O Sindicato Nacional dos Professores (SINAPROF) estima que 43% das escolas públicas do país não estão a funcionar normalmente, devido à fraca afluência de professores e alunos.
A informação foi avançada esta terça-feira pelo presidente da organização sindical mdurante uma entrevista à Rádio Sol Mansi, no âmbito do processo de efetivação dos professores contratados, que se ausentam das escolas para tratar dos documentos necessários.
Segundo Domingos de Carvalho, mais de 95% das escolas públicas estão abertas, mas apenas 57% estão a funcionar, o que significa que a meta de funcionamento normal das aulas ainda não foi alcançada, apesar de os dias letivos terem sido contabilizados para todas as escolas.
“Mais de 95% das escolas públicas estão abertas, mas apenas 57% estão a funcionar. Segundo os dados que apurámos, a meta ainda não foi alcançada. Contudo, os dias letivos são contabilizados para todas as escolas. Neste momento, muitas crianças continuam fora das salas de aula por falta de professores, o que poderá afetar os alunos nos exames nacionais”, alertou o presidente do SINAPROF.
O sindicalista apela ao Governo de Transição para que, além da efetivação dos professores contratados, seja concluído o processo de pagamento dos salários em atraso a esta classe docente, de modo a garantir o funcionamento normal das aulas.
“Pedimos ao Governo que acelere o processo de pagamento dos salários em atraso aos professores contratados, como forma de garantir o normal funcionamento das aulas”, apelou Domingos de Carvalho.
Questionado sobre as medidas necessárias para assegurar o funcionamento regular das aulas, Domingos de Carvalho defende o pagamento atempado dos salários aos professores no ativo, incluindo os que se encontram doentes, bem como a reclassificação dos docentes.
“Os salários dos professores no ativo devem ser pagos no final de cada mês. É preciso também lembrar os 126 professores doentes, cujos salários estão bloqueados desde janeiro. Ontem, estive na casa de um dos professores afetados por uma trombose. É uma situação dolorosa”, lamentou Domingos de Carvalho.
De referir que o relatório do SINAPROF sobre o funcionamento das aulas aponta para uma fraca afluência de professores e alunos em escolas dos setores de Bissorã, Catió, Bolama e Nhala, bem como na região de Tombali.
Por outro lado, o documento destaca o funcionamento regular das aulas em Buba, Canchungo e na região de Bafatá, com exceção da Escola 14 de Novembro. Na região de Gabú, o funcionamento das aulas é igualmente considerado satisfatório.
RSM 20 10 2026
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