domingo, 20 de setembro de 2026

ALERTA MÁXIMO: Domingos Simões Pereira: “Não há preço para pagar para alguém que me tirou a liberdade”.



À margem das celebrações dos 70 anos da fundação do PAIGC, realizadas em Lisboa hoje (19), o líder do partido, Domingos Simões Pereira, defendeu a liberdade, a democracia e o diálogo como caminhos para o desenvolvimento da Guiné-Bissau.

Nas suas declarações, Simões Pereira afirmou que “não há preço para pagar” por alguém que lhe tenha retirado a liberdade, sublinhando que o objetivo histórico da luta do PAIGC foi precisamente conquistar a liberdade para o povo guineense.
“Os nossos irmãos estão a andar num caminho muito perigoso que pode nos levar ao abismo. A Guiné-Bissau precisa realmente de liberdade, porque não é a violência que vai desenvolver o país”, declarou.

O dirigente do PAIGC defendeu ainda que as divergências políticas devem ser resolvidas dentro das regras democráticas.

“Podemos discutir as nossas ideias, mas isso só pode ser dentro da democracia, para que cada um possa mostrar as suas ideias para o desenvolvimento do país, e não com golpes baixos e conspirações para chegar ao poder. Isto tem que parar”, afirmou.

Simões Pereira também agradeceu o apoio das organizações internacionais, considerando que os processos políticos e sociais não são construídos de forma isolada.
“Nenhuma luta é feita sozinho. Sempre se precisa de apoio internacional para alcançar os melhores resultados”, disse.

Sobre os 70 anos do PAIGC, o líder partidário destacou o legado histórico daqueles que, segundo afirmou, deram “sangue e suor” pela construção da Guiné-Bissau.

“É importante que não estraguemos a nossa identidade, que é a nossa história”, afirmou, acrescentando que a tomada da sede do PAIGC representa, na sua interpretação, uma tentativa de atingir também a história e a identidade do partido.

Domingos Simões Pereira acusou ainda forças internas de contribuírem para a desestabilização do PAIGC e de procurarem silenciar alguns dos seus dirigentes.

O líder partidário recordou igualmente o legado de Amílcar Cabral e defendeu a continuidade da luta política pela liberdade e pela Guiné-Bissau.

“Prender Domingos Simões Pereira e fechar a sede do PAIGC não vai acabar com as ideias e os ideais do partido, porque sempre seremos a luz e guia do povo da Guiné-Bissau”, afirmou.

As declarações foram proferidas no contexto das comemorações dos 70 anos da fundação do PAIGC, num momento marcado por fortes disputas políticas e divergências internas em torno do partido.

Bissau, 19 de setembro de 2026

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