sábado, 16 de maio de 2026

É com profunda tristeza e enorme sentimento de perda que recebemos a notícia do falecimento de Mário Coró, aos 76 anos de idade — uma verdadeira lenda viva do futebol nacional e uma das maiores referências da história do Balantas de Mansoa.

Desde 1969 até ao último dia da sua vida, Mário Coró dedicou-se de corpo e alma ao clube do seu coração e à sua terra natal, Mansoa. A sua história confunde-se com a própria história do Balantas de Mansoa e da cidade que tanto amou. Ao longo da sua carreira, recebeu vários convites para abandonar o clube, mas a sua fidelidade, amor e sentido de pertença falaram sempre mais alto. Escolheu permanecer ao lado do povo que o viu nascer e crescer.

Foi campeão pelo Balantas de Mansoa e representou com enorme honra e dedicação a Seleção Nacional da Guiné-Bissau, carregando sempre consigo os valores da humildade, da disciplina e do compromisso.

Depois de pendurar as chuteiras, não abandonou o futebol nem a juventude da sua terra. Continuou a servir o clube como Diretor de Campo, orientando e ensinando muitos jovens sobre os valores da vida, do respeito e da responsabilidade. Paralelamente, exerceu com grande dignidade a profissão de professor primário na cidade de Mansoa, contribuindo para a formação de várias gerações.
Mário Coró foi um homem de rara humildade, de trato fácil, sincero e sempre próximo das pessoas. Era difícil vê-lo zangado com alguém. A sua simplicidade e o seu caráter fizeram dele uma figura respeitada e admirada por todos.
Faltam palavras e adjetivos para descrever a grandeza humana e desportiva de Mário Coró. A sua partida deixa o futebol nacional mais pobre, mas o seu legado permanecerá eternamente vivo na memória do povo de Mansoa, da família Balantas e de todos os amantes do futebol guineense.
Hoje, despedimo-nos não apenas de um antigo jogador, dirigente e professor, mas de um símbolo, de um exemplo de fidelidade, dedicação e amor à sua terra.

Governo guineense reúne parceiros internacionais para atenuar impactos da crise global


O Governo da Guiné-Bissau reuniu hoje vários parceiros internacionais num "diálogo de alto nível" à procura de estratégias para atenuar os impactos no país da atual crise global.

No discurso da abertura do encontro, que junta numa unidade hoteleira de Bissau representantes de diversas agências das Nações Unidas, representações diplomáticas e instituições da cooperação multilateral e bilateral, o primeiro-ministro guineense, Ilídio Vieira Té, afirmou que a iniciativa representa "um momento de elevada importância política, estratégica e institucional" para a Guiné-Bissau.

"A crise internacional atualmente em curso, marcada pelas tensões envolvendo os Estados Unidos da América, Israel e o Irão, bem como pelas suas repercussões globais sobre os mercados energéticos, financeiros e alimentares, afeta de forma particularmente severa países com economias frágeis, fortemente dependentes das importações e ainda confrontados com limitações estruturais históricas", apontou o chefe do Governo guineense.

No discurso transmitido pela comunicação social local, Ilídio Vieira Té assinalou que a Guiné-Bissau "não está isolada" desses impactos, pelo que entendeu ser importante criar um "espaço estruturado de reflexão, concertação e mobilização de soluções".

A Guiné-Bissau "escolheu não permanecer passiva" perante riscos que ameaçam o bem-estar das populações, sublinhou o primeiro-ministro, apontando para "profundas tensões geopolíticas, volatilidade económica e perturbações nas cadeias de abastecimento", que se fazem sentir com o aumento dos preços da energia e de produtos alimentares.

O chefe do Governo notou que as ameaças atuais colocam em causa o próprio processo de desenvolvimento da Guiné-Bissau, por isso, disse, o Governo de transição escolheu antecipar, dialogar, coordenar e agir.

Vieira Té salientou que a meta do diálogo com os parceiros internacionais é transformar as recomendações, que saírem desta iniciativa, em ações concretas que possam gerar resultados, evitar fragmentação, reforçar a coordenação institucional, alinhar prioridades, recursos, responsabilidades e construir verdadeiro mecanismo de seguimento.

"O Governo da Guiné-Bissau continua empenhado em aprofundar as reformas económicas e institucionais, melhorar a governação pública, reforçar a transparência, consolidar a disciplina orçamental e criar melhores condições para a confiança dos parceiros e dos investidores", enfatizou Vieira Té.

