segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Conselho de Transição rebate oposição e anuncia vitória do “Sim” no referendo constitucional


O Conselho Nacional de Transição (CNT) anunciou que a vitória do voto “Sim” no referendo constitucional realizado no domingo está garantida e contestou as alegações da oposição sobre uma suposta baixa participação eleitoral. O Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) sustenta que menos de 20% dos eleitores participaram na consulta popular.

O anúncio foi feito esta segunda-feira, 31 de agosto de 2026, por Rui Alberto Pinto Pereira, vice-presidente da Comissão Técnica para o Referendo, durante um pronunciamento sobre o processo referendário.

As declarações de Rui Alberto Pinto Pereira surgem depois de a Plataforma da Aliança Inclusiva Terra Ranka (PAI-TR) e a Aliança Patriótica Inclusiva Cabaz Garandi (API-CG) terem classificado o referendo de 30 de agosto como um fracasso e defendido a abertura de um diálogo inclusivo para a normalização da ordem constitucional.

Num comunicado conjunto, consultado por O Democrata, as duas plataformas alegaram que a consulta popular foi realizada à revelia da vontade popular e em violação dos princípios democráticos, sustentando que o processo visou conferir uma aparência de legitimidade à nova Constituição aprovada pelo Conselho Nacional de Transição.

Em resposta, o vice-presidente da Comissão Técnica para o Referendo rejeitou essas críticas e acusou parte da oposição de privilegiar o debate sobre a legitimidade do processo em detrimento da discussão do conteúdo da nova Lei Fundamental.

Segundo o vice-presidente da Comissão Técnica para o Referendo, essa estratégia foi um erro, uma vez que levou militantes e simpatizantes da oposição a debaterem mais a legitimidade das entidades responsáveis pela elaboração, organização e realização do referendo do que o texto constitucional propriamente dito.

“O primeiro e maior constrangimento político que antecedeu este referendo foi muito claro: discutiu-se mais a legitimidade do processo do que a Constituição”, afirmou.

Para Rui Alberto Pinto Pereira, o debate nacional deveria ter incidido sobre o conteúdo da proposta constitucional, esclarecendo as alterações introduzidas em relação à Constituição anterior e promovendo uma discussão aprofundada sobre o papel do Presidente da República, as competências do Governo, as funções da Assembleia Nacional Popular, a independência da justiça, os direitos fundamentais, as autarquias, a organização territorial, o sistema eleitoral e outras reformas previstas.

“Quem discordava deveria ter mostrado aos cidadãos os artigos de que discordava, explicado as razões da divergência e apresentado alternativas. Esse seria o verdadeiro confronto democrático. No entanto, demasiadas vezes, o debate sobre a Constituição foi substituído pela discussão sobre a legitimidade de quem conduzia o processo”, criticou.

O responsável defendeu ainda que os apelos ao boicote não tiveram reflexos decisivos nos resultados da votação e reiterou que a vitória do voto “Sim” está assegurada.

“Algumas forças apelaram ao voto ‘Não’ e outras ao boicote, recomendando aos cidadãos que não comparecessem às urnas. Essas posições não devem ser confundidas. Quem apelou ao ‘Não’ participou no referendo e procurou derrotar a proposta constitucional através das urnas. Essa posição é legítima e merece respeito. Participar democraticamente significa também aceitar a possibilidade de perder democraticamente”, sublinhou.

Relativamente às críticas sobre a exclusão dos partidos políticos do processo e à legitimidade do CNT para organizar o referendo, Rui Alberto Pinto Pereira questionou a coerência das posições da oposição.

“Se o Conselho Nacional de Transição não tem legitimidade para conduzir o país ao referendo de 30 de agosto, como poderá ter legitimidade para conduzir o país às eleições simultâneas de 6 de dezembro? É o mesmo CNT, são as mesmas instituições da transição e o mesmo quadro político e institucional. Não podemos ter uma legitimidade de geometria variável”, declarou.

Apesar de ainda não ter divulgado os resultados definitivos, a Comissão Nacional de Eleições (CNE) anunciou que a taxa de participação pode situar-se acima de 55% no processo de votação, de acordo com dados preliminares recolhidos no terreno.

Segundo o secretário-executivo adjunto da CNE, Idriça Djaló, durante o processo de votação, não foi registado qualquer incidente e que a afluência de eleitores se mostrou significativa em algumas regiões e moderada noutras zonas do país.

Por: Filomeno Sambú
odemocratagb.

Fernando Dias defende consenso nacional após referendo e critica autoridades de transição

O líder de uma das alas do Partido da Renovação Social (PRS), Fernando Dias da Costa, apelou esta segunda-feira, 31 de agosto de 2026, às autoridades de transição para criarem condições para um “verdadeiro diálogo nacional”, com vista ao restabelecimento da legalidade democrática. Segundo o político, o povo guineense deseja paz e estabilidade assentes na legitimidade.

Fernando Dias, que concorreu às eleições presidenciais anuladas após o golpe de Estado de 26 de novembro de 2025, fez o apelo numa mensagem divulgada na sua página do Facebook, em reação ao referendo nacional realizado no domingo.

Na mensagem consultada por O Democrata, Dias apelou à serenidade dos cidadãos, exortando-os a não responderem a provocações nem permitirem que divergências políticas se transformem em conflitos entre irmãos. Dirigiu igualmente um apelo às autoridades de transição e à comunidade internacional para que escutem a mensagem transmitida pela população e não interpretem a ausência de participação popular como uma vitória política.

