sexta-feira, 30 de outubro de 2026

PRIMEIRO-MINISTRO ILÍDIO VIEIRA TÉ REAFIRMA QUE A EDUCAÇÃO É UMA PRIORIDADE ESTRATÉGICA DO GOVERNO E ANUNCIA MAIOR APOIO ORÇAMENTAL AO SECTOR

Fundação BOAD entrega kits escolares destinados a crianças vulneráveis. Chefe do Governo defende que o investimento na educação constitui uma condição indispensável para combater a pobreza, reduzir as desigualdades sociais e construir o futuro da Guiné-Bissau.

Bissau, 30 de Outubro de 2026 — O Primeiro-Ministro do Governo de Transição, Ilídio Vieira Té, presidiu hoje à cerimónia de entrega de kits escolares oferecidos pela Fundação BOAD, destinados a apoiar crianças provenientes de famílias socialmente vulneráveis, numa iniciativa que reforça a cooperação entre a Guiné-Bissau e as instituições comunitárias de desenvolvimento.
A cerimónia contou com a presença de membros do Governo, conselheiros do Gabinete do Primeiro-Ministro, representantes do Corpo Diplomático, de organizações internacionais e de responsáveis do sector educativo.
Numa intervenção breve, mas marcada por orientações políticas e sociais, o Primeiro-Ministro congratulou-se com a iniciativa da Fundação BOAD, destacando o seu significado para as crianças beneficiárias e respectivas famílias.
EDUCAÇÃO COMO PRIORIDADE NACIONAL E INSTRUMENTO DE TRANSFORMAÇÃO SOCIAL
Ilídio Vieira Té reafirmou que a educação constitui uma das grandes prioridades da acção governativa, por considerar que nenhum país pode aspirar a um desenvolvimento económico sustentável, à justiça social e à estabilidade duradoura sem investir seriamente na formação das novas gerações.
Neste sentido, anunciou a determinação do Governo em conferir maior atenção orçamental ao sector educativo, procurando criar condições para melhorar progressivamente as infra-estruturas escolares, os meios de ensino e aprendizagem e a qualidade da educação ministrada às crianças e aos jovens guineenses.
Para o Chefe do Governo, investir na educação significa investir directamente no capital humano, na produtividade nacional, na igualdade de oportunidades e na capacidade futura do Estado para responder aos desafios do desenvolvimento.
A orientação defendida pelo Primeiro-Ministro traduz o reconhecimento de que a educação não deve ser encarada apenas como uma despesa pública, mas como um investimento estratégico de longo prazo, com repercussões na economia, na coesão social e na consolidação das instituições nacionais.
APOIO ÀS CRIANÇAS VULNERÁVEIS E COMBATE À EXCLUSÃO ESCOLAR
O Primeiro-Ministro atribuiu particular importância ao facto de os kits escolares se destinarem a crianças em situação de vulnerabilidade, cujas famílias enfrentam dificuldades económicas para assegurar os materiais indispensáveis à frequência escolar.
Neste contexto, salientou a necessidade de desenvolver políticas educativas que contribuam para reduzir as desigualdades no acesso ao ensino e prevenir situações de abandono escolar motivadas pela pobreza.
Ilídio Vieira Té dirigiu igualmente uma orientação expressa aos responsáveis do sector da Educação, exigindo que os materiais oferecidos sejam distribuídos de forma organizada, transparente e criteriosa, garantindo que cheguem efectivamente às crianças para as quais foram destinados.
A preocupação manifestada pelo Chefe do Governo insere-se numa perspectiva de maior responsabilidade institucional na gestão dos apoios sociais, em que a eficácia das iniciativas deve ser avaliada não apenas pela realização das cerimónias de entrega, mas sobretudo pelos benefícios concretos proporcionados às populações.

PAIS E PROFESSORES CHAMADOS A ASSUMIR MAIOR RESPONSABILIDADE

Outro aspecto destacado na intervenção do Primeiro-Ministro foi o papel determinante das famílias no processo educativo.
Ilídio Vieira Té apelou aos pais e encarregados de educação para que assumam plenamente as suas responsabilidades, assegurando a matrícula e a frequência regular dos filhos nas escolas, acompanhando o seu aproveitamento e mantendo um relacionamento mais próximo com os professores e as direcções dos estabelecimentos de ensino.
Segundo a orientação transmitida, a melhoria da educação exige uma responsabilidade partilhada entre o Estado, as famílias, os docentes e a sociedade.
O Chefe do Governo sublinhou, assim, a necessidade de fortalecer a ligação entre a escola e a comunidade, promovendo uma cultura de acompanhamento permanente dos alunos e de valorização do trabalho dos professores.

