segunda-feira, 1 de junho de 2026

Bebé encontrada a boiar em banheira. Pai estava ao telemóvel e fugiu

 

Seffan Mederious colocou a filha numa banheira cheia de água e ausentou-se para estar ao telemóvel. Quando regressou, encontrou a bebé a boiar e fugiu para casa de um familiar, que acabou por alertar as autoridades.

Um homem do Kentucky, nos Estados Unidos da América, está a ser acusado de ter deixado a sua filha bebé sozinha numa banheira cheia de água enquanto estava distraído ao telemóvel.

A menina foi encontrada inconsciente, mas a tempo de ser salva.

No dia 26 de maio, terça-feira, a polícia foi chamada a um apartamento em Covington, onde se dava conta da presença de uma criança em paragem cardiorrespiratória. Aí, encontrariam uma menina bebé que tinha sido deixada sozinha numa banheira cheia de água durante 5 minutos.

O pai da criança, Seffan Mederious, de 20 anos, terá reportado aos agentes que estava num outro quarto da casa, a fazer scroll no telemóvel. Quando regressou à casa de banho, encontrou a menina a boiar na banheira.

Depois disso, e assustado, o pai correu para casa de um familiar a partir de onde alguém ligou para o número de emergência médica.

A bebé ainda foi transportada para o Cincinnati Children Hospital, onde a polícia espera que recupere na totalidade. Apesar disso, o pai está a ser acusado de colocar em risco a vida de outrem de forma imprudente e de abuso criminal. A acusação afirma mesmo que este se colocou em fuga após o incidente e que estaria "escondido na casa de um familiar".

Seffan Mederious compareceu em tribunal na quarta-feira, 27 de maio, para uma audiência preliminar.

"Levamos a segurança das nossas crianças muito a sério em Kenton County", afirmou o advogado, acrescentando que não espera que "os pais sejam perfeitos, longe disso", mas que "aqueles que ponham os menores em risco" terão de "sofrer consequências".

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Cabo Verde goleia Sérvia em jogo de preparação para o Mundial

Selecção cabo-verdiana de futebol. © LUSA - MIGUEL A. LOPES

O jogo de preparação para o Mundial que a selecção de Cabo Verde fez, este domingo, em Lisboa, frente a congénere da Sérvia começou com uma festa na rua que se transformou em golos no relvado do Estádio do Restelo.

Três golos de Cabo Verde e zero da Sérvia, num estádio cheio com as cores da bandeira de Cabo Verde.

Muito focados nos diferentes planos do jogo, os Tubarões Azuis começaram a construir a goleada aos 11 minutos com o remate de Kevin Pina a colocar Cabo Verde em vantagem no marcador.

Depois de uma primeira parte sólida, o seleccionador Bubista (Pedro Brito) regressa do intervalo promovendo oito alterações no onze.

Por seu lado, a Sérvia cresceu nos primeiros minutos da segunda parte e por duas vezes esteve perto do golo.

Mas Cabo Verde rapidamente volta a fazer o seu jogo e as transições rápidas acabam por se traduzir em golos. Laros Duarte, aos 59 minutos, faz o 2-0 para Cabo Verde, e aos 63 minutos Gilson Benchimol fechou o marcador em 3-0.

Gilson Benchimol, avançado de Cabo Verde. © LUSA - MIGUEL A. LOPES

Na conferência de imprensa após a partida, o seleccionador de Cabo Verde, Bubista (Pedro Brito), reconheceu os aspectos positivos do jogo e aproveitou para esclarecer que foi apenas uma vitória num encontro amigável e que os Tubarões têm de se preparar para as dificuldades.

“Temos que nos preparar cada vez melhor para o que vem. Sabemos das dificuldades. Houve muita coisa boa da nossa parte, a nossa transição foi fortíssima, foi muito, muito bom. Sabemos que, nas Copas, uma das coisas mais importantes que há é as transições, tanto defensiva como ofensiva, e estivemos razoavelmente bem, principalmente nas transições ofensivas.”