“O povo da Guiné-Bissau quer paz, uma paz fundada na justiça, assim como quer estabilidade sustentada pela legitimidade”, afirmou.

Fernando Dias considerou que a fraca participação registada no referendo constitui uma mensagem política que não deve ser ignorada ou desvalorizada. Na sua opinião, os cidadãos demonstraram não estar dispostos a legitimar um processo conduzido sem consenso nacional, sem participação efetiva das forças políticas e sociais e sem a transparência exigida por lei.

O dirigente criticou ainda as atuais autoridades de transição, acusando-as de promover um processo constitucional à margem de um verdadeiro diálogo nacional e associado ao projeto político do ex-Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló.

Segundo Fernando Dias, a democracia não se resume à realização formal de uma votação, exigindo também legalidade, liberdade, transparência, pluralismo, participação e confiança nas instituições.

“Quando essas condições não estão plenamente garantidas, o povo tem o direito de manifestar pacificamente a sua discordância, inclusive recusando-se a legitimar um processo no qual não se reconhece”, declarou.

O político afirmou ainda que a posição adotada pelos cidadãos não representa uma defesa da instabilidade ou do vazio institucional. Pelo contrário, disse, reflete a aspiração a uma Guiné-Bissau estável, democrática e reconciliada, onde a Constituição represente todos os guineenses e não apenas interesses de grupos ou conjunturas políticas específicas.

Embora reconheça a necessidade de rever e aperfeiçoar a Constituição da República, Fernando Dias defendeu que esse processo deve ser legítimo, inclusivo e transparente, com a participação das forças políticas, sindicatos, organizações da sociedade civil, associações juvenis e femininas, autoridades tradicionais e religiosas, diáspora e especialistas nacionais.

“A Constituição deve unir o país, proteger os direitos e as liberdades dos cidadãos, garantir o equilíbrio entre os órgãos de soberania e impedir a concentração abusiva de poderes numa única figura”, defendeu.

Por: Carolina Djeme
odemocratagb

Guiné-Bissau: PAI Terra Ranka e API Cabaz Garandi satisfeitas com fraca mobilização no referendo



PAI Terrra Ranka e API Cabaz Garandi reagiram ao referendo este domingo na Guiné-Bissau (Ilustração). Joe Penney / Reuters

Bissau – O PAI Terra Ranka e a API Cabaz Garandi anunciaram em comunicado que os guineenses cumpriram o apelo ao boicote do referendo constitucional deste domingo, falando numa punição para "os golpistas e os seus cúmplices".

Muniro Conté é o porta-voz das plataformas PAI Terra Ranka, ligado ao PAIGC, Partido africano para a independência da Guiné e Cabo Verde, e API (Aliança patriótica inclusiva) Cabaz Garandi.

Duas plataforamas que alegam que os eleitores teriam punido, com a suposta fraca mobilização no referendo constitucional deste domingo, uma consulta popular denunciada pela sociedade civil e boa parte do xadrez político nacional devido à sua ilegitimidade, por ter sido promulgada, na sequência do golpe de Estado de 26 de Novembro do ano passado.

O fraco nível de participação popular, constituiu uma clara expressão de rejeição das mudanças constitucionais que o regime pretende impor ao povo guineense.

A mensagem das urnas vazias é inequívoca: o povo não aceita ser governado à margem da legalidade democrática, por isso puniu públicamente os golpistas e os seus cúmplices.

A segunda é que a Constituição, as instituições e as regras fundamentais da convivência democrática devem ser fruto de um entendimento nacional e não a vontade unilateral de quem, circunstancialmente, controla o poder. Uma nova lei fundamental para ser legítima, exige consenso, pluralismo e participação popular. Não pode ser imposta pela força e pela fraude.

A terceira é que o Alto Comando Militar, o Conselho Nacional de Transição, o Supremo Tribunal de Justiça, o Tribunal Militar Superior e os demais cúmplices políticos perante esta humilhação popular, vão certamente tentar um ardil no sentido do adiamento das eleições unilateralmente convocadas, quando deveriam retirar as lições que se impõem e aceitar, por fim, toda esta orquestração de planos anti-democráticos condenados ao fracasso, porque o povo é quem mais ordena.

A constituição aprovada pelo Conselho nacional de transição, já promulgada, reforça os poderes do Presidente, diminuindo substancialmente o número de deputados do parlamento e dos respctivos círculos eleitorais.

Entretanto, numa comunicação pública, a Comissão Nacional de Eleições fez um balanço positivo do dia de votação, apontando para 55% de participação no referendo sobre a nova Constituição, e elogiando o "ambiente de serenidade" ao longo do processo. Idrissa Djaló é secretário executivo adjunto da CNE:

"Ao longo do dia registou-se uma afluência significativa dos cidadãos às mesas da assembleia de voto nalgumas regiões, e uma afluência regular e moderada noutras regiões. A participação dos cidadãos no referendo é considerada satisfatória, de acordo com os dados recolhidos junto às estruturas regionais. A taxa de participação pode situar-se acima dos 55%. As informações disponíveis indicam que os cidadãos [exerceram] o seu direito de voto de forma ordeira e, na generalidade dos casos, sem grandes períodos de espera. A actuação das forças de segurança tem-se desenvolvido de forma profissional, discreta e sem interferência nas operações eleitorais propriamente dita."

