atos praticados pelas autoridades instituídas após o golpe de Estado de novembro de 2025.

Segundo o documento, a Carta Política de Transição manteve em vigor a Constituição da República e atribuiu ao CNT apenas a competência de “preparar a revisão da Constituição da República”.

“Preparar uma revisão não equivale, sem outra habilitação jurídica, a aprovar definitivamente uma Constituição e a fazê-la entrar em vigor”, refere a nota, questionando qual a norma que transformou essa competência num poder constituinte.

O Gabinete aponta ainda aquilo que considera ser uma contradição central no processo. A Lei Constitucional n.º 05/2026 foi aprovada pelo CNT em 13 de janeiro de 2026, promulgada em 6 de fevereiro e publicada no Boletim Oficial em 24 de fevereiro.

O artigo 152.º determina que “a presente Constituição entra em vigor à data da sua publicação no Boletim Oficial”. Assim, a entrada em vigor do texto constitucional não dependeria da realização de um referendo.

Contudo, seis meses mais tarde, os cidadãos guineenses foram chamados às urnas para se pronunciarem sobre a entrada em vigor da nova Constituição da República aprovada pelo Conselho Nacional de Transição.

“Se o referendo era necessário para a Constituição entrar em vigor, ela não poderia ter entrado em vigor em fevereiro. Se já estava em vigor, qual era o objeto e qual o efeito jurídico de um referendo realizado em agosto?”, questiona o Gabinete.

O documento recorda ainda que o Supremo Tribunal de Justiça, no Acórdão n.º 01/2026, de 1 de julho, já tratava a nova redação constitucional como direito vigente antes da realização da consulta popular.

Relativamente aos resultados, o Gabinete refere que uma primeira versão dos dados divulgados pela Comissão Nacional de Eleições (CNE) trocou os votos válidos pelos números da abstenção e o total da participação pelo número de votos válidos.

Segundo a nota, na versão corrigida, a CNE apresentou um total de 914.428 eleitores inscritos, 572.712 votantes, 341.716 abstenções e 544.070 votos válidos, dos quais 383.116 foram favoráveis ao “SIM” e 160.954 ao “NÃO”.

Apesar da correção, o Gabinete afirma que continua por esclarecer a correspondência entre os números agregados e os resultados provenientes das assembleias de voto, sobretudo perante relatos de fraca afluência registados no encerramento da votação.

“Perante estes elementos, a participação de 572.712 votantes anunciada pela CNE não pode ser considerada suficientemente esclarecida sem o confronto com a documentação primária do escrutínio”, lê-se na nota.

O Gabinete exige, por isso, a disponibilização das atas das assembleias de voto para permitir a verificação dos resultados.

“Não basta proclamar que 70% dos votos válidos foram favoráveis ao SIM. Antes da percentagem existe a legalidade; antes do resultado, a competência; e, antes de se invocar a vontade popular, é necessário demonstrar que essa vontade foi corretamente apurada”, conclui o documento.

Por Tiago Seide
odemocratagb

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Comunicação Social/Ministério do Interior e SINJOTECS buscam relação mais harmoniosa entre Agentes de Segurança e Jornalistas

Bissau, 4 Set 26(ANG) - O ministro do Interior e da Ordem Pública, Brigadeiro-General Mama Saliu Embaló, recebeu, esta sexta-feira, em audiência, a Direcção do Sindicato de Jornalistas e Técnicos da Comunicação Social (SINJOTECS), informou o Gabinete de Assessoria de Imprensa e Comunicação daquele Ministério, numa nota publicada na sua página de Facebook , à que a ANG teve acesso.

A nota salienta que o encontro teve como principal objectivo promover uma relação institucional de proximidade, diálogo e cooperação entre o Ministério do Interior e o SINJOTECS, enquanto entidades com responsabilidades distintas, mas convergentes na promoção da paz, estabilidade e do interesse público.

Durante a audiência foram abordadas diversas questões relacionadas com a convivência e a colaboração entre os profissionais da comunicação social e os agentes das forças de segurança, com particular enfoque na necessidade de prevenir conflitos, promover o respeito mútuo e garantir o exercício das respectivas funções com responsabilidade e profissionalismo.

As partes manifestaram a vontade de continuar a trabalhar em conjunto na busca de soluções que contribuam para uma relação mais harmoniosa entre jornalistas e agentes policiais, salvaguardando, por um lado, o direito à informação e, por outro, o cumprimento das responsabilidades das forças de segurança na manutenção da ordem e da segurança públicas.

