A ministra das Pescas e Economia Marítima, Virgínia Pires, declarou esta sexta-feira, em Bissau, que a venda informal de pescado nos portos da capital tem sido uma das principais causas do aumento dos preços nos mercados nacionais.
Perante a crescente preocupação da população com o custo do pescado, a governante anunciou um reforço das medidas de controlo para garantir o cumprimento rigoroso da nova tabela de preços acordada entre o Governo de Transição e os operadores do setor.
Virgínia Pires defendeu ainda a necessidade urgente de reativar os mercados nas diferentes zonas do país, como forma de evitar a concentração excessiva de vendedores nos portos de Bissau, situação que, segundo afirma, tem favorecido a especulação e a subida descontrolada dos preços.
“É preciso reorganizar o circuito de comercialização do pescado para proteger os consumidores e travar práticas abusivas”, sublinhou a ministra durante a visita governamental aos principais portos da capital.
Entretanto, o clima de tensão aumentou com a troca de acusações entre armadores e comerciantes retalhistas.
O presidente da Associação Nacional dos Armadores de Pesca Artesanal, Augusto Djú, acusou diretamente as retalhistas de não respeitarem os preços estabelecidos no acordo assinado com o Governo.
Em reação imediata, Inácia da Silva, presidente da Associação da Sareia, rejeitou as acusações e garantiu que as comerciantes estão dispostas a cumprir integralmente a nova tabela de preços.
As autoridades prometem agora intensificar a fiscalização e responsabilizar todos os envolvidos em práticas que contribuam para a especulação dos preços do pescado no mercado nacional.
RSM: 29.05.2026



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