Por: RFI

Guiné-Bissau defende uma OCI mais eficaz e orientada para resultados

Em Djeddah, Arábia Saudita, no âmbito da 23.ª Sessão Extraordinária do Conselho de Ministros dos Negócios Estrangeiros da OCI, a Guiné-Bissau saudou a eleição do mauritano Ismaïl Ould Cheikh Ahmed como novo Secretário-Geral e homenageou o Secretário-Geral cessante, Hissein Brahim Taha, do Chade.
Na sua intervenção, a Ministra dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e das Comunidades, Fatumata Jau - MNE, defendeu uma OCI mais coesa, eficaz e próxima das prioridades dos Estados-Membros, capaz de transformar decisões em resultados concretos.
Sobre a Palestina, reafirmou o compromisso da Guiné-Bissau com o Direito Internacional, a proteção dos civis, o diálogo e a paz.
Bissau, 31 de agosto de 2026


Morreu Bino Branco, vocalista dos Ferro Gaita e voz marcante do funaná

Morreu Bino Branco, vocalista dos Ferro Gaita e voz marcante do funaná. © RFI/Lígia Anjos

Cabo Verde – O músico, intérprete, compositor e instrumentista cabo-verdiano Carlos Alberto Pereira Lopes, conhecido artisticamente por Bino Branco, morreu no sábado, nos Estados Unidos. Vocalista dos Ferro Gaita desde a criação do grupo, em 1996, o artista teve um papel marcante na valorização e divulgação do funaná, um dos géneros tradicionais de Cabo Verde.

A morte de Bino Branco causou consternação no meio cultural cabo-verdiano. Em declarações à RFI, o ministro da Cultura, Indústrias Criativas, Juventude e Desporto, António Duarte, destacou o percurso do músico e o contributo que deu à promoção da música e da identidade cultural do país. “Foi com profunda consternação e imensa tristeza que tomei conhecimento do falecimento de Bino dos Ferro Gaita, figura de grande relevância para a música e para a cultura cabo-verdiana”, afirmou o governante.

António Duarte sublinhou ainda que o artista “deu um contributo marcante à valorização e divulgação da nossa música, ajudando a preservar e a projectar a riqueza e a diversidade da identidade cultural cabo-verdiana”.

Segundo o ministro, o percurso artístico de Bino Branco e o legado deixado pelo músico “permanecerão seguramente na memória de todos aqueles que amam e valorizam a nossa cultura, de todos os cabo-verdianos a nível global”.

Em nome do Governo e do Ministério da Cultura, António Duarte apresentou condolências à família, amigos, colegas e à comunidade artística e cultural cabo-verdiana. “Que a sua memória permaneça viva através da sua música e do legado que deixa às presentes e futuras gerações”, declarou.

Bino Branco ficou conhecido pela voz marcante e pela execução do ferrinho, instrumento tradicional que, juntamente com a gaita, ou acordeão, constitui a base sonora do funaná.

O músico integrou os Ferro Gaita desde a fundação do grupo, em 1996. A formação teve um papel decisivo na recuperação e projecção do funaná, aproximando o género das suas raízes tradicionais e levando-o a novos públicos. Esse percurso ganhou particular visibilidade com o lançamento do primeiro álbum do grupo, “Fundu Baxu”, que ajudou a consolidar os Ferro Gaita como uma das referências da música cabo-verdiana contemporânea.

Por: Odair Santos
rfi.fr/pt

domingo, 30 de agosto de 2026

Guiné-Bissau: referendo sob forte contestação e baixa participação

Safim, perto de Bissau, 30.08.2026. © Fodé Mané

A consulta decorre num contexto de forte divisão política, com sectores da sociedade a apelarem ao boicote e outros a defenderem a participação.

Conforme disseram os próprios agentes das mesas de voto, o processo decorre com uma participação reduzida do eleitorado.

Há casos em que, dos 300 eleitores inscritos, compareceram apenas 10.

A situação verifica-se um pouco por todo o país, segundo relatos de jornalistas de diferentes órgãos de comunicação social contactados pela RFI.

No entanto, alguns guineenses já exerceram o seu direito cívico, apoiando sem reservas a nova Constituição. É o caso de Badilé Sami, director-geral da Coordenação da Ajuda Não Governamental, no Ministério dos Negócios Estrangeiros.

"Votei convictamente "sim" pela paz e estabilidade. O país não pode continuar neste ciclo de instabilidade, que impede o país de se desenvolver", diz Badilé Sami, membro do Conselho Nacional de Transição.

As autoridades em Bissau, que tomaram o poder pela força a 26 de novembro de 2025, repudiaram os apelos ao boicote feitos por líderes da oposição e por algumas organizações da sociedade civil.

Depois de votar em Bissau, o general Horta Inta-a, Presidente da transição, apelou à participação no referendo e rejeitou que a consulta prepare o regresso de Umaro Sissoco Embaló ao poder.

O general Horta Inta-a afirmou que Embaló, Braima Camará e Domingos Simões Pereira têm direito a viver na Guiné-Bissau.

