Umaro Sissoco Embaló vai regressar à Guiné-Bissau a 4 de Outubro, quase um ano depois de ter deixado o país na sequência da tomada do poder pelos militares, a 26 de Novembro. O regresso acontece dois meses antes das eleições presidenciais e legislativas, marcadas para 6 de Dezembro.
Numa publicação nas redes sociais, Umaro Sissoco Embaló, que residia em Marrocos desde o golpe de Estado de 26 de Novembro passado, anunciou que vai regressar ao país e espera que a sua chegada decorra num ambiente de harmonia, tolerância e respeito mútuo.
O ex-chefe de Estado sublinhou a necessidade de colocar o interesse nacional e a estabilidade da Guiné-Bissau acima de quaisquer divergências políticas.
Umaro Sissoco Embaló considera que a Guiné-Bissau é a pátria que pertence a todos os seus cidadãos, independentemente das suas posições ou opções políticas, e defende que a paz social, a união e o interesse nacional devem ser colocados acima das diferenças.
Recorde-se que, após o afastamento de Sissoco Embaló pelos militares liderados pelo general Horta Inta-a, foi criado um Conselho Nacional de Transição, que alterou a Constituição da República, reforçando os poderes do Presidente. Os militares marcaram as próximas eleições legislativas e presidenciais para o dia 6 de dezembro.
Círculos próximos de Umaro Sissoco Embaló admitem que o político deverá apresentar-se como candidato às eleições presidenciais de Dezembro.
rfi.fr/pt/

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