O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas da Gâmbia, tenente-general Mamat O. A. Cham, demitiu-se nesta sexta-feira, 29 de maio de 2026, após alegações de corrupção. A decisão, que reflete uma possível crise mais profunda de governança no país, levanta questionamentos sobre a integridade das instituições militares gambianas.
As acusações contra o tenente-general vieram a público há dois dias e geraram fortes críticas no pequeno país da África Ocidental.
Cham é acusado, nomeadamente, de ter trocado um veículo militar por um terreno e de ter concedido recursos financeiros à sua esposa para uma viagem à China.
“O presidente Adama Barrow aceitou a renúncia do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas da Gâmbia, tenente-general Mamat O. A. Cham, com efeito imediato”, informou a Presidência em comunicado.
“No seu pedido de demissão, datado desta sexta-feira, 29 de maio de 2026, o tenente-general Cham declarou estar renunciando em decorrência de inúmeras alegações de má conduta profissional e abuso de poder incompatíveis com o cargo”, acrescenta o documento.
O major-general Ousman Gomez foi nomeado para assumir interinamente o cargo.
Corrupção na Gâmbia
Em julho de 2025, milhares de pessoas manifestaram-se na capital, Banjul, contra o que consideram corrupção e má gestão no país desde a chegada ao poder do presidente Adama Barrow.
A Gâmbia viveu décadas sob a ditadura de Yahya Jammeh (1994–2017), que deixou o poder após ser derrotado nas eleições presidenciais de 2016.
Em dezembro de 2021, Adama Barrow foi reeleito com ampla vantagem para um segundo mandato.
Segundo o Índice de Percepção da Corrupção da Transparência Internacional, a Gâmbia ocupa a 99.ª posição entre 182 países em 2025.
Senenews

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