quinta-feira, 6 de outubro de 2022

Governo da Guiné-Bissau reintegra mais de 2.800 professores

Mais de 2.800 professores da Guiné-Bissau, cuja contratação havia sido suspensa, foram reintegrados e já vão receber o salário de outubro, anunciou hoje o Ministério das Finanças guineense, em comunicado.

O Governo da Guiné-Bissau anunciou em setembro a suspensão dos contratos de novos ingressos no setor da saúde e educação.

Na semana passada, a Frente Social, que junta os dois sindicatos do setor da saúde e os dois sindicatos da educação, manifestaram-se em frente ao Palácio do Governo, em Bissau, contra a polémica suspensão dos novos ingressos, aumento do custo de vida, os subsídios milionários dos governantes e abuso de poder.

Em declarações aos jornalistas, Yoyo João Correia, presidente do Sindicato Nacional dos Enfermeiros, Técnicos de Saúde e Afins da Guiné-Bissau, disse esperar chegar a um acordo com o Governo antes da greve marcada para os setores entre 10 e 14 de outubro.

Conosaba/Lusa

Capitão Ibrahim Traoré oficialmente nomeado Presidente do Burkina Faso


Ouagadougou, 05 out 2022 (Lusa) – O capitão Ibrahim Traoré, que comandou o golpe em 30 de setembro no Burkina Faso, foi oficialmente nomeado esta noite Presidente do país, segundo um comunicado intitulado Ato Fundamental, lido na televisão nacional.

“O presidente do Movimento Patriótico para a Salvaguarda e Restauração (MPSR) desempenha as funções de Chefe de Estado, Chefe Supremo das Forças Armadas nacionais”, indica o Ato Fundamental, que substitui temporariamente a Constituição do Burkina Faso, enquanto se aguarda a adoção de uma carta de transição.

O Ato Fundamental foi lido pelo capitão Kiswendsida Farouk Azaria Sorgho, porta-voz do MPSR.

Em 30 de setembro, Burkina Faso sofreu o seu segundo golpe de Estado neste ano, após outro golpe liderado em 24 de janeiro pelo ex-Presidente de transição, tenente-coronel Paul-Henri Sandaogo Damiba.

A tomada do poder pelos militares ocorreu em ambas as ocasiões após o descontentamento entre a população e o Exército devido aos ataques ‘jihadistas’ que o país sofre desde abril de 2015, realizados por grupos ligados tanto à Al-Qaida quanto ao Estado Islâmico (EI) e que já deslocou quase dois milhões de pessoas.

Conosaba/Lusa

quarta-feira, 5 de outubro de 2022

LÁGRIMAS DO POVO.

As lágrimas do Próximo Primeiro-ministro, hoje, dia 02 de Outubro de 2022, na plenária da sala do II congresso, quando usava da palavra depois da sua recondução com coordenador de MADEM-G15, pelos Delegados presentes, traduzem o sentimento de um filho do povo, bem qualificado, humilde, dialogante, congregador, reconciliador, um homem de Deus, despido de todas as vaidades e altamente comprometido com o seu povo.

Digo isso sem nenhum complexo porque é uma realidade nua e crua, sobretudo em relação aqueles
que conseguiram comprar na Europa apartamentos de centenas de milhares e euros, e os que em Bissau construíram casas que, até uma das quais, alguns ex-governantes.

As lágrimas do futuro Primeiro-ministro Bá Di Povo comportam uma mensagem forte, a mensagem de ruptura com as práticas do passado na governação, a esperança, o resgate dos valores que outrora fizeram da pátria de CABRAL um país de boas referências.

As lágrimas do Futuro Primeiro-ministro Bá Di Povo, são um aviso sério aos que pensam que a oportunidade que vai ser dada depois do dia 18, e para se servirem dos recursos do Estado “pa ruma vida”. Aconteceu no passado, mas além do facto de que aquilo que foi roubado vai ser recuperado brevemente, Futuro governo será rigorosamente fiscalizado, não só pelos digníssimos deputados da Nação mas também por todos os Guineenses, sem excepção.

I kinku pensa cuma, âmi Nhá partido cu indican, na faci kekun misti, si dunu Sta. Nganadu, porque aqui o boss chama-se Bá Di Povo, que vai ter a luz verde e o total apoio, tanto do General Presidente UMARO SISSOCO EMBALO BANNA, para realizar o sonho dos Guineenses, construindo o país nos próximos 4 anos da próxima legislatura.

