Domingos Simões Pereira voltou esta sexta-feira para a cadeia depois de ter estado sob prisão domiciliária desde janeiro. Capital da Guiné-Bissau acordou esta manhã com reforço policial nas ruas.
O que muitos receavam na Guiné-Bissau e na comunidade internacional cumpriu-se. Domingos Simões Pereira, o rosto da oposição política no país e presidente da Assembleia Nacional, voltou para a cadeia. O juiz do Tribunal Militar Superior decidiu a sua prisão preventiva num processo em que é acusado de cumplicidade no golpe de Estado que afastou Sissoco Embaló da Presidência e colocou no poder uma Junta Militar.
A notícia foi confirmada pelo Observador junto de fonte próxima do político depois de ser avançada pela Rádio Capital FM. Esta adianta que o líder do histórico PAIGC foi conduzido por volta das 11h30 da manhã (hora de Lisboa) para as celas da segunda esquadra da Polícia de Ordem Pública. Domingos Simões Pereira deixa assim a prisão domiciliária, militarmente vigiada, onde estava desde 30 de janeiro e passa a cumprir prisão preventiva decretada pelo juiz Mamadu Embaló.
A capital da Guiné-Bissau acordou esta manhã de sexta-feira com mais polícias nas ruas, confirmou ao Observador um residente sob anonimato, num claro reforço da segurança que coincide com o dia em que o principal opositor político guineense voltou ao Tribunal Militar Superior para ouvir a decisão do juiz sobre a sua eventual prisão preventiva.
A notificação chegou na noite de quinta-feira, depois de, na quarta-feira, Domingos Simões Pereira ter sido interrogado no tribunal e elementos da sociedade civil terem alertado para o eclodir de convulsões sociais que poderiam levar a uma guerra civil caso o líder do histórico PAIGC fosse obrigado a voltar para a prisão.
Lusa

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