A ministra das Pescas e Economia Marítima, Virgínia Pires Correia, anunciou esta quinta-feira o reforço do compromisso do Governo com a preservação e sustentabilidade dos recursos haliêuticos nacionais, destacando a interdição, em todo o território nacional, de todos os processos de fabrico de farinha e óleo de peixe.
A governante fez o anúncio na abertura do ateliê de validação do Plano de Gestão das Pescas para os stocks partilhados de sardinela aurita e sardinela maderensis (yaibói) e etmalosa fimbriata (djafal), um documento elaborado no âmbito de um projeto financiado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO).
Segundo Virgínia Pires Correia, a medida enquadra-se nos esforços do Executivo para garantir uma exploração responsável dos recursos pesqueiros e assegurar a sua disponibilidade para as gerações futuras.
Em novembro de 2024, a FAO, em parceria com o Instituto Nacional de Investigação Pesqueira e Oceanografia (INIPO), lançou oficialmente na Guiné-Bissau um projeto de apoio à implementação da abordagem ecossistémica das pescas para a gestão das pescarias que exploram os stocks partilhados de sardinela na África do Noroeste.
A ministra considerou que a iniciativa representa um importante impulso para o setor das pescas guineense, ao contribuir para o reforço das capacidades técnicas do INIPO, a produção e disponibilização de dados biológicos, a promoção da participação das comunidades pesqueiras e a elaboração do plano de gestão e do respetivo plano operacional.
De acordo com a responsável, estes instrumentos constituem ferramentas essenciais para a gestão sustentável, conservação e proteção de um dos mais importantes recursos haliêuticos da África Ocidental.
Virgínia Pires Correia sublinhou ainda a relevância das sardinelas para a segurança alimentar e nutricional das populações da Guiné-Bissau e da sub-região, destacando que se trata de uma espécie abundante, de custo relativamente baixo e acessível às camadas mais vulneráveis da população.
RSM: 11-06-2026



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