"Isto não tem nada a ver com os partidos. Estamos aqui a discutir o problema do nosso país. Jovens, o vosso futuro está a ser adiado por um certo grupo. Estão-vos a dizer para que fiquem em casa, para que não vão votar, eu apelo a todos os cidadãos para que vão votar. Que ninguém diga que não tem nada a ver com esse assunto. Todos nós temos algo a dizer sobre este assunto. Estão a dizer que este referendo é para permitir o regresso ao poder de Umaro Sissoco Embalo. Umaro é cidadão guineense, Braima Camará é cidadão guineense e Domingos Simões Pereira também é cidadão guineense. Aqui é a terra deles, podem cá viver", disse o Presidente da Transição.

A participição no referendo é fraca a meio da tarde, e a chuva que se registou na zona de Bissau não ajudou. Nos arredores de Bissau, o jurista Fodé Mané constatou que algumas mesas de voto estão mesmo "vazias":

"Em nenhuma assembleia de voto encontrei duas ou três pessoas a votarem. Há uma ausência total. Isso mostra que as coisas não estão como os organizadores pretendiam. Em algumas zonas está a chover muito. Mesmo aqueles que queriam ir votar vão ter alguma reticência. Vendo as imagens dos principais centros de aglomeração da população, nota-se que o povo deu resposta com um boicote total", afirma Fodé Mané.

Diáspora guineense excluída do referendo

Enquanto uns podem votar, outros são proíbidos de exercer o mesmo direito. Uma exclusão à qual o dirigente do PAICG do sector da diáspora Mariano Quadé, em Lisboa, reage com "indignação".

"É retirar um direito aos guineenses que têm toda a vontade de contribuir para o destino do seu país e que se vêem vedados desse direito! Os cidadãos na diáspora têm uma grande responsabilidade, porque convivem com outras realidades políticas e conseguem ver o que é contra-natura. Estão a negar este direito de voto a uma parte dos cidadãos nacionais. Estas autoridades sabem que não têm legitimidade nenhuma para referendar uma Constituição após um golpe de Estado. Isto tudo é uma fflagrante violação dos direitos políticos, civis e humanos", aponta o responsável, contactado pela RFI.

Por: RFI| Mussá Baldé

Referendo Popular: CNE regista ambiente calmo e sem incidentes nas primeiras horas de votação


O secretário-executivo adjunto da Comissão Nacional de Eleições (CNE), Idriça Djaló, afirmou que, nas primeiras seis horas do processo de votação, não foi registado qualquer incidente no terreno.

Em declarações aos jornalistas, na sede da CNE, Idriça Djaló disse que a afluência de eleitores tem sido significativa em algumas regiões e moderada noutras zonas do país.

Segundo o responsável, as informações disponíveis indicam que os cidadãos estão a exercer o seu direito de voto de forma ordeira, sem registo de perturbações e sem longos períodos de espera.

De acordo com Idriça Djaló, a CNE continua a acompanhar a evolução da participação ao longo do dia. Contudo, salientou que, nesta fase, ainda não é possível avançar uma taxa consolidada de participação, uma vez que são necessários dados mais representativos para uma avaliação rigorosa.

“O ambiente geral nos locais de votação e nas respetivas imediações tem sido caracterizado pela calma, tranquilidade e civismo. Os eleitores têm demonstrado respeito pelos procedimentos estabelecidos e pelas orientações dos membros das mesas das assembleias de voto”, referiu.

O responsável acrescentou que as mesas de voto dispõem dos materiais necessários para a realização das operações eleitorais.

“Qualquer situação pontual de insuficiência ou necessidade de reposição de materiais que venha a ser comunicada será tratada pelas estruturas competentes, de modo a assegurar a continuidade das operações de votação”, assegurou.

Idriça Djaló garantiu ainda que a CNE continuará a acompanhar permanentemente a situação em todo o território nacional, mantendo contacto com as suas estruturas no terreno e intervindo, dentro das suas competências, sempre que necessário.

Por fim, apelou aos cidadãos para que participem no processo eleitoral e exortou igualmente as forças de defesa e segurança, os órgãos de comunicação social e os demais intervenientes a continuarem a pautar a sua atuação pela responsabilidade, serenidade e respeito pela lei.

Por: Jacimira Segunda Sia
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Horta destaca importância do voto dos jovens para o futuro da Guiné-Bissau


O Presidente de Transição, General Horta Inta-a, apelou aos eleitores guineenses, em particular à juventude, para que participem massivamente no referendo, alertando os jovens para não permitirem que o seu futuro seja adiado mais uma vez.

“Apelo aos cidadãos guineenses e, sobretudo, aos jovens, para que saiam de casa e votem massivamente. Este processo não é uma questão de partidos, mas sim uma questão da Guiné-Bissau, que estamos a decidir através deste referendo”, afirmou o Chefe de Estado aos jornalistas, após votar na mesa de voto n.º 02, do distrito eleitoral n.º 51, círculo eleitoral n.º 25, no bairro de Empatcha, em Bissau.

O Presidente Horta compareceu acompanhado pela Primeira-Dama, por membros do seu gabinete, pela presidente da Comissão Nacional de Eleições (CNE), Carmem Isaura Tavares Batista Lobo, e pelo vice-presidente do Conselho Nacional de Transição (CNT), Fodé Caramba Sanhá.

