O Presidente Donald Trump assinou a retirada dos Estados Unidos de quase 70 instituições. AP - Alex Brandon
O Presidente norte-americano, Donald Trump, assinou um documento que retira os Estados Unidos de 66 acordos e organizações internacionais por considerar que essas instituições "não servem os interesses norte-americanos". Algumas dessas organizações fazem parte das Nações Unidas, incluindo um tratado de referência sobre o clima.
"Redundantes, mal geridas, desnecessárias, capturadas por interesses de actores estrangeiros ou ameaça à soberania dos Estados Unidos", é assim que o Secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, descreveu os 66 acordos e organizações internacionais das quais o seu país vem de se desvincular.
O Presidente Donald Trump assinou a retirada do seu país destas instituições na quarta-feira à noite e justificou que elas "não servem os interesses norte-americanos". Quase metade destas organizações pertencem ao universo da Nações Unidas, incluindo o Conselho das Nações Unidos dos Direitos Humanos, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) ou o Fundo de População das Nações Unidas.
Os Estados Unidos saem ainda dos Acordos de Paris - algo que Donald Trump já tinha feito no seu primeiro mandato, com Joe Biden a revogar essa decisão - e também da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima, um tratado de referência que guia de forma concertada a luta contra as alterações climáticas.
A União Europeia já veio comentar esta saída, com o comissário europeu do clima a dizer que esta decisão por parte da "primeira economia mundial e segundo maior emissor de gás com efeitos de estufa" é "lamentável" e "infeliz".
Os Estados Unidos saem também da Organização Mundial de Saúde.
Desde a sua chegada ao poder, há um ano, Donald Trump reduziu bastante a ajuda internacional dos Estados Unidos, desmantelando a USAID, agência norte-americana que geria fundos para a cooperação e ajuda internacional, e também cortando nos apoios dados a organizações como o Alto Comissariado para os Refugiados ou o Programa Alimentar Mundial.
Também na quarta-feira, os Estados Unidos anunciaram a suspensão de todos os programas norte-americanos de assistência à população na Somália após terem recebido alegadas informações de que responsáveis somalis teriam destruído um armazém do Programa Alimentar Mundial e saqueado 76 toneladas de produtos destinados à população.
Por: RFI

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