O Primeiro-ministro de Transição, Ilídio Vieira Té, admitiu esta quinta-feira, 8 de outubro de 2026, que não estão reunidas as condições para a realização das eleições gerais marcadas para 6 de dezembro deste ano.
“Vários partidos têm os seus órgãos caducos e precisam de proceder à sua renovação. Existem também constrangimentos relacionados com os prazos legais. Neste momento, os partidos já deveriam ter entregue as candidaturas ao Supremo Tribunal de Justiça e, até ao dia 6 deste mês, esse procedimento não foi cumprido. Esta situação torna impossível a realização das eleições em dezembro”, afirmou o chefe do Governo à imprensa, à saída de uma audiência com o Presidente da República de Transição.
O Presidente da República de Transição recebeu separadamente, esta quinta-feira, representantes do Governo e da Comissão Nacional de Eleições (CNE) para analisar o estado de preparação das eleições legislativas e presidenciais inicialmente agendadas para 6 de dezembro.
Segundo Ilídio Vieira Té, durante o encontro foi analisada a viabilidade da realização do escrutínio na data prevista, tendo sido identificados vários entraves de natureza legal e organizacional.
O chefe do Executivo sublinhou que diversos partidos políticos enfrentam problemas relacionados com a caducidade dos seus órgãos dirigentes, além do incumprimento de prazos estabelecidos pela lei eleitoral. Recordou que as candidaturas deveriam ter sido submetidas ao Supremo Tribunal de Justiça até 6 de outubro, o que não aconteceu.
“Todos estes prazos não foram cumpridos, o que torna impossível a realização das eleições. É necessário organizar o processo eleitoral e garantir o cumprimento de todos os requisitos legais para evitar problemas pós-eleitorais”, declarou.
Apesar do cenário apresentado, o Primeiro-ministro ressalvou que a decisão oficial sobre a realização ou eventual adiamento das eleições deverá ser comunicada pelo Presidente da República.
Por: Carolina Djeme e Assana Sambú
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