Ao todo, 914.428 eleitores guineenses começaram, na manhã deste domingo, a votar sobre a adoção da nova Constituição da República, aprovada pelas autoridades de transição através do Conselho Nacional de Transição.

O processo eleitoral, organizado pela Comissão Nacional de Eleições, decorre por sufrágio universal, direto, secreto e pessoal em todo o território nacional, através de 3.562 mesas de voto distribuídas por 2.036 secções eleitorais. A maioria das assembleias de voto abriu às 07h00 e permanecerá em funcionamento até às 17h00.
O Presidente de Transição explicou que o referendo visa, essencialmente, pôr fim aos constantes conflitos políticos e bloqueios institucionais registados no Parlamento, permitindo que os futuros governos completem os respetivos mandatos.

“O futuro dos jovens está a ser adiado por um grupo de pessoas. Estão a dizer-vos para ficarem em casa e recusarem votar. Apelo a todos os guineenses para que saiam e votem, para que ninguém diga que a sua voz não conta, porque todos nós estamos envolvidos neste processo. Digo sempre que ninguém virá de fora para desenvolver esta terra; somos nós que temos de desenvolver este país”, afirmou.

Horta Inta-a referiu ainda que existem especulações de que o referendo estaria a ser realizado para permitir o regresso de Umaro Sissoco Embaló ao país. No entanto, salientou que Sissoco Embaló é cidadão guineense, tal como Braima Camará e Domingos Simões Pereira, pelo que todos têm o direito de regressar e viver na Guiné-Bissau.

“Cumpri o meu dever de cidadão ao votar. Apelo a todos para que saiam em massa e participem neste referendo”, concluiu.

Por: Assana Sambú / Jacimira Segunda Sia
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sábado, 29 de agosto de 2026

NOVO CARTÃO DE IDENTIDADE DA GUARDA NACIONAL


A Guarda Nacional deu início hoje, 28 de agosto, à emissão do novo Cartão de Identidade dos seus militares.

Esta importante iniciativa reforça o nosso compromisso com a modernização, a transição digital e a segurança institucional.

O processo teve o seu início oficial com a entrega do primeiro Cartão de Identidade ao Comandante-Geral da Guarda Nacional, Major-general Orlando Pungana Nam Cobna.

O novo documento incorpora tecnologia de vanguarda para inviabilizar a contrafação, salvaguardar a proteção de dados e conferir total celeridade à validação da identidade dos nossos operacionais no cumprimentodas suas missões.

Guarda Nacional: Uma força humana, moderna e digital, sempre ao serviço dos cidadãos.

Como não sou político nem candidato guineense, e muito menos “cunhado” ou “familiar” de líderes partidários, nem tive qualquer participação na redação do texto, tenho toda a imparcialidade para desejar que a Guiné-Bissau vote a nova Constituição - texto muito melhor que a atual, de 1984 e com uns “remendos” - em paz, liberdade e honestidade, num referendo que é quase inédito no Constitucionalismo Lusófono!

 Jorge Bacelar Gouveia


Jorge Bacelar Gouveia: O Povo da Guiné-Bissau vai referendar a nova Constituição, texto com 152 artigos e muito mais completo do que o atual, de 1984 e remendado várias vezes, e aqui duas verdades que têm sido objeto de manipulação na opinião pública e nada como mostrar os artigos (das duas Constituições): a nova Constituição nada muda no sistema de governo porque a (i) nomeação do Governo e a (ii) dissolução do Parlamento submetem-se às mesmas regras, e já antes o PR sempre podia presidir ao CM. Agora venham dizer que isto é falso!

 Que a Guiné-Bissau decida em paz, liberdade e honestidade este referendo, são os meus sinceros votos!






QUALIFICAÇÃO CAN 2027: SELECIONADOR NACIONAL ANUNCIA LISTA DE JOGADORES PRÉ-CONVOCADOS PARA A DUPLA JORNADA FRENTE À TANZÂNIA E À NIGÉRIA

O Selecionador Nacional, Emiliano Té, anunciou a lista dos jogadores pré-convocados para a dupla jornada da Qualificação para o CAN 2027, diante da Tanzânia e da Nigéria.

A Seleção Nacional fará a sua estreia na fase de qualificação no dia 25 de setembro, frente à Tanzânia, em Zanzibar, em jogo referente à 1.ª jornada.

Na 2.ª jornada, os “Djurtus” regressam a Bissau para defrontar a Nigéria, no dia 29 de setembro, no Estádio Nacional 24 de Setembro.

A dupla jornada marca o início da caminhada da Guiné-Bissau rumo à CAN 2027

“UMA AULA DE DIPLOMACIA EM SAÚDE PÚBLICA Doutor Augusto Paulo Silva - ORGULHO DA GUINEENDADI - Embaixada da República da Guiné-Bissau no Brasil

É com muita honra que recebemos o nosso conterrâneo ilustre Doutor Augusto Paulo Silva , que desempenhou relevantes funções na Guiné-Bissau, com destaque - Diretor Geral de Cooperação e Saúde Pública, Secretário de Estado de Administração Hospitalar nos Governos liderado por Primeiro Ministro Carlos Gomes junior.