O chefe do Governo de transição afirmou ainda que a Guiné-Bissau "deseja afirmar-se como um parceiro sério, responsável e comprometido com o diálogo, a estabilidade e o desenvolvimento sustentável" que não se limitará a gerir emergências.

Ilídio Vieira Té observa que o país "pretende fortalecer a segurança alimentar, melhorar o acesso à energia, reforçar a proteção social, consolidar a estabilidade macroeconómica" através de soluções sustentáveis de adaptação climática.

Em nome do povo e do Governo guineense, o primeiro-ministro de transição agradeceu "de forma especial" ao Sistema das Nações Unidas pelo apoio político e técnico pela organização do encontro.

Lusa

União Europeia já investiu mais de 700 ME na Guiné-Bissau – Embaixador

O embaixador da União Europeia na Guiné-Bissau, Federico Bianchi, revelou esta Terça-feira, 12, que o bloco europeu já investiu mais de 700 milhões de euros em programas de desenvolvimento no país, ao longo de 50 anos de relações diplomáticas entre as duas partes. O diplomata falava à margem da abertura de um seminário em Bissau, [...]

O embaixador da União Europeia na Guiné-Bissau, Federico Bianchi, revelou esta Terça-feira, 12, que o bloco europeu já investiu mais de 700 milhões de euros em programas de desenvolvimento no país, ao longo de 50 anos de relações diplomáticas entre as duas partes.

O diplomata falava à margem da abertura de um seminário em Bissau, dedicado à avaliação dos resultados das cadeias de valor do caju, manga, arroz e pesca, sectores considerados estratégicos para a economia guineense e que têm beneficiado de financiamento europeu.

Citado pela Lusa, Federico Bianchi sublinhou que os apoios europeus foram canalizados sobretudo para áreas como infra-estruturas, educação, saúde e agricultura, sectores considerados fundamentais para a estabilidade económica e social da Guiné-Bissau.

Além do impacto estrutural, a União Europeia pretende reforçar actividades económicas com capacidade de gerar rendimento directo para a população. O diplomata destacou que os sectores do caju, manga, arroz e pesca envolvem uma parte significativa dos guineenses e desempenham um papel determinante na segurança alimentar, emprego e exportações.

No caso das pescas, Bianchi salientou que a parceria entre Bruxelas e Bissau representa actualmente o terceiro acordo mais importante da União Europeia no mundo neste domínio. O acordo em vigor prevê a entrada de cerca de 100 milhões de euros nos cofres do Estado guineense ao longo de cinco anos, como compensação pela actividade pesqueira de embarcações europeias nas águas do país.

A dimensão do acordo reforça o peso estratégico da Guiné-Bissau no Atlântico africano, particularmente num contexto em que os recursos marítimos ganham importância crescente para a segurança alimentar global e para as economias exportadoras da África Ocidental.

O representante europeu garantiu ainda que a União Europeia continuará a acompanhar o processo de desenvolvimento da Guiné-Bissau, defendendo uma cooperação focada na sustentabilidade económica e institucional.

O seminário, que decorre até esta Quarta-feira, numa unidade hoteleira de Bissau, reúne representantes do Governo, organismos internacionais, universidades, centros de investigação, organizações da sociedade civil, produtores e parceiros técnicos e financeiros.

Para Federico Bianchi, o encontro pretende igualmente “garantir a sustentabilidade” dos projectos financiados pela União Europeia, no âmbito do compromisso europeu com a transformação sustentável da economia guineense e com o fortalecimento do sector privado local.

Lusa

O FC Porto está preparado para dar início à festa do título de campeão da I Liga com uma programação que arranca com a entrega da taça após o apito final do último jogo frente ao Santa Clara.

Depois do FC Porto-Santa Clara, há festa 'rija' na Invicta

O FC Porto encerra mais cedo a época para poder dar início à festa 'rija' que vai acontecer pela cidade invicta. Depois do apito final para o arranque da última jornada da I Liga frente ao Santa Clara às 15h30, os dragões vão poder receber a taça de campeão às 18 horas.

Será nos Aliados que vai acontecer o primeiro momento musical com a atuação do Grupo Sons do Minho e, depois, seguir-se-á o desfile dos campeões europeus de Hóquei em Patins.

Já depois das 21h30, é esperada a chegada da equipa à Ribeira, onde vai existir um espetáculo pirotécnico na Ponte Luiz I e um show de drones. Os campeões nacionais vão seguir caminho até aos Aliados no trio elétrico e haverá mais uma atuação musical nos Aliados, desta vez os Red Light Italy.

