Em Cabo Verde, uma operação conjunta da Polícia Judiciária e da Polícia Nacional desmantelou uma alegada rede de prostituição infantil, resultando na detenção de 16 indivíduos suspeitos do crime de abuso sexual de menores.
A operação da polícia que desmantelou uma alegada rede de prostituição infantil e deteve 16 indivíduos foi desencadeada na sequência de investigações que decorriam desde 2023. Essas investigações culminaram na execução de mandados judiciais de busca e detenção fora de flagrante delito, emitidos pelo Ministério Público, de acordo com os órgãos públicos de informação em Cabo Verde que citam fonte da polícia.
As intervenções ocorreram de forma coordenada nas cidades de Espargos e Santa Maria, bem como na localidade de Vila da Murdeira, na ilha do Sal, onde foram abordados 20 indivíduos, nas últimas horas, nas respectivas residências. Dezasseis foram detidos e conduzidos para a Esquadra da Polícia na cidade dos Espargos. Ainda conforme a imprensa pública cabo-verdiana, entre os suspeitos encontram-se indivíduos com perfis diversos, incluindo uma pessoa que já exerceu funções de chefia no sector da aviação civil na ilha do Sal.
Ouvida pela RFI, a secretária de Estado da Inclusão Social, Lídia Lima, disse que caso se confirme o crime de exploração sexual de crianças e adolescentes, espera que a justiça seja implacável. “Esperamos que a justiça seja implacável perante esta situação, no caso de se confirmar que houve crime de violação e de exploração sexual e que a justiça continue a fazer esse trabalho minucioso, articulado e de parceria com as outras instituições ligadas à protecção da infância. E estamos aqui também para apelar sempre à nossa sociedade para denunciar os casos que levantam alguma suspeita de abuso sexual contra as nossas crianças. Temos instrumentos, temos planos em andamento, queremos que tudo isto continue a funcionar bem e que tenha resultados cada vez mais aprimorados”, avançou.
Os dezasseis detidos estão a ser apresentados ao Ministério Público para efeitos do primeiro interrogatório judicial.
Por:Odair Santos
rfi.fr/pt/

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