Pensando na kil púbis ku na sufri, ca tene acesso a luz, iagu potável, bom escola, bom saúde, cuca pudi manda si fidjus pá europa, cu ta da só um tiro, cu na vivi inda na sucuru!
Lagrimas di esperança!
Pa Deus cubriu si manta sagrado!
Lema tem ku sedu: DJUBI TRAS KA TEM. SEMPRE EM FRENTE.
Por: Yanick Aerton

segunda-feira, 3 de outubro de 2022

Madem-G15 assume “responsabilidade histórica” de devolver confiança aos guineenses

Bissau, 30 set 2022 (Lusa) – O coordenador nacional do Movimento para a Alternância Democrática da Guiné-Bissau, Braima Camará, afirmou que o partido que lidera vai assumir a “responsabilidade histórica” de devolver a confiança e a esperança aos guineenses.

“O Madem-G15 assume a responsabilidade histórica de devolver a confiança e a esperança ao povo e aos combatentes da liberdade da pátria”, afirmou Braima Camará no discurso na cerimónia inaugural do congresso, o segundo realizado pelo partido, criado em 2018.

No discurso, Braima Camará, que anunciou oficialmente quinta-feira que se recandidata ao cargo, salientou que o congresso vai reafirmar a visão do partido expressa no programa política e assente no “facto de que o Madem-G15 representa o único partido capaz de acelerar a estabilidade política e institucional sustentada da Guiné-Bissau”.

“Para a realização desse desígnio o Madem-G15 propõe-se a garantir um bom relacionamento institucional com o Presidente da República e com os demais órgãos de soberania num quadro harmonioso que respeite os princípios fundamentais de um Estado de Direito democrático”, afirmou.

Sublinhando que o partido “está a crescer de forma sólida” e que vai “promover e aprofundar a unidade nacional”, Braima Camará salientou que o Madem-G15 está “aberto a todos os cidadãos independentemente da sua origem, estatuto social, crença religiosa, pertença étnica ou cor da pele”.

“Somos todos Guiné-Bissau”, disse, acrescentando que o reforço do partido e a promoção da unidade nacional são “incontornáveis à promoção do desenvolvimento socioeconómico” do país.

Dedicado ao tema “Consolidar o partido, promover a unidade nacional e desenvolver a Guiné-Bissau”, o congresso vai reunir mais de 2.515 delegados em Gardete, nos arredores de Bissau, até domingo, para escolher a sua nova liderança e definir estratégia para as legislativas antecipadas, marcadas para 18 de dezembro.

Braima Camará, que liderou o partido desde a sua criação e que conseguiu ser o segundo mais votado nas legislativas de 2019, foi o único a anunciar oficialmente a sua candidatura, mas fontes partidárias disseram à Lusa que há a possibilidade de serem apresentadas mais duas.

ConosabaU/Lusa

«Bissau, 30 de Setembro de 2022» Madem-G15 inicia hoje segundo congresso que deverá reafirmar Braima Camará na liderança

O Movimento para a Alternância Democrática (Madem-G15), no Governo na Guiné-Bissau, inicia hoje o seu segundo congresso, que deverá reafirmar a liderança de Braima Camará como coordenador nacional do partido, criado em 2018.

Dedicado ao tema "Consolidar o partido, promover a unidade nacional e desenvolver a Guiné-Bissau", o congresso vai reunir mais de 2.515 delegados em Gardete, nos arredores de Bissau, para escolher a sua nova liderança e definir estratégia para as legislativas antecipadas, marcadas para 18 de dezembro.

Braima Camará, que liderou o partido desde a sua criação e que conseguiu ser o segundo mais votado nas legislativas de 2019, foi o único a anunciar oficialmente a sua candidatura, mas fontes partidárias disseram à Lusa que há a possibilidade de serem apresentadas hoje mais duas.

"O Madem-G15 existe para pôr em prática as conquistas dos combatentes da liberdade da pátria, para criar igualdade de oportunidades para todos os guineenses, para ser um partido de concórdia e de estabilidade para os filhos da Guiné-Bissau", afirmou Braima Camará, durante uma cerimónia de entrada de novos militantes.

A preparação do segundo congresso do partido ficou também marcada pela entrada de novos militantes, incluindo do antigo presidente do país José Mário Vaz, bem como dos elementos do seu movimento de apoio, e da ministra dos Negócios Estrangeiros, Suzi Barbosa, além do antigo chefe da diplomacia guineense e assessor político do atual chefe de Estado Delfim da Silva.

O Madem-G15 foi criado por um grupo de dissidentes do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).

Nas primeiras legislativas em que participou conseguiu eleger 27 dos 102 lugares da Assembleia Nacional Popular (parlamento) do país.

Conosaba/Lusa

Atriz guineense com carreira internacional quer criar festival de cinema em Bissau

A atriz Babetida Sadjo, radicada na Bélgica, está no seu país natal, Guiné-Bissau, para tentar ajudar a internacionalizar o setor cinematográfico do país.

