quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

‎Morte de Luís Bidam: MINISTÉRIO PÚBLICO QUER PRISÃO PREVENTIVA PARA MILITARES SUSPEITOS DO CRIME

O Ministério Público( MP) anunciou ter requerido ao Juíz de Instrução Criminal (JIC), como medidas de coação, a prisão preventiva para os dois agentes das forças de defesa e segurança, alegadamente envolvidos no espancamento, até à morte, de Luís Bidam.

‎Em nota do Gabinete de Imprensa e Relações Públicas do MP, o órgão detentor da ação penal avançou que, no requerimento apresentado ao JIC, o magistrado do processo invocou “alegado perigo de fuga” e “perturbação do normal andamento do inquérito”.

‎”No documento, o magistrado do Ministério Público titular do processo em causa, invocou alegado perigo de fuga e perturbação do normal andamento do inquérito”, pode ler-se na nota a que O Democrata teve acesso.

‎De acordo com o MP, os suspeitos tratam-se de Sargento Carlitos Luís Imbaná e Soldado Abene Albino Sambé.

‎”Os dois agentes da força de defesa e segurança são indiciados por crime de homicídio”, adiantou a nota.

‎No documento, o Ministério Público esclareceu que, caso do Juíz de Instrução Criminal decrete o regime de prisão preventiva, os dois militares deverão aguardar os respetivos julgamentos na prisão.

‎”Caso forem condenados, o Sargento Carlitos Luís Imbana e o Soldado Abene Albino Sambé incorrem na pena de prisão efetiva não superior a 16 anos”, reforçou a nota distribuída à imprensa.

‎Luís Bidam, ajudante de transporte público semi-urbano da linha Matadouro-Quelelé-Bôr, Toca-Toca,‎ foi ” brutalmente” agredido e espancado no dia 27 de dezembro de 2025 por dois homens, depois de uma discussão.

‎Na sequência do espancamento, foi hospitalizado no Hospital Nacional Simão Mendes, onde viria a morrer a 30 de dezembro, por não resistir ao espancamento.

‎Por: Filomeno Sambú
odemocratagb

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