sábado, 22 de outubro de 2022

Ai Governo salva Quem puder!

Será que este nosso país, para a reconquista da dignidade confiscada do seu povo, do mais retrógrado dos colonialismos, que muitos dos seus melhores filhos deram as suas vidas, durante os 11 anos da heróica lura armada de libertação nacional, na continuidade da resistência secular dos nossos antepassados, não está amaldiçoado?
A minha resposta é NAO, e NAO!
Não! Porque tudo foi inteligentemente arquitectado pelos Pais Fundadores, sob a clarividente liderança do maior líder político africano do século passado, Amílcar Lopes Cabral.
A República da Guiné-Bissau que era o orgulho de todos os povos oprimidos e cujo heroísmo do seu povo, um exemplo a seguir, começou a ver o seu futuro ensombrado quando numa determinada altura os governantes se esqueceram do juramento feito - servir o povo e não servir-se dos cargos para interesses pessoais.
De la para cá, as esperanças começaram a transformar-se em desespero e ao fatalismo, porquanto as instituições criadas deixaram de representar aquilo que deveriam ser - reguladoras do funcionamento da sociedade.
Falando da actualidade, as lideranças da Guiné-Bissau são chamadas a assumir as suas responsabilidades para corrigir o tiro, e essa assunção de responsabilidade começa pelo combate à corrupção e ao crime organizado (drug trafficking), para não dar razão às forças que estão todos os dias a puxar para que o país seja considerado um Narco-Estado.
Nós, como religiosos, acreditamos que o poder vem do Todo-poderoso, que o entrega temporariamente a quem quiser, quando quiser, como quiser e onde quiser.
Por isso, sem pretender defender quem quer que seja, e muito menos o Chefe do Estado, mas espera se delas medidas fortes e um controlo mais apertado da situação.
À luz desta falha grosseira, que resultou no incumprimento do calendário eleitoral, quando o prazo dado era mais do que suficiente para a realização do escrutínio, caso estivéssemos perante um governo cuja maioria dos membros se preocupassem em alinhar-se com a visão do Chefe do Estado, cabe-lhe tirar as ilações e encontrar uma alternativa, sob pena do povo se sentir traído.
Essa alternativa passa pela demissão imediata deste executivo e a nomeação de um “governo de combate”, pondo fim a este governo de “arrangement”, porque se dividas existissem em relação ao apoio politico na segunda volta das presidenciais de 2019, as mesmas já foram mais do que saladas.
Que o jovem General Presidente nomeie um governo de tecnocratas comprometidos com os desígnios do povo, composto por Guineenses com a idade-limite de 50 anos, academicamente bem formados, lançando-os o desafio de transformarem este pedaço de terra de 36.125 km2 num Eldorado.
Sim, é possível! Basta seleccionar à lupa para se conseguir uma “equipa de choque”, uma equipa “fask track”, capaz de fazer sonhar de novo o Guineense, e confortar o Combatente da Liberdade da Pátria, que veria assim realizado o seu tao adiado sonho.
Que as eleições sejam em 2023 ou 2025, o mais importante é de termos um governo cuja actuação corresponda às expectativas do povo, que é soberano e dono do poder que lhe é delegado pelo Todo-poderoso.
As riquezas que por aí se ostentam levam a que a maior parte dos jovens que poderiam ser muito mais úteis noutros sectores, pensem que a via mais rápida para se enriquecer, é fazer da politica activa a sua profissão, almejando um cargo para roubar, uma vez que a justiça não funciona.
Que se adoptem leis que desincentivem a corrupção e a sancione severamente, através da confiscação dos bens adquiridos ilicitamente, acompanhado de condenação a muitos anos de prisão. E isso deve ter efeito retroactivo.
Basta!
We together!
No sta djuntu por uma Guiné de justiça e de igualdade de oportunidades!
Por: yanick Aerton

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