sábado, 10 de outubro de 2026

CEDEAO defende diálogo inclusivo e apoia mediação do Senegal na Guiné-Bissau


A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) apelou às Autoridades de Transição da Guiné-Bissau para que promovam consultas amplas, transparentes e inclusivas com todas as partes interessadas nacionais sobre o calendário eleitoral, com vista a preservar as condições necessárias para um regresso pacífico à ordem constitucional.

Num comunicado partilhado junto de jornalistas dos vários países-membros da organização e consultado por O Democrata, a CEDEAO afirma estar a acompanhar de perto a evolução da situação política na Guiné-Bissau, particularmente após o anúncio das dificuldades em realizar, dentro dos prazos inicialmente previstos, as eleições presidenciais e legislativas marcadas para 6 de dezembro de 2026.

Perante este cenário, a organização regional apela a todas as partes para que privilegiem os meios pacíficos e o diálogo construtivo na resolução das divergências políticas.

A CEDEAO reiterou igualmente o seu total apoio ao mandato da República do Senegal como mediadora designada pela Autoridade dos Chefes de Estado e de Governo durante a sua 69.ª Sessão Ordinária, realizada em julho de 2026, em Freetown, na Serra Leoa.

Por último, a organização instou as Autoridades de Transição a empenharem-se plenamente no processo de mediação liderado pelo Senegal, reafirmando a sua disponibilidade para continuar a apoiar a Guiné-Bissau na condução da transição política e na preparação de eleições credíveis, inclusivas, transparentes e pacíficas.

Segundo a CEDEAO, estes esforços são fundamentais para restaurar a ordem constitucional, consolidar a estabilidade institucional e preservar a paz no país.

Por Tiago Seide
odemocratagb.

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