quinta-feira, 9 de julho de 2026

China disposta a unir forças com a Guiné-Bissau para promover benefícios mútuos

O embaixador da República Popular da China na Guiné-Bissau, Yang Renhuo, manifestou a disponibilidade do seu país para cooperar com todos os setores da sociedade guineense, promovendo a aprendizagem mútua, os benefícios recíprocos e uma parceria de ganhos partilhados.

O diplomata afirmou igualmente que a China está disposta a trabalhar em conjunto com a Guiné-Bissau para impulsionar o desenvolvimento nacional, contribuir para a paz e a estabilidade regional e continuar a apoiar a construção de uma comunidade China-África com futuro compartilhado na nova era, bem como de uma comunidade de futuro compartilhado para a humanidade.

Yang Renhuo fez estas declarações durante um seminário comemorativo do 105.º aniversário da fundação do Partido Comunista da China e dedicado ao pensamento de Xi Jinping sobre o Socialismo com Características Chinesas para a Nova Era.

No seu discurso, destacou que a China segue os princípios de sinceridade, resultados concretos, afinidade e boa-fé na sua política para África. Acrescentou que Pequim continua a aprofundar a cooperação pragmática com os países africanos, incluindo a Guiné-Bissau, tendo como uma das principais plataformas a Iniciativa Cinturão e Rota.

O embaixador sublinhou ainda que a China tem desenvolvido “esforços incessantes” para construir uma comunidade com futuro compartilhado para a humanidade.

Como exemplo da cooperação sino-guineense, referiu diversas infraestruturas construídas com apoio chinês, entre as quais o Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira, o Porto de Bissau, a estrada Bissau-Safim, o Palácio da Justiça, o Palácio do Governo, o Hospital Amizade Sino-Guineense, a sede da Assembleia Nacional Popular, o Estádio Nacional 24 de Setembro e o Porto de Pesca Artesanal de Alto Bandim.

“Estas obras testemunham os resultados frutíferos da profunda amizade entre a China e a Guiné-Bissau”, afirmou.

Yang Renhuo destacou também a atuação, ao longo de várias décadas, dos peritos agrícolas chineses no país, contribuindo para o aumento da produção alimentar. Referiu igualmente o trabalho das equipas médicas chinesas, que prestam consultas gratuitas e apoiam o fortalecimento do sistema nacional de saúde pública.

No setor da educação, realçou a criação do primeiro Instituto Confúcio da Guiné-Bissau, instalado na Escola Superior de Educação Tchico Té, destinado ao ensino da língua e da cultura chinesas aos estudantes guineenses.

“Os dividendos desta cooperação bilateral continuam a beneficiar o povo guineense”, salientou.

Tarifa zero para produtos africanos

O diplomata lembrou que, no âmbito das relações com os países africanos, a China implementou, desde 1 de maio de 2026, uma política de tarifa zero sobre 100% das linhas tarifárias aplicáveis a 53 países africanos com os quais mantém relações diplomáticas, incluindo a Guiné-Bissau.

Segundo o embaixador, trata-se da primeira grande economia mundial a conceder unilateralmente um regime de tarifa zero com cobertura total aos países africanos parceiros.

“Sem impor quaisquer condições políticas, a China apoia ativamente a entrada no seu vasto mercado de castanha de caju, pescado, sésamo e outros produtos agrícolas típicos da Guiné-Bissau, promovendo a modernização e valorização da indústria local, bem como a criação de emprego e o aumento dos rendimentos”, declarou.

Defesa de uma governança global mais justa

Abordando os desafios internacionais, Yang Renhuo alertou que o sistema internacional criado após a Segunda Guerra Mundial enfrenta atualmente múltiplas pressões e desafios.

Neste contexto, destacou a Iniciativa para a Governança Global, proposta pelo Presidente chinês Xi Jinping, que apela a uma maior cooperação internacional para a construção de um sistema de governança global mais justo e equilibrado.

Segundo o diplomata, a iniciativa assenta em cinco princípios fundamentais: respeito pela igualdade soberana, defesa do direito internacional, promoção do multilateralismo, abordagem centrada nas pessoas e adoção de medidas concretas.

“Isto responde ao apelo da comunidade internacional por mais justiça, cooperação e ação prática, em vez da hegemonia, da desordem e do confronto”, afirmou.

Yang Renhuo acrescentou que a iniciativa já reúne o apoio de cerca de 160 países e organizações internacionais, contando ainda com a participação ativa de mais de 60 países no Grupo de Amigos da Governança Global, do qual a Guiné-Bissau é membro fundador.

O embaixador sustentou que a China continuará a desempenhar um papel ativo na construção da governança global, apresentando-se como promotora da paz mundial, do desenvolvimento global, da ordem internacional e da cooperação multilateral.

Cooperação continuará a aprofundar-se

Relativamente ao futuro das relações bilaterais, Yang Renhuo garantiu que a China continuará a orientar-se pelo pensamento de Xi Jinping sobre o Socialismo com Características Chinesas para a Nova Era e pela diplomacia chinesa contemporânea.

Acrescentou que Pequim pretende expandir continuamente a dimensão e a profundidade da cooperação com a Guiné-Bissau, apoiando-se na Iniciativa Cinturão e Rota e noutras iniciativas globais promovidas pelo Governo chinês.

Por fim, manifestou o desejo de que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa da Guiné-Bissau continue a desempenhar um papel importante no fortalecimento dos intercâmbios académicos e culturais entre os dois países.

“Esperamos que a instituição continue a ser uma ponte para o intercâmbio académico entre a China e a Guiné-Bissau, divulgue cada vez melhor a história da amizade sino-guineense e reúna mais forças de amizade entre os nossos povos”, concluiu.

Por: Filomeno Sambú
odemocratagb

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