Da sociedade civil até à ONU, vários foram os pedidos de libertação dos presos políticos, detidos depois dos militares tomarem o poder e suspenderem o processo eleitoral em curso.
Nesta quinta-feira, três políticos foram libertados: Octávio Lopes e Marciano Indi, dirigentes do PAIGC, e Roberto Mbesba, do PRS.
Vailton Pereira Barreto, advogado ligado ao PAIGC, confirmou essa informação e explicou como decorreu o processo:
“Essas três pessoas estão em liberdade porque houve a informação de que vai haver uma libertação gradual dos detidos. Portanto, nesta fase o meu constituinte Domingos Simões Pereira ainda continua na Segunda Esquadra. Mas o Octávio Lopes e Marciano Indi, outros dos meus constituintes, já se encontram em liberdade. Eu não consegui estar com ele (ndr: Octávio Lopes), mas dentro de um par de horas ou menos, ele estará em casa. Portanto, eu vou poder constatar ‘in loco’, com ele, como é que ele está, como é que ele se sente, o que é que se passou. Eu estou a aguardar que ele me diga qualquer coisa e eu vou lá. O Marciano também espero ter notícias dele dentro de algum tempo. Mas já posso confirmar, com certeza absoluta, que estão os dois recolocados em liberdade e sem condição nenhuma, portanto, o Mbesba, o Indi e o Octávio. Os únicos que ficaram, foi o meu colega do colectivo de advogados do PAIGC, o Augusto Nansambé, esse está detido ainda, e o meu constituinte Domingos Simões Pereira, que também continua detido nos calabouços da segunda esquadra”, finalizou.
Recorde-se que a 26 de Novembro, um dia antes do anúncio dos resultados provisórios das eleições presidenciais e legislativas, os militares tomaram o poder e suspenderam o processo eleitoral em curso.
O candidato da oposição Fernando Dias, reclama a vitória e está refugiado junto da embaixada da Nigéria, que lhe concedeu asilo. Domingos Simões Pereira continua detido juntamente com outras figuras da oposição.
Umaro Sissoco Embaló fugiu do país e a junta nomeou o general Horta Inta-A como Presidente de um Governo de transição com a duração prevista de um ano.
A Guiné-Bissau está suspensa da CEDEAO, da União Africana e da Comunidade de Países de Língua Portuguesa, organização em que detinha a presidência rotativa.
Por: Miguel Martins
rfi.fr/pt/



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