O Sindicato de Base da Televisão da Guiné-Bissau iniciou, esta segunda-feira, a segunda vaga de greve, com duração de cinco dias, em protesto contra a falta de resposta às suas reivindicações laborais.
Em entrevista à Rádio Sol Mansi (RSM), o vice-presidente do sindicato, Zaim Pereira de Jesus, afirmou que a paralisação resulta de reivindicações apresentadas há vários anos à direção da instituição, sem que tenham sido atendidas. O sindicalista considera injusto que trabalhadores cumpram jornadas superiores a 24 horas recebendo salários na ordem dos 50 mil francos CFA, razão pela qual exigem a revisão das categorias e progressões na carreira.
Apesar da greve, o sindicato garante a prestação de serviços mínimos durante os cinco dias de paralisação.
Contactada pela RSM, a diretora da televisão, Mónica Buaro, recusou-se a comentar o assunto. Segundo fontes da emissora junto da instituição, houve negociações entre a direção e o sindicato, mas estas não foram suficientes para evitar a greve.
Além da melhoria das condições de trabalho, os trabalhadores reivindicam o pagamento de salários em atraso e a promoção nas respetivas carreiras.
Rádio Sol Mansi
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