segunda-feira, 8 de junho de 2026

Um pouco mais de 142 mil eleitores registados para as presidenciais são-tomenses


Para as próximas presidenciais em São Tomé e Príncipe, houve globalmente um aumento de eleitores, mas em alguns círculos, nomeadamente na diáspora africana, registou-se uma diminuição, com destaque para o caso de Angola. Estes dados preliminares foram divulgados neste sábado pela Comissão Eleitoral Nacional, devendo haver ainda uma actualização posteriormente.

142.296 eleitores estão inscritos nos cadernos eleitorais para votarem nas eleições presidenciais previstas para 19 de Julho. Os dados foram divulgados no sábado por Jeudiger Nascimento, Presidente da Comissão Eleitoral Nacional em conferência de imprensa dada aos órgãos de Comunicação Social.

"Foram registados em São Tomé e Príncipe e na Diáspora 142.296 eleitores", esclareceu Jeudiger Nascimento ao referir que se constatou um crescimento de quase 19 mil novos inscritos comparativamente a 2022.

Segundo esta entidade, 121.771 eleitores estão inscritos em São Tomé e Príncipe e 20.525 na diáspora, faltando ainda expurgar dos cadernos pessoas que perderam o direito ao voto por incapacidades, assim como a população prisional.

Ainda de acordo com a Comissão Eleitoral Nacional, 69.647 eleitores (48,95%) são homens e 72.649 (51,05%) são mulheres, sendo que 67.883 (47,70%) dos eleitores têm entre 18 e 35 anos; 63.778 (44,82%) têm entre 36 a 65 anos e 10.635 (7,47%) têm 66 anos ou mais.

Esta entidade refere ainda que em termos de distribuição por distritos, Água Grande e Mé-Zóchi continuam a ser os dois círculos eleitorais com maior número de votantes em São Tomé e Príncipe. Em Água Grande, registaram-se 45.564 eleitores, mais 4.623 em relação aos dados de 2022, sendo que o distrito de Mé-Zóchi abrange 30.454 eleitores, ou seja mais 3.599 em relação a 2022.

Já noutros pontos do país, nota-se uma diminuição no número de potenciais votantes. "O distrito de Cantagalo, com 12.486 eleitores, correspondente a 8,77%. Depois do Cantagalo, nós temos do distrito de Lobata, com 12.310 eleitores, que corresponde a 8,65%. Lembá, com 9782 eleitores correspondentes a 6,87%", detalhou Jeudiger Nascimento.

Portugal coloca-se como o maior círculo de diáspora. "Portugal, que representa 13.165 eleitores, o que representa 9,25%", disse o responsável ao referir que paralelamente se observou uma diminuição do número de eleitores nos círculos eleitorais do Gabão e Guiné Equatorial.

O recenseamento eleitoral foi realizado pela primeira vez de forma automática, a partir da base de dados da Direcção dos Registos Civis, mas o presidente da CEN reconheceu que “muitas pessoas ficaram fora do sistema”.

Sem especificar quantas pessoas não vão poder votar nas próximas presidenciais devido a "alguns constrangimentos", o responsável da CEN esclareceu que esta situação diz essencialmente respeito às pessoas que não estavam inscritas nos cadernos eleitorais de 2017 e 2021.

Jeudiger Nascimento referiu, contudo, que estas pessoas têm a possibilidade de reclamar junto das entidades competentes para serem inscritos para as eleições legislativas de 27 de Setembro.

Refira-se que seis pessoas apresentaram a sua candidatura às presidenciais de 19 de Julho, o político e empresário Domingos Monteiro, o ex-primeiro-ministro Jorge Bom Jesus, o líder parlamentar da ADI, Nito D’Abreu, o Presidente cessante Carlos Vila Nova, e os juristas Miques João Bonfim e Eugénio Tiny.

Os seus respectivos dossiers devem agora ser analisados pelo Tribunal Constitucional que vai divulgar, dentro de alguns dias, a lista definitiva dos candidatos ao escrutínio.

Por: Maximino Carlos
rfi.fr/pt/

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