O líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira (DSP), em prisão domiciliária desde 30 janeiro deste ano, vai ser ouvido novamente pelo Tribunal Militar Superior, no âmbito da sua suposta participação na alegada tentativa de golpe de Estado em outubro de 2025.
A audiência deverá ocorrer no próximo dia 4 de junho, no Tribunal Militar Superior. Esta é a informação que consta na notificação entregue esta segunda-feira aos advogados do líder político, pelo mesmo juízo.
De acordo com o Despacho do Tribunal, que cita os autos da investigação criminal, existem "fortes indícios" da participação de Domingos Simões Pereira na prática de crimes contra a Segurança do Estado e atentado contra o Chefe de Estado.
"Nestes termos, ao abrigo do artigo 121° do Código da Justiça Militar, conjugado com o artigo 60° do Código do Processo Penal (CPP), declara-se Domingos Simões Pereira suspeito nos presentes autos", lê-se no despacho.
"DSP" tinha sido ouvido no Tribunal Militar Superior no passado 13 de fevereiro, no âmbito do mesmo processo. À saída dessa audiência, os advogados do político afirmaram aos jornalistas que a instância "confirmou" que o líder do PAIGC era apenas declarante e que não havia nenhum processo contra ele.
Na sequência do golpe de Estado de 26 de novembro do ano passado, Domingos Simões Pereira foi detido mais de 60 dias nas celas da Segunda Esquadra da Polícia de Ordem Pública (POP), em Bissau, mas acabou libertado no dia 30 de janeiro passado, estando desde então em prisão domiciliária.
Por CFM

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