quinta-feira, 4 de junho de 2026

Cabo Verde: 11 arguidos em prisão preventiva por exploração sexual de menores

Cabo Verde: 11 arguidos em prisão preventiva por exploração sexual de menores © ministeriopublico.cv

Cabo Verde – Subiu para 11 o número de arguidos colocados em prisão preventiva no âmbito do processo relacionado com a alegada rede de exploração sexual de menores desmantelada na semana passada na ilha do Sal, em Cabo Verde, durante a Operação Aurora da Polícia Judiciária.

O mais recente suspeito foi detido no domingo, 31 de Maio, no Aeroporto Internacional Amílcar Cabral, quando desembarcava de um voo proveniente de Lisboa. Após ser presente ao Tribunal da Comarca do Sal para primeiro interrogatório judicial, foi-lhe aplicada a medida de coacção mais gravosa, ficando a aguardar julgamento em prisão preventiva.

Ao reagir ao caso, a presidente do Instituto Cabo-verdiano da Criança e do Adolescente (ICCA), Zaida Morais de Freitas, considerou a situação "gravíssima", "inaceitável" e "inadmissível". A responsável sublinhou a necessidade de uma maior vigilância por parte da sociedade, lamentando que a alegada rede tenha actuado durante tanto tempo sem que tivesse sido denunciada. "Isto é uma situação gravíssima, inaceitável e inadmissível, que não pode existir na nossa sociedade. Também registamos com indignação o facto de esta situação ter perdurado durante tanto tempo sem que nenhum adulto, nenhum vizinho e ninguém na comunidade denunciasse. Temos de ter comunidades mais vigilantes", afirmou.

A presidente do Instituto Cabo-verdiano da Criança e do Adolescente também manifestou a expectativa de que os alegados responsáveis e todos os envolvidos no esquema venham a ser condenados pela justiça.

Além dos 11 arguidos em prisão preventiva, outras quatro pessoas ficaram sujeitas a medidas de coacção, incluindo apresentações periódicas às autoridades, proibição de saída do país, obrigação de permanência na ilha do Sal e interdição de contacto com as vítimas.

A investigação prossegue sob coordenação das autoridades judiciais cabo-verdianas.

Por: Odair Santos
rfi.fr/pt

Sem comentários:

Enviar um comentário