No final do encontro, a Direcção do SINJOTECS entregou ao ministro do Interior um projecto de iniciativa sindical, que, segundo o sindicato, poderá contribuir para a prevenção e redução de situações de conflito entre jornalistas e agentes das forças de segurança.

O Ministério do Interior e da Ordem Pública reafirma a sua abertura ao diálogo institucional e à cooperação com os profissionais e organizações da comunicação social, considerando a comunicação responsável e o respeito mútuo elementos fundamentais para a consolidação de uma sociedade pacífica, informada e democrática.

ANG/ÂC//SG

Pedido de Desculpa! Deputado Manuel Irene Nascimento Lopes vulgo (Manelinho) pediu desculpa as autoridades do País

Especialista militar alerta: doenças cardiovasculares afetam cada vez mais jovens no país.








O Major Umberto Viera, especialista em Cardiologia do Hospital Militar Principal, fez um alerta relevante esta quinta-feira, 3 de setembro de 2026 sobre o crescente risco de doenças cardíacas no país, destacando que tais já não atingem apenas idosos, mas também pessoas de meia idade e, cada vez mais, jovens com 18, 20 ou 21 anos.
Durante uma conversa com a imprensa militar, o médico explicou que a Cardiologia estuda o coração e as patologias que o afetam, sendo que existem diversos tipos de doenças, cada uma com os seus próprios riscos.
Entre as principais, destacou a hipertensão arterial, um fator de risco cardiovascular que pode desencadear problemas graves no coração como a doença cardíaca isquémica, as doenças valvulares e outras condições de impacto significativo.
O especialista chamou a atenção para o facto de o risco cardiovascular variar conforme a idade e o sexo: enquanto nos homens este risco se torna mais evidente a partir dos 60 à70 anos, nas mulheres começa a ser significativo a partir dos 55.
Contudo, acrescenta que a realidade atual mostra que a hipertensão e outros problemas cardíacos já se manifestam em faixa-etárias muito mais jovens, o que representa um novo desafio para a saúde pública guineense.
Major Viera enumerou os principais fatores de risco que contribuem para o agravamento das doenças cardiovasculares:
• Colesterol elevado, que favorece a formação de placas nas artérias e aumenta o risco de eventos cardíacos;
• Consumo de bebidas alcoólicas (como whisky e champanhe), que quando feito de forma excessiva, prejudica a função cardíaca;
• Tabagismo e uso de drogas, cujos fumos são considerados hábitos tóxicos e representam um risco direto para o coração e os pulmões;
• Sedentarismo, que leva ao ganho de peso e, consequentemente, a um maior risco cardiovascular.
Sobre a tensão arterial, o cardiologista esclareceu que existem três tipos: tensão baixa, normal e alta. “Todos nós temos tensão normal, mas há momentos em que algumas pessoas apresentam tensão baixa, o que significa estar abaixo do nível normal. “Entre a tensão baixa e a alta, sempre há consequências, no caso da tensão baixa, a pessoa sente diferenças no organismo, e embora existam medicamentos para a aumentar, é mais difícil tratar do que a tensão alta. Já a hipertensão é mais fácil de controlar com medicação”, esclarece.
Alerta para a gravidade de condições como o infarto do miocárdio, que provoca dor no peito e compromete a função cardiorrespiratória. Segundo o especialista, entre 50 % e 70 % das mortes repentinas podem ter origem cardiovascular, uma vez que o coração é um órgão particularmente sensível e suscetível a paragens cardíacas súbitas.
Para prevenir estas situações, Major Umberto Viera recomenda fortemente que todas as pessoas façam consultas médicas regularmente. “Muitas vezes, uma pessoa sente alguma alteração no corpo, mas recusa se a ir ao médico.
Isso faz com que muitas pessoas morram sem que se saiba exatamente o que causou a morte. Por isso, é essencial que todos procurem o hospital para serem examinados, mesmo que os sintomas pareçam leves”, exorta.
A mensagem do especialista é clara: a prevenção, o diagnóstico precoce e o acompanhamento médico são fundamentais para reduzir a mortalidade por doenças cardiovasculares e garantir uma melhor qualidade de vida para a população do país.

Texto: Soldado Watna Ysemba
Fotografia: Alferes Umaro Januário Injai
FA/IM 03.09.2026