Enquanto académico e profissional na área de saúde pública, trabalhou afincadamente e com dedicação na criação do INASA - Instituto Nacional de Saúde Pública na Guiné-Bissau, dada a sua experiência contribuiu na edificação de instituições similares nos PALOPs.
Coordenador para África do Centro de Relações Internacionais em Saúde da Fiocruz - Fundação Oswaldo Cruz que é a maior e mais importante instituição de pesquisa biomédica e científica da América Latina vinculada ao Ministério da Saúde do Brasil - são executados mais de mil projetos de pesquisa e desenvolvimento tecnológico que produzem conhecimentos para controle de doenças como - Sida, malária, tuberculose, sarampo, hepatites, entre outras doenças.
Doutor Augusto Paulo é uma referência internacional no domínio da pesquisa em matéria de saúde pública, que ama o seu país, Guiné- Bissau, a qual manifestou durante a nossa conversa, que considero “ Uma Aula “ a sua ligação constante com país e a sua total disponibilidade em continuar a contribuir para o desenvolvimento de saúde pública na nossa terra amada
🇬🇼
, e ao mesmo tempo promover diplomaticamente através da Fiocruz - OMS entre outras instituições congéneres a cooperação com a Guiné- Bissau.
Tendo em consideração o seu percurso profissional e académico, é designado para coordenar o Escritório da Fiocruz para os PALOP - Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa, com a sede em Maputo- Moçambique
🇲🇿
, um orgulho nacional , desejamos felicidades e sucesso nas novas funções, e brevemente contamos com a sua colaboração e a disponibilidade manifesta em colaborar com esta Missão Diplomática na promoção de cooperação entre a Guiné- Bissau
🇬🇼
e o Brasil
🇧🇷
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ENERGIA ELÉTRICA RESTABELECIDA EM MAIS DE 20 BAIRROS DE BISSAU APÓS AVARIA


A energia elétrica foi restabelecida, durante a madrugada deste sábado, em mais de 20 bairros da cidade de Bissau que permaneceram durante mais de 14 horas sem eletricidade, na sequência de uma avaria registada na rede de média tensão da Eletricidade e Águas da Guiné-Bissau, EAGB.

Os trabalhos de reparação prolongaram-se até à madrugada, permitindo a reposição do fornecimento de energia elétrica às zonas afetadas.

Recorde-se que, segundo a EAGB, a avaria ocorreu por volta das 13 horas desta sexta-feira, num cabo subterrâneo de 30 quilovolts, localizado no troço entre a subestação de Antula e a Central Elétrica de Bissau.

Após várias horas de intervenção técnica, a EAGB conseguiu reparar a avaria e restabelecer o fornecimento de eletricidade durante a madrugada deste sábado.

Imagem: EAGB
RSM: 29 08 2026

MAIS DE 20 BAIRROS DE BISSAU ESTÃO HÁ MAIS DE 10 HORAS SEM ENERGIA ELÉTRICA
Mais de 20 bairros da cidade de Bissau estão há mais de 14 horas sem energia elétrica, devido a uma avaria registada num cabo subterrâneo de média tensão pertencente à Eletricidade e Águas da Guiné-Bissau (EAGB).
Segundo um comunicado divulgado pela empresa na sua página oficial no Facebook, a avaria ocorreu por volta das 13 horas desta sexta-feira, num cabo subterrâneo de 30 quilovolts, localizado no troço entre a subestação de Antula e a Central Elétrica de Bissau.
A EAGB informa que, logo após a ocorrência, as suas equipas técnicas foram mobilizadas e iniciaram os trabalhos para localizar o ponto exato da avaria, com vista à realização das intervenções necessárias para restabelecer o fornecimento de energia elétrica.
Por volta das 21 horas, a empresa informou que o local da avaria já tinha sido identificado e que as equipas técnicas estavam a trabalhar para reparar o cabo e permitir o restabelecimento gradual do fornecimento de eletricidade.
De acordo com a EAGB, o cabo danificado é responsável pela alimentação da Central Elétrica de Bissau, uma das principais infraestruturas de produção e distribuição de energia elétrica para uma parte significativa dos bairros da capital.
A interrupção prolongada do fornecimento de energia está a afetar milhares de consumidores, incluindo famílias, estabelecimentos comerciais e outras instituições, que aguardam pelo restabelecimento da corrente elétrica.
Entre os bairros afetados pela interrupção do fornecimento de energia elétrica estão Alto Bandim, bairro d'Ajuda, bairro Internacional, Bairro Militar, Bandim, Belém, Bissaque, Chapa, Cintra, Cuntum, Cuntum Madina, Guimetal, Indi, Kundok, Mindará, Missira, Penha, Praça, Chão de Papel, Varela, Quelele, São Paulo, Sobrade, Zona 7, Pefine e uma parte de Cupelum.
A EAGB assegura que os trabalhos continuam no terreno e que estão a ser envidados esforços para repor a normalidade no fornecimento de energia elétrica e, consequentemente, de água à população.
Até ao momento, a empresa não avançou com uma hora precisa para a conclusão dos trabalhos e o restabelecimento total do serviço.
RSM: 28 08 2026

ALADJE SONCO DESAFIA HERCULANO BIQUINSA, A APRESENTAR SENTENÇA QUE COMPROVE A POSSE DO ESPAÇO EM "N’DAM TÉTÉ"

