O coletivo dos advogados de Domingos Simões Pereira (DSP) enviou esta segunda-feira (13.07) uma carta ao Tribunal Militar Superior, pedindo que este notifique o Ministério do Interior sobre a necessidade de cumprimento dos direitos civis de "DSP" e permitir-lhe o encontro com a sua equipa de defesa e visita de familiares.
"Como a lei impõe para todos os prisioneiros, e principalmente para aquele cujo processo se encontra a tramitar no tribunal", lê-se na missiva à qual a Rádio Capital FM teve acesso.
Durante mais de 60 dias em que esteve detido, entre novembro de 2025 e janeiro deste ano, Domingos Simões Pereira nunca foi permitido o acesso aos advogados nem à visita dos familiares, até a sua libertação a 30 de janeiro.
O presidente da Assembleia Nacional Popular (ANP) e líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) é acusado de participação na suposta tentativa de golpe de Estado, em outubro de 2025. A sua prisão preventiva foi decretada pelo juiz Mamadu Embaló, que os advogados de Domingos Simões Pereira acusam de ter interesse no processo, por ser "primo" de Umaro Sissoco Embaló, antigo Presidente da República e adversário "ferrenho" de "DSP".
Por CFM

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