sexta-feira, 30 de outubro de 2026

PRIMEIRO-MINISTRO DEFENDE ESCLARECIMENTO DA MORTE DO ATIVISTA VIGÁRIO BALANTA


O Primeiro-Ministro de Transição, Ilídio Vieira Té, defende que o processo de assassinato do ativista guineense Vigário Luís Balanta, líder do Movimento Pó de Terra, deve avançar, para que a população conheça as circunstâncias em que ocorreu a sua morte.

O chefe do Governo fez esta declaração esta sexta-feira, após uma visita à Procuradoria-Geral da República, onde procurou inteirar-se do andamento do processo relacionado com a morte do ativista. Na ocasião, afirmou que o Governo está interessado em garantir que a justiça seja feita e que os factos sejam devidamente esclarecidos.

A morte do ativista guineense Vigário Luís Balanta, encontrado morto no dia 31 de março de 2026, continua a suscitar preocupação e apelos ao esclarecimento do crime. O corpo do ativista, de 35 anos, foi encontrado em Ndam Lero, nos arredores de Nhacra, a cerca de 30 quilómetros de Bissau. Vigário apresentava sinais de violência, incluindo ferimentos provocados por arma branca e disparos de arma de fogo.

A sua morte provocou indignação na sociedade guineense. Organizações de direitos humanos exigiram uma investigação transparente e a responsabilização dos autores do crime.

Entretanto, relativamente à situação da Procuradoria-Geral da República, o Primeiro-Ministro reconheceu que a instituição enfrenta dificuldades relacionadas com a falta de recursos humanos e materiais.

Segundo Ilídio Vieira Té, estes constrangimentos devem ser ultrapassados, de modo a permitir que a Procuradoria desempenhe plenamente as suas funções, com condições adequadas e dignidade institucional.

Ilídio Vieira Té visitou igualmente as instalações do Tribunal de Contas, no âmbito de uma iniciativa destinada a conhecer o funcionamento das duas instituições e os trabalhos desenvolvidos em prol do bem comum.

RSM: 30 10 2026

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