A diáspora da Guiné-Bissau no Reino Unido realizou na sexta-feira mais uma manifestação para exigir a libertação do presidente do PAIGC, Domingos Simões Pereira. Foi a quinta vez que se manifestaram em frente à embaixada da Serra Leoa, que tem a presidência da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental. © Bruno Manteigas/RFI
A diáspora da Guiné-Bissau no Reino-Unido realizou na sexta-feira 17 de julho mais uma manifestação para exigir a libertação do presidente do PAIGC, Domingos Simões Pereira.
A diáspora da Guiné-Bissau no Reino Unido realizou na sexta-feira mais uma manifestação para exigir a libertação do presidente do PAIGC, Domingos Simões Pereira.
Foi a quinta vez que se manifestaram em frente à embaixada da Serra Leoa, que tem a presidência da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental.
Ninguém quis receber os manifestantes, mas estes repararam que um carro diplomático estava a ser dirigido para as traseiras do edifício e correram conseguindo interpelar o embaixador durante alguns minutos.
"Essa é a quinta vez, nós já enviamos cinco cartas. A última carta foi antes de ontem, foi o e-mail. E eu vim aqui pessoalmente para entregar a cópia de que nós vínhamos aqui para falar com o embaixador. Só que o embaixador nunca nos recebeu. E eu expliquei para o embaixador a nossa frustração", contou.
A CEDEAO está reunida este fim de semana em Freetown, com a cimeira a decorrer no domingo 19 de Julho, e os manifestantes queriam garantias de que a situação da Guiné-Bissau ia estar em cima da agenda, mas o diplomata não deu garantias.
"Eu disse, mas entenda a nossa frustração, viemos aqui muitas vezes e nunca nos recebeu. E estava quase a fugir. O que é que aconteceu? Ele disse-me a mim "na próxima semana não estou, mas daqui a duas semanas podes vir com outras pessoas aqui para podermos falar". Mas para mim é irrelevante. É irrelevante porque a CEDEAO já vai mudar da liderança", afirmou Conté.
A seguir, o protesto deslocou-se para a Embaixada do Senegal. Há mais manifestações previstas em Londres para tentar aumentar a pressão internacional sobre os militares que anularam as eleições de novembro passado, tomaram o poder e prenderam o líder da oposição.
Por: Bruno Manteigas

Sem comentários:
Enviar um comentário