terça-feira, 26 de maio de 2026

Recenseamento da população na Guiné-Bissau arranca a 1 de Junho

O quarto Recenseamento Geral da População e Habitação da Guiné-Bissau deve arrancar na próxima segunda-feira, 1 de Junho. A uma semana do início do processo que vai determinar quantos guineenses existem no país, o processo é marcado por fortes contestações.

Os agentes do recenseamento e o Instituto Nacional de Estatística (INE) a não se entendem por causa do pagamento de alegados serviços prestados. Um pouco por toda a Guiné-Bissau há reclamações dos formadores dos agentes do recenseamento que dizem ter trabalhado desde Abril e exigem receber a remuneração.

O quarto Recenseamento Geral da População e Habitação deve arrancar na próxima segunda-feira, dia 1 de Junho, disse o presidente do INE, Roberto Vieira. O responsável disse, esta segunda-feira, em conferência de imprensa, que apesar de algum ruído, o processo está no bom caminho. Roberto Vieira afirmou que as reclamações não passam de mal-entendidos dos jovens sobre os procedimentos e que todo o dinheiro disponibilizado pelo Banco Mundial para apoiar o recenseamento é controlado por técnicos da instituição.

Os formadores dos agentes do recenseamento, cerca de cinco mil jovens, exigem que lhes sejam pagos o correspondente a 25 mil francos CFA por dia e dizem que o INE apenas está disposto a pagar 5 mil CFA por dia.

Seja como for, o quarto Recenseamento Geral da População e Habitação na Guiné-Bissau começa na segunda-feira para decorrer durante 21 dias seguidos, num processo apoiado pelo Banco Mundial e pela agência da ONU, UNFPA.

O recenseamento geral da população guineense deve realizar-se de dez em dez anos, mas o país fez este exercício pela primeira vez em 1979, o segundo em 1991, o terceiro em 2009 e o quarto deveria ter tido lugar em 2019.

Estimativas do Banco Mundial apontam que a população guineense é de cerca de 2,2 milhões de habitantes em 2024, com um crescimento anual de 2,2%

Por: Mussá Baldé
.rfi.fr/pt/

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