quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

MARCHA PACÍFICA EM BÔR TERMINA COM DOIS FERIDOS E MULHER ATROPELADA POR VIATURA POLICIAL


A marcha de protesto contra o espancamento até à morte do cidadão Luís Bidam, organizada pelo Coletivo dos Líderes e Ativistas de Bôr para Ação e pelos familiares do malogrado, resultou em dois feridos e várias detenções, nas primeiras horas desta quarta‑feira, 7 de janeiro de 2026. Entre os detidos encontram‑se o presidente, o secretário e um terceiro membro do Coletivo.

Segundo informações da organização, os três elementos foram conduzidos para a Quinta Esquadra, na Zona Sete, periferias de Bissau.

A marcha, que mais tarde viria a ser dispersada pelas forças policiais, levou à detenção de vários manifestantes que pediam justiça pela morte de Luís Bidam. Os detidos foram encaminhados para a esquadra móvel de Bôr, que posteriormente recebeu reforços de outras unidades e da Polícia de Intervenção Rápida (PIR), devido ao agravamento da situação.

O Democrata apurou que há pelo menos dois feridos, alegadamente vítimas de agressões policiais. Além disso, uma mulher foi atropelada por uma das viaturas da polícia na zona de Quelélé.

Durante a ação, a polícia que acompanhava a marcha efetuou disparos para o ar e lançou gás lacrimogéneo, gerando pânico entre a população.

Após o uso de arma de fogo e gás lacrimogéneo, as forças policiais prosseguiram com uma operação de “caça aos fugitivos”, entrando em residências na localidade de Matandim, onde ocorreu um dos focos de confrontos entre manifestantes e agentes.

“A intervenção da polícia foi mais dura nos minutos seguintes aos disparos e ao lançamento de gás. Eles entraram nas casas dos moradores à procura de quem fugia”, relatou ao jornal O Democrata uma testemunha no local.

A mesma fonte disse que a marcha decorria de forma pacífica, iniciando-se no bairro de Quelélé, ponto de partida, até às proximidades de Matandim, ouvindo‑se apenas os gritos por justiça em memória de Luís Bidam.

Registou-se ainda a paralisação dos motoristas de toca‑toca da linha 3 (Bissau-Quelélé–Bôr), que suspenderam a circulação em solidariedade com os manifestantes e para exigir justiça.

Por: Redação
odemocratagb

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