O Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA) considera preocupante a taxa de mortalidade materna na Guiné-Bissau, que se situa em 548 mortes por cada 100 mil nados-vivos.
A preocupação foi expressa esta segunda-feira, no Centro de Controlo de Medicamentos (CECOME), em Bissau, por Etiandro Lopes, encarregado de Seguimento e Avaliação do UNFPA, durante a cerimónia oficial de entrega de kits e equipamentos de partos e cesarianas destinados às delegações regionais de saúde. Segundo o responsável, o indicador representa cerca de 40 mulheres que perdem a vida durante o parto a cada mês no país.
Etiandro Lopes avançou ainda os números de kits que vão cobrir as necessidades de partos durante seis meses em todo o país, com o objetivo de reduzir a mortalidade materno-infantil.
Em resposta, o Ministério da Saúde Pública, através do diretor do Serviço de Saúde Sexual e Reprodutiva, Elísio Baldé Ferreira, reconheceu que a Guiné-Bissau apresenta uma das taxas de mortalidade materna mais altas da sub-região.
Elísio Baldé Ferreira garantiu que o Ministério pretende tornar o parto mais humanizado, como forma de reduzir os números e melhorar os cuidados prestados às mulheres nas unidades sanitárias.
Com esta entrega, o UNFPA e o Ministério da Saúde Pública reiteram o compromisso de reforçar o sistema nacional de saúde e garantir partos mais seguros e dignos para as mulheres guineenses.
RSM: 12.10.2026





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