O Ministério dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e das Comunidades da Guiné‑Bissau anunciou que o Presidente da República da Serra Leoa e Presidente da Autoridade de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), Julius Maada Bio, juntamente com o Presidente do Senegal, Bassirou Diomaye Faye, chegarão a Bissau no próximo sábado, 10 de janeiro.
De acordo com uma nota de imprensa a que O Democrata teve acesso, a visita de Julius Maada Bio insere‑se no quadro do acompanhamento político e institucional da crise político‑militar na Guiné‑Bissau, realizada “no espírito de solidariedade regional” e de “cooperação no seio da CEDEAO”.
Maada Bio esteve anteriormente em Bissau, em dezembro de 2025, liderando uma missão de mediação de alto nível da organização sub‑regional, durante a qual se reuniu com membros do Alto Comando Militar para a Restauração da Segurança Nacional e Ordem Pública, com o objetivo de se inteirar da situação desencadeada pelo golpe de Estado de 26 de novembro.
Segundo o comunicado, os dois Chefes de Estado manterão encontros de alto nível com o Alto Comando Militar, na sequência do golpe que depôs Umaro Sissoco Embaló, então Presidente da República da Guiné‑Bissau.
Umaro Sissoco Embaló era candidato às eleições presidenciais de 23 de novembro, cujo processo — ainda em fase de divulgação dos resultados — foi interrompido por um grupo de homens armados e mascarados que vandalizou a Comissão Nacional de Eleições e extraviou atas de apuramento regional e nacional.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros reafirma, no comunicado, o compromisso da Guiné‑Bissau com o diálogo, a estabilidade e o reforço das relações de amizade e cooperação com os Estados‑membros da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental.
Recorde‑se que, na 68.ª Cimeira da CEDEAO, em Abuja (Nigéria), os Chefes de Estado exigiram a instauração de uma transição breve, liderada por um governo inclusivo que reflita o espectro político e a sociedade guineense, com mandato para realizar reformas constitucionais, legais e políticas, bem como organizar eleições credíveis, transparentes e inclusivas.
A CEDEAO advertiu ainda que, caso essa exigência não seja cumprida, serão impostas sanções específicas a todos os indivíduos ou grupos que obstruam o retorno à ordem constitucional por meio de um processo inclusivo.
Por: Filomeno Sambú
odemocratagb.

Sem comentários:
Enviar um comentário