Guiné-Bissau: O líder do PAIGC e presidente eleito do parlamento, Domingos Simões Pereira, foi hoje ouvido no Tribunal Militar de Bissau. DSP foi ouvido no âmbito do processo relativo à alegada tentativa de golpe de Estado, de outubro de 2025, no país. A defesa diz que Pereira voltou à condição de prisão domiciliária, mas sem novas medidas de coação.
O advogado, Roberto Indeque, foi quem falou em nome de um colectivo de defesa de Domingos Simões Pereira. Basicamente, Roberto Indeque disse que Domingos Simões Pereira saiu do Tribunal Militar tal como lá entrou: voltou para a sua residência, onde, desde janeiro passado, foi confinado à prisão domiciliária.
Na audiência desta quinta-feira, que durou pouco mais de três horas, o Tribunal Militar não aplicou nenhuma medida de coacção a Simões Pereira.
O advogado, Roberto Indeque, afirmou, em declarações aos jornalistas, que o político respondeu a todas as perguntas dos magistrados e que tinha ficado definitivamente assente, na expressão do advogado, que Domingos Simões Pereira não teve conhecimento e nunca esteve envolvido em qualquer tentativa de golpe de Estado.
O advogado disse que Simões Pereira regressa tranquilamente à sua residência e que, para já, não sabe se será ou não novamente convocado para voltar ao Tribunal Militar, no âmbito deste processo sobre uma alegada tentativa de golpe, que teria ocorrido em outubro de 2025. A Promotoria da Justiça Militar acusa Simões Pereira de ter estado envolvido na preparação do alegado golpe, através de disponibilização de meios financeiros, bem como da sua residência para realização de reuniões da conjura.
O advogado Roberto Indeque afirmou que Domingos Simões Pereira explicou ao tribunal que não faz parte da sua postura política participar em actos de subversão da ordem constitucional. A audiência de Simões Pereira foi pontuada por fortes medidas de segurança em todo o perímetro que dá acesso ao Tribunal Militar no bairro da Santa Luzia, em Bissau.
Por: Mussá Baldé
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