terça-feira, 23 de agosto de 2022

MINISTRO DAS FINANÇAS DA GUINÉ-BISSAU, DEFENDE DINAMIZAÇÃO DO SISTEMA NACIONAL CONTRA BRANQUEAMENTO DE CAPITAIS

O Ministro das Finanças, Ilídio Vieira Té, defendeu que o sistema nacional contra o branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo seja estruturado e dinamizado, de forma a garantir a integridade do mercado financeiro guineense.

Ilídio Té falava esta terça-feira, 23 de agosto de 2022, na cerimónia de abertura do Seminário Nacional para o Reforço de Capacidade na luta contra o branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo (LBC/FT) e de Compreensão dos Riscos ligados ao Sector Financeiro e Não Financeiro, na qual reconheceu que, apesar da colaboração interinstitucional entre as instituições ligadas à essa atividade, assiste-se ainda a algumas dificuldades na aplicação da lei que pune os branqueadores.

Para o governante, o seminário irá permitir uma melhor compreensão sobre uma das exigências internacionais, nomeadamente a avaliação dos riscos de branqueamento de capitais e financiamento de terrorismo, de forma a permitir que o governo tome medidas que visam o combate a todos os tipos de crime e, sobretudo a criminalidade económico-financeira transnacional.

Vieira Té manifestou a disponibilidade de o governo para aplicar os resultados obtidos nas avaliações de risco no processo de definição de políticas públicas e de alocação de recursos na prevenção e combate contra o branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo, esperando que os resultados a serem adotados sejam compatíveis com os riscos identificados.

Referindo-se ao relatório da Avaliação Nacional dos riscos feito em 2021 pelo GIABA, o Presidente do Centro de Nacional de Tratamento de Informações Financeiras (CENTIF), Justino Sá, lembrou que o documento aponta nos riscos de branqueamento de capitais em diversos setores, tendo alertado para a necessidade de se definir um plano de ação para travar esses riscos.
Justino Sá disse que é urgente que as instituições financeiras e não financeiras adotem os mecanismos de controle que permitam compreender os perfis de riscos inerentes ao setor no país.

Por: Epifânia Mendonça/Conosaba/odemocratagb
Foto: E.M

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