A Comissão Permanente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) rejeitou qualquer proposta de transição militar e reiterou o apelo ao regresso imediato à ordem constitucional, defendendo o reconhecimento de Fernando Dias da Costa, candidato apoiado pelo partido, como vencedor das eleições presidenciais de 23 de novembro.
Em deliberação aprovada durante uma reunião online realizada esta quarta‑feira, 31 de dezembro de 2025, sob a presidência do vice‑presidente Califa Seidi, a Comissão Permanente saudou a “posição firme da comunidade internacional contra o regime golpista” e apelou à unidade dos militantes perante a atual crise política.
O órgão exigiu ainda a libertação imediata do presidente do partido, Domingos Simões Pereira, e de outros dirigentes detidos na sequência do golpe de Estado de 26 de novembro.
O PAIGC denunciou a alegada subversão da ordem constitucional, a supressão de liberdades políticas e violações sistemáticas dos direitos humanos no país. Acusou ainda os responsáveis pelo golpe de ignorarem apelos internos e internacionais — incluindo da CEDEAO, União Africana, CPLP e Nações Unidas — bem como os esforços de mediação do Presidente do Senegal. Segundo o partido, os dirigentes detidos estariam a ser usados como “moeda de troca para obter vantagens políticas”.
Por fim, o PAIGC condenou os abusos cometidos contra a Casa dos Direitos e o espancamento de ativistas de direitos humanos, manifestando solidariedade com o advogado Augusto Nansambé e com Abubacar Martins Sambu, presidente do Movimento Guineense para a Democracia e Desenvolvimento, recentemente vítimas de raptos e agressões.
Por: Tiago Seide
odemocratagb
Sem comentários:
Enviar um comentário