Numa mensagem alusiva ao 24 de setembro, Data da Independência Nacional, os Combatentes da Liberdade da Pátria e Chefe dos Comissários, exortam à união dos filhos da Guiné-Bissau.
No quadro das celebrações do 53º Aniversario da proclamação da Independência do Estado da Guiné-Bissau, e no intuito de reviver os momentos que marcam a Luta da Libertação Nacional que decorreu durante 11 anos marcados pelas batalhas mais ferozes nas matas da Guiné, procedeu-se nesta quarta-feira, dia 23 de setembro em curso, a entrevista com antigos combatentes conselheiros do CEMGFA e Chefe da Divisão da Educação Cívica, que exortam à união de todos guineenses.
Antigo Combatente e Conselheiro do Chefe do Estado Maior General das Forças Armadas (CEMGFA), Brigadeiro General Sumbonhe Na N´Tchongo recorda que o 24 de setembro, é a data que o PAIGC, proclamou unilateralmente a independência em 73 sem anuência dos colonialistas portugueses. Frisou que o partido havia conquistado um terço do território nacional, o que lhe dava o poder e mecanismos para a fundação de instituições do Estado, como: Educação, Saúde, Logísticas, Agricultura, entre outras.
Reconhece a sua ausência no ato solene da proclamação da independência na Madina de Boé, justificando que na altura estava na frente leste, onde assegurava o ato da proclamação da independência. Declara que a intensão do regime colonial era de assassinar o Amílcar Lopes Cabral para acabar com a guerra, ao passo que a preocupação dos Antigos Combatentes na altura, era a proclamação da independência.
″Temos um país independente, o que resta é união para o desenvolvimento e melhoria de condição de vida dos guineenses”, exorta o veterano e questionando o porquê da atual desunião se antes todos eram unidos contra os colonialistas? Lamenta a situação de vida dos combatentes com ênfase aos que estão em situações precárias de vida, sem reconhecimento condigna apesar dos sacrifícios prestados ao Estado guineense.
Coronel Quintino Napoleão dos Reis, também Conselheiro CEMGFA para a área do Museu, aproveitou o momento para afirmar que como um combatente se sente muito orgulho com a Data em que o país se tornou autônimo, perifraseando as palavras do Cabral, “os guineenses pensam com as suas cabeças e andam com os seus pés”.
Segundo ele, os combatentes continuam a acreditar que a nova geração há de levar o país à um bom porto, já que os guerrilheiros unidos haviam enfrentados 11 anos de sacrifícios na Luta pela libertação.
Para o veterano, o país deve herdar o ideal do líder Amílcar Lopes Cabral, ser unidos para um fim comum já que o Amílcar havia unido as tribos guineenses para um único objetivo, a de Lutar para expulsão dos intrusos colonialistas fascistas.
Por sua vez, Coronel Jose Bua Bissorã, Chefe da Divisão de Educação Cívica, Moral e Patriótica, o 24 de setembro deve não só ser manifestado como um dia de festejo para os guineenses, mas, principalmente como um dia de reflexão. “É o dia que trouxe aos guineenses a identidade e torna-los um povo unido e independente”, realça o chefe dos Comissários das Forças Armadas, reforçando que os guineenses devem se unir para o desenvolvimento do país.
"O Amílcar Lopes Cabral e outros combatentes, unidos dedicaram a sua juventude para independência da Guiné-Bissau, e isso pressupõe a união de todos os guineenses, para o desenvolvimento do país", aconselham os Combatentes.
Texto: Soldado Augusto Demna M´Bar
Fotos:2 Sargento Luís Mané
FA/IM 24.09.2026
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