SOLIDARIEDADE COMUNITÁRIA E COOPERAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO
O Primeiro-Ministro manifestou o reconhecimento do Governo à Fundação BOAD pela iniciativa, considerando-a uma expressão concreta da solidariedade comunitária e da importância da cooperação regional na resposta às necessidades sociais das populações.
Ilídio Vieira Té salientou que os mecanismos de solidariedade existentes no espaço comunitário desempenham um papel relevante no apoio aos Estados-membros, particularmente nos sectores que enfrentam maiores limitações de recursos.
A este propósito, destacou que a cooperação com as instituições regionais e os parceiros internacionais deve continuar a contribuir para o reforço das capacidades nacionais, sem substituir a responsabilidade fundamental do Estado na definição, financiamento e execução das políticas públicas.
A entrega dos kits escolares representa, neste quadro, um contributo para os esforços nacionais de promoção da inclusão educativa e de apoio às famílias economicamente mais desfavorecidas.

EDUCAÇÃO E SAÚDE NO CENTRO DAS PRIORIDADES SOCIAIS DO GOVERNO
Perante os representantes do Corpo Diplomático e das organizações internacionais presentes na cerimónia, Ilídio Vieira Té reafirmou a determinação do Executivo em continuar a trabalhar para melhorar a prestação dos serviços públicos essenciais, com particular incidência nos sectores da Educação e da Saúde.
O Primeiro-Ministro considerou que a melhoria destes dois sectores é fundamental para o bem-estar das populações e para o desenvolvimento do capital humano, devendo constituir uma preocupação permanente das políticas governativas.
A orientação apresentada aponta para uma governação que procura associar as respostas às necessidades imediatas da população à criação de condições estruturais para o desenvolvimento nacional.
Neste sentido, o reforço progressivo dos recursos destinados à educação e à saúde, acompanhado por uma utilização mais eficiente dos meios disponíveis, foi apresentado como parte dos compromissos sociais do Governo.

UMA TRANSIÇÃO QUE DEVE RESPONDER TAMBÉM ÀS NECESSIDADES DAS POPULAÇÕES
A intervenção do Primeiro-Ministro assume igualmente significado no actual contexto político e institucional da Guiné-Bissau.
Ao colocar a educação, a saúde e a protecção das crianças vulneráveis entre as prioridades governativas, Ilídio Vieira Té procurou reafirmar que a missão do Governo de Transição não se limita à gestão dos assuntos políticos e institucionais relacionados com o regresso à normalidade constitucional e democrática.

Inclui também a obrigação de assegurar a continuidade do funcionamento do Estado, responder às necessidades sociais mais urgentes e promover iniciativas que contribuam para melhorar as condições de vida dos cidadãos.

Esta perspectiva articula duas dimensões essenciais da governação durante o período de transição: por um lado, a procura de soluções políticas e institucionais que favoreçam a estabilidade nacional; por outro, a execução de políticas públicas orientadas para o interesse geral e para a protecção das camadas mais vulneráveis da sociedade.

A cerimónia de entrega dos kits escolares constituiu, assim, uma oportunidade para o Primeiro-Ministro reafirmar o compromisso do Executivo com uma agenda social centrada na valorização do capital humano, na redução das desigualdades e no fortalecimento dos serviços públicos essenciais.

A mensagem política central transmitida por Ilídio Vieira Té é a de que o futuro da Guiné-Bissau depende da capacidade colectiva de transformar a educação numa prioridade efectiva, sustentada por recursos, responsabilidade institucional e participação activa das famílias.

Mais do que a entrega de materiais escolares, a iniciativa da Fundação BOAD permitiu colocar em evidência uma questão fundamental para o desenvolvimento nacional: garantir que as crianças guineenses, independentemente da condição económica das suas famílias, tenham oportunidades reais de acesso à educação e de construção de um futuro melhor.

Bissau, 30 de Outubro de 2026.




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