Aladje Sonco, em representação dos clientes do espaço em litígio localizado em N’Dam Tété, desafiou o cidadão Herculano Biquinsa, conhecido por “Abna”, a apresentar publicamente a sentença judicial que, segundo ele, comprova que o referido espaço lhe pertence.
O desafio foi lançado esta sexta-feira em Bissau, uma semana depois de Herculano Biquinsa ter acusado a Polícia de Intervenção Rápida, de estar a agir em favor da outra parte envolvida no conflito.
Em declarações aos jornalistas, Aladje Sonco afirmou que Biquinsa recorreu aos tribunais, para contestar a situação, mas que o recurso acabou por ser rejeitado.
Segundo Sonco, existe uma sentença do Tribunal Regional de Bissau, que se pronunciou contra Herculano Biquinsa, vulgo Abna, o que na sua interpretação, permitiu aos compradores do espaço, continuarem os seus trabalhos no espaço adqueridos.
Aladji Sonco acrescentou que os compradores continuam a trabalhar no espaço, porque, segundo ele, existe uma decisão judicial que autoriza a realização de trabalhos de construção.
No espaço de N’Dam Tété encontram-se envolvido conflito que se arrasta há vários anos, envolvendo diferentes partes que reivindicam direitos sobre os mesmos.
RSM: 28/08/2026


PJ DETÉM SUSPEITO DE BURLA COM FALSAS PROMESSAS DE VISTOS PARA ESPANHA

A Polícia Judiciária, através da Unidade Nacional de Repressão aos Delitos Económicos (UNRDE) deteve na quinta-feira, 27 de agosto, em Bissau, um homem suspeito de envolvimento num esquema de burla relacionado com falsas promessas de obtenção de vistos para Espanha.

Segundo informações divulgadas pela Polícia Judiciária, na sua página Facebook, o suspeito alegava possuir contactos junto da Embaixada do Reino de Espanha que lhe permitiriam facilitar a emissão de vistos para cidadãos interessados em emigrar para aquele país europeu.

Segundo a mesma fonte, a investigação foi desencadeada na sequência de denúncias apresentadas por "várias" pessoas que alegam ter entregue dinheiro ao suspeito para obtenção dos vistos prometidos, sem, no entanto, receberem os respetivos documentos.

No âmbito das diligências realizadas, a Polícia Judiciária informa ainda que apreendeu vários passaportes, além de um fardamento militar que se encontrava na posse do suspeito.

De acordo com os elementos recolhidos pela investigação, o homem, residente em Safim, região de Biombo, cobraria cerca de três milhões e quinhentos mil francos CFA por cada visto que alegadamente prometia conseguir.

Após a detenção, o suspeito foi apresentado nesta sexta-feira, 28 de agosto, ao Ministério Público, para audição e eventual aplicação das medidas de coação previstas na lei.

A Polícia Judiciária reafirma o seu compromisso no combate à criminalidade económico-financeira e alerta os cidadãos para os riscos de recorrerem a intermediários não autorizados em processos de obtenção de vistos.

A corporação recomenda que os pedidos de visto sejam tratados exclusivamente através dos canais oficiais e junto das entidades legalmente habilitadas.

As autoridades informam que prosseguem as diligências para esclarecer todas as circunstâncias relacionadas com o caso e determinar a eventual responsabilidade criminal dos envolvidos.

RSM: 28 08 2026

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Mansoa, Terra Santa de Luto! Faleceu em Portalegre, Portugal, hoje, dia 28/08/2026, o Sr. Joaquim Araújo, popularmente conhecido como "Quinzinho de Mansoa", um dos melhores comerciantes que a Guiné-Bissau já teve na sua história e um dos antigos presidentes dos Balantas de Mansoa com mais conquistas.


Associação de Amizade Matosinhos/Mansoa

Neste momento de dor e consternação, só nos cabe pedir a Deus que o ilumine e lhe dê paz no seu Reino! Conscientes de que a vida não é eterna, tudo acaba e tudo tem o seu fim!

Os nossos pêsames a toda a família enlutada (aos filhos, sobrinhos e netos) pela terrível perda que acabam de sofrer!


Pate Cabral Djob.

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Guiné-Bissau inicia qualificação para o CAN’2027 com ambição renovada

O Selecionador Nacional de Futebol, Emiliano Té, afirmou que a Guiné-Bissau vai iniciar, em setembro, a fase de qualificação para o Campeonato Africano das Nações (CAN’2027) com ambição e confiança, visando garantir o apuramento para a fase final da maior competição de futebol do continente africano.

O técnico guineense assegura que o grande objetivo passa por levar os Djurtus o mais longe possível na caminhada rumo ao CAN.

“O meu sonho, tal como o de todos os guineenses, é chegar o mais longe possível nesta caminhada e garantir o apuramento para o CAN. A nossa primeira etapa é a qualificação e vamos encarar este desafio com muita seriedade. Estamos inseridos num grupo difícil, mas vamos abordar esta eliminatória com determinação e personalidade”, afirmou.

“Podemos conseguir a qualificação e os próprios jogadores acreditam que é possível alcançar este objetivo. Temos de acreditar sempre, porque no futebol nada é impossível. Temos de sonhar alto, porque na dificuldade aparece sempre um guineense”, acrescentou Emiliano Té, em entrevista ao jornal O Democrata, esta terça-feira, 25 de agosto de 2026, na qual abordou os preparativos da Seleção Nacional para a nova campanha de qualificação.

