Com o fim do ultimato dado pela Junta Militar no poder na Guiné-Bissau, o PAIGC viu ontem a sua sede principal ocupada pelas forças de defesa e segurança. Segundo várias fontes consultadas em Bissau, foi colocada uma placa a dizer "Propriedade do Estado".
O partido libertador da Guiné-Bissau diz, no entanto, que não abdica da sua sede, que lhes "pertence por direito".
"É uma sede que nos foi atribuída a título definitivo e gratuito", disse o porta-voz do PAIGC, Muniro Conté, em declarações à DW em Lisboa.
O Alto Comando Militar tinha dado sete dias ao PAIGC e a outras forças políticas para que se afastassem para uma distância de 500 metros das sedes de órgãos de soberania, hospitais, unidades militares, paramilitares ou representações diplomáticas.

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