A Guiné-Bissau assinala esta sexta-feira, 22 de maio, o Dia Mundial da Biodiversidade, numa altura em que continua a ser reconhecida internacionalmente pela riqueza dos seus ecossistemas, mas enfrenta também desafios relacionados com a preservação ambiental e a exploração sustentável dos recursos naturais.
O lema das celebrações deste ano é “Agir localmente para um impacto global”. Numa mensagem gravada alusiva à data, o ministro do Ambiente e Ação Climática, Augusto Idrissa Embaló, sublinhou que o tema lembra que as grandes transformações globais começam com ações concretas ao nível local.
Segundo o governante, o mundo enfrenta atualmente vários desafios ambientais, entre os quais as alterações climáticas, a poluição e a exploração insustentável dos recursos naturais. Estes fatores, afirmou, continuam a fragilizar os ecossistemas e a ameaçar os meios de subsistência das populações, com impacto direto na segurança alimentar, na saúde e no desenvolvimento sustentável.
Considerada um dos países mais ricos em biodiversidade da África Ocidental, a Guiné-Bissau possui importantes ecossistemas terrestres e marinhos. Augusto Idrissa Embaló destacou esta riqueza natural como um elemento-chave para a conservação da natureza e o combate às alterações climáticas, referindo que várias iniciativas desenvolvidas no país já têm merecido reconhecimento internacional.
Apesar dos avanços registados na conservação ambiental, persistem ameaças como a pesca ilegal, o corte abusivo de madeira, o desmatamento, as queimadas e os efeitos das mudanças climáticas.
Perante este cenário, o ministro destacou ainda o papel central dos jovens na preservação da biodiversidade, defendendo que esta constitui também uma questão de identidade cultural e de soberania nacional.
De acordo com o Instituto da Biodiversidade e das Áreas Protegidas (IBAP), mais de 26% do território nacional encontra-se atualmente sob proteção ambiental, através do Sistema Nacional de Áreas Protegidas, considerado um dos principais instrumentos de conservação da biodiversidade no país.
A Guiné-Bissau tem igualmente vindo a reforçar programas de monitorização ambiental e de proteção das espécies migratórias. Em janeiro deste ano, equipas nacionais participaram na contagem internacional de aves aquáticas migratórias em várias zonas húmidas e áreas costeiras do país.
RSM: 22 05 2026

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