Fernando Vaz, o porta-voz do Conselho Nacional de Transição da Guiné-Bissau, disse em conferência de imprensa que as declarações de Paulo Rangel, ministro dos Negócios estrangeiros português, sobre o regresso à ordem constitucional do país terão “severas consequências nas relações bilaterais”, fazendo uma advertência diplomática ao Estado português.
Na quarta-feira, Fernando Vaz, o porta-voz do Conselho Nacional de Transição da Guiné-Bissau, leu numa conferência de imprensa o comunicado enviado às redações sobre as declarações de Paulo Rangel em entrevista à Antena 1 e onde o ministro português pedia o regresso à ordem constitucional e da libertação de Domingos Simões Pereira.
No comunicado e na voz de Fernando Vaz foram tecidas várias críticas ao Governo português, descrevendo as declarações de Paulo Rangel como "inaceitáveis" e classificando-as mesmo como "uma postura reincidente de ingerência e paternalismo neo-colonial".
"A Guiné-Bissau não se vergará a exames de bom comportamento ditados por metrópoles estrangeiras", declarou mesmo o representante das autoridades de transição no país.
Os militares sublinham que “qualquer futura tentativa de intromissão nos assuntos soberanos” da Guiné-Bissau “receberá uma resposta de idêntica ou superior contundência, com as devidas e severas consequências ao nível das relações bilaterais”.
Sem calendário previsto para a divulgação dos resultados das eleições de Novembro ou de novas eleições, a Guiné-Bissau está desde o colpe militar de 26 de Novembro suspensa da CPLP, da União Africana e da CEDEAO.
Por: RFI
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