quarta-feira, 3 de junho de 2026

Moçambicanos fogem da xenofobia na África do Sul

A primeira vaga de moçambicanos que foge da violência xenófoba na África do Sul já chegou a Moçambique. Cerca de 300 pessoas atravessaram a fronteira de Ressano Garcia e o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres prevê receber até 600 cidadãos até ao final desta quarta-feira, 3 de Junho. © RFI/Orfeu Lisboa


A primeira vaga de moçambicanos que foge da violência xenófoba na África do Sul já chegou a Moçambique. Cerca de 300 pessoas atravessaram a fronteira de Ressano Garcia e o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres prevê receber até 600 cidadãos até ao final do dia. As autoridades prometem assegurar o transporte para as províncias de origem, sobretudo Maputo, Gaza, Inhambane e Sofala.

O primeiro grupo de cerca de 300 cidadãos moçambicanos que fogem da violência contra imigrantes na República da África do Sul já chegou a Moçambique. O anúncio foi feito pelo Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres -INGD, que prevê a chegada de até 600 compatriotas até ao final do dia.

São muitos os cidadãos moçambicanos -crianças, mulheres, jovens e idosos- que fogem dos ataques xenófobos na África do Sul e chegam à fronteira de Ressano Garcia, segundo o vice-presidente do Instituto Nacional de Gestão do Risco de Desastres, Belém Monteiro.

“Já chegou o primeiro grupo em quatro ‘mini-buses’ vindos da África do Sul. Já houve registo, cerca de 300 pessoas já chegaram e estão nos autocarros, sendo esperada a chegada de cerca de 600 pessoas no total”, explicou Belém Monteiro.

A primeira vaga de moçambicanos que foge da violência xenófoba na África do Sul já chegou a Moçambique. Cerca de 300 pessoas atravessaram a fronteira de Ressano Garcia e o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres prevê receber até 600 cidadãos até ao final desta quarta-feira, 3 de Junho. © RFI/Orfeu Lisboa

Os cidadãos, que preferem não ser identificados, referem que perderam os seus bens, que sofreram violência e que alguns dos seus compatriotas terão morrido durante os ataques. Um dos retornados afirmou sentir alívio por ter regressado em segurança e com saúde, mas lamentou ter perdido o emprego e várias relações de amizade que mantinha na África do Sul.

Outro declarou esperar que Moçambique os acolha adequadamente e que lhes possa proporcionar oportunidades de trabalho, sublinhando que muitos são jovens que emigraram em busca de melhores condições de vida, entretanto comprometidas pela situação de xenofobia.

As autoridades governamentais moçambicanas prometem agora transportar estes cidadãos para as suas províncias de origem, sobretudo Maputo, Gaza, Inhambane e Sofala.
A primeira vaga de moçambicanos que foge da violência xenófoba na África do Sul já chegou a Moçambique. Cerca de 300 pessoas atravessaram a fronteira de Ressano Garcia e o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres prevê receber até 600 cidadãos até ao final desta quarta-feira, 3 de Junho. © RFI/Orfeu Lisboa.


Por: Orfeu Lisboa com RFI

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