Por fim, por volta da meia-noite, a equipa azul e branca vai chegar à Câmara Municipal do Porto, que terá um novo espetáculo pirotécnico e a chamada individual no desfile dos Aliados. Pedro Abrunhosa e Gavin James subiram ao palco para animarem a festa. Os festejos vão terminar com o hino do FC Porto e mais um espetáculo pirotécnico.

Fique com o Desporto ao Minuto e acompanhe, a par e passo, as principais incidências dos festejos de campeão do FC Porto pela cidade Invicta.

Em jogo morno, FC Porto bate Santa Clara antes da festa do título

A equipa azul e branca encerrou a época com um triunfo pela margem mínima frente ao Santa Clara, no jogo da 34.ª jornada da I Liga. Nota para as estreias de João Costa e Bernardo Lima nos dragões.

Depois de ter sido recebido no Estádio do Dragão com guarda de honra, o FC Porto venceu o Santa Clara pela margem mínima, na última jornada da I Liga. Os azuis e brancos não brilharam, ainda que se tenham superiorizado, e prometem deixar toda a animação na festa que se segue.

O jogo arrancou e, ao fim de poucos minutos, aconteceu uma homenagem a Pinto da Costa e Jorge Costa. Os adeptos portistas exibiram uma lona dos dois símbolos do FC Porto, acompanhada pela frase "O rei e o capitão entregam a taça ao campeão".

Aos seis minutos, o Santa Clara sofreu a primeira contrariedade com a saída forçada de Djé Tavares. O médio cabo-verdiano ainda tentou manter-se em campo, mas foi mesmo substituído para dar lugar a Andrey.

Passados dez minutos, os açorianos pediram penálti por mão de Gul na área, mas o árbitro não concordou e o jogo prosseguiu.

Na resposta, Borja Sainz serviu Rodrigo Mora, que rematou de primeira para uma boa defesa de João Afonso. Depois, aos 19 minutos, foi a vez de o Santa Clara tentar a sua sorte com um grande remate de Gustavo Klismanh. Só que a bola foi ter à malha superior da baliza de Diogo Costa.

A equipa visitante não se escondeu ao jogo e tentou ameaçar novamente com um remate cruzado de Gabriel Silva, mas saiu ao lado. Aos 29 minutos, é de notar que o FC Porto beneficiou de um livre direto batido por Kiwior, que tentou surpreender com um remate rasteiro. João Afonso não agarrou à primeira, mas remediou e aliviou o perigo.

O guardião de 19 anos voltou a ter dificuldades em agarrar a bola após um remate fortíssimo de Alan Varela, de fora de área, mas continuou a ser muito competente entre os postes.

Aos 35 minutos, o Santa Clara procurou a surpresa na saída em ataque rápido, mas Gabriel Silva chegou atrasado a um cruzamento de Torrão.

Até ao intervalo, o FC Porto continuou a tentar criar perigo com remates de meia distância, mas sem sucesso.

No segundo tempo, o Santa Clara assustou o Dragão com um remate de Diogo Calila, mas rasou o poste direito. Francesco Farioli respondeu com duas alterações com as saídas de Borja Sainz e Deniz Gul para as entradas de Oskar Pietuszewski e Gabri Veiga, respetivamente.

Aos 59 minutos, Rodrigo Mora deu nas vistas assim que assumiu o ataque do FC Porto, após a saída de Deniz Gul, como um falso 9. O médio escondeu-se entre os defesas e apareceu para cabecear na área, ficando muito perto de chegar ao golo.

Contudo, o golo acabou mesmo por surgir aos 69 minutos e deixou o FC Porto a vencer. No lado direito, Froholdt cruzou para a área e, na tentativa de interceptar a bola, Sidney Lima enviou a bola para dentro da própria baliza.

Logo de seguida, Francesco Farioli promove a entrada de João Costa, que se estreou com a camisola principal do FC Porto e recebeu a braçadeira de capitão. Por seu turno, Diogo Costa saiu de campo com uma grande ovação.

Nota para a saída de Francisco Moura com queixas físicas, após ser atingido com a bola na cara. O lateral saiu para o regresso de Nehuén Pérez, muito aplaudido no Dragão. Quem entrou para mais uma estreia foi Bernardo Lima.

Pérez entrou bem e podia ter feito o golo, mas foi por pouco. Antes Pietuszewski já tinha criado perigo com um belo remate para mais uma boa defesa de João Afonso.

O resultado não sofreu qualquer alteração e os adeptos fizeram a festa no Dragão. Segue-se a festa do campeão na despedida da época pela cidade do Porto.

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