sexta-feira, 22 de maio de 2026

BIODIVERSIDADE DA GUINÉ-BISSAU MANTÉM-SE ESTÁVEL, MAS ECOSSISTEMAS FLORESTAIS ENFRENTAM AMEAÇAS, ALERTA IBAP



A directora-geral do Instituto da Biodiversidade e das Áreas Protegidas (IBAP), Aissa Regala de Barros, afirmou esta sexta-feira que a situação da biodiversidade na Guiné-Bissau continua estável, segundo dados resultantes das investigações científicas realizadas pela instituição para acompanhar a dinâmica das espécies e dos ecossistemas no país.

‎A responsável falava à margem de uma palestra promovida na sede do IBAP, em Bissau, com a participação de estudantes de diferentes estabelecimentos de ensino da capital, no quadro das celebrações do Dia Mundial da Biodiversidade, assinalado anualmente a 22 de maio.
‎Apesar da estabilidade registada, Aissa Regala de Barros alertou para as crescentes ameaças que recaem sobre vários ecossistemas nacionais, sobretudo as florestas, devido à ação humana.
‎Segundo explicou, a pressão sobre os recursos naturais está a provocar alterações significativas na cobertura vegetal, transformando progressivamente a Guiné-Bissau de um país predominantemente florestal para uma zona de savana.
‎A directora-geral do IBAP defendeu ainda um maior envolvimento da população e das instituições na proteção e conservação das áreas protegidas, sublinhando que estes espaços representam importantes reservatórios de espécies e ecossistemas essenciais para o equilíbrio ambiental do país.
‎Atualmente, mais de 26 por cento do território nacional encontra-se abrangido pelo Sistema Nacional de Áreas Protegidas, considerado um dos principais instrumentos de conservação da biodiversidade na Guiné-Bissau.
‎Entretanto, persistem desafios ligados às alterações climáticas, à poluição e à exploração insustentável dos recursos naturais, fatores apontados como responsáveis pela degradação dos ecossistemas e pela ameaça aos meios de subsistência das populações.
RSM: 22-05-2026

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