O Presidente deposto da Venezuela, Nicolas Maduro, vai comparecer hoje perante um tribunal norte-americano. AP - Ariana Cubillos
Na mesma cidade, em Nova Iorque, vai reunir-se o Conselho de Segurança da ONU de forma a debater a intervenção dos Estados Unidos para depor o Presidente venezuelano, enquanto Nicolás Maduro e a sua mulher são presentes pela primeira vez perante os tribunais norte-americanos, apenas a alguns quarteirões de distância. Delcy Rodriguez, Presidente interina da Venezuela, diz querer colaborar com Trump.
Com poucas horas de intervalo, o seguimento da crise na Venezuela joga-se hoje em Nova Iorque. Na sede da ONU, vai decorrer um Conselho de Segurança de emergência, pedido por Caracas, para analisar a “agressão criminosa” dos Estados Unidos contra o agora Presidente deposto Nicolás Maduro - este pedido foi apoiado por países como Irão ou a Colômbia.
E, por volta do meio-dia, Nicolás Maduro e a sua mulher, actualmente detidos numa prisão em Brooklyn, serão transferidos para um tribunal em Manhattan, no coração de Nova Iorque, para, pela primeira vez, comparecerem perante um juiz norte-americano. O antigo Presidente venezuelano está acusado de crimes ligados ao tráfico de droga e tal como qualquer outro réu, terá direito a ser representado pelos seus advogados e a defender-se.
Os advogados de Maduro devem alegar que a sua captura não foi legal e que ele tem imunidade perante os tribunais norte-americanos, já que se trata de um chefe de Estado estrangeiro. No entanto, os Estados Unidos nunca reconheceram a vitória de Nicolás Maduro nas eleições de 2024.
Logo após a sua captura, a vice-presidente e actualmente Presidente interina, Delcy Rodriguez, pediu que os Estados Unidos devolvessem Nicolás Maduro à Venezuela, no entanto, após a sua tomada de posse esta noite, a nova líder venezuelana parece ter mudado de tom e diz que o seu país "aspira a viver sem ameaças exteriores", desejando "dar prioridade ao restabelecimento das relações equilibradas e respeitosas" com os Estados Unidos.
Numa intervenção a partir do avião presidencial norte-americano, Donald Trump deixou bem claro "acesso total" aos recursos da Venezuela. O líder norte-americano disse ainda que quer aumentar o poder do seu país no Ocidente, acusando o Presidente colombiano, Gustavo Petro, de ser "um homem doente que gosta de produzir cocaína e envia-la para os Estados Unidos". Trump avisou ainda que Petro não continuará a fazer essas alegadas acções durante muito mais tempo.

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