DJURTUS ARRANCAM QUALIFICAÇÃO FRENTE À TANZÂNIA

Emiliano Té, que substituiu o português Luís Boa Morte em julho de 2025, tem como principal missão conduzir a Seleção Nacional ao regresso ao CAN, depois de a Guiné-Bissau ter falhado o apuramento para o CAN’2025, disputado em Marrocos, e para o Mundial de 2026, realizado nos Estados Unidos da América, Canadá e México.

A fase de qualificação para o CAN’2027 arranca em setembro, com a realização das duas primeiras jornadas nos 12 grupos da competição. Integrada no Grupo L, a Guiné-Bissau desloca-se à Tanzânia para defrontar a seleção anfitriã no dia 25 de setembro, na jornada inaugural. Quatro dias depois, a 29 de setembro, os Djurtus recebem a Nigéria, em jogo referente à segunda jornada.

Sobre os dois primeiros adversários da Seleção Nacional, Emiliano Té reconheceu a qualidade das respetivas equipas adversárias, destacando a experiência e o valor individual dos jogadores nigerianos. No entanto, alertou para as dificuldades que a Tanzânia poderá criar, sobretudo por jogar em casa e beneficiar do apoio do seu público.

“A Tanzânia será um adversário muito difícil. Vamos jogar no seu terreno e trata-se de um dos países anfitriões da fase final do CAN. Eles vão querer demonstrar a sua força perante os seus adeptos e, por isso, esperamos uma partida muito exigente. Estamos a acompanhar atentamente os seus jogos para identificar os seus pontos fortes e as suas fragilidades. É uma equipa aguerrida que certamente vai colocar dificuldades à nossa seleção”, explicou.

Relativamente à Nigéria, o selecionador considera que se trata de uma equipa amplamente conhecida no panorama internacional, o que facilita o trabalho de observação e análise.

“A Nigéria é uma seleção de referência em África e no mundo. Os seus jogadores atuam nos principais campeonatos europeus, o que permite acompanhar de perto as suas exibições e conhecer melhor as suas características”, sublinhou.

Té, que vai disputar pela primeira vez uma campanha de qualificação para o CAN enquanto treinador principal, enalteceu a qualidade dos plantéis das duas seleções, destacando nomes como Victor Osimhen, colega do internacional guineense Renato Nhaga no Galatasaray, e Ademola Lookman. Ainda assim, garantiu que os Djurtus estão determinados a demonstrar as suas qualidades nestes dois primeiros compromissos.

CONVOCATÓRIA TERÁ POUCAS NOVIDADES

Quanto à lista de convocados para os jogos diante da Tanzânia e da Nigéria, o Selecionador Nacional revelou que já existe uma pré-convocatória definida, que será divulgada em breve.

Segundo o técnico, a lista final deverá apresentar poucas alterações relativamente às chamadas anteriores, embora tenha optado por não divulgar os nomes dos jogadores que integram a pré-seleção.

Durante a entrevista ao O Democrata, Emiliano Té fez ainda um balanço do período que leva à frente da Seleção Nacional, abordando igualmente a sua situação contratual e o pagamento dos salários da equipa técnica.

Antigo médio defensivo dos Djurtus, Té estreou-se no comando técnico da seleção com um empate diante da Serra Leoa, em setembro de 2025, em partida de qualificação para o Mundial de 2026. Seguiu-se uma vitória por 2-0 frente ao Djibuti, igualmente em Bissau. Já sem possibilidades de apuramento, a Guiné-Bissau perdeu depois diante da Etiópia (1-0) e do Egito (2-0), ambos os jogos realizados fora de casa.

No que diz respeito ao vínculo contratual, o selecionador afirmou ter ainda mais um ano de contrato com a Federação de Futebol da Guiné-Bissau, enquanto, relativamente aos salários, garantiu que o Governo tem cumprido regularmente as suas obrigações para com a equipa técnica desde a sua chegada ao cargo.

CAÍTO PEDE ENVOLVIMENTO DE TODOS OS GUINEENSES

Entretanto, o presidente da Federação de Futebol da Guiné-Bissau (FFGB), Carlos Mendes Teixeira, conhecido no meio desportivo por “Caíto”, apelou ao envolvimento de todos os guineenses, incluindo o Governo e a Presidência da República, para apoiar a caminhada dos Djurtus rumo ao CAN’2027.

“Temos de trabalhar de mãos dadas para que todos contribuam para dar alegria ao povo guineense”, declarou ao O Democrata, à margem do Congresso Ordinário da FFGB, realizado recentemente na região de Biombo.

Caíto reiterou ainda a sua confiança em Emiliano Té, destacando o percurso do treinador ao serviço do futebol nacional, primeiro como jogador, depois como selecionador-adjunto e, atualmente, como selecionador principal.

Segundo o dirigente, este é o momento adequado para que Emiliano Té demonstre toda a sua capacidade profissional no comando dos Djurtus.

A fase de grupos da qualificação para o CAN’2027 será disputada ao longo de três períodos. As duas primeiras jornadas realizam-se entre 21 de setembro e 6 de outubro de 2026; a terceira e quarta jornadas entre 9 e 17 de novembro de 2026; e as duas últimas entre 22 e 30 de março de 2027.

O CAN’2027, a principal competição de seleções do continente africano, será organizado conjuntamente pela Tanzânia, pelo Quénia e pelo Uganda.

Por: Alison Cabral

odemocratagb.