No dia 2, os Tubarões Azuis voam para os Estados Unidos, onde, antes da estreia no Campeonato do Mundo, vão jogar com as Bermudas em mais um jogo de preparação.

Integrados no Grupo H, os Tubarões Azuis fazem a estreia no Mundial no dia 15 de Junho, frente à Espanha, em Atlanta. O segundo confronto será com o Uruguai a 21 de Junho, em Miami. Cabo Verde termina a fase de grupos no dia 26 de Junho, frente à Arábia Saudita, em Houston.

Por: Luís Guita
Bubista, seleccionador de Cabo Verde. © Luís Guita/RFI

Ataques xenófobos na África do Sul vitimaram pelo menos quatro moçambicanos

Manifestantes contra a imigração clandestinha em Durban, na África do Sul, no passado dia 6 de Maio de 2026. AFP - RAJESH JANTILAL

Pelo menos quatro cidadãos moçambicanos foram mortos em ataques xenófobos na vizinha África do Sul. O caso ocorreu no fim-de-semana em Mossel Bay, na província do Cabo Ocidental, no extremo sul daquele país.

A informação foi confirmada pelo líder da comunidade moçambicana na província do Cabo Ocidental, Manuel Canhane, que fala em mortos mas também em vários feridos.

“De momento, já perdemos quatro moçambicanos que perderam a vida. Os outros ficaram hospitalizados mas não houve mortes no hospital. Eles já estão connosco na sala de espera e também temos 311 moçambicanos que anteontem procuraram meios para voltar à nossa terra natal”, indicou o líder da comunidade.

“Usaram instrumentos, catanas, os outros foram esfaqueados e os outros também foram atingidos por pedras. É assim que os nossos irmãos moçambicanos perderam a vida no bairro de Mossel Bay”, detalhou Manuel Canhane ao referir que os incidentes começaram durante a noite de quinta-feira e culminaram com ataques a residências de moçambicanos e de outros estrangeiros.

“Quase atingiram todas as casas de moçambicanos naquele bairro. Os estrangeiros começaram a reagir para se defender também. Por isso aconteceram essas mortes”, esclareceu.

Outro grupo de moçambicanos que viu as suas casas incendiadas na sequência dos actos xenófobos deixa ainda nesta segunda-feira 1° de Junho o território sul-africano. De acordo com o Serviço Nacional de Migração de Moçambique, são cerca de 600 moçambicanos, vítimas de xenofobia, que regressam ainda hoje ao seu país de origem.

“Na parte da segurança, estamos seguros onde nós estamos, porque eles cuidam de nós. Como ontem à noite, eles conseguiram trazer comida e trazerem um pouquinho de roupa para aqueles que perderam os seus bens, as suas casas. E os moçambicanos que viviam nas suas casas, perderam as casas, foram incendiadas”, disse Manuel Canhane referindo-se aos mais de 800 moçambicanos que estão actualmente a beneficiar da protecção das autoridades municipais de Mossel Bay, na província do Cabo Oriental na África do Sul.

Nas últimas semanas, intensificaram-se os ataques contra os estrangeiros residentes na África do Sul. O país que enfrenta uma grave crise económica há largos anos, tem visto aumentar os preconceitos contra os imigrantes dos países vizinhos que são acusados de contribuir para o crescimento da taxa de desemprego no seio da população sul-africana.

No início do mês, uma marcha contra a imigração resvalou em ataques contra pequenos comércios e lojas pertencentes a estrangeiros na província do Cabo Oriental, no leste do país.

Moçambique tem cerca de 300 mil cidadãos residentes na África do Sul, onde trabalham essencialmente no sector das minas. Perante o recrudescimento da violência, de acordo com a presidência moçambicana, "milhares" de expatriados optaram por regressar ao seu país.

Por: Orfeu Lisboa
.rfi.fr/pt/