quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Líder católico exorta governantes e religiosos a reforçarem o diálogo


O bispo da Diocese de Bafatá, Dom Vítor Quematcha, apelou aos responsáveis políticos e aos líderes religiosos para assumirem um compromisso firme com a paz, o diálogo e a convivência pacífica na Guiné-Bissau.

O apelo surge num contexto que o prelado considera marcado por dificuldades institucionais e preocupações relacionadas com o respeito pelas liberdades fundamentais.

Dom Vítor Quematcha falava no sábado, 24 de outubro de 2026, durante a habitual reflexão semanal no programa radiofónico Palavra de Vida, da Rádio Sol Mansi, onde defendeu que a atual situação do país deve ser encarada com responsabilidade, serenidade e espírito de união em defesa do bem comum.

Segundo o líder religioso, o exercício do poder deve ser entendido como um serviço à população e não como uma propriedade pessoal.

“A autoridade implica responsabilidade perante os cidadãos e deve estar orientada para o interesse coletivo”, afirmou.

O bispo da Diocese de Bafatá apelou igualmente aos líderes religiosos para que contribuam ativamente para a promoção do diálogo, da reconciliação e do desenvolvimento das comunidades.

Neste contexto, sublinhou que o diálogo entre diferentes confissões religiosas “não implica renunciar à própria identidade religiosa”, mas exige maturidade, humildade e respeito pelas diferenças.

Na sua reflexão, Dom Vítor Quematcha desafiou ainda os jovens a participarem de forma responsável na vida social e a desenvolverem uma consciência crítica. Defendeu igualmente o respeito pela diversidade e a rejeição da violência como pilares fundamentais para a construção de uma sociedade mais justa e pacífica.

“O papel da Igreja, enquanto voz de consciência, reconciliação e esperança, passa por manter a liberdade de anunciar a verdade e continuar próxima das pessoas que enfrentam situações de sofrimento”, frisou.

Para Dom Vítor Quematcha, o diálogo, a responsabilidade política e o compromisso dos diferentes setores da sociedade devem estar no centro dos esforços para promover a paz e a estabilidade na Guiné-Bissau.

Por: Redação
O Democrata / RSM

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