quinta-feira, 21 de maio de 2026

MÉDICO PLÁCIDO CARDOSO DEFENDE REFORÇO DA VIGILÂNCIA PARA PREVENIR ENTRADA DO ÉBOLA NA GUINÉ-BISSAU


O médico guineense e antigo diretor-geral da Organização Oeste Africana da Saúde (OOAS), Plácido Cardoso, afirmou que o reforço da vigilância sanitária é crucial para impedir a entrada de casos de Ébola na Guiné-Bissau. Segundo o especialista, o país deve igualmente apostar na formação contínua dos novos quadros na área da saúde.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou recentemente o atual surto de Ébola como emergência internacional de saúde pública, devido ao rápido aumento de casos e mortes registados em vários países da África Central.
Em entrevista à Rádio Sol Mansi, Plácido Cardoso reconheceu que já foram realizados trabalhos positivos no país, sobretudo no reforço da componente laboratorial, mas advertiu que é necessário garantir a continuidade das sessões de formação dos profissionais de saúde.
O médico alertou ainda que o vírus do Ébola transmite-se através do contacto direto com sangue ou fluidos corporais de pessoas ou animais infetados. Segundo explicou, a situação torna-se mais preocupante porque, em várias zonas da Guiné-Bissau, as populações convivem no mesmo habitat com animais considerados potenciais transmissores da doença, aumentando assim o risco de contágio.
Plácido Cardoso, que participou em iniciativas regionais de combate ao Ébola e a outras epidemias na África Ocidental, advertiu que os impactos da doença são mais severos entre idosos, crianças e pessoas com doenças crónicas.
O especialista recomendou ainda evitar viagens para as zonas atualmente afetadas pelo surto, nomeadamente a República Democrática do Congo e Uganda.
O também antigo diretor do INASA, Plácido Cardoso, sublinhou igualmente que o Ébola pode deixar sequelas graves nas vítimas sobreviventes. Como medidas de prevenção, recomenda o uso de máscaras, o distanciamento físico e o reforço da higiene pessoal.
Até ao momento, não há casos confirmados de Ébola na Guiné-Bissau. O país mantém-se em estado de vigilância e prevenção face ao novo surto, que afeta sobretudo a República Democrática do Congo e Uganda.
Imagem: Internet
RSM: 21 05 2026

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