"Temos de empurrar o nosso país com a nossa cultura. Temos um povo maravilhoso, com o coração mais bonito do mundo", disse a atriz à Lusa que tem como "meta de vida" realizar "um grande festival de cinema" na Guiné-Bissau.

Em Bissau para "beber da cultura original" do país que pretende ajudar, Babetida Sadjo será a única atriz guineense com trabalhos publicados na plataforma Netflix, onde falou também em crioulo da Guiné-Bissau, numa produção belga.

Nascida em Bafatá, no leste da Guiné-Bissau, em 1983, Babetida saiu do país com a família aos 12 anos para o Vietname e de lá para a Bélgica onde, em 2007 frequentou Arte Dramática, no Conservatório Real de Bruxelas.

Babedita iniciou o percurso artístico ainda em Hanói, no Vietname, no teatro escolar, género que continuou a desenvolver na Bélgica, já no âmbito profissional, antes de entrar para o mundo do cinema.

A atriz nascida na mesma terra do fundador das nacionalidades da Guiné-Bissau e Cabo Verde, Amílcar Cabral, considerou, em declarações à Lusa, que um dos pontos altos da sua carreira é a sua participação na série televisiva Into The Night.

Babetida lembra "com muito orgulho" o facto de ter falado o crioulo da Guiné-Bissau nessa série que contou com duas temporadas na primeira produção belga naquela plataforma de streaming.

"A cena em que falei o crioulo deu-se num momento em que os personagens tinham de falar a sua língua. Éramos de diferentes países. Disseram-me que a minha personagem tinha vindo da Bélgica. Disse-lhes que não. Que eu vim da Guiné-Bissau e falei por breves instantes o meu crioulo", enfatizou Babetida Sadjo.

A atriz guineense foi considerada pela rádio australiana Power100 uma das 100 personagens negras mais influentes da Lusofonia e ainda uma das mais proeminentes atrizes da sua geração, uma distinção feita pela plataforma cultural online Bantumen.

Mesmo com todas as distinções, Babedita disse que nunca se esqueceu das suas origens, procurando levar consigo o nome e a cultura da Guiné-Bissau.

Babetida está em Bissau para contactos com pessoas do mundo da sétima arte que a própria considera incipiente, mas "com um potencial enorme" e também com as autoridades às quais quer apresentar a ideia de um festival.

Paralelamente, a atriz nascida em Bafatá está em contactos com as mulheres para produzir e apresentar uma peça de teatro em Bissau e ainda a escrever o seu próximo filme, já que decidiu também contar histórias que a façam "beber da cultura" da Guiné-Bissau e mostrá-la ao mundo.

"Estou a andar por Bissau. No outro dia fui ao mercado do Bandim, fui à Chapa de Bissau e quando regressei ao hotel escrevi neste dia 10 páginas. É muito diferente escrever um filme sobre a Guiné-Bissau a partir da Bélgica por exemplo. Aqui sentes o cheiro dos locais, do ambiente, olhas e tocas nas pessoas", sublinhou Babetida Sadjo.

Longe da produção que passa na Netflix, apenas acompanhado de um familiar, Babetida diz que se sente à vontade nos locais onde tem visitado, ainda que praticamente ninguém a conheça naqueles meios.

"Tiro os saltos altos, tiro o bâton e essas coisas, ponho os meus chinelos no pé e visto uma roupa nossa e está tudo bem", observou a atriz, mãe de duas crianças que um dia gostaria de trazer à Guiné-Bissau sobretudo para conhecerem a sua Bafatá natal.

Conosaba/Lusa

PJ da Guiné-Bissau encerra mais de 40 farmácias a funcionar com licenças falsas

A Polícia Judiciária da Guiné-Bissau encerrou mais de 40 farmácias no país que funcionavam com licenças falsas e deteve vários funcionários do Ministério da Saúde por alegada falsificação de documentos, corrupção e peculato, segundo um comunicado.

Segundo a diretora nacional adjunta da Polícia Judiciária, Cornélia Vieira Té, citada no comunicado a que a Lusa teve hoje acesso, o encerramento das farmácias foi feito no âmbito da operação "Higia", que está a ser realizada em todo o território nacional.

"Há uma proliferação de farmácias no país a funcionarem com licenças falsas e no contrabando de medicamentos de origem duvidosa", afirmou Cornélia Vieira Té.

No âmbito da operação foram detidos "alguns funcionários do Ministério da Saúde Pública ligados à autoridade reguladora das farmácias, bem como da inspeção-geral das atividades de saúde por suspeita de corrupção, peculato, falsificação de documentos e usurpação de funções".

Cornélia Vieira Té explicou que a operação está a ser realizada devido à "grande proliferação de farmácias" no país e também para verificar a forma como os medicamentos são importados, transportados e distribuídos, porque a "saúde pública está em primeiro lugar".

Conosaba/Lusa