Em Cabo Verde, há uma candidatura histórica nas presidenciais. A ex-ministra da Justiça, Joana Rosa, é a primeira mulher a entrar na corrida ao Palácio de Plateau. Promete uma presidência de diálogo, proximidade e defesa das instituições.
Joana Rosa quer ser uma Presidente diferente. Na apresentação da candidatura, a 1 de Outubro, sublinhou que ser a primeira mulher na corrida é um marco que deve somar-se à competência e à capacidade de liderança.
Se vencer as eleições, a antiga governante garante que vai focar a acção na proximidade aos cidadãos, na ponte entre as instituições e na salvaguarda da Constituição e do Estado de Direito.
“Dentro daquilo que são os poderes presidenciais, de influenciação, de fazer pontes, garantir a estabilidade, o bom funcionamento das instituições, os ganhos conseguidos pelo país, a nossa democracia, o Estado de Direito, instituições fortes, isso tudo são desafios do país que a Presidente vai poder cada vez mais trabalhar para a sua preservação, mas precisamos sempre elevar. Tudo quanto diz ser respeito ao processo de desenvolvimento do país, a Presidente estará na linha de frente”, avançou a candidata presidencial.
Joana Rosa, de 61 anos, anunciou a candidatura em Junho, depois de ter exercido durante cinco anos o cargo de ministra da Justiça no governo do Movimento para a Democracia (MpD). O partido perdeu as eleições legislativas de Maio, passou a liderar a oposição cabo-verdiana e anunciou em Agosto que a apoia na corrida presidencial.
A antiga governante foi deputada na Assembleia Nacional durante cerca de 20 anos e exerceu dois mandatos como presidente da Assembleia Municipal da ilha do Maio.
O actual Presidente da República, José Maria Neves, foi eleito em 2021 para um mandato de cinco anos e recandidata-se a um segundo mandato com o apoio do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), no poder. Há ainda outros quatro candidatos às eleições de 15 de Novembro: o juiz Antero Tavares, o jurista Casimiro Pina, o médico Gilson Alves e o atleta Loisito Tavares.
A campanha eleitoral arranca a 29 de Outubro e termina a 13 de Novembro. Se nenhum candidato alcançar a maioria absoluta na primeira volta, a segunda volta realiza-se a 29 de Novembro.
Por: Odair Santos
rfi.fr/pt/
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