O diretor-geral do Hospital Nacional Simão Mendes (HNSM), Malam Sabali, afirmou esta segunda-feira, 19 de outubro de 2026, que ser médico significa “cuidar de vidas, servir com ciência e agir com humanidade”.
Segundo o responsável, esta visão deve orientar a liderança da maior unidade hospitalar do país. Defendeu que não basta exigir dedicação dos profissionais de saúde, sendo igualmente necessário criar condições adequadas para que possam exercer as suas funções com qualidade, segurança e dignidade.
Malam Sabali sublinhou ainda a importância de promover uma organização mais eficiente, valorizar a formação contínua, reforçar o diálogo entre os diferentes serviços e colocar a qualidade do atendimento aos doentes no centro das decisões.
O diretor-geral do HNSM falava durante a cerimónia de celebração do Dia do Médico, realizada nas instalações do hospital.
Na ocasião, afirmou que as mensagens transmitidas durante a celebração constituem uma orientação para o trabalho diário dos médicos e reforçam o compromisso ético e a responsabilidade inerentes ao exercício da profissão.
Médico cirurgião de formação, Sabali lembrou que cuidar da vida implica compreender que, perante um profissional de saúde, não está apenas uma doença, mas uma pessoa com uma história, uma família, receios e esperanças, que merece ser ouvida, respeitada e acompanhada, independentemente da sua origem, condição social, crença ou capacidade económica.
Neste contexto, defendeu que o dever de um médico não se limita à prescrição de medicamentos ou à realização de procedimentos clínicos, mas inclui igualmente explicar com clareza os tratamentos, proteger a confidencialidade dos pacientes, respeitar a sua dignidade e não abandonar quem sofre.
“Servir com ciência significa transformar o conhecimento numa responsabilidade permanente. Exige estudar, atualizar competências, partilhar experiências e orientar as decisões pelo rigor clínico e pela melhor evidência disponível. É também necessário reconhecer os limites do nosso saber, pedir apoio quando necessário e compreender que a segurança do doente deve estar acima do orgulho individual. A excelência médica constrói-se com competência, mas também com humildade e trabalho em equipa”, afirmou.
Malam Sabali considerou ainda que agir com humanidade é a dimensão que dá sentido à prática médica, recordando que muitos doentes chegam ao hospital fragilizados pela dor, pelo medo ou pela incerteza.
Para o responsável, a forma como os pacientes são recebidos, o tom utilizado na comunicação e a atenção que lhes é dedicada fazem parte integrante dos cuidados de saúde.
No seu discurso, acrescentou que a pressão do trabalho não deve fazer os médicos perderem a capacidade de escutar, que a rotina não deve torná-los indiferentes e que as dificuldades nunca os devem levar a esquecer a dignidade das pessoas que neles depositam a sua confiança.
“Reunimo-nos para homenagear uma profissão de enorme responsabilidade, mas também para refletir sobre o compromisso que assumimos perante cada pessoa que procura os nossos cuidados. Celebrar o Dia do Médico é reconhecer o conhecimento, a dedicação e a coragem de quem tem nas suas mãos decisões que podem mudar uma vida, bem como renovar a confiança entre quem cuida e quem precisa de ser cuidado”, concluiu.
Por: Aguinaldo Ampa
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